Notas iniciais
Enton, oi. ~le desvia das pedradas, tiros e sapatos~ Desculpe a demora para a postagem desse capítulo, mas acontece que minhas aulas começaram ;------; e também, meu computador onde eu mantinha os arquivos da fanfic quebrou. Esse capítulo estava quase pronto, porém tive que refazê-lo no outro computador. Demorou mais ta aqui. Aproveitem o/

Depois de acertados os últimos detalhes da “cerimônia”, todos se dirigiram aos seus quartos, o dia seria muito longo, e começaria muito cedo. Fleur sempre demorava para adormecer ás vésperas da iniciação, caso qualquer coisa desse errado, as consequências seriam desastrosas, e ela seria a culpada de tudo. Tal era o seu nervosismo, que mesmo não estando coberta, sentia calor e suava. Tirou suas roupas e jogou para longe e aumentou a temperatura do quarto, o ambiente era semelhante ao ártico. Voltou para a cama, o frio pareceu acalma-la, pois não demorou muito para que o sono chegasse, e tão logo estava adormecendo, bateram-lhe a porta.

– O que foi agora? – perguntou ela rispidamente enquanto abria a porta.

O Coronel del Luce assustou-se com a imagem a sua frente. Ele sabia na porta de quem estava batendo, portanto não foi uma surpresa ser atendido por Fleur. Tantas vezes havia sido enviado aquele corredor apenas para ter o desprazer de acorda-la. Não estava nem um pouco surpreso em ver que ela havia deixado de ser uma menina e se tornado uma mulher, não era de se esperar menos, já que ela já possuía dezessete anos. O que o deixou perplexo foi ser atendido por uma mulher mal-humorada com cara de sono usando apenas roupas intimas, não apresentando nenhum tipo de constrangimento.

– Ah, é só você del Luce, se não se incomoda, voltarei a dormir. – ela ia fechar a porta, quando uma mão forte segurou o seu braço. O Coronel Virgílio del Luce era um homem jovem, alto e forte, de pele levemente bronzeada e músculos definidos. Apesar de ser apenas um ano mais velho do que Josh, seus cabelos eram completamente brancos, por um fator genético. Nunca o veríamos sem seu longo casaco azul com detalhes dourados, era talvez a sua característica mais marcante, exceto talvez pelo seu cabelo, que estava sempre arrumado. – O que quer? Diga-me antes que eu te estrangule. – ela disse agressivamente.

– O Frank me designou para seu pequeno passeio infantil, e também me mandou aqui para garantir que você não dormisse mais tempo do que o necessário. – ele finalmente falou.

– Humpf. – Resmungou ela. – Entre. Mas vou logo avisando que não tenho nenhum tipo de móvel, mesa ou cadeira onde você possa se sentar, então, se não quiser ficar em pé, vai ter que sentar na pontinha da minha cama. – ela disse escancarando a porta.

Ele passou por ela e fechou a porta atrás de si. Em seu íntimo, perguntava-se como algum ser humano normal poderia suportar aquele frio seminu. O termostato marcava 5°C, e Fleur sequer apresentava qualquer sinal de frio. Ela foi diretamente para a sua cama e deitou-se, encolhendo-se junto a parede. O quarto era bastante simples, possuía apenas uma cômoda, uma estante de livros e uma cama junto ao canto do quarto. Vegil sentou-se na ponta da cama encostando-se na parede, o mais longe possível dela.

Durante a madrugada, ele percebeu que ela dormia muito mal, mexia-se de um lado para o outro, e muitas vezes seu semblante tornava-se assustado, como se ela estivesse tendo um pesadelo do qual não conseguia acordar. Tanto se mexeu, que acabou indo parar ao lado dele, encostando-se em sua perna. Sorrateiramente, Vergil tentou se levantar da cama, mas a mão dela foi de encontro a manga do seu longo casaco, como se ela pedisse para que ele não fosse. Assim, ele voltou a sentar-se ao lado dela, e ela dormiu em paz. No restante da noite, ela dormiu pacificamente, de maneira angelical, encolhida junto a perna dele como uma criancinha que precisa de seus pais. Ele riu consigo mesmo, mais tarde, poderia usar isso contra ela. Quem poderia imaginar? Fleur Belladonna, a lenda dentre os magos, tinha medo de dormir sozinha, essa era mais uma arma que ele adquiria. Às uma e meia da manhã, ele decidiu acorda-la. Apesar de não ter a mínima vontade de fazer isso, tinha ordens a cumprir. Ele havia ouvido falar que ela era uma pessoa que mais parecia um urso hibernando, quase impossível acorda-la, porém, quando tocou no braço dela para sacudi-la, seus olhos se abriram e ela logo ficou de pé.

Ela não estava nem um pouco satisfeita com a presença dele em seu quarto, mas fingiu não se importar, agora, ela queria matar o Frank duplamente. Abriu o guarda roupa, e ficou tremendamente satisfeita em ver que tinha o que vestir. Apanhou roupas pretas e um coturno de couro, de maneira que parecia gótica, mas uma gótica bem sexy. Com uma blusa folgada que cobria apenas os seus seios, uma saia de pregas preta curta, olhos bem delineados e batom vermelho, ela estava pronta para matar. Entrançou o cabelo e foi até o coronel.

– Tire seu casaco. – ela ordenou. Ele obedeceu, haviam sido lhe dadas ordens expressas, ele deveria obedecer todo e qualquer comando dado por ela. Não que ele gostasse disso, mas ordens são ordens. Ele usava apenas uma regata preta por baixo do longo casaco, e a camisa deixavam seus músculos bem evidentes. – Andou malhando coronel? Você não era tão forte assim. – ela disse, usando um tom provocante.

Internamente, ele queria mata-la. Aparentemente, havia desenvolvido algum tipo de sex appeal enquanto estava fora, e estava usando contra ele. Nervosamente, ele penteou seu cabelo para trás com os dedos. Um pequeno sorriso formou-se nos lábios dela. Isso iria acabar mal, ela detectara uma fraqueza nele. Era a primeira a conseguir fazê-lo, e nada poderia detê-la agora. Deu meia volta nele, e com o dedo traçou um “x” nas costas dele. Um arrepio lhe subiu pela coluna. Para Fleur, aquilo era melhor que ganhar na loteria. Segurou em seus ombros e ficou na ponta dos pés.

– Coronel, eu acho que o senhor não deveria ficar parado assim, — ela sussurrou em seu ouvido, ele podia sentir o hálito dela na sua orelha, ela estava perto demais. – está começando a parecer um idiota. Vamos, temos trabalho a fazer.

Ela saiu do quarto, deixando-o recuperar-se da terrível experiência. Ela sorriu triunfante, agora que havia descoberto uma fraqueza nele, nunca mais seria um peão em seus jogos. As posições finalmente haviam se invertido. A iniciação seria muito melhor desta vez.

Notas finais
Quem gostou do lado negro da Fleur levanta a mão! O/ Eu sei que agora vocês devem querer me matar mais ainda, principalmente porquê ainda não respondi os reviews do capítulo passado, mas assim que eu postar vou respondê-los. Eu tenho algumas ideias boas para essa fic, mas eu gostaria de um favor. Quem puder me enviar uma ficha masculina, por favor, envie. Eu to carecida. Beijo pra vocês ~