Notas iniciais
Hey amores :3 Sentiram minha falta? Aqui estou eu, num capítulo maior õ/ Esse é especial para a Bia, essa gatosa que está fazendo 18 aninhos hoje ^-^ Parabéns (de novo) Bia

Josh andava entediado no último mês. Desde que Fleur partira, ele ficara praticamente sem todos os seus amigos. Amaya, Maya, Adam, Fleur. Todos em missão. Ele queria muito ter ido, mas ele sabia que não era possível. Para poder ir, a loira havia precisado de uma magia de camuflagem para alterar a cor dos cabelos e algumas feições. Apenas os membros marcados pela organização poderiam enxergar sua verdadeira aparência.

– Bom dia Josh. – cumprimentou Kris. Ultimamente ele havia passado bastante tempo com ela, os novatos Alice e Charlie e Jin. Connor passava a maior parte do tempo estudando dados ou fora da base. Ele era o único com permissão para entrar e sair quando quisesse o que Josh achava injusto. Ele podia se divertir em todos os lugares legais que o mundo poderia oferecer. Já Jaco, ficava apenas andando pelos corredores com um olhar desconfiado.

– Bom dia Kris, cadê a Alice? – ele perguntou com curiosidade. Era quase impossível ver uma sem a outra.

– Ela foi ajudar o Charlie, parece que ele teve algum problema para passar o colete. De novo. – ela riu.

– Sinceramente, eu não sei por que ele usa coletes e gravatas no dia-a-dia.

– Nem me pergunte, isso é coisa dele. Eu também queria saber. – ela olhou para cima e viu que Josh estava concentrado em alguma coisa. – Você é tão alto que parece um poste. – ela observou. Normalmente ele teria se ofendido, mas com o passar do tempo ele acabou se acostumando com o fato dela falar tudo que desse na telha. – Qual é a sua altura mesmo?

– Dois metros e um. Por quê?

– Nada, mas já dá para tentar um emprego como suporte de rede de vôlei. – ela riu e ele fez um biquinho.

– Você é má.

Eles continuaram conversando amenidades enquanto caminhavam até o quarto de Charlie e Jin, sem sequer imaginar o que o futuro lhes reservava.

*

Di estava terrivelmente irritado. Primeiro havia sido literalmente jogado pela janela do quarto da pensão em que estavam hospedados, depois Risuka o fizera ir ao mercado com uma lista de compras na qual não conhecia metade dos itens. Felizmente não fora difícil achar as coisas, e agora ele estava no caminho de volta. As ruas não estavam muito cheias, já que eram nove da manhã. Mesmo assim, havia pessoas andando de um lado para outro, sempre muito ocupadas. Com os ouvidos atentos para qualquer coisa que se provasse útil, ele acabou escutando um barulho incomum. Era um choro abafado, vindo de um beco escuro. Vencido pela curiosidade, ele seguiu o ruído e encontrou um pequeno garoto encolhido numa parede. Os ombros sacolejavam e ele chorava sem controle algum. Os cabelos ruivos estavam completamente bagunçados e sujos.

– Ei, você está bem? – ele perguntou.

– O que você acha? – ele perguntou sem levantar a cabeça.

– Eu acho que você precisa de um banho e uma boa noite de sono. Além de uma boa refeição. – ele disse. O menino olhou para ele com os olhinhos azuis cheios de lágrimas. Ele jamais admitiria, mas seu coração estava em pedaços com a cena.

– E por que eu deveria confiar em você? O mundo não é seguro pra mim. Eu nem devia existir... Eu sou um deles. Você nem devia se preocupar comigo, devia me bater como os outros fizeram.

– Sabe porque devia confiar em mim? – ele falou se abaixando e levantando a camisa afim de mostrar a marca negra em seu peito. – Por que eu sou como você.

O rosto do menino se iluminou. Ele conhecia aquela marca e sabia que ele jamais o machucaria. O albino levou o dedo aos lábios pedindo segredo e o menino riu.

– Qual o seu nome garoto? – ele perguntou.

– Sean, Sean Mackin.

– Vamos, não estamos muito longe. – Di chamou.

– Eu não consigo andar, minha perna dói. – Sean falou.

– Então vamos. – ele falou pegando o garoto no colo com facilidade. – Agora eu não sei como vou explicar isso para aquelas duas. Mas se eu olhar pelo lado bom, o máximo que pode acontecer é ser jogado pela janela de novo.

*

– O quê isso significa Brachmann? – Risuka perguntou ao ver a criança nos braços do albino.

– Ele estava abandonado sozinho na rua. Eu não podia deixa-lo lá! – ele exclamou. — Ele é como nós. – sussurrou.

– Tá bom. – ela bufou. – Mas eu não vou ficar de babá.

– Eu o trouxe, eu cuido. – ele falou. Myra que até então estava quieta no beliche começou a rir compulsivamente até despencar da cama.

– Você não cuida nem de si mesmo, e vai cuidar de uma criança? – ela perguntou com lágrimas nos olhos. – Faz-me rir.

O albino revirou os olhos e jogou as sacolas em cima de Myra e Risuka.

– Com licença, eu vou ali cuidar dele. Para a informação das duas, eu tenho experiência com crianças. Eu tinha um irmão. – ele falou asperamente enquanto levava Sean para o banheiro.

– O que aconteceu com ele? – o ruivinho perguntou. O albino deu um sorriso triste e seus olhos lacrimejaram, mas ele foi forte o suficiente para não chorar.

– Ele morreu.

*

Adam estava olhando para o teto, esperando que Yumiko voltasse do mercado. Fazia vinte minutos que ela tinha saído, não era tão longe. Ele estava começando a ficar preocupado quando a campainha tocou. Num sobressalto, levantou-se do sofá e abriu a porta. Mas não era a pequena maga que o esperava. Uma garota de cabelos verdes escuros e bastante pálida envolta num manto escuro olhava para ele preocupadamente.

– Hm... Posso ajudar? – ele perguntou.

– Não sou eu quem precisa de ajuda. – ela falou.

– Como assim?

– Adam, Yumiko está em perigo.

– Como você sabe meu nome e como assim ela está em perigo? – ele perguntou alarmado

– Por favor, não temos muito tempo. – ela pediu. – Se demorarmos pode acontecer com ela algo muito pior do que aconteceu com o seu irmão. – a preocupação estava estampada no rosto dela.

– O que você sabe sobre ele?

– Tudo. Pelo menos, sobre o passado dele. Também sei que você ainda não teve coragem para conta-lo a verdade. Que o irmão dele está vivo, e bem ao lado dele. – ela disse. Adam fechou a porta com rapidez.

– Onde ela está?

*

Infelizmente, a garota estava certa. Eles encontraram Yumiko encurralada por quatro brutamontes. O pânico estava estampado em suas lágrimas. Sua blusa não passava de um farrapo agora e ela tentava desesperadamente se proteger. Os homens estavam praticamente devorando a garota com os olhos e a fúria subiu à cabeça de Adam. Ele não iria deixar que nada acontecesse com ela. Ele havia prometido.

– Ei chefe, — falou um deles apontando para a marca no ombro direito dela. – essa garota é uma mutante daqueles procurados.

– Então não faça nada com ela seu animal. – gritou aquele que Adam julgou ser o chefe deles. – Podemos ganhar um bom dinheiro com ela.

– Vocês não vão ganhar nada com ela. – o ruivo esbravejou e partiu para cima de um dos gigantes. Com raiva demais para pensar claramente ele foi uma presa fácil, sendo atingido com um gancho de direita no queixo e a última coisa que viu antes de apagar foi o desespero de seu pequeno lírio.

*

Vergil já estava ficando irritado com a loira por andar de um lado para o outro sem parar no quarto. Mais irritante que isso só era o fato dela estar apenas de lingerie. Sinceramente, aquela mulher não conhecia pijamas?

– Você escutou isso? – ela perguntou alarmada.

– Isso o quê? — ele perguntou irritado

– Um barulho, vindo lá de baixo.

– Você está ficando maluca garota.

– Eu não sou louca. – ela falou. Dessa vez, ambos ouviram o barulho vindo do andar de baixo da casa. – Está vindo para cá.

– Certo, e o que espera que façamos? – ele perguntou de mal humor.

– Eu tenho uma ideia.

– Prossiga.

– Antes, me prometa que vai fazer o que eu mandar. – ela falou. Ele olhou desconfiadamente para ela. – Vai ou não? Estamos ficando sem tempo.

– Certo. – ele falou contrariado.

– Tá. Tira a blusa. – ela disse. Ele olhou mais desconfiado ainda. – É surdo ou idiota? Tira logo. – ele obedeceu. – Agora tira a calça.

– O quê?

– Fica só de cueca. – o barulho estava se aproximando das escadas. Quem quer que fosse, estava chegando. Muito a contra gosto ele tirou a calça revelando uma cueca vermelha, da qual Fleur se esforçou para não rir. Ele começou a dobrar as roupas, mas ela as arrancou de suas mãos e jogou-as no chão. Sentado na cama ele estava prestes a se levantar, mas ela empurrou-o de volta e segurou-lhe os pulsos, colocando-os em suas costas. A pele dela era gelada. Atirou o corpo contra o dele e passou os braços pelo pescoço do coronel, aproximando o rosto do dele a ponto de seus narizes se tocarem.

– Agora, prove que suas aulas foram úteis e finja por alguns segundos que gosta de mim. – ela disse antes de beija-lo.

*

Maya e Amaya se depararam com uma situação no mínimo inusitada. Chegaram à casa que Vergil e Fleur estavam morando enquanto realizavam a missão um dia adiantadas e como tinham a cópia da chave, não precisaram bater para entrar. Todo o ambiente estava escuro, e a única luz vinha de debaixo de uma porta no segundo andar. No caminho, Amaya tropeçara duas vezes e quase quebrara itens da decoração. Então, quando abriram a porta encontraram os dois no maior amasso. Ambos apenas de roupas íntimas, ela por cima dele deitados numa cama de casal.

– Amaya, você acabou de perder nossa aposta. – Maya falou zombeteira. Fleur reconheceu a voz da amiga e ergueu a cabeça saindo calmamente de cima de Vergil. Assim que ela olhou para as duas morenas, Maya quase se arrependeu da brincadeira. Quase. O rosto dela estava vermelho de raiva.

– Eu não acredito. – ela falou enfurecida.

– Eu sei que você estava curtindo essa agarração, desculpe, já estamos saindo. – falou Aya rindo um pouco enquanto empurrava a maior porta afora. Ela poderia ter perdido uma aposta mas a situação não deixava de ser engraçada.

– Não, não precisa. – ela apanhou as roupas de Vergil e jogou-as em cima dele. – Eu poderia explicar para vocês, mas não acreditariam em mim mesmo. – ela deu ombros enquanto apanhava um vestido com estampa floral do armário. – Vamos lá para baixo, quero ouvir o que têm de novo. – ela se virou para Vergil. – E você não demore, elas devem estar com fome. Você tem que cumprir seu papel como meu empregado.

*

Sean estava impaciente. Todos haviam adormecido na cabine do trem e ele estava com fome. Ele tentara acordar Di, mas ele mal se mexera e não era uma boa ideia tentar acordar Risuka ou Myra. Ele poderia ter um braço decepado no processo. Então decidiu sair atrás de algo para comer. O vagão restaurante estava praticamente vazio, por exceção de uma moça de cabelos ruivos como os dele. O garoto ficou encantado com a variedade de doces que tinham ali.

– Você quer um? – a moça ruiva perguntou. Como não era nem um pouco bobo, ele desconfiou. Mas ele viu o sorriso gentil e inocente no rosto da jovem e se desarmou. Ele dificilmente errava em quem deveria confiar.

Sentou-se na mesa com ela e começou a conversar. Descobriu que apesar de ser mais velha que ele, assim como Di, ela tinha a alma de uma criança. Eles riram e brincaram juntos durante bastante tempo.

– Mas você tem certeza que deveria ser legal comigo? – ele perguntou.

– Por que eu não deveria?

– Você sabe... Eu sou um...

– Sh... Não fale. – ela disse. Alguém podia ouvir.

– Mas...

– Você é um menino muito especial. – ela disse sorrindo. – E assim como você é diferente, eu também sou. Não se preocupe.

*

Di encontrou Sean no restaurante do trem. Ele dormia abraçado a uma moça ruiva como um bebê.

– Sean. – ele chamou de longe.

– Sai seu chato. – o menino resmungou com a cabeça encaixada no pescoço da moça. – Me deixa dormir.

– Eu deixo, mas vamos voltar para a cabine. Você tem noção do quanto eu fiquei preocupado? Podia ter me chamado se quisesse comer. – ele falou tentando pegar o garoto, que se recusava a soltar a moça. Ela apenas se divertia com a situação. – Desculpe por isso. – ele falou envergonhado.

– Não tem problema algum. – ela respondeu gentilmente. – Ele estava me contando a história dele e nós brincamos bastante. Foi divertido. – o albino olhou desconfiado. Ele se perguntava o quanto o menino havia dito. E como se pudesse ler sua mente a moça continuou. – Ele me contou tudo.

– Tudo? O quanto exatamente ele falou? – ele perguntou. Sabia que estava andando sobre o gelo fino agora.

– Tudo. – ela respondeu com simplicidade. – Ah, que idiota eu sou, nem me apresentei. Sou Summer e você é...

– Dietrich. Mas é muito complicado, é melhor me chamar de Di. – ele respondeu. – E você não se importa com as coisas que ele te disse? – ele perguntou inquisidor.

– Na verdade, não. – Summer falou enquanto se levantava com o menino nos braços. – E se não fosse incômodo demais, eu gostaria de me juntar a vocês. Quero dizer, se a expedição de vocês ainda tiver espaço para mais alguém.

*

Josh, Alice, Charlie, Kris e Jin estavam juntos no refeitório jogando conversa fora quando tudo tremeu e pôde se ouvir um estrondo ensurdecedor. Connor apareceu ao lado da mesa apresentando uma leve preocupação, o que para os padrões dele, significava que as coisas estavam realmente sérias.

– O que está acontecendo aqui? – perguntou Josh.

– Estamos sendo invadidos. – Connor informou.

– O quê? – perguntou Alice, ainda incrédula.

– Trouxemos uma erva daninha no meio das flores.

– Como assim Connor? – perguntou Charlie confusamente.

– O que ele quis dizer, — falou Jin. – é que temos um traidor entre nós.

– Mas quem faria uma coisa dessas? – indagou Alice.

– Eu. – falou Jaco rindo tenebrosamente, encostado à porta de entrada da sala.

Notas finais
Então? Acharam o quê? Ficou muito ruim? Eu estou aqui perguntando humildemente. Altas emoções nesse capítulo né? Quero pedir desculpa para a Luna-chan. Desculpa mesmo por fazer isso com a sua personagem, mas foi necessário. Ela está viva, não se preocupe okay? Mas vai demorar um pouquinho para aparecer novamente, mesmo assim, ela vai desempenhar um papel fundamental no futuro. E esse Di todo fofo? Eu amei :3 Eu nem tenho o que falar, por que nem eu processei direito o que ocorreu nesse capítulo. Anyway, até a próxima pessoas. E eu vou estar viajando no próximo final de semana, então não esperem que eu atualize nenhuma das minhas três interativas. Sim, três. Eu fui arrumar mais uma e tô mais atolada que caminhão em estrada de barro num dia de dilúvio. ASK DOS PERSONAGENS: ask.fm/interativasdayumi P.S.: Qualquer coisa, se eu demorar, a culpa é do cubo mágico. Estou viciada nisso.