Notas iniciais
Primeiramente, eu nem ia soltar o capítulo agora, mas eu me senti culpada por tanto temposem atualizar, e como passei o dia de bobeira em casa com febre, acabei escrevendo mais. Eu já estou quase de férias, então podem esperar mais capítulos. Mas nada de regularidade, não esperem que eu me organize e comece a postar com datas marcadas e pá. Enfim, curtam essa bostinha ai -q

Talvez, dentre todos ali, Connor fosse o único capaz de compreender a gravidade real da situação. A mente brilhante escondida atrás da expressão sonolenta e entediada trabalhava a mil por hora calculando as possibilidades, avaliando os riscos, os prós e contras. Ele havia se transportado para um ponto alto de onde poderia observar a luta e ao mesmo tempo fugir dela. Ele não era um lutador, não que não o soubesse fazer ou que não fosse bom, apenas não gostava de fazê-lo. De vista geral, já havia três mortos e cinco incapacitados. Dos cinco, quatro haviam sido atropelados pelo tenente Hellscythe, o que plantara uma inquietação em sua mente. Havia algo profundamente errado naquela situação. Ele nunca havia conversado muito com o mesmo, mas seu amigo, Adam, era quase irmão daquele cara, e o que ele fazia ali contradizia tudo que Connor já havia escutado sobre ele.

Jinai, vulgo Anjinho ou Jin, estava sobrevoando a área, aparentemente tão desinteressado na luta quanto Connor. O ruivo fez um sinal discreto para que ele se aproximasse.

– Jin, preciso que faça algo para mim.

Agora Adam entendia por que mandaram ficar longe de Josh no combate. O cara mais parecia o maníaco do martelo do que aquele rapaz gentil e brincalhão que ele conhecia. Ele deixara três soldados incapacitados de com um único golpe, e aparentemente estava prestes a subjugá-los quando Adam percebeu a aproximação de um outro com uma faca que cintilava ameaçadoramente. Tomado pelo impulso de salva-lo, Adam correu, mas antes que ele chegasse ao homem, a faca desapareceu da mão dele. Sumiu, simplesmente sumiu.

– Ah, então o amiguinho também quer participar da festa? – perguntou Josh, ainda de costas num tom de voz que com certeza não era normal. Ele falou de uma maneira tão perigosa que Adam parou antes de chegar muito perto. – Crianças não devem brincar com facas, e muito menos tentar esfaquear o seu anfitrião.

– Mas o quê raios...

– Seu brinquedo? Você quer isso aqui? – perguntou ele, com a faca que o homem segurara a alguns segundos atrás na mão livre.

– Como isso foi parar ai? – perguntou o homem, absolutamente surpreso.

– Eu poderia explicar para você, mas infelizmente hoje eu estou sem tempo para explicar coisas simples para idiotas de intelecto inferior como você. – ele disse sorrindo de uma maneira gentilmente ameaçadora. Ele falava como se estivesse oferecendo um doce para uma criança. – Vermes como você devem desaparecer. – facas semelhantes a que ele segurava surgiram nos crânios, olhos e pescoços dos três soldados incapacitados. Não foram enfiadas ou arremessadas, simplesmente apareceram como se nunca houvessem saído dali.

– M-monstro...

– Do que você me chamou? – perguntou Josh, virando-se para o homem.

– Monstro. – o homem de uniforme branco falou com uma coragem tirada sei lá de onde.

– Seria uma pena se você nunca tivesse existido não é mesmo? – ele perguntou, com o mesmo tom de voz estranho. Parecia uma criança ameaçando alguém de morte de uma maneira fofinha, era assustador. O homem caiu mole no chão, sem que ele precisasse encostar um dedo sequer nele. Adam ficou perplexo, o que quer que estivesse acontecendo ali, aquele não era seu amigo, seu irmão Josh.

Jin, que havia assistido toda a cena, voltou ao encontro de Connor, e relatou tudo a ele.

– Mockingbird. – ele disse com os dentes cerrados.

– Você não estaria falando do maníaco que fez uma chacina durante uma fuga de um presídio classe II há dez anos não é? – perguntou Jin nervosamente.

– Infelizmente sim. Preste bem atenção, tudo que eu falarei agora é extremamente secreto, essa informação não pode vazar de maneira alguma. – falou Connor.

Enquanto isso, Adam manejava com maestria seu martelo para se defender dos homens de uniforme branco que o atacavam. Até agora, as coisas iam bem, apesar dele ainda estar perturbado com a cena que presenciara a poucos momentos atrás. Ele começava a pensar que mesmo sendo dois contra um ele poderia ganhar, mas ele foi frustrado quando um deles o atacou em seu ponto cego. Ele soltou o martelo e cambaleou para trás, limpando o filete de sangue que escorria do canto de sua boca.

– Vocês querem brincar? – provocou ele. – Então está certo, vamos brincar. Titan Strenght.

Ele socou o homem que estava mais perto dele, assim que o punho dele foi de encontro ao crânio do caçador, o osso cedeu e afundou. Ele caiu sem vida no chão. O outro partiu em direção a Adam com mais cautela. O ruivo podia ser forte, mas o soldado era mais rápido. Os golpes dele erravam, porém o seu inimigo o atacava impiedosamente em seu ponto cego. Depois de alguns minutos de um combate inflamado, o ombro direito de Adam já estava em frangalhos, isso em si não afetava muito os seus ataques, já que graças ao bom Deus ele era canhoto, mas mesmo assim, a dor o incomodava. Usou sua força descomunal e pulou por cima do caçador (N/A: Sabem o Hulk? Foi mais ou menos assim, só que de uma maneira mais suave.). Com a mão esquerda, levantou seu martelo como se fosse feito de isopor e arremessou-o no peito do homem. Um portal engoliu o enorme objeto antes que ele atingisse seu alvo, o ruivo sorriu. Poucos segundos depois, o martelo havia esmagado a caixa torácica do caçador.

– Connor, você acabou com a minha diversão. – reclamou Adam.

– Você tem que tirar a Amaya do raio de alcance do Josh. – respondeu o outro com urgência através de um pequeno portal que permitia a comunicação dos dois.

– O cara dos portais é você, espertalhão. Por quê raios está me pedindo isso?

– Por quê o Brachmann está ocupado demais e ela fraturou a tíbia. O Josh está perto demais dela, e nós dois sabemos o que ele é capaz de fazer. Duvido que ele vá usar da racionalidade, vai tirar tudo que estiver no caminho dele por bem ou por mal. – respondeu Connor ainda mais alarmado.

– Certo, eu vou. Mas não por que você mandou, eu só não quero ver uma dama machucada em apuros. – ele disse dando com o ombro esquerdo. O portal se alargou o suficiente para que ele pudesse passar. A saída estava a uns dois metros da morena, que trincava os dentes enquanto se protegia com uma espada semitransparente dos pedaços que iam na direção dela. Dietrich e Risuka estavam a dez metros de Amaya, que estava cinco metros atrás de Josh no outro sentido. O mais rápido e silenciosamente que lhe foi possível, ele levantou-a com uma única mão, ela agarrou-se com os braços no pescoço dele, sentando-se no braço dele como uma criança. Ela não falou nada, apenas trazia uma expressão de dor. Ele voltou ao portal, que dessa vez os levou para o alto do prédio onde Jin e Connor se encontravam.

– A sua perna está num péssimo estado. – observou Connor.

– Você jura? – falou ela com ironia, mas ainda com os dentes trincados. – Me diz outra coisa que eu não sei, Capitão Óbvio.

– Você quebrou o osso em dois lugares diferentes. – o ruivo disse.

– Tá, isso eu não sabia. – ela disse.

Adam sentou no chão, ainda com Amaya em seu colo. A cabeça dela estava na altura do ombro dele. Por um momento, ela esqueceu a dor em sua perna e prestou atenção nele. Sem aviso, ela segurou a manga direita danificada da camisa preta dele e rasgou, expondo um grande hematoma roxo com um corte fundo. O osso estava claramente na posição errada.

– Isso não é nada. – ele se apressou em dizer.

– Nada? Você me carregou com o seu ombro nesse estado? – ela se indignou. – Como pôde fazer isso, eu poderia ter vindo andando.

– Claro que não. – ele rebateu. – Sereias não podem andar em terra firme.

– Mais uma para o almanaque de cantadas ruins do Adam. – riu Jin. Amaya também riu. Alguns momentos se passaram até que ela se desse conta de que estava sentada nas pernas de Adam. Ela corou até as orelhas e teria caído para trás se Jin não a tivesse apoiado. Ele a ajudou a sair de cima do ruivo e sentou-a apoiada numa parede.

Enquanto isso, Maya estava apoiada numa viga assistindo a batalha enquanto chupava um pirulito.

– Acho que está na hora de virar o jogo. – ela disse, se desencostando da parede. – Invocação: Renascidos da Fênix.

Um grande circulo mágico surgiu sob os pés dela. O vento soprou forte. Chamas azuis sugiram, tomando a forma de corpos lentamente. Um homem alto e forte apareceu ao lado dela.

– Pelo visto as coisas não estão muito bem para você nos chamar aqui não é Maya? – perguntou ele.

– Pois é Mark. Eu geralmente tento não depender da sua ajuda. – ela disse.

– Eu que dependo de você Maya, eu e meus soldados. Nós dois sabemos disso. – ele disse.

– Certo, mas chega de ladainha. Pegue esses seus vinte homens ai e acabe com os caras de uniforme branco.

– Acabar?

– Sim, — ela disse impaciente, pondo a mão na testa. – acabe, execute, mate, torture, finalize, dê um jeito! Só não quero que eles sobrevivam!

– Certo. – ele disse. – Soldados, temos nossas ordens. Atacar!

Notas finais
E ai? Ficou muito ruim? Acho que não. Adam e Amaya. HMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM... Eu sei que sou uma vaca por bagunçar mais ainda os ships de vocês, mas eu estou aqui para isso. Esse é meu lugar no universo. E sobre eu ter deixado meu twitter no último capítulo, eu não estou mendigando seguidores, eu só quero um canal aberto para me comunicar com vocês, já que eu respondo mais rápido lá do que aqui. Enfim, SEJAM LEGAIS E COMENTEM PARA FAZER UMA AUTORA DOENTE FELIZ.