Notas iniciais
Yo meus queridos pudins :3 Como vai o dia de vocês nesse maravilhoso sábado? O meu vai bem, apesar de eu ter gastado a manhã resolvendo o bug de atualização do meu jogo T^T Enfim, para quem estava ansioso para o início do novo arco, aqui está. Um capítulo novinho em folha. Eu ainda não fiz sinopse desse arco, ainda estou afim de manter segredo sobre a temática principal. Nessa semana tivemos três capítulos, mas pretendo postar só dois mesmo, assim, eu ainda não me empolguei com a outra fanfic como com essa, então vai demorar um pouco até que eu diminua o ritmo de postagem por aqui. Enfim, aproveitem :3

– Você não pode estar falando sério. – Vergil falou incrédulo.

– Pareço estar de brincadeira? – o homem perguntou. Os cabelos grisalhos cortados cuidadosamente caiam sobre seu olho direito, escondendo parcialmente a cicatriz que ia do meio da testa até perto da orelha.

– Eu trabalho muito melhor sozinho. – ele falou sério.

– Pode até ser, — o homem falou entediado. – mas sozinho você levantaria muitas suspeitas.

– Marechal Sens, essa proposta é ridícula. – ele refutou.

– Analisemos dessa maneira: Se você quer tanto essa promoção, tem que me provar que pode trabalhar bem em equipe. Se obter sucesso, eu lhe promovo. – ele cruzou os dedos sob o queixo.

– Eu posso muito bem conseguir informações sozinho.

– Eu sei disso. Nunca duvidei por um segundo sequer da sua competência, mas acontece, que um general precisa conseguir lidar com todos apesar das divergências. – o homem começou a ficar impaciente.

– Certo, mas por que raios essa proposta absurda? Não poderia ser nada mais razoável?

– Se você conseguir fazer isso pode fazer qualquer coisa.

– É mais fácil o inferno congelar antes. – Vergil falou sério. – Eu quero a promoção, mas isso aqui é impossível! – ele colocou a mão sobre o papel.

– Olha aqui Sr. Del Luce, — ele perdeu a paciência, mas não elevou o tom de voz. – não existe ninguém neste lugar que lhe conheça melhor do que eu. Eu sei muito bem as suas razões para querer essa promoção, e também sei muito bem que se a organização ficar em seu caminho você não vai pensar duas vezes em nos tirar do combate. Mas se quer governar alguma coisa, precisa ser capaz de fazer coisas mesmo que não goste delas. Eu não estou lhe forçando a nada, mas se quiser a promoção, vai ter de ser nos meus termos. Caso não queira, tenho uma pessoa que sabe lidar com as pessoas muito melhor do que você, e diferentemente do senhor, essa pessoa sabe ignorar as diferenças e trabalhar com pessoas que não gosta.

– Você não está insinuando que...

– Que posso promover a pequena antes de você? – ele provocou. – É exatamente isso que eu estou insinuando.

– Ela não aceitaria essa proposta. – ele desafiou.

– Claro que aceitaria. – ele riu. – Eu a conheço melhor do que você meu caro. Ela não só aceitaria como faria o melhor que pudesse. Ou você acha que há três anos ela não fazia ideia de que aquela era uma missão suicida? Ela conhecia muito bem os riscos e mesmo assim foi. Nem sequer questionou. Eu podia ver que ela não queria ir, e poderia muito bem ter mandado outro, mas eu sabia que ela voltaria.

– O que te fez ter tanta certeza?

– É simples, ela se recusa a morrer antes de se vingar.

– Se vingar?

– Eu não posso falar mais nada, isso é um assunto pessoal dela. Se quiser saber, vai ter que perguntar. O que eu acho pouco provável, — ele riu novamente. – seu orgulho nunca permitiria tal coisa.

Vergil levantou-se da cadeira e se dirigiu a porta.

– Mais uma coisa, caso mude de ideia, vai ter de me convencer que atua bem o suficiente. – ele gargalhou.

~*~

Para Risuka, e para vários outros, a atitude dos responsáveis pelo setor hospitalar era altamente ridícula. Haviam se passado nove semanas desde o bilhete, que não disse absolutamente nada. Ela nem era chegada a albina nem nada, mas era frustrante não ter notícias.

– Se você vai ficar olhando pro nada e pensando sobre teorias conspiratórias, pode ir me passando seu prato. – falou Myra já espetando o último pedaço de carne de seu prato.

– Pode ir tirando o seu cavalinho da chuva, desse jeito ele vai ficar gripado. – ela falou.

– Ei, calma ai. Briguem depois de comer, assim eu posso separar a briga. – falou Di, de algum lugar da longa mesa.

– Vai cuidar da sua vida seu animal acéfalo. Arruma uns vinte gatos, cuida das cento e quarenta vidas deles e deixa a minha em paz. – Risuka falou.

– Nossa você é muito boa de mira Risuka. – falou Adam.

– Olha eu sei que não deveria perguntar já que sei que vou me arrepender, mas, porque?

– Por que essa atingiu meu coração. – ele falou teatralmente colocando a mão sobre o lado esquerdo do peito.

Todos na mesa riram, menos Risuka, que se limitou a bater de leve na testa e murmurar: “Idiotas, eu estou cercada por idiotas.”, e Myra, que estava concentrada tentando pegar uma batata do prato quase intocado de Risuka.

A atenção deles foi atraída pelo barulho da porta do refeitório se abrindo quando uma garota loira e sonolenta entrou de pijama com um urso branco na mão esquerda. Os longos cabelos estavam bagunçados, a franja lhe caia nos olhos e ela cambaleava como se tivesse acabado de acordar de um sono longo. Ela puxou uma cadeira e se sentou na ponta da mesa retangular, abaixando a cabeça quase que no mesmo momento. O silêncio reinou até que Josh chegou com seu prato de batatas fritas. Ele olhou para a garota por alguns segundos só para ter certeza de que não estava enganado, depois colocou o prato em cima da mesa e foi até ela.

– O que diabos você está fazendo aqui? – ele perguntou. Ela jogou o urso que trouxera nele.

– Esse urso é seu. O que ele estava fazendo na minha cama?

– Eu pedi para os médicos colocarem ele com você, e ele é tecnicamente seu de novo agora. – ele respondeu. – Não mude de assunto, o que você está fazendo aqui? Me disseram que você deveria acordar em três dias!

– Eu vim te entregar isso. – ela respondeu se referindo ao urso.

– Você é uma idiota Fleur. – ele disse.

– Eu achava que fosse ela, — falou Amaya. – só que como nunca tinha visto ela de cabelo solto não tinha certeza.

– Claro, por que existem muitas garotas loiras gostosas como ela por aqui. – falou Di.

– Vinte gatos não são suficientes? – perguntou Risuka. – Acho que vamos ter que te dar uns trezentos pra aprender a não meter o nariz onde não foi chamado.

– Quieta anã. – ele falou. Ninguém precisou externar o que estavam pensando, mas isso era óbvio: “Ele queria levar um tiro no saco.”. Amaya colocou a mão no ombro da amiga e a impediu de voar no pescoço do albino, o que Myra claramente desaprovou. Ela estava com cara de quem queria ver o circo pegar fogo.

A conversa seguiu animada por horas a fio, e poucos minutos depois da chegada de Josh, Fleur já estava completamente desperta. Teve de tudo um pouco: de concurso de quem come mais batatas fritas (que foi ganho por Josh e seu infindável apetite por batatas) a espancamento de enxeridinhos. Depois da surra que levou de Myra e Risuka, Di achou melhor ficar na dele por um tempo. Não que ele fosse desistir, mas precisava de um tempo para se recuperar da sova que levara.

~*~

Fleur acabara de dobrar no corredor que levava ao seu quarto quando viu Vergil parado a sua porta.

– O que os bons ventos nos trazem? – ela perguntou irônica encostando-se na parede.

– Vou direto ao ponto. – ele falou entregando um papel para ela. Quando começou a lê-lo, ela franziu as sobrancelhas, mas depois explodiu em gargalhadas.

– Você espera mesmo que eu aceite isso? – ela perguntou se dobrando de tanto rir.

– Acredite ou não, eu achei isso tão ridículo quanto você. – ele respondeu de cara fechada. – Mas infelizmente o marechal não me deu outra opção.

– Não, calma. – ela falou caindo no chão de tanto rir. – E ainda por cima, de todas as pessoas, você vem pedir isso pra mim?

– Hilário. – ele revirou os olhos. – O maior problema não é o teatro em si, mas a pessoa com quem terei de contracenar.

– Você sabe que eu não vou aceitar isso aqui não é? – ela disse enxugando uma lágrima enquanto se levantava.

– Eu creio que você não entende a necessidade dessa missão, senhorita Dubois. – ele disse apoiando a mão na parede ao lado da cabeça dela e aproximando o rosto do dela. O semblante de Fleur se endureceu na mesma hora.

– Para você é Belladonna, seu imprestável orgulhoso de merda. – ela disse diminuindo a distância a ponto dele poder sentir a respiração dela, seu tom era ríspido. – Eu sei que você deve ter alguma razão muito forte para ter mandado seu maldito ego ir passear e vir me pedir isso. Mas vamos ao que interessa: O que eu ganho com isso? – os gélidos olhos azuis faiscavam perigosamente.

– Digamos que... — ele engoliu em seco como se as palavras que se seguiriam fossem terrivelmente amargas. – Eu ficaria te devendo uma.

– Tem certeza que pode pagar a dívida? – ela perguntou com um sorriso malicioso.

– Absoluta. – ele estava determinado a não ser vencido por ela novamente, além de desejar muito a recompensa da missão.

– Então temos um acordo. – ela disse divertidamente. E antes que ele se afastasse, ela deu um beijo estalado nos lábios dele com um sorriso travesso. – Suas aulas começam amanhã, senhor Carter. – ela falou enquanto saia rapidamente e entrava em seu quarto, deixando-o sozinho no corredor para pensar no buraco em que tinha se enfiado.

Notas finais
Fleur ozada :v Essa menina não tem limites não. E ai? Ansiosos para saberem o que tem no papel, assim, qual é essa missão tão hilária/ridícula/absurda? Eu acho que o Vergil ainda vai sofrer na mão da Fleur, só acho :v Vai pagar todos os pecados dele -q Pra quem shippa Vleur, esse capítulo foi dos bons XD Eu espero que tenham gostado dele e se divertindo lendo-o, já que eu gostei muito de escrevê-lo :3 Eu tô vendo vocês seus fantasminhas, comentem u-u Eu sei que tem 20 pessoas acompanhando a fic e praticamente metade comenta, então, por favor, mostrem as faces e lembrem que digitar emagrece os dedinhos u-u Acho que não esqueci de nada não, até loguinho :3