Notas iniciais
Hey hey hey Eu não morri õ/ Depois de um mês sem atualizar a fic, eu voltei. Esse capítulo quase não saiu, sinceramente. Eu estava meio sem ânimo para escrever nesses últimos dias (lê-se: Semanas). Ainda estou na verdade, mas consegui terminar esse capítulo depois de muito sufoco. Vocês notaram que esse tem título certo? Pois bem, essa é uma espécie de one shot dentro da fic. Eu já estou trabalhando no capítulo de verdade, não se preocupem, mas eu achei que seria legal. Se quiserem que eu escreva mais rápido, existe algo que podem fazer (preparar para a chantagem). Comentários e recomendações são bem vindos ouviram? ASHUASHUASHASHUASH Eu pretendo não sumir por muito mais tempo, prometo. Mas se vocês colaborarem comigo, fica mil vezes mais fácil. Enjoy ~

Era uma bela manhã de sábado, o sol despontava no horizonte convidando todos a saírem de suas casas e aproveitarem aquele lindo dia de verão. Os raios alegres do astro-rei praticamente imploravam a Sean que fosse para o lado de fora. Mas um dia como aquele era perfeito demais para ser aproveitado sozinho. Sorrateiramente, esgueirou-se pelos corredores da casa adormecida, descendo as escadas em direção ao térreo. Ele havia adquirido o hábito de ver o nascer do sol quando não conseguia dormir. A sacada no segundo andar era perfeita para essa atividade, pelo menos na opinião dele. O único problema em acordar cedo era que se sentisse sono novamente não conseguiria voltar para seu cantinho do colchão uma vez que estivesse fora dele. A sua teoria era de que se um dia conseguisse vencer o abraço de urso de Dietrich, ele seria o campeão mundial de halterofilismo.

Ele dividia um colchão pequeno demais para três pessoas com Summer e Di no “dormitório” no qual se transmutara o porão e apesar de parecer desconfortável dormir espremido entre duas pessoas num colchão de solteiro, ele jamais reclamara. Era o melhor desconforto do qual já havia desfrutado. Apertado entre a ruiva e o albino, ele dormia serenamente, sem os pesadelos que o acompanharam por tanto tempo.

Na maioria das vezes, ele nunca precisou voltar a dormir. Era muito mais divertido assisti-los dormir e nessa manhã em especial tudo estava ainda mais engraçado. O rosto do albino havia se perdido entre os cabelos ruivos da garota enquanto o rosto dela estava encaixado entre o pescoço e o ombro dele. Sean olhou mais de perto e não conseguiu resistir ao impulso de rir.

– Mas o quê... – Dietrich começara a dar os primeiros sinais de vida. Acordado pelo ataque de risos insano do garotinho ruivo, ele demorou a perceber que estivera dormindo numa posição no mínimo constrangedora. Não demorou para que a ruiva acordasse tão desorientada quanto o seu colega.

– Sean? – ela perguntou sonolenta. – Por que tanto riso criança?

– A Sun baba enquanto dorme. – ele falou enquanto rolava no carpete de tanto rir.

– Eu babo?

– Ela baba? – perguntou Di. Ambos estavam desnorteados pelo sono.

– Olha pro seu ombro bobão. – ele disse esfregando os olhos para enxugar as lágrimas.

Ainda sem compreender, ele olhou para um de seus ombros.

– Não tem nada aqui.

– O outro, bobão. – o garoto apontou.

Summer foi mais rápida.

– Desculpa, olha só o que eu fiz com seu pijama. – ela falou olhando a parte molhada de saliva.

– Não tem problema. – ele falou coçando a cabeça, constrangido.

Summer parecia estar prestes a falar algo quando Maya apareceu do nada vinda de lugar algum.

– Ei, vocês estão com fome? – ela perguntou abrindo a porta e colocando a cabeça dentro do cômodo.

– E por acaso tem comida nessa casa a essa hora da manhã? – o albino perguntou.

– Obviamente que sim, temos três pessoas com insônia e uma que não dorme. Me desculpe se a Bela dorme demais, mas aqui quase sempre tomamos café cedo.

Os dois mais velhos fizeram uma cara de interrogação, obviamente não sabendo de quem se tratavam as pessoas. A morena suspirou.

– Se não estivesse ocupado demais dormindo, iria saber que eu quase nunca durmo e que o casal real está sofrendo de um caso terrível de insônia. Fazem três noites que nossa Ice Queen não dorme. Pelo menos o Ice King me dá um descanso.

– Ice Queen é essa sua bunda gorda. – gritou Fleur de algum lugar acima deles.

– Não negue docinho, você é definitivamente a Ice Queen. – ela gritou de volta. – Então, vocês vem?

– Tem panquecas? – Sean perguntou. – Eu estou morto de fome.

– Claro que sim querido. – ela respondeu gentilmente. – Nunca esqueceríamos suas panquecas.

Ele correu escadas acima e passou pela porta como um raio. Maya encarou os dois por breves momentos.

– Se quiserem algo, é só subir. – ela disse por fim.

*

– ... então eu olhei de perto e vi que a camisa do Di estava molhada de baba no ombro. – o albino e a ruiva ouviram Sean dizer. Aparentemente, haviam chegado no meio de algo. – A Sun estava dormindo com a boca aberta lá. Foi por isso que eu ri tanto. – ele concluiu tentando não rir com a boca cheia.

– Já era de se esperar do casal maravilha. – Maya gargalhou.

– Casal maravilha? – ele perguntou entrando na cozinha. Na mesa, Sean devorava um prato de panquecas enquanto a morena e a loira tomavam canecas de café. Havia toda sorte de comida disposta ali, o que Di considerou uma injustiça. Quem acordava mais tarde tinha que se virar para tomar um café da manhã decente.

– Sim, sim. – a morena disse gesticulando com a mão. – Você e a ruivinha são o casal maravilha, a loirinha e o emburrado são o casal real. O menino árvore e a maninha são o casal amizade.

– Menino árvore? – Summer pareceu confusa.

– Cabelo verde, mais alto que um poste e quando tá de frente parece que tá de lado, quando tá de lado parece que foi embora. Atende por Josh também. – Maya disse tomando um gole de sua caneca.

Os dois sentaram-se na mesa afim de comer algo. Seria um crime acordar tão cedo e não comer nada daquele verdadeiro banquete. Di estava no meio do segundo prato quando Sean levantou-se da mesa.

– Aonde vai pirralho? – ele perguntou.

– Tem creme no seu queixo Brachmann. – Fleur comentou. O albino olhou torto para ela. Ainda não se acostumara com o comportamento dela desde que voltara de sua missão de três anos. Ela estava no mínimo instável. Hora sentia vontade de matá-la, hora de abraça-la. Mais esquisito que isso, só vê-la vestindo-se como uma pessoa normal. Ultimamente ela tinha abusado das estampas florais e de vestidos no máximo na altura dos joelhos. Para os padrões Fleur de moda, aquilo era quase ser uma freira.

– Aonde? – ele perguntou tentando desesperadamente se limpar.

– Ali bobão. – Sean falou rindo e apontando para a região melecada de doce.

– Aqui, deixa que eu limpo. – Summer falou esfregando um guardanapo em seu queixo. – É o mínimo que eu posso fazer depois de babar sua camisa.

– Se peguem logo. – a loira disse revirando os olhos.

– Primeiro espera a gente sair e tirar a criança daqui. Não queremos o pobre menino traumatizado por culpa dos dois. – Maya falou zombeteira, já empurrando Sean porta afora.

– Espera! – ele exclamou. – Eu nem perguntei se a gente podia passear hoje ainda.

– Pergunta mais tarde. – a morena falou. Fleur levantou-se da mesa com a caneca ainda pela metade e foi atrás da amiga, lançando um olhar quase indecifrável para os dois antes de sair deixando um albino e uma ruiva extremamente confusos numa cozinha.

*

– Podemos ir naquele parque? – o pequeno garotinho ruivo perguntou com os olhos brilhando. Em toda a sua vida, nunca fora num parque.

– Podemos Di? – Summer perguntou. Os dois o encaravam com aquela cara de cachorrinho. Ele não pode resistir aos olhos azuis pidões.

– Certo crianças. – ele revirou os olhos. – Vamos ao parque.

O rapaz de cabelos brancos guiou os menores até o guichê, para que pudesse pagar as entradas.

– Três, por favor. – ele disse passando o dinheiro para a atendente.

– O senhor e quem mais? – ela perguntou. Como resposta, apontou para Sean e Summer, que brincavam de pega-pega. – Farei um família então, sai mais barato. Sua namorada e o irmão dela não? – ele assentiu com a cabeça. Podia ser uma mentira deslavada, mas um desconto era sempre um desconto. Pegou os ingressos e juntos, entraram.

– Este é uma réplica do que os nossos antepassados tinham como conceito de diversão. – explicou o albino. – Antes de toda a tecnologia inventada à quinhentos anos atrás ser destruída na terceira guerra mundial. A maior parte das coisas aqui não são eletrônicas. Estive num desses com minha família uma vez. – ele sorriu tristemente, nostálgico. – Eu me diverti muito.

– Eu quero ir naquele ali. – o garotinho apontou para uma montanha russa. – Parece legal.

– Vamos! – Summer exclamou empolgada, arrastando os garotos pelas mãos.

Nas subidas e descidas do brinquedo, os três gritaram e riram. A adrenalina eletrizava seus corpos e os fazia aproveitar cada momento.

– Podemos ir naquele ali? – a ruiva perguntou depois que eles desceram do carrinho.

– Na Casa dos Espelhos? Tem certeza? – Di perguntou.

– Qual é o problema?

– É só que...

– O Di tem medo do escuro! – Sean disse.

– Não tenho não. – o albino rebateu ofendido.

– Tem sim. – ele falou cantarolando. – O Di tem medo do escuro, o Di tem medo do escuro.

– Hmpf, venham. Vamos acabar logo com isso.

Dentro, o lugar era pouco iluminado. Um labirinto de espelhos de mais de cem metros de extensão.

– Aposto que chego primeiro! – exclamou o garoto empolgadamente.

– Não antes de mim! – riu Summer.

Antes que o rapaz de olhos verdes pudesse esboçar qualquer reação, os ruivos já haviam disparado para dentro do labirinto, deixando-o sozinho com seus reflexos. O som de passos ecoava, rompendo o silêncio que o envolvia. A semiescuridão o deixava desorientado, ele poderia negar até a morte, mas Sean tinha razão. Dietrich Brachmann tinha medo do escuro. A escuridão sempre havia lhe trazido péssimas surpresas, não era de se esperar que não gostasse dela.

Desnorteado, ele correu sem rumo pelo labirinto. Seu péssimo senso de orientação não o ajudava em nada nesse aspecto. Em certos momentos, ele ouvia as risadas de Summer ou Sean, o que lhe indicava que os dois estavam bem. Melhores que ele por sinal. Ele perdeu a noção de tempo lá dentro, não sabia se horas ou minutos haviam se passado desde que entrara. Frustrado, desabou no chão. Olhou para o teto observando as fracas luzes que iluminavam o recinto. Fechou os olhos e por longos momentos, não pensou em nada. Absolutamente nada. Estava tão absorto nessa atividade que acabou adormecendo.

– Di? – ele ouviu a doce voz de Summer chama-lo.

– Desculpa ter saído correndo sem avisar. – Sean disse sem graça. – A gente esqueceu que você se perde fácil.

– O que vocês fazem aqui? – ele perguntou sonolento, levantando-se com algum esforço.

– A gente veio te buscar. – a garota sorriu.

– Me buscar? – ele indagou confuso.

– Claro que sim, afinal, não é para isso que servem os irmãos? – Sean falou. – Para ajudar e irritar nas horas vagas?

– É pirralho, é pra isso. – o albino falou envergonhado. – Vamos, — ele colocou o pequeno sobre os ombros. – vocês tem que me mostrar a saída.

Os ruivos riram. Summer segurou o rapaz pelo pulso e juntos, saíram do imenso labirinto.

Notas finais
Então, ficou muito ruim? Espero que não. Ficou algo fofinho na minha opinião. Estou planejando umas tretas daqui para o fim desse arco 2 sabem? Acho que alguns vão gostar, outros nem tanto. Mas espero fazer algumas aparições dos nossos queridos e amados vilões. Pelo menos alguns deles. Como eu amo dar spoilers, guardem os nomes deles: Liam e Louis. E não, eu não gosto de One Direction. Longe de mim. Isso foi mera coincidência. Espero que tenham curtido e pelo amor do que quer que vocês acreditem, comentem. Beijinhos :*