Miyako - A Intervenção No Ministério da Magia
2 Primeiro dia de aula
Ao chegarmos em Hogwarts, peguei algumas de minhas bagagens de mão e entrei junto com Escórpio, embora não estivesse chovendo fazia bastante frio naquela noite. Fomos para o salão principal, onde a Diretora McGonagall esclarecia algumas dúvidas para os alunos do primeiro ano e anunciava a troca de alguns professores. A mesa da Sonserina estava repleta de alunos, mas eu sempre observava a mesa da Corvinal, onde tinha uma garota muito bonita, morena alta, olhos grandes cor-de-mel, com cabelos ondulados e castanhos-claros. Eu havia descoberto o ano passado que ela se chamava Milena Angnel e que era uma garota muito paquerada para os garotos. Ela olhou de repente para mim, então desviei o olhar.
– O que foi? Olhando a Milena de novo? — debochou Escórpio, rindo baixo.
– Mais ou menos. E você, vigiando a Grifinória? Tá ficando meio na cara também Malfoy.
– Não sei do que você está falando Miyako, seja o que for não tem graça — ele parecia bravo.
– Okay, vamos fingir que você não fica admirando a Rose desde o segundo ano.
– Sério Miyako, cala a boca.
Ficamos o resto do tempo calados, apenas vendo os alunos novos passarem pelo chapéu seletor, e todos os garotos e garotas que pareciam ser pestinhas acabavam sendo selecionados para a Sonserina. Eu já tive o desejo de ser da Grifinória, a casa que o grande auror Potter tinha pertencido, mas nunca tinha dito isso para alguém. Malfoy seria o primeiro a ficar bravo, mesmo eu não sabendo o quanto isso importaria para mim.
Enquanto éramos encaminhados para nossos dormitórios, Escórpio olhava para Rose a deixando muito sem graça. David Fester observava tudo um tanto enraivecido.
– Pelo menos disfarça — falei baixo para Malfoy.
– O que? Disfarçar o que? — ele se fez de desentendido.
– Você fica ridículo apaixonado Escórpio, sério — falei rindo.
– A garota da Corvinal que o diga, não é Miyako? — ele me deu um empurrão.
Ao chegarmos na sala comunal da Sonserina, fomos avisados que a senha era "língua de serpente". Entramos e a lareira estava acesa, o lugar decorado com as cores verdes e brancas e muitos quadros com suas pinturas dormindo. Os alunos estavam cansados, então poucos ficaram até mais tarde no salão comunal. Me sentei na poltrona que ficava em frente à lareira observando a lenha queimar.
– Oi — sentou uma garota branca de curtos cabelos negros do meu lado.
– Oi — falei surpreso.
– Você é o Miyako Chang, não é mesmo?
– Sim, eu sou.
– Prazer, sou Clarissa Price — ela me cumprimentou.
– Prazer — respondi tentando sorrir.
Ficamos um tempo calados, e depois começamos a conversar sobre várias coisas. Ela era de uma família completamente bruxa e tinha vindo morar em Londres a pouco tempo. Tinha duas irmãs mais novas que não queriam estudar em Hogwarts, mas que tinham o sonho de estudar em Beauxbaton. Ela era bastante simpática, apesar de parecer fazer o tipo da garota má. Clarissa parecia ser bem legal. Quando estava muito tarde, me despedi dela e fui para meu dormitório. Quando entrei Malfoy já estava dormindo junto aos meus outros colegas de quarto.
Quando amanheceu, fui com Escórpio e alguns outros garotos que eram próximos a ele até salão principal para o café-da-manhã. Tinha de tudo, desde ovos fritos até enormes tortas de diversos sabores. Quando olhei para a mesa da Corvinal, vi os filhos gêmeos de Luna Lovegood, Lorcan e Lisandro devorarem sozinhos um enorme pudim. Parece que eles tinham herdado o apetite da mãe.
Depois do café-da-manhã, fomos para nossa primeira aula do ano, que era Trato das Criaturas Mágicas, com um novo professor que eu não sabia o nome. A aula era junto com a Grifinória, o que foi ótimo pois passei a aula toda rindo de Escórpio que não conseguia disfarçar os olhares de 5 minutos para Rose Weasley. Eu não conseguia acreditar que ele gostasse de uma Weasley, mesmo depois do histórico do relacionamento entre a família deles não ter sido dos melhores.
Depois tivemos aula de Herbologia, o que era um tédio, já que tivemos que começar um estudo aprofundado sobre as mandrágoras, e sempre tinha alguém que acabava desmaiando, ou fingindo para poder fugir da aula. O professor passou dois pergaminhos sobre os efeitos dos gritos da mandrágora e no que elas podiam ser usadas. Na aula de Adivinhação tivemos que interpretar coisas que não faziam nenhum sentido, como ver o que significava quando 3 estrelas próximas brilhavam mais forte que as outras e quais efeitos isso teria em nossas vidas.
Quando chegou a aula de poções notei que teríamos a aula junto com a Corvinal. Foi quando fiquei meio tenso ao ver Milena Angnel rabiscando algo num pergaminho. Era meio idiota eu ficar assim por causa uma garota.
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