Mixed Up

2 First !


Notas iniciais
Espero que gostem,babys. :D

POV Aria

-t's the boy you never told I like you
It's the girl you let get away
It's the one you saw that day on the train
But you freeked out and walked away
It's the plane you wanna catch to Vegas
Things you swear you'll do before you die
It's the city of love that waits for you
But you're too damn scared to fly

Conheço essa música. Pera aí, tá vindo do meu celular. Ah, não! É meu despertador e eu preciso levantar. Alguém me obriga a acordar 06h20min da manhã todo dia, e esse alguém é... Pera, não é ninguém, é o inferno que eu insisto em chamar de escola.

Levantei e fui direto pro banho, onde eu fiquei por 25 min. só pra não sair da água quentinha que corria pelo meu corpo. Quando finalmente saí, uma brisa gelada entrou pela janela, que por ironia do destino, estava aberta. Senti meu corpo tremer involuntariamente, ignorei e fui procurar uma roupa pra ir pra escola. Peguei qualquer roupa (http://3.bp.blogspot.com/-b5zZithHxD4/TcK1IolECkI/AAAAAAAAARU/e6DOJeNw7lI/s320/escola%2B2.png)

e me vesti rápido pra fugir da brisa gelada de quase 7:00 hrs AM. E peguei meu celular e o fone. Só eu que não vivo sem música? Ah.

Desci a escada correndo. Eu estava morrendo de fome e sabia que minha mãe havia feito panquecas, meu café da manhã preferido desde sempre. Como eu sei? Você não me perguntaria isso se estivesse sentindo esse aroma que está vindo da cozinha da minha casa.

-Bom dia mãe. — Eu disse e sorri pra ela, e notei que meu pai não estava na cozinha — Cadê meu pai?

-Bom dia, querida. — Ela disse colocando um prato com panquecas e uma garrafinha de melado na minha frente. — Seu pai foi pra uma entrevista de emprego, saiu logo cedo.

-Ah, quem vai me levar pra escola? — Eu perguntei, já que eu prefiro que me levem de carro pra escola a ir andando e meu pai sempre me leva. Minha escola é bem longe.

-Eu levo querida. Sua escola fica no caminho do meu trabalho, bebê. — Ai, ai, minha mãe e os apelidos que ela me dá. Minha mãe trabalha na redação de uma revista famosa, a Vogue, e meu pai é cirurgião plástico, mas tá sempre mudando de empresa, sempre melhorando. Eu posso dizer que eu faço parte da elite de NY, mas se você pensa que eu sou uma garota mimada que vive comprando e comprando mais, tá muito errado. Nós só temos uma empregada e a casa é enorme e bem bonita, mas quem vê a nossa vida pensa que nós temos boa condição financeira, não que nós somos ricos. Eu gosto de ser assim, simples.

Terminei de tomar café e fui escovar os dentes e fazer a make, arrumar o meu cabelo e partir pra escola.

Desci as escadas e procurei pela minha mãe, que estava procurando a chave do carro, e quando achou, nós fomos correndo pra lá. Já dentro do carro, eu puxei conversa.

-Mãe?

-Pode falar querida.

-Você reparou que aqui em Nova York nós estamos mais felizes do que em Los Angeles?

-Ah, querida. Não vejo diferença – Ela parecia nervosa.

-Eu vejo muita diferença. Lá em Los Angeles eu era invisível, só tinha dois amigos, a Megan e o Justin, e bem... Você sabe.

-Oh, meu amor, não fica assim- Ela disse ao ver que meu rosto estava quase sendo invadido pelas lágrimas que tentavam cair dos meus olhos.

Eu sempre chorava quando lembrava de Justin. O que aconteceu com ele foi terrível.

~Flashback~

-Aria, você fez o trabalho de química? – Justin perguntou preocupado. Ele sempre se preocupava comigo.

-Fiz Justin. Tá dentro da bolsa, tá? Tá parecendo meu pai.

-Não, Aria. É que eu sou seu melhor amigo. É minha obrigação te proteger e me preocupar com você.

-Você é um fofo. – Eu disse abraçando-o de lado enquanto andávamos na direção da Montserrat High School, a escola onde eu e Justin estudávamos.

- Eu sei que eu sou fofo. –Ele disse e riu, eu ri junto. — Sabia que eu te amo?- Ele disse e eu notei um ar de despedida.

-Eu sei que você me ama, e saiba que eu te amo também, tá? Nada pode nos separar, seu chato. – Estava sentindo que algo ia acontecer. Lágrimas insistiam em brotar nos meus olhos, e eu fazia o possível pra segurá-las. Nesse momento eu o abracei forte, e nós paramos de andar, e continuamos nos abraçando. Não precisávamos falar nada, nós dois estávamos sentindo a mesma coisa.

Justin apoiou o queixo na minha cabeça,enquanto eu soluçava,deixando as lágrimas caírem.

-Passa tudo. – Ouvimos uma voz estranha dizer atrás da gente.

-NÃO OUVIRAM O QUE EU DISSE? PASSA TUDO! – Ok, era um assaltante, uma coisa super comum em Los Angeles. Só isso.

Entreguei a minha bolsa e Justin entregou a mochila, e nós dois colocamos as mãos pra cima.

O ladrão pegou as duas bolsas, e pediu relógio, brinco, qualquer coisa de valor. Eu lhe entreguei tudo, e Justin entregou quase tudo, deixando o celular no bolso.

-PASSA O CELULAR TAMBÉM, MOLEQUE! – Dava pra notar um volume no bolso de Justin, e com certeza o ladrão havia notado.

Justin estava paralisado.

-Entrega pra ele, Justin, entrega logo! – Eu disse, quase chorando.

Justin balançou a cabeça negativamente.

Abaixei a cabeça e fechei o olho bem forte, deixando todas as lágrimas caírem, e então ouvi um barulho muito alto. Levantei a cabeça e vi o ladrão correndo com as nossas coisas. Foi quando eu percebi o que tinha acabado de acontecer. Olhei pro lado e vi Justin caído no chão.

-Justin, fala comigo, JUSTIN, olha pra mim – Eu gritei ajoelhada do se lado. -SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA! POR FAVOR. — Tudo bem que nós estávamos em uma parte super deserta de Los Angeles, mas não é possível que ninguém passe aqui nunca!

-Aria – Eu ouvi Justin sussurrar- Aria, para de gritar, ninguém passa por aqui – Ele falou muito baixo

-Justin, aguenta, alguém tem que passar por aqui, alguém vai passar e eu peço ajuda, tá?- eu disse chorando como nunca.

-Não, Aria, para. Só quero que você se lembre do que você disse hoje mais cedo, e eu quero que saiba que eu sei que é verdade, é isso que vai acontecer.

-Justin, aguenta, aguenta, por favor!

Justin fechou os olhos, e entre o meu choro e meus gritos pedindo ajuda, eu me lembrei do que eu havia dito hoje cedo

“Nada pode nos separar, seu chato”. Nada.

~Fim do flashback~

Tirei a mão da minha mãe do meu rosto e sequei as lágrimas

-Eu vejo muito diferença. – Disse seca. Tudo bem que minha mãe não tinha nada a ver com isso, mas quando eu to triste eu sou assim mesmo. Ouço músicas melosas o dia todo e sou grossa com todo mundo. Sou assim e pronto.

Chegamos na minha escola e eu dei tchau pra minha mãe,e saí do carro.

Hoje o dia já começou triste. Tomara que tudo mude.

Notas finais
Espero que tenham gostado,bebês.