Notas iniciais
Peço desculpa pela demora ;-; Desta vez o capitulo saiu mais pequeno, mas boa leitura ♥

Capitulo lll

Hoje é quarta-feira e como as regras mandam todos tivemos de ir à igreja assistir à missa e a um sermão de 1 hora do padre Konstantin sobre as imoralidades que acontecem na adolescência. Aos anos que eu não colocava os pés numa igreja para assistir à missa, já nem me lembrava que era tão aborrecida. Por aqui eles levam este costume muito asserio. Nada do costumeiro falatório que existe sempre entre os jovens em situações de grande tédio. Todos em silencio, fingindo interesse pelo o que estão a ouvir. Acredito que maior parte dos alunos seja chamado o “católico não praticante” ou que nem sequer são católicos. Devem achar isto uma grande massada. Eu cá não acredito muito nos costumes católicos, nem sequer num próprio Deus omnipresente e omnipotente, cuja sua magnificência é alvo de respeito e, pelo menos há umas décadas atrás, temor. Creio em algo superior a nós, mas não à como definir ou explicar.

No momento estou sentada na escadaria da capela acompanhada de Lilith. Nestes dias que se passaram, Lilith revelou-se uma agradável companhia. Acho ainda cedo para chamar alguém de amigo por aqui, mas definitivamente este é um bom começo. Conversávamos sobre tudo, contei-lhe sobre o meu passado, mas ela não me contou o dela. O meu instinto diz-me que ela carrega uma grande dor e que não se consegue libertar dela.

— Antes de vires para cá, tinhas algum animal? – perguntou-me Lilith.

— Não, mas sempre quis ter um animal. Um cão talvez. Sou filha única e nunca tive lá muita gente para brincar comigo em criança. Imaginava sempre que um dia teria um mocho ou uma coruja de estimação, mas um cão será definitivamente mais fácil de arranjar. – respondi com pesar. Sempre quis um animal, mas como cresci num apartamento, os meus pais nunca gostaram da ideia de um animal numa casa sem jardim. – E tu?

— Bem, o único que tive foi um peixe. Bem melhor que nada, certo? – sorriu-me e eu devolvi o sorriso. – Aqui podes ter um animal se quiseres. Por exemplo, o Grayson tem um pitbull, o maximus.

— Mas ele passa imenso tempo fora. Quem fica com o cão? – perguntei curiosa.

— Depende, sempre que pode ele leva o Maximus consigo. Quando o deixa aqui, costuma ficar a cargo de algum de nós. Há sempre alguém que se oferece.

— Por falar no Grayson, ele não foi hoje à missa. – disse, enquanto tentava-me lembrar dele dentro da igreja. A morena suspira e levanta-se sacudindo a poeira das calças.

— Já não é a primeira vez que ele falta à missa. Se a diretora sabe…- olha para o relógio e arregala os olhos. – Virgem santíssima, estou atrasada para as explicações da Saphira. Tenho de ir, até logo! – despede-se e corre desalmadamente em direção ao edifício principal. Encosto-me ao degrau de cima e tento aproveitar a luz do sol e a brisa de olhos fechados. Sinto uma sombra perto de mim juntamente com um arfar tipicamente canino. Abro os olhos e deparo-me com um pitbull imponente de pelagem cinzenta e com Grayson a olhar para mim. Assim que repara que já sei da sua presença, coloca a sua mão no meu cabelo e despenteia-me. Levanto-me num flash e tento fazer-lhe o mesmo, mas como a diferença de alturas ainda é considerável mais os seus reflexos rápidos, a minha tentativa foi falha.

— Hey! Não se faz isso a donzelas que tentam descansar. – reclamo ainda a tentar vingar-me.

— Hahahaha, nunca chegarás ao meu cabelo!!! – ri-se de mim e imobiliza-me os braços. Tento desembaraçar-me dele, mas sem sucesso. – Este é o meu cão, o Maximus. Maximus diz olá à kayla. Vais ficar com ela quando eu tiver de ir em missão outra vez. – olho para Maximus e este parece ter entendido o recado do dono, tendo logo avançado em mim para me cheirar e lamber-me a mão.

— Ele é tão querido! – digo afagando-lhe as orelhas. Grayson pega numa bola pequena vermelha e atira-a para longe, sendo rapidamente seguida pelo cão. Corremos atrás dele, dando seguimento à brincadeira.

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Enquanto Kayla e Grayson brincavam com Maximus, surgem das sombras duas figuras sentadas num grande tronco escondido entre a folhagem no limite da escola.

—Pensas mesmo que a rapariga está aqui? – pergunta a primeira figura com uma voz delicada e fina.

—Claro. Se não está em nenhum orfanato e há registos que foi adotada pela Sirena Mitchell, só pode estar aqui. – responde a segunda figura.

— Porque é que o Lewis não pode deixar a rapariga em paz? Ela é tão nova e não lhe fez nada…

—Nós apenas, lhe vamos fazer um favor. A menina foi separada dos pais. Temos de voltar a reunir a família. – explica com um sorriso demoníaco.

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.