Notas iniciais
Aceitação a si mesmo.

Entrei na sala e me sentei na cadeira da frente. Meus cabelos balançavam e meu olhar estava um pouco tenso, de repente o professor passou uma tarefa.

— Gente, quero que vocês façam um trabalho em dupla e cada um será responsável pela imagem do colega. Pergutem o que cada um pode melhorar.

— Olhei para a sala toda formando suas duplas e pensei na Larissa, mas ela fez com a Helena então a Lua se aproximou e falou:

— Topa fazer comigo?

Olhei com um sorriso disfarçado.

— Claro que sim. — Ajetei a cadeira e elevei meus dedos para ajeitar a minha sobrancelha.

— Então me fala ai de você coisa rosa.

Lua falou rindo com a caneta na boca.

— Ei! Não sou coisa rosa tá? Apenas tenho um estilo. Uma essência.

Eu falei.

Do nada meu caderno de anotações caiu aberta na pagina que falava do Miguel.

"COMO ESSE GAROTO PODE SER TÃO ESCROTO E AO MESMO TEMPO MEXER COM MEU CONSCIENTE"

Lua viu e se levantou e me puxou lá pra fora dando um desculpa bem esfarrapada para o professor.

— Licença professor, Anahí tá passando mal, vou ajudá-la.

Saímos e sentamos no banco e ela começou a puxar assunto.

— Qual dos dois meche mais com você?

Ela falou me encarando nos olhos.

Senti minhas bochechas corarem e meus lábios ficar mais vermelho do que já eram.

— Dois? Não sei nem do que você fala, coisa chata.

Falei passando um olhar e me fingindo de doida.

— Ícaro ou Miguel? Se bem que o Ìcaro é bem pegajoso, já o você e o Miguel parecem se odiar e se amar. Tudo ao mesmo tempo.

— Não gosto de nenhum dos dois, somos apenas amigos. Se bem que com o Miguel é inimigo mesmo.

Bufei com raiva.

Eu estava mentindo pra mim mesma e em duvida de quem eu gostava, o Miguel mechia com toda minha estrutura, se bem que ele era o mais babaca comigo.

— Se eu fosse você faria uma canção, notei que escreve bem.

Lua falou.

Olhei pra ela com uma cara de supresa e falei:

— Você achar?

A olhei com uma cara de indecisão.

— Acho e também sei que há uma garota mais forte do que pensa ai dentro de você.

Ela falou segurando minha mão.

Voltamos pra aula e enquanto tínhamos apresentado as características do trabalho que a Lua e eu desenvolvemos na hora.

O professor Emanuel de las nueves se levantou e falou:

Anahí e Lua venham até a frente do quadro negro apresentar o trabalho.

Fomos apresentar e na hora foi surgindo tudo. Então eu comecei de forma mais simples e fui me soltando..

— Bem essa é Minha amiga Lua, ela tem os defeitos de julgar as pessoas pela aparência e é um pouco implicante. Ela tem o lado mais legal que é consegui passar uma verdade para os outros e ter atitude.

Eu falei enquanto Lua e a sala ria muito.

— Agora é minha vez. Essa é Anahí ela tem 17 anos, tudo bem que ela esqueceu minha idade... ela tem um problema se preocupa muito com a aparência e vive em um mundo fictício, o lado bom dela é que ela ajudar as pessoas e sempre ta disposta a se meter em tretas pra ajudar os amigos . Há ela escreve muito bem.

Enquanto todos aplaudiam o professor fez a chamada e liberou. Antes de sair vi que tava rolando um zum zum e jogaram uma bolinha de papel com algo escrito.

— " Tem gente no banheiro masculino fazendo sexo".

Olhei pra Pedro e fiz um sinal com os olhos e antes de sair ele me esperou na porta.

— Deixar eu ler o que está escrito.

Pedro falou lendo atenciosamente.

Olhei pra cara dele e preocupada falei:

— Partiu S.O.S?

Perguntei com uma dúvida.

— Já é .

Ele afirmou.

Sairmos correndo e subindo a escada e entramos no banheiro do 1° andar e não havia nada. Então fomos pra o segundo andar e ouvimos uns grunidos e gemidos e Pedro chutou a porta.

Era o Fernando e um garoto se pegando e ao ver nossa presença o boy que estava por cima dele caiu no chão nu.

— Que merdaaa. Por favor não contém pra ninguém.

Fernando falou preocupado.

— Não falaremos, mas de todos os locais tinha que ser logo aqui?

Pedro perguntou em choque.

— Eu achava que você era hetero, se vesti ai...

Eu falei olhando pra aquele corpo tão músculoso.

Pedro e eu sairmos do banheiro masculino e esperamos ele na frente da sala de letras. Ele chegou e falou:

— Eu sou gay, mais acho que eu não me aceito, sei lá tenho medo de ser uma vergonha ou decepção pra alguém.

Fernando assentiu chorando.

— Acho que você deveria se conhecer e se realmente gostar de homens é o que te faz feliz, terá que contar para seus pais.

Eu falei.

Fernando bateu na parede e jogou a bolsa no chão.

— Vocês não sabem pra quantas pessoas eu tenho que mentir. Fiz isso a minha vida toda, eu não queria ser gay.

Fernando falou.

As lágrimas e raiva escorriam no seu rosto

— Cara, eu acho que você precisar espairecer, fica calmo. Nãoo vamos contar nada.

Pedro falu.

— Contar não. Mas a cena no banheiro será inesquecível. Sem zoação.

Falei rindo rs.

— Já sei vamos tomar um chopp e da uma distraída . Partiu?

Olhei e falei: — Vamos lá.

Fernando foi conosco e eu registrei tudo no meu caderno por incrível que pareça era um desperdicio de homem, porém ele parou de chorar e pegamos um uber e fomos pra um bar.