Notas iniciais
Pensamentos da Anahí.

Saí correndo para casa do Miguel de carro, obvio! Após descer do carro eu respirei fundo olhei a casa que ele morava e estava tudo trancado, mas a caixa de correspondência estava bem cheia.

Dei duas voltas no jardim de sua casa e me aproximei das janelas onde só havia cartas, livros e cuecas no chão. O quarto estava na pior das calamidades...

Puxei meu celular da bota que eu usava preta e mandei um Whats na tentativa de receber alguma resposta.

‘’- MIGUEL AONDE VOCÊ ESTÁ? SE VOCÊ LER ESSA MENSAGEM ME RESPONDE OU EU VOU ATRÁS DE VOCÊ. ’’

Depois de mandar o SMS sai correndo com os braços aberto sentido o vento bater, se bem que muitos vizinho da rua do Miguel me olhava com cara de estranha. Coisa que eu realmente não era.

Sem direção tudo que eu queria era só observar o mundo e saber que ele estava ali, o mundo nunca iria mudar as pessoas que mudariam. Minha garganta estava cheia de ‘’nós’’ talvez. Esses nós não seríamos o casal mais apropriado e que cada pessoa que sai da vida da gente deixar uma marca, um rastro, algo de especial.

As músicas são bem dolorosas quando você para pra pensar em todos os momentos que você viveu. A gente só dá valor quando perde ... Uma perda é bem lição de vida porque agora eu poderia estar brigando com o Miguel, dizendo o quanto ele era chato, insuportável e outras coisas a mais, mas as pessoas saem da nossa vida por um motivo seja pra melhorar ou se afastar dos problemas.

Não sei explicar o que eu sinto pelo Miguel eu só sei que nada é para sempre nem mesmo um conto de fadas.

Enquanto falava tudo isso e pensava chamei um Uber na esquina da avenida paulista.