Mistérios e Verdades
12 Capítulo 12
Notas iniciais
James e seu capacho.
Ícaro segurou minha mão e meu corpo, rosto, se jogou em sua frente e ficamos grudado. Seu olhar tentava procura o meu, seu rosto ficava tentando se encontra com o meu. De repente, ele colocou sua mão no meu rosto e tentou me beija mas, eu imediatamente o empurrei.
Ele me olhou com uma cara de espanto e se aproximou perto de mim, enquanto na minha cabeça eu pensava; qual a lógica de se tortura por um garoto que nem vale a pena, Miguel é um escroto mesmo! Do nada Ícaro tentou se comunicar comigo, então eu o escutei e olhei pra ele querendo chora. — Anahí o que tá acontecendo? Eu fiz algo de errado? — Ele falou com uma cara de quem iria desabar ali mesmo. Respirei fundo e olhei no meu relógio, então falei.... — Olha Ícaro, no momento eu não to me sentindo bem mas, você não fez nada. Só me deixa ir agora. Ele se recusava a não recebe uma resposta digna, clara. Ele pegou meu braço, me puxou para perto do seu corpo e me abraçou . O abraço parecia mais de despedida, então ele susurrou no meu ouvido; — Fica tranquila, o que estiver acontecendo sei que vai dar certo! — ele falou me beijando na bochecha. Quando ele me soltou senti meu rosto gelado e foi ficando corado. Segui adiante, então, encontrei a Karla no corredor. Cheguei perto dela e pedi um favor. — Karla sei que não temos muita intimidade mais por favor me ajudar. Ela soltou seus cabelos pretos, e mesmo ela sendo seria ainda continuava linda. — O que tá acontecendo mesmo? — Ela perguntou elevando seus olhos ao meu. Peguei na sua mão e fui andando com ela até o banheiro, olhei pros dois lados e não havia ninguém então, suspirei fundo e falei.. — Sei que não somos amigos Mas, aconteceu umas coisas com o Fernando e Miguel e eu preciso de algo aromático pra os dois acordarem com o cheiro! — Falei enquanto olhava no espelho se meu cabelo estava desajeitado. — Claro, eu tenho algo aqui na bolsa. Só te empresto com uma condição. — Ela falou enquanto abria a mochila. Fixei em seu olhar, tentei dizer pra mim mesma que meus amigos ou quase colegas estavam em primeiro lugar. — Qual condição? — Falei preocupada com a condição. — Simples, só me deixe ajuda. Ah, é pega ou larga. -Ela falou rindo com o perfume doce na mão. — Eu pego! — Falei fazendo careta. Sai do banheiro com Karla, pegamos o elevador para a garagem e descemos no Pilotes. Karla andava de botas e demorava a correr, então eu segurei sua mão e sai desgovernada correndo com ela. Notei que vinha alguém e nos escondemos atrás de um carro. Vai suja minha bota Anahí — Karla falou. — Cala a boca Karla, escuta isso. — Falei abaixada de joelhos. Ouvi dois caras passarem e eles falavam uma conversa tão estranha, então ouvi tudo. — Ei! Você colocou droga na lanche do Miguel? — o cara perguntou ao outro. — Sim, o Miguel tá desacordado em algum canto . Já o Fernando digamos que eu brinquei com ele, e apliquei um boa noite Cinderela. — o outro falou. Levantei a cabeça um pouco e vi que era o James e um aluno de psicologia. De repente, Karla gritou e eles começaram a rodea os carros, então tirei as botas junto com Karla e esperamos ele sair. Quando eles sairam fomos direto ao porão que ficava em baixo da garagem.Karla foi andando com as botas na mão e me parou pra pergunta algo. — Por que o James colocaria droga no lanche do Miguel? Em uma semana já ta assim, meu deus! — Eu não sei porque ele fez isso, mas vamos nos apressar. — Falei querendo chorar. Descemos da garagem e enfim, chegamos no porão.
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