Eu era estranha e um pouco diferente aos 9 anos de idade eu cheguei a ver

meu pai em uma cama de hospital, ele sempre ia e voltava mas, após a sua última volta colocaram ele na cama e enquanto ele acariciava meu longo cabelo ruivo eu sentia sua respiração parar de funcionar e seus olhos morrendo aos poucos. Eu vi meu pai fechar os olhos enquanto seu coração batia e não pude fazer nada eu só tinha 9 anos.. 8 Anos se passaram e eu já estava quase uma mulher já tinha 1,72 metros de altura, meu cabelo tinha mudado e agora era preto mais cresceu ao longo do tempo. para que minha mãe e eu não sofrêssemos mais saímos do México e nos mudamos para São Paulo tentando encontrar um recomeço, chegamos em São Paulo e eu já estava com quase 17 Anos então comecei a pensar no que eu iria cursar pois já havia acabado o colegial e era a hora de decidir o caminho a ser trilhado então pensei em “Jornalismo".

Minha Mãe estava tão desnorteada que deixou as caixas pra mim arrumar sozinha. Obviamente eu desempacotei caixa por caixa separei todas e organizei cada utensílio em seu devido lugar quando mamãe me chamou...

-Anahí você já colocou seus sapatos no quarto? Hoje temos que sair para uma reunião onde sua futura mãe precisa de um emprego na capital de São Paulo se arrume logo, vou sair passo em casa as 20:25 minutos coloque aquele belo vestido a imagem é tudo.- Respondi encostada na parede do quarto

— Sim mamãe já guardei..

Odiava ter que acompanhar mamãe nesses eventos mais sabia que essa reunião era importante pra ela e também pra mim. já que estava perto de completar os 18 anos e engressar em uma faculdade mamãe passou as oito e vinte cinco da noite eu coloquei um vestido vermelho, batom vermelho e um arco azul. Mamãe ligeiramente gritou.

— Anahí precisamos causar uma boa impressão nada de questionar minhas atitudes ok?! Respondi olhando ela de cima para baixo e respondi “Ok.”

Mamãe dirigindo o carro era um horror na pista de 40 ela estava já na de 80 eu me sentia em uma corrida de fórmula um depois que ela correu muito chegamos no lugar desejado. Ela desceu e ficou me esperando na mesa e por algum acaso meu vestido ficou preso na porta do carro e minha querida mãe não estava lá. me deu um pouco de raiva então eu gritei e disse um “Putz" eu não sei se eu queria matar o carro, o vestido ou a merdinha dos saltos mais elevei minha cabeça acima respirei fundo e contei até 5. Finalmente meu vestido se desprendeu e rasgou um pouco então eu rasguei a metade e ficou meia saia sei que minha mãe iria surta mas, eu não me adequadava aquela roupa e a culpa não foi minha e sim das ocasiões. Entrei no restaurante e mamãe estava sentada conversando sobre negócios quando ela viu meu estado, ela abriu a boca revirou aqueles lindos olhos verde e fez uma carinha de seria.

— Filha o que houve com esse vestido?- Eu me sentei e olhei pra ela e para o senhor que estava do lado e balancei meu cabelos pretos e respondi com uma cara de inocente.

— Ah mãe, houve um problema ele basicamente ficou preso no carro e quando soltou o estrago estava feito, então eu fiz uma modernização até porque eu preciso me sentir bem com a roupa que eu estou usando. Mamãe fez um cara de brava e bateu nas minhas pernas acho que ela queria dizer que íamos nós entender em casa. Entretanto, o senhor me olhou e falou.

— Você está linda.

aproposito tenho um filho da sua idade. Eu sorri e balancei a cabeça falando:- é mesmo? Ele balançou fazendo o sinal que sim. A conversa estava tão chata que eu estava quase dormindo. pra mamãe a imagem ajudava muito mas, quando vi aquele garoto de cabelo liso, franjinha solta, de bermuda,largadão e 1,72 eu fiquei com uma cara de Tola ou até mesmo iludida sem conhecer então sorrir enquanto ele cumprimentava seu pai. Ele sentou na mesa puxou a cadeira e seu pai ficou com uma cara de bravo e chocado ele sorria como se nada tivesse acontecido ele olhou para seu pai e respondeu levantando as sobrancelhas ..

— Fala pai cheguei mo atrasadão né ?

Ele olhou pro garoto e falou delicadamente -Meu filho isso são modos e fez uma cara de irritado.

O garoto se levantou e foi em direção a cadeira da minha mãe e falou.

— Prazer, Sou Ícaro tenho 18 anos e não liguem pro meu pai. Sou simpático e um pouco doído mais garanto que sou uma ótima companhia.

.- Eu nem sabia quem era aquele garoto mais fiquei fascinada pelo seu jeito carismático, quieto e um pouco tímido de ser.

— Eu estava sorrindo e acenando para o Ícaro com as mãos quando na verdade eu sentia que o pai do garoto largadão só estava dando atenção para minha mãe por causa da amostra do decote grande. Seu vestido era cor de creme um pouco pesado e transparecia com seu tom de pele, parecia que era o tamanho ideal reservado pra ela.

Desde que papai morreu, mamãe passou a me levar em eventos mais e mais. Esse era apenas o primeiro mais eu já pensava nos outros. Enquanto eu enrrolava meu cabelo pensativa como seria minha vida no brasil o pai do ícaro se levantou e puxou mamãe para dançar enquanto eu estava na mesa olhando para aquele garoto e focava tentando imaginar ele como meu amigo ou sobrevivência em São Paulo.

Ícaro se levantou e me tirou pra dançar colocando seu boné pra trás enquanto seu pai caia de ombros na dança com mamãe.

Enquanto ícaro dançava comigo eu sentia sua franjinha bater no meu cabelo como um tapa gostoso, ele sorriu pra mim e começou a puxar assunto.

— E aí ? Beleza? Você é nova aqui e é Mexicana deve ser legal está aqui no Brasil delicia.

Olhei bem de frente nos olhos dele enquanto dançava e senti vontade de uns tapas naquele garoto.

—EI!- gritei com ele.

Parei de dançar e me sentei no último degrau da escada, mas olhei em voltar e fui tirando o salto e colocando de lado enquanto massageava os meus pés.

—Não me chama de delicia eu não gosto.

Ele me olhou e levantou e canto dos lábios.

—Desculpa minha intenção não era ofende-la . txiiiipo eu falei sem pensar mesmo rs.

Olhei pra ele e balancei uma franja do meu cabelo.

— Como você chiar demais. Você é da onde mesmo ?

Ele sorriu e ajeitou a camisa.

— Ah eu sou do Rio de Janeiro, Mas vim pra São Paulo em busca de fazer uma faculdade e até mesmo consegui um estágio e chio muito você deve se acostumar.

Ele falou tanto que fiquei reparando na sua fisionomia e por um deslize eu passei a mãe em seus braços. Ele era bem magrinho mais muito legal então ligeiramente minha mão recebeu um uma temperatura de calor tão grande e foi quando nossas mãos se tocaram de uma forma diferente.

— Putz foi mal, desculpa as mãos quentes eu soava e suo muito nas mãos rs.

Olhei pras ele sem querer soltar as minhas mãos e ergui o meu lábio ao canto direito.

— Que isso , sem problemas realmente sua mão é bem quente . — Ele riu

Levantei dos degraus e sem querer cai no colo dele.

— Sabe, tudo que eu queria hoje era ir pra casa. Tá na cara ou no destino que eu tinha que cair logo no seu colo.

Ele se levantou e me ajudou a levantar..

— Relaxe isso acontece até mesmo com os melhores amigos, ainda bem que você caiu no meu colo.

Por alguma razão, não soou como se ele estivesse me paquerando, mas eu me apressei em responder de qualquer Jeito.

— Você é um idiota disfarçado de bom moço..

— Ele não disse nada, por um minuto ele levantou os cabelos respirou.

—Coé você leva as coisas muito no pessoal.

A raiva estava me consumindo aos poucos se dissipando é sendo substituída pelo ódio.

—Então, talvez eu não curta suas brincadeiras..

—Já entendi- ele respondeu.

Respirei fundo. Se esse cara me falasse mais uma besteira eu.... Minha garganta soava rápido e minha garganta ficou vermelha igual quando minha mãe me fazia raiva.

—Eu gostaria de ir embora vey.

— E sua mãe Anahí?

Ele levantou as duas sobrancelhas até quase a linha do cabelo, como se acreditasse que eu não me importava com minha mãe.

— Deixa minha mãe se divertir, afinal ela merece.

Sai correndo do evento e deixei minha bolsa caída no chão. Então peguei um Uber e fui em direção a minha nova casa pensando no ícaro..