Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Antes de tudo, peço desculpas por ainda não ter respondido os comentários de vocês. É que eu ando bastante atarefada com um evento do trabalho. Mas prometo que amanhã eu irei responder a todos. E eu realmente quero agradecer a AndreaNeves pelo comentário maravilhoso. Obrigada pelo carinho. Espero que gostem desse capítulo, que está pequeno, porque a autora aqui está quase desmaiando de sono. Espero que gostem. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XII – MISTÉRIOS DE DEZEMBRO

CAPÍTULO XI – KGB

A primeira vez que Natasha fugiu de mim foi também a primeira vez que experimentei uma decepção amorosa. Nós tínhamos tido uma noite mágica. Compartilhamos nossos sentimentos e unimos nossos corpos em um encaixe perfeito. E eu realmente acreditei que depois de cinco anos tentando ter uma chance com ela, nós finalmente ficaríamos juntos. No entanto, ao acordar pela manhã sem tê-la ao meu lado foi o suficiente para entender que seus planos eram completamente diferentes dos meus.

A segunda vez foi de anos atrás, depois de termos experimentado a pior dor que poderíamos ter sentido. Além de perder meus amados filhos, eu a perdi. E então, por quase três anos, eu me isolei. Eu não tinha confiança em mim para cuidar de minha família e de meus sobrinhos. Era como se eu tivesse perdido o chão.

Foi somente depois de ter um sonho com Lila e Cooper, onde eles me diziam que eu precisava seguir em frente foi que eu criei coragem para me reerguer. Reuni todos meus sobrinhos mais uma vez e procurei compensar a minha ausência. Dediquei minha vida inteira a proteger meus sobrinhos e ao trabalho. Viajei o mundo e conheci novas pessoas. Pensei que talvez assim pudesse esquecer Natasha, assim como ela havia pedido. Mas é óbvio que eu não consegui.

Beijar Natasha me trouxe todas as emoções que eu senti dez anos atrás de volta. Eu estava com medo. Um doloroso e assustador pressentimento de que essa culpa e desespero. Natasha fugiu de mim pela terceira vez e eu não estava pronto para perdê-la mais uma vez.

Por isso, assim que consegui sair da recepção em minha casa com buffet após o velório de Bernard, resolvi que precisava ir atrás de Natasha na CIA. Eu sabia que ela tentaria se afundar em trabalho para esquecer as dolorosas lembranças das crianças. Mas para a minha surpresa, um dos agentes no local informou que ela havia saído com Hillary. Fui até a casa de Hillary, mas mais uma vez, elas haviam saído recentemente, segundo informou um vizinho que passeava com o cachorro.

Para a minha sorte, quando eu estava prestes a perder as esperanças de encontrar Natasha, Oliver me liga para dizer que Tony havia insistido em falar comigo. Converso um pouco com o garoto e assim que a ligação retornou ao meu sobrinho, descubro que Felicity havia saído com Peggy e Hillary até um pub que havia próximo a residência da agente.

Temendo perder a chance de encontrá-las de uma vez por todas, dirijo de forma imprudente, desrespeitando a maior parte das leis de trânsito, até que vejo o pub informado por Oliver. Meus passos se apressam ainda mais ao sentir aquele desejo quase sufocante de querer vê-la. Assim, adentro do pub e passo a andar pelas mesas em busca de Natasha.

E quando chego ao lugar mais isolado do pub, avisto a ruiva sentada a alguns metros de mim, acompanhada de Hillary, Peggy e Felicity. Seu olhar assustado se encontra com o meu e isso me faz parar no mesmo instante. Seus olhos estavam vermelhos e o rosto molhado de lágrimas. As garotas que a consolavam, viram-se para ver o que havia chamado tanto a sua atenção e parecem surpresas com a minha presença.

Hillary é a primeira a se levantar e vir em minha direção. Ela me encara com preocupação e se aproxima a passos apressados. Assim que me alcança, a garota me dá um forte abraço, como se estivesse me consolando. Mesmo sem entender o que se passava em sua mente naquele momento, correspondo ao gesto até que ela me empurrasse delicadamente para me encarar. Meu olhar volta para Natasha, que parecia estar em uma complicada batalha interna sobre o que deveria fazer.

— Clint, você precisa ir para casa. – Informa Hillary, chamando a minha atenção. Encaro-a, não gostando da expressão determinada da garota em me tirar do restaurante.

— Eu preciso conversar com Natasha. – Respondo e ela suspira, assentindo.

— Eu sei que sim e concordo completamente, mas hoje não é o dia para isso. – Explica Hillary com as mãos em meus ombros. Suspiro e a encaro. – Eu não sou a melhor pessoa para falar sobre relacionamentos, já que todos os que eu tive foram verdadeiros fracassos, mas conversas como as que vocês dois precisam ter devem ser realizadas em momentos nos quais os dois estão prontos para colocar as cartas sobre a mesa e expressarem seus sentimentos. O que não é o caso de hoje. Naty está muito abalada por lembrar dos filhos de vocês. Ela nos contou o que aconteceu entre vocês desde que se conheceram e eu lamento muito pelo sofrimento que vocês passaram. Então, por mais desesperador que seja, precisa esperar que ela esfrie a cabeça primeiro.

— Eu não posso deixar que ela fuja mais uma vez. – Confesso, sentindo-me devastado ao ver quão fragilizada ela estava ao me encarar.

— Ela não vai fugir. Eu prometo. – Responde a garota, acariciando meu rosto com carinho. – Eu perdi as contas de quantas vezes você e Natasha cuidaram de mim quando eu mais precisei de apoio. Então, dessa vez, me deixa cuidar de vocês. Eu prometo que vou convencer Naty a aceitar o amor que ela sente por você e que acha que não é merecedora de ter. Vocês poderão conversar o quanto quiserem ou até mesmo irem além. Pode ser amanhã, depois ou qualquer outro dia que acharem melhor. Mas hoje, tudo o que ela precisa é de uma noite de garotas para acalmar o coração machucado dela. Então, confie em mim e vai para casa. Por favor.

Encaro Natasha mais uma vez. Felicity havia se sentado ao lado dela e a abraçava com ternura. Peggy apertava suas mãos, dando todo o apoio que ela parecia precisar naquele momento. Respiro fundo e tento colocar meus pensamentos e sentimentos em ordem. Eu sabia que Hillary estava certa, mas ainda era difícil ir embora, quando meu coração se sentia inquieto com a possibilidade de Natasha desaparecer mais uma vez.

— Tudo bem. – Suspiro, sentindo como se uma faca tivesse sido travada em meu coração por ter que deixar a mulher que tanto amo para trás. Encaro Natasha mais uma vez e me afasto de Hillary. Encaro a modelo, que tinha um sorriso agradecido nos lábios. – Cuide bem dela e não exagerem na bebida. Você é péssima álcool.

— Pode deixar. Eu prometo que ela vai ficar bem. – Garante Hillary, dando um beijo em minha bochecha. – Agora vá para casa em segurança. Eu mando notícias nossas pela manhã. Tente descansar um pouco. Tenho certeza de que você não dorme há dias.

Aquiesço e suspiro. Ela estava certa. Desde a morte de Bernard em minha festa de aniversário que eu não conseguia dormir sem ter pesadelos com a morte de Lila e Cooper. Bernard também constantemente aparece em meus sonhos, morrendo na minha frente e eu em estado de choque sem conseguir fazer nada para impedir que ele morresse.

— Natasha. – Grito, chamando a atenção da mulher, que me encara surpresa. – Eu ainda não desisti de nós. E enquanto eu sentir que nosso amor é real, eu não vou desistir. Então, quando estiver pronta para me ouvir e aceitar meus sentimentos, eu voltarei.

E sem esperar por respostas, dou as costas e saio do pub, esperando que minhas palavras pudessem trazer um pouco de ânimo ao seu coração. Observo o céu nublado de Hawkins e inspiro fundo, tentando controlar a vontade de correr de volta para o pub para abraçar Natasha.

Solto o ar preso em meus pulmões. Encaro meu carro e decido fazer uma caminhada para espairecer um pouco. Eu poderia voltar depois para buscar o carro no pub, mas no momento, eu precisava respirar um pouco e esfriar a minha cabeça. Eu estou perdendo o controle de meus sentimentos e isso é a última coisa que se pode acontecer comigo. Estamos em meio a uma missão em que eu preciso estar completamente focado se eu quiser acabar com Taskmaster de uma vez por todas.

As ruas estavam calmas devido ao intenso frio que fazia, que as desanimavam a colocar o pé para fora de casa. Aos poucos, a noite vai se tornando cada vez mais fria e deserta. E é nesse momento em que escuto o som de passos atrás de mim, que acompanhavam a mesma velocidade dos meus próprios passos.

Crispo meus lábios ao reconhecer o barulho das botas milita batendo de forma imponente. Solto um suspiro pesado e levo minhas mãos aos bolsos de meu casaco. Pego o canivete que encontro e o seguro com firmeza. Paro de andar e imediatamente o som das botas pararem.

— Sabe, Alexi, você apareceu no momento ideal. Eu estava mesmo planejando como te executar da maneira mais dolorosa e demorada possível. – Comento em voz alta e me viro para encarar o homem que estava com uma arma apontada em minha direção.

— Olá, Barton. Quanto tempo! – O sorriso irônico de Alexi Shostakov me causa uma certa repulsa. Ele se aproxima a passos lentos, sempre me mantendo na mira de sua arma. – É sempre um desprazer encontrar com você, devo dizer.

Surpreendo-me mais ao reconhecer o uniforme militar que ele usava com o símbolo da KGB. Surgindo com o final da Segunda Guerra Mundial, no período da Guerra Fria, a KGB era uma polícia secreta e política da União Soviética com um forte poder bélico. Com seus mais de trezentos mil associados, blindados, caças e barcos, ela era uma organização militar totalmente independente das Forças Armadas que desapareceu em 1991.

— Pela primeira vez na vida eu tenho que concordar com você. – Respondo, sem me deixar intimidar pela proximidade da arma de Alexi contra a minha cabeça. Aperto ainda mais o canivete no bolso de meu casaco.

— Sabe, Clint, eu estou um pouco decepcionado. Quando eu apareci da outra vez, você rapidamente me encontrou e me levou para a prisão. Mas dessa vez, ao invés de ir atrás de mim, você me ignorou por completo. – Por acaso você está perdendo o jeito?

— Então você sentiu falta e resolveu vir atrás de mim? – Teorizo e ele suspira, dano de ombros.

— O que eu posso fazer? Tentar te destruir é o meu passatempo preferido. – Afirma Alexi, encarando-me com um sorriso convencido. – Mas hoje eu acordei com um desejo incontrolável de deformar o seu rosto com balas.

— Bom, eu diria que para você ao menos cogitar fazer algo assim, você teria que no mínimo ter a capacidade de me tocar. Como esse não é o caso, acho que eu não preciso me preocupar. – Respondo, mostrando que eu não me importava com as ameaças de Alexi. – Na verdade, eu acho que hoje é um excelente dia para matar você.

— Nem mesmo com uma arma apontada para a sua cabeça você consegue abaixar esse orgulho, não é, Barton? Será que dessa vez eu preciso matar um de seus sobrinhos para você...

Antes que ele completasse sua sentença, puxo o canivete de meu bolso e o cravo em seu braço direito. O mesmo que ele usava para segurar a arma. Ele urra de dor e eu aproveito para puxar de volta o canivete. Golpeio-o mais uma vez com o canivete e acerto seu ombro de raspão, já que ele infelizmente conseguiu desviar.

Alexi tenta usar a arma para atirar em mim, não dou oportunidade, cravando o canivete na região da costela. Ele grita mais uma vez, mas não demora a tentar se recompor. É então que dois tiros são disparados. E pela segunda vez em menos de um mês, eu me encontro completamente encharcado de sangue.

Notas finais
Alexi: https://www.delas.pt/files/2018/10/DMITRY-BOGOMOLOV-VIKTOR-2-1-696x464.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara Memórias de Novembro: https://www.spiritfanfiction.com/historia/memorias-de-novembro-20901343