ROMANCES MENSAIS

LIVRO XII – MISTÉRIOS DE DEZEMBRO

CAPÍTULO VI — FRAQUEZA

Durante vinte anos, a CIA tem lidado com os jogos de Taskmaster sem muito êxito. Todas as vezes em que fomos desafiados, nosso orgulho foi destruído, pessoas inocentes foram mortas e agentes talentosos foram incapazes de lidar com a culpa das mortes causadas pelos desafios cada vez mais complexos do líder da HYDRA.

E quanto mais eu pensava no fato de Clint estar envolvido nessa história, mais inquieto meu coração ficava. É claro que eu tinha conhecimento de que Clint possuía um intelecto muito mais desenvolvido que qualquer um dos agentes desafiados por Taskmaster e que se alguém tem chance de vencer esse jogo do líder da maior organização criminosa do mundo, esse alguém com certeza é Clint.

Ainda assim, uma parte de mim temia pelo destino do homem, que apesar de toda a pose, possui um coração bastante maltratado pela culpa de mortes no passado. O que ele faria se não fosse capaz de vencer nosso maior inimigo nesse confronto? E se ele não for capaz de salvar a vida das pessoas que Taskmaster usará como isca? Ele vai conseguir lidar com a dor da culpa? Da última vez que algo semelhante aconteceu, Clint demorou dois anos para ter forças para voltar a viver. Eu não conseguia imaginar o que poderia acontecer se ele sofresse mais esse trauma.

No entanto, há uma característica de Clint que consegue ser ainda mais marcante que sua inteligência. A teimosia do homem era tão intensa que não importava o quanto eu insistisse para que ele não se envolvesse no jogo de Taskmaster, ele está determinado a se vingar por Bernard e acabar com a HYDRA. E é por isso que eu sei que ele não vai parar até que esse jogo chegue ao final, independente de qual seja o resultado.

Suspiro ao ver as ruas cobertas de neve pela cidade, enquanto eu dirigia em direção ao restaurante que marcou o meu relacionamento indefinido com Clint quinze atrás. Hillary e Patrick iam no banco de trás do carro, conversando sobre os casos passados e as formas como Taskmaster reagiu em cada situação. Clint estava calado e com os olhos fechados.

Quem não o conhece, provavelmente diria que ele estava dormindo, mas eu sabia que ele estava meditando, procurando focar sua mente na resolução dos problemas que estavam por vir. Ele precisava de sua mente vazia e de toda a calma possível para absorver ao máximo os detalhes e as informações que iríamos encontrar no restaurante.

E assim que eu estaciono o carro no local onde me remetia a tantas lembranças de nosso passado, Clint volta a abrir os olhos. O Capitão Ron era um restaurante com temática de fundo do mar. Sua estrutura lembrava um navio e todos os funcionários vestiam fantasias de piratas. E para levar os clientes a experiência de estarem em alto mar, mesmo estando milhares de quilômetros da praia mais próxima, haviam aquários enormes na parte de dentro com uma variedade indescritível de peixes e corais.

— Chegamos! – Anuncio e encaro Clint, que respira fundo e assente.

— Vamos lá! – Fala o homem, descendo do carro.

Hillary e eu sacamos nossas armas e corremos na frente. Pelo cronômetro que Patrick tinha em mãos, nós só tínhamos mais vinte minutos para encontrar a vítima, antes que ela acabasse sendo morta por Taskmaster. Subimos as escadas apressados e abrimos as portas de uma vez. Ao entrarmos, notamos que o restaurante estava cheio de clientes, o que tornava a tarefa de Clint ainda mais complexa.

O homem se aproxima, olhando rapidamente em volta, buscando alguma pista de onde a pessoa que ele procurava poderia estar. De repente, percebo a aproximação da pessoa responsável por servir a nossa primeira refeição quando viemos ao Capitão Ron e pela vez em que Clint me pediu em casamento.

— Clint! Natasha! Meu Deus! Quanto tempo não vejo vocês. Sejam bem-vindos! É ótimo ter vocês por aqui! – Comenta Ryan, assim que nos ver entrar no restaurante. Exatamente como a dez anos atrás, quando estive nesse lugar pela última vez, o gerente do Capitão Ron usava uma fantasia semelhante ao do Capitão Gancho e tinha o cardápio do restaurante em mãos. – E trouxeram amigos. Devo preparar uma mesa para quatro?

— Oi, Ryan. Na verdade, eu estou procurando a Skylar. Ela está? – Pergunta Clint, referindo-se a Skylar Ron, a proprietária do restaurante. – Eu sei que ela veio hoje, já que me atendeu quando eu vim mais cedo para almoçar e esfriar a cabeça.

— Espera. Então "ela" é a Skylar? – Questiono e ele assente, concordando.

— Skylar? – Ele parece pensar sobre o assunto. – Ela veio, mas confesso que faz tempo que não a vejo por aqui. O que é bem estranho, levando em consideração como ela adora atender os clientes.

— Você se importa se a gente procurar por ela, Ryan? Temos motivos para crer que ela possa estar em perigo. – Confesso ao homem, que arregala os olhos e assente.

— É claro que podem. Vocês sabem quem possuem total liberdade para ir aonde quiserem no restaurante. Mas o que foi que aconteceu? Por que Skylar está em perigo? – Questiona o homem com preocupação.

— Pessoal, nós temos apenas quinze minutos. – Anuncia Patrick, aproximando-se de nós com urgência.

— Nós explicaremos tudo depois, Ryan. Agora nós precisamos ir. – Responde Clint, dando um sorriso tranquilizador para o gerente, que apenas assente e abre espaço para que nós passássemos.

— Alguma ideia de onde a vítima possa estar, Clint? – Pergunta Hillary, enquanto corríamos em meio a mesas, funcionários e clientes que perambulavam pelo salão do restaurante.

— Vamos para o segundo andar. Eu me sentei lá hoje de manhã e conversei com a Skylar lá. Deve ter alguma coisa na mesa em que ficamos. – Responde Clint e imediatamente seguimos para o segundo andar do restaurante.

Novamente tivemos que lidar com a quantidade de pessoas que tentavam subir e descer as escadas, já que o segundo andar é o mais bonito do restaurante e ainda estávamos em horário de maior fluxo de clientes. E assim que chegamos ao local, suspiro ao lembrar de todos os momentos que vivi nesse restaurante ao lado de Clint. Nosso primeiro beijo, seu pedido de namoro estranho, o pedido de casamento, que nunca chegou a ser anunciado para nossas famílias.

O Capitão Ron era o último lugar que eu planejava ter um primeiro encontro romântico, mas foi o melhor de todos. Com toda a sua excentricidade, Clint conseguia me surpreender e tornar qualquer situação, por mais ridícula que ela possa ser em algo memorável. Agora, todas as lembranças desse lugar se tornaram uma fraqueza para mim, que continua a lutar dia após dia para me manter firme em minha decisão de esquecer meus sentimentos por Clint.

Tentando concentrar minha mente na atual situação em que estamos, sigo com Clint, Hillary e Patrick para a mesa que testemunhou acontecimentos importantes em minha vida ao lado de Clint. Para a minha surpresa, essa era a única mesa do restaurante que estava vazia no andar onde se tinha vista completa da cidade e uma decoração extravagante de Natal.

Troco olhares com Clint e nos aproximamos da mesa. Para a nossa surpresa, além de possuir o símbolo de Yin Yang, a mesa também estava com um novo cronômetro e um papel com uma mensagem escrita com letras de cereais. Hillary se aproxima e suspira com frustração.

— "Oh! Que pena, Clint! Tão perto! Uma pena que ela tenha de morrer. Mas como? Onde? Quando? Não se incomode em perguntar isso. Você nunca irá descobrir." – Hillary lê a mensagem e passa as mãos pelo rosto, completamente frustrada.

— Não se preocupem. Ele ainda nos deve uma charada. Sempre há uma charada junto a uma mensagem e um cronômetro. Esse é o padrão de Taskmaster. – Afirma Patrick, dando de ombros. – Sendo sincero, isso é apenas um aperitivo. Ele quer te ver desesperado. Está provocando para saber como fará você perder a cabeça.

Encaro Clint e ele não parecia abalado. Na verdade, tudo o que ele faz é se agachar de braços cruzados e olhar para os lados como se estivesse procurando alguma coisa. Nós o encaramos confusos, até que ele simplesmente passa a engatinhar em volta da mesa.

— Clint? O que você está fazendo? – Pergunto, tentando entender o comportamento estranho até mesmo para o nível de Clint Barton.

— Achei! – Clint grita, puxando alguma coisa de baixo da mesa. Ele então se levanta e mostra um bilhete. – "A pré-temporada acabou. Você virou um profissional. Com uma corrida, deixe a coisa divertida. Mas não se esqueça de acertar o tiro para chegar à final".

— Aí está a nossa próxima localização. – Aponta Patrick, aproximando-se com curiosidade. Hillary pega o celular e tira uma foto da mesa para que se possa verificar a cena do crime. Em seguida, Patrick coloca luvas em suas mãos e pega o cronômetro. Ao ver o horário marcado, ele sorri daquela maneira estranha. – Ele realmente está desafiando você, Clint Barton. Pelo visto, Taskmaster tem muita confiança de que você vai ser capaz de jogar com ele até o final.

— Quanto tempo nós temos? – Pergunto, preocupada.

— Quinze minutos. – Responde Hillary, encarando Clint em desespero. – Você por acaso faz alguma ideia do lugar que a charada quer dizer?

— "Acerte o tiro para chegar à final"? O que isso significa? – Tento refletir sobre o significado daquele enigma, mas ele parecia se tornar cada vez mais sem sentido. – Por acaso ele está se referindo a algum tipo de profissão?

— É possível. Ele citou sobre pré-temporada. Pode ser que ele esteja falando sobre tiro ao alvo ou algo assim. – Comenta Hillary com esperança.

— No baseball, para realizar um home run, o rebatedor manda a bola para fora dos limites do campo numa área considerada válida, e todos os jogadores em base anotam a corrida, retornando para a sua base. – Comenta Clint, pensativo. – Nesse caso, nós precisamos retornar para a CIA. A pista deve estar na sala de reuniões.

— Então vamos. Nós temos menos de quinze minutos para chegar e descobrir qual é a localização de Skylar. – Respondo e todos corremos de volta para o carro, sem nem mesmo nos despedir direito de Ryan.

A minha preocupação estava se tornando cada vez maior. Patrick estava certo. O tempo que Taskmaster estava nos dando era muito menor do que os dado aos outros agentes da CIA desafiados. E as charadas estavam se tornando cada vez mais complicadas para serem solucionadas. Eu não fazia ideia de como a mente de Clint funcionava, mas era impressionante como ele permanecia calmo e ainda era capaz de resolver os desafios de nosso inimigo com tanta facilidade.

— Deixa que eu dirijo. Eu conheço um atalho. – Pede Clint, assim que chegamos ao carro. Encaro-o desconfiada. – Não temos muito tempo. Se pegarmos o caminho com o qual viemos, chegaremos em vinte minutos no prédio da CIA e ainda teremos que lidar com os elevadores e a movimentação dos agentes.

— Tudo bem. – Concordo, ainda insegura com a ideia de dar a chave a Clint. À contragosto, entrego-a ao homem, que vai para o lado do motorista do carro e encara Hillary.

— Hills, preciso que entre em contato com Sara. Diga que é um código quinze e que preciso as coordenadas do restaurante a sede da CIA. – Orienta Clint, entrando no carro em seguida.

Código quinze. Apesar de terem se passado anos, Clint continuava a se comunicar com os sobrinhos em operações por meio de códigos. Era algo que no início servia apenas para divertir as crianças e no fim se tornou uma forma de fazer com que todos se lembrassem do protocolo de atuação em momentos de crise. Como eles deveriam agir e o que fazer para garantir a segurança deles e de inocentes que poderiam acabar se tornando vítimas de suas ações.

— Certo. – Concorda a garota, indo para o banco de trás do carro junto com Patrick. Suspiro e vou para o banco do passageiro ao lado de Clint.

Enquanto Hillary tentava ligar para Sara, Clint acelera o carro e sai em disparada pelas ruas de Hawkins. Ele realiza ultrapassagem perigosas, desviando dos veículos e pedestres em alta velocidade. Quando Sara parece finalmente atender a ligação, Hillary avisa sobre o código quinze e a chamada em viva-voz, enquanto o celular vai para a minha mão.

— Sara, você está nos ouvindo? – Pergunto, arfando pelo que deveria ser a milésima vez quando Clint quase bate em um carro ao fazer mais uma manobra perigosa.

— Sim, tia Tasha. E estou com a localização de vocês na minha tela. – Informa a garota, concentrada em dar as orientações.

— Ótimo, querida. Preciso que me diga como está o percurso pelo lado leste da cidade. Engarrafamento? – Pergunta Clint, virando-se em mais uma rua de forma abrupta.

— Um instante. Sim. Nessa direção em que você está indo, é melhor pegar na próxima rua a direita. – Orienta Sara e não demora muito para que Clint entrasse na rua indicada pela garota. – Certo, tio Clint. Nós temos dois problemas.

— E quais seriam eles? – Questiona Clint, desviando de mais carros e pedestres, enquanto recebe diversos xingamentos e buzinadas.

— Uma manifestação está sendo realizada próxima ao local. Pelos meus cálculos, vocês vão acabar sendo fechados por eles agora. Deve demorar alguns minutos para eles saírem e vocês vão tem rotas de fuga segura além desse. — Explica a garota do outro lado do telefone. – Eu não faço ideia do que aconteceu. Pelas câmeras de segurança, não havia nada sendo realizado. Mas no momento em que você virou as ruas, as pessoas apareceram.

— Então ele está querendo brincar. – Sussurra Clint para si mesmo. – Eu preciso de soluções, Sara. – Responde Clint e ele parece estar começando a ficar nervoso.

— Bom, se você conseguir passar pelo museu, cortando caminho pelo jardim central, é possível que vocês cheguem a CIA em cerca de cinco minutos. – Sugere Sara e dessa vez eu acabo arfando com a loucura.

— O quê? Não, Clint! Você vai acabar atropelando algum civil ou matando a gente! Está tendo uma exposição e...

Clint ignora completamente as minhas clemencias, seguindo diretamente para o Museu de Artes de Hawkins. Ele sobe as escadas com o carro e buzina para tirar as pessoas do caminho, que gritavam em desespero na mesma intensidade que Hillary e Patrick no banco de trás. Eu me segurava ao cinto de segurança e no apoio do carro, sentindo meu corpo ser lançado para cima e para baixo a cada novo jogo de escadas.

Nós então passamos pelo salão principal do salão, onde ocorria uma exposição sobre dinossauros. As pessoas entram em pânico conforme seguíamos para dentro do museu e eu me questionava se conseguiríamos mesmo chegar a tempo na sede da CIA.

— Certo, tio Clint. Localizei o mapa do museu. Vire no corredor a esquerda, depois vire no terceiro corredor a direita. Suba as escadas. Desvie de algumas obras e pegue o segundo corredor a esquerda. Você vai chegar ao jardim do museu. Entre na avenida principal e percorra o jardim central e vire à esquerda de novo. A sede da CIA estará ao final da rua. — Explica a sobrinha de Clint com rapidez.

Clint segue todas as orientações, ocasionando em tumulto e muito desespero dos visitantes do museu.

Como informado por Sara, não demoramos a avistar o prédio da CIA e em menos de cinco minutos estamos parados de qualquer jeito na entrada. Clint, Hillary, Patrick e eu descemos do carro apressados e entregamos a chave para Dakota, que voltava para o prédio com alguns copos de café em mãos e sacos pardos da lanchonete próxima à sede da CIA.

Não damos explicações ao rapaz. Apenas entramos o prédio, correndo como se nossas vidas dependessem disso. Como Clint previu, o salão do prédio estava cheio de agentes, que chegavam e saiam do seu turno.

— Saiam! Saiam! – Exijo, correndo entre as pessoas da agência.

— Abram caminho! É uma emergência! – Grita Hillary, empurrando as pessoas que não haviam notado a nossa presença.

Felizmente, no mesmo instante um dos elevadores abre as portas e sai alguns agentes de dentro dele. Usando a autoridade que Clint parecia possuir em qualquer lugar, conseguimos burlar a fila que se formou para entrar no elevador e descemos para o último andar do subsolo que pertencia a área reservada apenas para assuntos relacionados a S.H.I.E.L.D.

Em menos de dois minutos chegamos em nosso andar e seguimos para a sala de reuniões que estivemos menos de uma hora atrás. E novamente, Clint estava certo. Assim que chegamos à sala, encontramos um pacote grande com um embrulho pardo sobre a mesa principal. Sinto meu coração bater como um louco. E se Skylar estivesse dentro daquele pacote, completamente esquartejada? Taskmaster é louco o bastante para isso.

Mas mais importante que isso, era que eu me perguntava qual eram as chances de alguém ter entrado naquele lugar e deixado esse pacote sem que ninguém visse em menos de uma hora? Estamos no quartel general da CIA em Hawkins. Essa deveria ser a estrutura mais confiável da cidade. Ninguém entra, ninguém sai sem se identificar. E isso me levava a confirmação de que membros da CIA estão mesmo trabalhando para a HYDRA. Não há outra explicação.

— Vamos abrir o pacote. – Fala Patrick, colocando as luvas para não contaminar a evidência. Ele então retira o embrulho pardo do pacote que estava sobre a mesa. Surpreendemo-nos então ao ver que o pacote era na verdade uma gaiola e que dentro dela havia um rato de laboratório e um cronômetro. – Isso é deveras interessante. Um ratinho de laboratório enjaulado?

Ansiosos para saber o que aquilo significava, Patrick abre a gaiola onde estava o ratinho branco com cuidado e retira de dentro uma folha que estava debaixo da palha que afofava a gaiola para deixar o animal mais confortável.

— O que ele diz? – Pergunto com preocupação.

— "Olá, novamente. Eis meu amiguinho, Jerry. Tamborilar é a sua dica. Se não lembra quando, leia o que nos detalhes fica". – Patrick lê a mensagem e Hillary bufa irritada. – Nós temos uma hora e doze minutos para descobrir a próxima localização.

— Maldito! – Grita Hillary, irritada. – Até quando ele vai ficar brincando com a gente?

— Até ele se sentir que é o vitorioso. – Respondo, cruzando os braços. Viro-me para o homem que encarava o rato com curiosidade. – Clint? Alguma ideia?

— Detalhes... – Sussurra Clint, pensativo. E então, o homem levanta a gaiola e retira o rato de dentro dela, entregando-a a Patrick. Clint revira as palhas da gaiola e encontra o jornal no meio dele. – Acho que encontrei.

— Classificados? – Pergunta Hillary, aproximando-se com curiosidade.

— "Nora Adam vende serpente negra. Interessados, apressem-se". "Kira Bruton procura Cameron Gaffney para cantar Love Me Tender." – Clint lê os anúncios com curiosidade.

— Esses nomes são de pessoas dos casos passados. – Revela Patrick, chamando a nossa atenção.

— Tem mais. – Alerta Hillary, apontando para algum anúncio no jornal. – "Bilionário excêntrico procura um ferreomodelista para ajudá-lo com um sorriso de matar".

— Ferreomodelista? – Questiono, confusa. – O que é isso?

— Ferreomodelista é um entusiasta por trens. – Responde Clint com uma expressão séria. – Love Me Tender. O Tender é o vagão de carga que fica na parte de trás da locomotiva. E a cobra negra é a gíria para trem de carvão. Acho que sei quem devemos procurar agora.

— Quem? – Pergunto, ansiosa.

— Freddie Benson. Ele deve ter a resposta que nós precisamos. – Explica Clint, encarando-me com um fraco sorriso. – E bem. Se tem um lugar que ele deve estar nesse momento é...

— A Corporação Puckett! – Completo e ele assente, concordando. – Certo, pessoal. Vamos lá! Nós não temos tempo a perder.