Mistérios Do Destino
1 INTRODUÇÃO
Notas iniciais
Mais uma vez aquela mesma estrada, o mesmo pequeno caminho cercado por árvores sombrias, totalmente aterrorizador onde só se via um nevoeiro no final. Urubus em todos os postes me fitavam como prontos para dar o bote caso alguma coisa acontecesse, mas sabia que nada ia acontecer, pelo menos nunca tinha acontecido nada de mais. Encarava com firmeza o final da estrada, em meio ao nevoeiro naquela noite.
Eu o vi.
Era um cara de moletom com touca, no mesmo estante dei um passo para trás enquanto estreitava os olhos para ver melhor. O que era aquilo? Ele estava me encarando? Corri na direção oposta a dele o mais rápido que pude, mas minhas pernas não ajudavam muito, elas tremiam. Corri para a beirada da estrada, era como se fosse um penhasco que dava para o lado mais escuro dali. Excitando em olhar para trás a curiosidade falou mais alto e me virei ainda correndo. Nada.
Diminui os passos e parei, ainda estava com a respiração ofegante respirando fundo para controla — lá. Ainda assustada quando em uma fração de segundos ''alguém'' me empurrou morro a baixo e sai rolando, gritando e tropeçando em todas as pedras e folhas que encontrava pela descida, parei quando finalmente cheguei em baixo e me levantei rapidamente, olhei para os lados pondo os dedos na testa e sentido os ferimentos que a queda tinha me causado. Em minha volta só havia árvores, pinheiros, aqueles de filmes de terror que fazem você se arrepiar só de pensar. Mas aquilo não me assustava, estava mais atordoada com a ideia de ter um psicopata me perseguindo. Isso nunca havia acontecido antes...
Estava completamente sozinha, olho para um lado e para o outro na esperança de achar alguma pista, alguma luz, mas nada. Tudo estava quieto. Quando do nada ouço zumbidos que iam ficando cada vez mais altos, sem poder controlar fecho os olhos com força e o barulho vai se misturando com os dos meus gritos. Mas ainda sim é estranho é como se o barulho estivesse mais perto de mim a cada segundo, abro os olhos devagar e vejo o mesmo cara chegando perto, com passos lentos e com uma forma de andar confiante como se soubesse que eu não conseguiria fugir. A medida que se aproximava seu rosto ficava cada mais claro, porém não optei por olha-lo. Meus gritos ficando cada vez mais constantes pensando em uma tentativa fracassada de correr. Mau conformada encarei o fim, fechei os olhos com força e...
Mais um sonho.
Acordei com um grito, mamãe chegou correndo no quarto preocupada. Droga! Minhas roupas, travesseiros, lençóis, tudo. Tudo ensopado.
- Olha pra você... não me diga que teve mais um daqueles pesadelos. Está gelada.
Ainda tentando controlar a respiração, tentava reorganizar meus pensamentos em minha cabeça. Aquilo realmente tinha me assustado.
- Não me culpe, não consigo controlar.
Nesse momento minha irmã mais velha chega no quarto. Provavelmente veio saber o que tinha acontecido, como se ela não já não soubesse.
- Nossa! Até parece que viu Fantasma, você tá horrível. — ela estava toda descabelada e de pijama, com certeza tinha acordado com os meus gritos — não me diga que... Cat você teve mais um de seus pesadelos?
Ela fez aspas com os dedos na ultima palavra, não sabia o que aquilo significava e de um jeito estranho não queria saber. Apenas balancei a cabeça positivamente.
- Tudo bem. Marquei uma consulta com Andrea a psicóloga amanhã a tarde, isso já está virando um transtorno e Cat, o que você realmente sonhou dessa vez? — mamãe perguntou relutante.
Eu ainda estava ofegante com o sonho, quero dizer com pesadelo e minhas mãos continuavam tremendo.
- Bem.. érr, não sei exatamente, era escuro e de repente — antes mesmo que eu pudesse terminas a frase que era óbvio que eu estava excitando minha irmã disse:
- Tá! Tá! Já vai começar, é sempre a mesma coisa...uma estrada escura e blá blá blá — eu continuava a olha — lá com descrença, o que ela estava dizendo? — Volte a dormir ou pelo menos me deixe dormir, amanhã precisamos acordar cedo e você sabe disso — Dizendo isso ela saiu e voltou para seu quarto me deixando sozinha a minha mãe.
Abri a boca para falar, mas não sabia o que dizer, ainda pensando nas palavras certas com medo de parecer paranoica ou alguma coisa do tipo minha mãe foi mais rápida:
- Precisa de alguma coisa? Vou trazer um copo d'água pra você querida, depois tente dormir. E não pense demais.
Não respondi e ela saiu do quarto me deixando novamente sozinha com meus pensamentos. Fiquei ali, relembrando o que tinha acabado de acontecer e tentando encaixar esse sonho perturbador em tantos outros que tive anteriormente.
Notas finais
Criticas e sugestões são bem vindo !!
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