Mistério E Sedução
5 Capítulo 5: Cerejas
Eu a sigo pela escada e ela entra em um quarto. Ela para em frente a um enorme espelho se virando para mim e se encostando ao espelho.
- mais perguntas? – ela diz provocante. Me forço para voltar ao estado normal.
- conhece a mulher do Jony? – eu pergunto.
- ah, eu achei que seria mais alguma pergunta sexy
- pergunta sexy? – eu pergunto não entendendo muito bem.
- suas perguntas são sexys, você é sexy. Achei que quisesse saber mais sobre o meu mundo.
- será que poderia responder as minhas perguntas sem insinuações ou provocações?
- quer dizer que eu te provoco?
- será que você poderia parar? – ela já estava me tirando do sério;
- Tudo bem, eu vou tentar... Eu a conhecia, às vezes ela participava das seções. – ela diz e balanço a cabeça surpresa, aquilo para ela parecia completamente natural.
- e vocês tinham alguma desavença? – ela sorri, desabotoando o último botão da blusa me encarando.
- não, eu não misturo sentimento com sexo. – ela desabotoa mais dois botões de baixo para cima, ainda me encarando como se aquilo de alguma forma me provocasse. Desvio meu olhar dela para uma penteadeira a minha direita, de alguma forma estranha aquilo realmente me provocava. Em cima havia alguns cremes e perfumes.
- Mas os dois pareciam ter um problema, ela disse gostar bem mais de mulher. – ela diz e eu levanto meu olhar para ela que já tinha a blusa toda desabotoada revelando seu escultural corpo. Ela se vira de costas deixando a blusa cair até a cintura. Ela me olha por cima dos ombros e sorri.
- vou tomar um banho, a não ser que queira me acompanhar, me espere. – ela diz deixando a blusa cair no chão, revelando uma tatuagem bem embaixo das costas, próxima a bunda. Duas cerejas, uma com um arco e assas de anjo e outra com chifres e rabo de diabo. E ela desaparece no banheiro, dividido do quarto apenas por um vidro fosco.
Eu a vejo ligar o chuveiro e tirar o sutiã, depois a calcinha pelo vidro que me dava à visão embaçada de suas formas. Assim que ouço a água caindo me dirijo à penteadeira e abro a primeira gaveta, com anos de investigação eu não me importava em mexer nas coisas dos outros nem mesmo sem suas permissões, eu estava acostumada. A questão é que essa mulher escondia alguma coisa e eu descobriria o que era.
A primeira gaveta continha somente lingeries, e muitas, de todos os tipos e cores. A segunda era mais interessante, alguns papeis, pastas e recortes de jornais, com as seguintes manchetes: “o preço do prazer”, “A assassina do sexo” e coisas do tipo, nenhuma foto ou nome. Ela desliga o chuveiro e eu fecho a gaveta abrindo a terceira, que tinha um par de algemas, preservativos, lubrificantes, filmes, cordas, um chicote, penas e uma coleira que eu pego, curiosa, essa mulher parecia viver em função do sexo. Ela sai do banheiro em uma toalha e eu me assusto.
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