Mistério E Sedução
18 Capítulo 18: Pintado no Coração
Eu batia incessantemente na porta de Nick, mas ele não abria, certamente viu pelo olho mágico que era eu e me ignorou.
- Nick, abre essa porta, inferno. Para de ser infantil. – eu grito, mas não recebo resposta alguma.
- Nick se você não abrir essa merda de porta, eu vou arrombar. – continuo sem nenhuma resposta.
- certo, você pediu por isso. – eu sabia que eu não iria conseguir derrubar a porta dele, mas ao menos faria barulho e chamaria a atenção dos vizinhos como o barulho e os palavrões que eu gritava. – 1... 2 ... 3 – eu jogo meu corpo contra a porta, mas ele a abre na mesma hora e meu corpo bate no dele com muita força. – ai... – eu gemo, ele me segurava pela cintura, mas eu me solto, arrumando minha blusa e minha saia. Eu ainda estava com a roupa do tribunal, mas ele não, ele estava somente de bermuda sem camisa.
- sabia que iria funcionar. – eu digo sorrindo vitoriosa e entrando na sala dele. Estava uma bagunça, havia cervejas e salgadinho em cima da mesa de centro e ele jogava videogame. Balanço a cabeça “homens”
- o que você quer heim? – ele me pergunta irritado, mas o ignoro e pego uma cerveja em sua geladeira. Me sento no sofá e retiro meu sapato, retiro meu relógio e meus brincos os pondo em cima da mesinha. Abro a cerveja e me encosto no sofá colocando o pé em cima da mesa de centro. Eu nunca estive na casa dele antes, mas mesmo assim me sentia muito a vontade e um pouquinho eu fazia para irritá-lo. Levo a cerveja à boca e percebo que ele me olhava fixamente, em pé ao lado do sofá.
- o que? Somos amigos. – eu digo e ele balança a cabeça se sentando ao meu lado, pegando o controle e voltando a jogar.
- está tudo bem? – eu pergunto
- está. — ele responde sem me olhar.
- e entre a gente? – ele me olha.
- não existe a gente Catherine, nunca existiu.
- para de ser dramático Nicky.
- Nicky? Você não me chama assim há muito tempo. – ele diz sorrindo. Ficamos em silencio, ele volta sua atenção para o jogo. Solto um longo suspiro, eu me sentia mais leve agora.
- e você, está tudo bem? – ele pergunta sem me olhar.
- está. – eu sou direta como ele.
- foi bom? – ele me pergunta, ainda sem me olhar.
- foi ótimo. – eu respondo e me viro para o jogo.
- eu tenho alguma chance se eu por uma saia? – ele diz e eu não pude deixar de sorrir, mas preferi não responder. Estava muito calor na sala dele, o sol batia contra a janela e ele sem camisa não ajudava.
- o que ela tem que eu não tenho.
- bem, peitos, uma vagina, basicamente isso. – eu digo e ele dá uma gargalhada gostosa.
- não falei disso, falei no que ela fez para você dormir com ela?
- sinceramente, eu não sei, ela tem um mistério que me intrigou. – eu digo e abro o primeiro botão da minha blusa, estava muito quente. Ele olha para meus seios. Junto meus cabelos na mão como se fosse amarrá-los e me abano com a outra mão. Ele balança a cabeça se voltando ao jogo. Eu estava conseguindo deixá-lo incomodado.
- o que você sente quando pensa em mim e outra mulher fazendo coisas na cama? – eu digo me aproximando do ouvido dele. O vejo engolir em seco e se virar para mim, estávamos bem próximos.
- eu fico excitado só de pensar. Quando ela sair da cadeia, podemos fazer uma festinha. – ele me diz sorrindo maliciosamente.
- Nick. – eu digo e dou um murro no braço dele.
- ai, calma aí senhora punhos de aço.
- até você?
- serio você quebrou o nariz do cara. – ele diz e eu me encosto de volta ao sofá dando uma gargalhada, aquilo foi divertido. Ele se vira para mim me olhando profundamente nos olhos.
- eu gosto muito de você.
- eu também, Nicky. – nós sorrimos.
- sabe, essa mulher te deixou pervertida, eu vou purificar você com um bom e velho papai e mamãe. – solto uma gargalhada.
E ele se aproximava cada vez mais. Seu olhar vai para minha boca e eu me aproximo mais deixando com que nossos lábios se encostem. O beijo foi calmo, mas meu desejo foi aumentando e eu arranquei o controle da mão dele e sentei em seu colo. Eu passei a mão sobre as costas dele. Sua pele era macia e seus músculos duros.
Ele passou a mão na minha coxa subindo a saia junto, fazendo meu corpo se encostar mais ao dele e eu pude sentir toda sua excitação. Solto um gemido imaginando o que ele poderia fazer dentro de mim. Ele puxa minha blusa que estava por dentro da saia e a tira nem mesmo se importando em desabotoar botão algum, ele tinha presa.
Ele ataca meu pescoço me fazendo arrepiar dos pés a cabeça. Sua mão sobe para o fecho do meu sutiã e o tira, o jogando para trás do sofá. Ele me puxa pela bunda me fazendo ficar sobre os joelhos para que ele tenha um maior acesso aos meus seios que ele chupa com vontade.
Seguro as mãos dele contra o sofá e beijo seu pescoço, descendo minha boca pelo seu abdômen, beijando e passando a língua. Abro o zíper da bermuda dele e a puxo para baixo. Olho para ele que tinha a boca entreaberta e a respiração totalmente ofegante. O coloco na minha boca e ele geme meu nome. Começo a chupar e ele gemia cada vez mais, até que ele puxa meus cabelos para trás o tirando da minha boca e me puxando de volta ao colo dele. Eu o olho com cara de interrogação, como ele parou talvez não tenha gostado.
- eu quero que você me sinta aonde ninguém mais chegou.
Ele tira minha saia também por cima, ele estava com tanta pressa que não perdia tempo em desabotoar. Ele me joga no sofá pulando em cima de mim. Pude perceber que eu gostava mais da força de um homem do que da suavidade de uma mulher. Ele tira minha calcinha e desce sua boca me fazendo gemer. Ele volta a ficar sobre mim e me penetra olhando nos meus olhos.
Ele se levanta me puxando junto a ele, sem sair de mim e começa a caminhar para algum lugar que eu não sabia por nunca ter ido a casa dele. Ele me deita na cama tudo sem sair de mim. Ele volta a se movimentar forte, ele queria me provar que um homem era bem melhor que uma mulher, mas ele não precisava me provar eu achava isso também, por mais que tenha sido boa minha experiência com Merlin. Chegamos ao extremo do prazer juntos e eu me deito ao peito dele e pego no sono.
Se Merlin Walker me ensinou alguma coisa foi fazer primeiro e pensar depois, foi viver cada dia como se fosse o ultimo e era isso que eu iria fazer a partir de agora, mesmo que eu terminasse sua companheira de cela. O que eu posso dizer é que ela e os momentos que eu passei com ela ficarão pintados no meu coração.
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