Acordo numa manhã calorosa de sexta-feira 13 com mais um grito, sim, eu tive mais um pesadelo com ele, um garoto misterioso que nunca vi na minha vida, mas hoje foi mais real do que eu imaginava, parecia que eu realmente o vi. Foi algo como se eu estivesse em apuros e ele me salvou, eu não me lembro muito bem.

Quando chego na escada descendo para tomar meu café da manhã encontro dois homens extremamente fortes com uma roupa preta, tudo de preto na verdade, de colete á prova de balas, óculos e o mais impressionante uma arma, eu acho que era um fuzil pois eu nunca havia visto uma tão de perto. Os homens haviam revirado minha casa inteira pelo que pareceu ao meu ver, eu me assustei e subi a escada correndo, eles não tinham me visto.

Chego no meu quarto ouço um tiro, imediatamente me desespero, pois minha mãe estava em casa, pelo menos eu acho, esperei passar umas 3 horas e desci para ver o que aconteceu naquela manhã.

Eu chego na sala e me deparo com aquilo, eu não acredito, não pode ser verdade, isso não pode ter acontecido, de novo não. E eu grito: — NÃÃÃÃÃÃO – Sim, minha mãe estava morta.

Imediatamente chamo minha vizinha Rosa e ela chama a ambulância.

Ela me pergunta:

- O que aconteceu, Lia?

Eu respondo:

- Não sei, eu estava dormindo, e ouvi um tiro. – É, eu menti, mas não foi porque eu quis.

Antes de eu chamar Rosa eu havia verificado que minha mãe já estava morta e achei um bilhete pendurado no bolso da camisa dela. Nesse bilhete tinha escrito:

“Quando você ler esse recado você terá que dizer que nunca soube de nada sobre a morte da sua mãe, espertinha, nós te vimos na escada, mas nosso foco não era te matar, nós gostaríamos de dizer que sua mãe não cumpriu o acordo dela com Joseph, o rei da visão e com isso, ele nos mandou para executá-la, mas nada disso acaba por aqui, porque você terá que pagar o que sua mãe morreu devendo. Na hora certa nos comunicaremos com você”

Eu fiquei chocada com o bilhete, mas obedeci e não falei nada sobre a morte de minha mãe para Rosa.

Já no hospital, recebo a notícia que minha mãe chegou morta ao hospital, eu tive que fingir que estava chocada, mas o choro realmente foi de verdade eu não conseguiria fingir.

Eu fui em casa buscar alguma roupa para enterrá-la e chego em casa já estava tudo fechado pela polícia, e isso me deixou mal, porque eu teria que mentir para muito mais pessoas, sem saber o que viria pela frente. Então disse ao policial:

- Eu poderia entrar para buscar algumas roupas da minha mãe?

- Claro, mas acompanhada de mim. –respondeu ele, em um tom que eu diria agressivo.

- Ah sim, tudo bem é rápido – respondo, mas eu estou com um mal pressentimento.

- Então vamos.

Quando chego no quarto pego a roupa que minha mãe mais gostava, um vestido dourado que ela usara quando encontrou meu pai. Eu não sei muito sobre ele, minha mãe nunca me contou o que realmente aconteceu com ele ou quem ele era, eu só sei que ele é ou ao menos era importante para ... , mas enfim, ele nunca me procurou então nunca tocava no assunto com minha mãe.

Chego na capela onde vamos velar minha mãe, aqui só tem os amigos mais próximos da família no máximo 15 pessoas. Não conheço quase ninguém, eu não gostava de me relacionar com essas pessoas. Porém cumprimento todas.

Um homem que eu nunca havia visto na vida está aqui no enterro, será que minha mãe tinha deixado de me contar sobre ele? Fiquei envergonhada de perguntar quem ele era, mas também não tive nem tempo de pensar, o homem olhou pra minha mãe com lagrimas nos olhos e saiu da capela, sabe-se lá pra onde.

O Coveiro chega e já está na hora de enterrar minha mãe, nesse momento que eu sinto que ela realmente está morta. Não sei porque mas sempre achei que não fosse verdade, creio que todas as pessoas são assim, mas agora começo a chorar.

Jogo uma rosa azul no caixão antes do coveiro enterrá-la, eu fui desastrada e furei meu dedo com um espinho. Mas nem reparei, só quando cheguei em casa.

Chorei durante dias, Rosa cuidou de mim, ela sempre foi uma das pessoas que mais confiei depois de minha mãe. Quando me apaixonei por um garoto na escola, faz alguns anos, eu só contei pra ela, ela me deu conselho de esquecer ele, é eu realmente consegui esquecer.

Em um dia que eu já estava melhor , eu parei pra pensar: “QUEM É JOSEPH? POR QUE ELE MATARIA OU MANDARIA ALGUÉM MATAR MINHA MÃE?” Essa dúvida ficou na minha cabeça durante a noite antes de dormir, e eu estava determinada que no outro dia eu iria descobrir quem era esse Joseph.

Acordo numa manhã gelada, creio que o inverno já chegou, esse clima é o que eu mais gosto, me sinto mais forte e protegida.

Tomo meu café da manhã e chega uma carta:

DE: PALÁCIO DE MISTIFLAND

PARA: LIA BENETT

Eu estava curiosa. Porque o reino do meu estado mandaria uma carta pra mim? Nunca vi relatos de que eles mandaram cartas para alguém desse estado. E quando abro a carta a maior surpresa:

ESTAMOS HONRADOS EM RECEBER VOCÊ LIA BENETT COMO UMA DE NOSSAS MISTIX

ESPERAMOS VOCÊ AQUI NO CASTELO NA QUARTA-FEIRA.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.