Notas iniciais
desculpa a demora e.eeee, eu meio que tinha desistido d fic pq achei(ainda acho) que vai ser dificil por todo mundo na fic em todos os caps ai complica, é minha primeira interativa, dai n sei mto, estou perdido. Acho que seria impossivel nao terminar essa fic, eu tenho muita imaginação pra historias de pessoas com poderes, fico imaginando em tudo que vejo '-''', é eu sou idiota sim, mas enfim, desculpa pela demora. Obrigado pelas fichas, inclusive, estou introduzindo algumas delas =].

Então eu era um dos 32 nível A da cidade. O nono pra ser exato.

A professora de historia, que também era diretora, parecia estar muito feliz por ter encontrado outro nível A no colégio, seus olhos proclamavam rivalidade e vitoria como se um fogo acendesse nos seus olhos e ela tivesse acabado de ganhar uma longa batalha. Quando ela felizmente se conteu, ela me guiou pelo corredor com luzes postas a cada dois metros, o seu calçado estalava contra o chão e ela gargalhava momentaneamente, ela me levou até a porta da minha sala.

Ela segurou a mão no trinco e olhou para mim com os olhos brilhando, como se eu fosse o seu mais novo premio, então suspirou fundo, encheu o peito de orgulho e glória e abriu a porta. Ela me pegou pela mão e me puxou até o centro da sala, onde uma professora de cabelo castanho ondulado e pele clara sorria e acenava para a diretora com uma varinha na mão, essa ultima soava um semblante empolgado.

– Bom dia Senhora Hawkins – A turma cantarolou em uníssono.

Ela abriu a boca pra falar uma vez só que ela se engasgou com a própria respiração, logo ela se acalmou e com os olhos ofuscando emoção ela começou a falar com um largo sorriso no rosto.

– Nós temos um novo aluno – ela me sacode com força, me fazendo perder o equilíbrio por alguns segundos – Senhor Davis May, o mais novo nível A da escola.

Alguns alunos olharam para mim boquiabertos e com os olhos cintilando, já outros me encararam com desdém e um misto de inveja e raiva.

– Sua vez de falar – ela me empurrou para a sua frente, me deixando levemente corado enquanto partia.

– Bom... Eu... Sou o nono mais forte da cidade – os alunos que me admiraram ficaram mais boquiabertos, fazendo suas bocas desenharem algo parecido com um ovo, já os que me odiaram começaram a protestar. Eu precisava dizer algo que não fizesse eu sofrer bully no meu primeiro dia de aula – Ah... Eu tenho 16 anos e acabei de deixar a vida de mendigo para vir morar aqui.

Falando isso, ouvi um breve e triste “Oh” em coro. Os que estavam parecendo me repudiar, agora me encaravam com um pouco de compaixão e constrangimento por terem me julgado mal. De ignorante para queridinho, curvei as pontas dos meus lábios para baixo, demonstrando fragilidade e pareci ter conquistado a sala.

A professora apontou sua varinha para uma carteira vazia encostada na janela, indicando onde eu iria sentar, a mesa ficava atrás de uma menina que sentava atrás de uma garota loira. Direcionei-me até ela enquanto alguns dos estudantes que sentavam na fila ao lado davam uns tapinhas de conforto na minha cintura ou apertavam minha mão, minha conversa parecia ter comovido a todos.

Sentei-me na carteira e demorou um pouco até todos pararem de prestar atenção em mim. As carteiras da sala eram compostas por uma mesa de cadeira cinza com uma tela que passava a mesma apresentação que refletia no quadro pelo projetor, incluindo o que a professora escrevia, logo que a aula acabava, tudo era salvo em um cartão de memória. A cadeira era bastante acolchoada, parecendo ter um conforto tecnologicamente desenvolvido. O cômodo era em si espaçoso, a professora ficava em uma espécie de palco que era um degrau mais alto que o chão dos alunos, que eram em media uns 40, a porta era de vidro e no final da sala, um condicionador de ar esfriava a temperatura local, havia também, um projetor suspenso no teto que mirava em uma tela no meio da parede que ficava de costas a professora, aos lados dessa tela tinha dois quadros brancos.

Pus minha mochila na banca e peguei meu livro de matemática, encarei bem a situação, fazia aproximadamente três meses que eu não assistia a uma aula. Comecei circulando algumas das coisas que eu achava importante segundo a explicação da professora, logo teria que começar a por em pratica o assunto. Felizmente a aula não durou muito, logo o sinal tocou, todos começaram a arrumar suas coisas rapidamente e a sair, não fiquei pra trás e guardei meu livro e peguei o meu cartão de memória, fui em sentido do armário 332.

Ao passar pelos corredores, via alguns alunos cochichando algo nos ouvidos dos outros enquanto tampavam a boca com a mão e olhavam pra mim. Minha classificação havia alterado drasticamente os humores na Academia Para Estudos Paralelos, tanto professores quanto alunos pareciam estar ansiosos para me ver e o assunto que caia aos ouvidos de estudantes curiosos era sempre sobre o novo aluno, já estava sendo chamado de Energymaster. Eu raramente conseguia desviar dos olhares curiosos, e quando conseguia, eu caia em vistas invejosas, os níveis altos eram tão odiados quando queridos. O mais rápido que pude, troquei os livros e fui correndo para a sala de aula de historia.

O cômodo era bem arejado e lembrava a sala de matemática, a não ser pela parede da direita que tinha mais janelas que a primeira e as carteiras eram sem mesas. As cadeiras do ambiente tinham o braço direito ou esquerdo estendido, fazendo uma espécie de apoio para livros e braços. A sala já estava cheia e dessa vez, notei algumas pessoas que não estavam na aula anterior, mesmo assim, metade da turma estava lá. Novamente, sentei no único lugar vago que era atrás da menina da aula anterior.

Ela tinha a pele um pouco pálida e longos cabelos negros que deslizavam por suas costas, não era muito alta, tinha aparentes 1,67m e um corpo definido e com varias curvas. Tinha um rosto bonito, seu nariz era fino e arrebitado na ponta, seu rosto era oval e suas feições variavam entre um tom meigo e algo repentino, com um suspense. Seus olhos tiravam a atenção de qualquer rostinho bonito, o brilho dourado da íris cor de âmbar dava a presença ao resto da face e hipnotizava como num frenesi, fazendo pairar um clima de inocência e mistério ao rosto iluminado da adorável da menina. Fiquei a encarado até ela virar o rosto contra mim, corei por alguns instantes e forcei um sorriso, ela tentou parecer gentil, mas sua figuração admitia que estava se irritando. Continuei fissurado nos olhos dela enquanto ela analisava meu rosto e explorava cada expressão para me julgar.

– Oi – eu disse com certa vergonha.

Ela continuou me analisando e cruzou as sobrancelhas, no mesmo momento, à minha direita, um menino de cabelos pretos e expressão zombeteira chamou minha atenção enquanto mordia uma tira de alguma planta qualquer.

– Ei, metido a poderoso, – olhei para ele, sentido um pouco de angústia – por que você não volta para as ruas? Você ta vindo pra essa escola pra que se você já é o todo poderoso?

Ele gargalhou num som provocante, em seguida ajeitou o cabelo preto e atraiu o foco das pessoas a eles. Eu fiquei encarando a janela, fingindo que não o ouvia ao passo que pensava em coisas que me distraíssem.

– Pelo jeito as ruas não foram suficientes para você – falou em um tom mais provocante, no entanto, sua voz fraquejava, passou a língua no lábio inferior curvado pra dentro – Quero ver se você é digno de ser nível A, depois da aula quero te dar uma lição...

– Cala boca Jason – Levantou-se menina dos olhos cor de mel num gesto furioso à minha frente – Você não é nem páreo para ele, já que não passa de um nível D.

– Eu não luto só com os meus poderes. – Disse enquanto demonstrava sua musculatura.

– Então você luta com o que? – disse com ironia e arrogância – Com o resto da sua ganguezinha do terror que não passa de um bando de fracassados que tem inveja daqueles que lutam pra passar de nivel?... Vai fundo!

O rosto de Jason ficou um pouco vermelho e ele virou a cara, sentando em sua banca. A menina olhou pra mim enquanto segurava as mãos no apoio para as costas da cadeira e sorriu num gesto bobo e feliz.

– Meu nome é Serena Lepor – ela falou mostrando bonitos dentes brancos, – Prazer.

– O meu é Davis May, prazer – retribui o sorriso.

– Eu gosto do nome “May” – ela deu uma risada boba – parece nome de menina.

Encarei Serena por alguns instantes e percebi uma breve queimação em minhas maçãs, estava corado.

– ... E eu gosto do nome “Serena” – pronunciei em um tom provocante – Me lembra quando eu acordava suado depois de uma noite quente nas ruas.

– E eu gosto de acordar suada – sorriu de canto e ergueu uma sobrancelha – me lembra que eu tive uma noite... Perigosa.

– Já eu não gosto de perigo – encarei-a num tom provocador – Me lembra que eu posso te matar só com um toque.

–... Você não é bom em fazer amigos– ela fez uma cara irônica e repudiante, alçando as duas sobrancelhas.

– Não – confessei secamente.

– Pois é, percebi – falou rispidamente para depois começar a rir baixinho, tapando a boca com a mão. – Mas você tem sorte, sabia?

– Não, não sabia.

– Sorte sua que eu gostei de você – ela sorriu e depois piscou, mas sem demonstrar segundas intenções, logo ela se virou e se endireitou na cadeira. A professora havia chegado.

(...)

As aulas passaram e as mesmas coincidiram com a de Serena, ela aparentava não ter muitos amigos, na maior parte do tempo, ela demonstrava uma feição solitária e assistia as aulas com atenção, não era todo mundo que vinha falar com ela, e quem vinha, acabava sendo atacado com palavras grosseiras e frias, era difícil ela tratar alguém bem, até mesmo os professores aguentavam o escárnio quando a atenção era dada a ela, que não parecia fazer por capricho, era como se fosse algo natural dela, uma reação automática para qualquer simples gesto de socialização. Eu ficava me perguntando por que ela me tratou bem, decididamente, eu iria perguntar isso a ela depois.

Assim que o sinal para o almoço tocou, aproximadamente ao meio dia, arrumei minha mochila e a coloquei no armário. Estava prestes a enfrentar a parte mais difícil do dia: o almoço. Decididamente, a hora do almoço era a mais terrível para os novatos, apenas pelo aterrorizante fato de não ter com quem se sentar. Segui para o prédio do refeitório com passos largos e nervosos, podia jurar que ao invés de andar, eu estava saltitando. Pisei em um tapete vermelho e as portas de vidro se abriram automaticamente, dando ares a um imenso salão sustentado por paredes de vidro. À esquerda se encontrava o restaurante com diversos tipos de comida e máquinas, no campo à direita, um vidro enfeitava o chão e embaixo dele, havia uma espécie de aquário subterrâneo com diversas espécies de peixe e algas que constituíam a fauna e flora marítima.

Fui até o final da fila do restaurante e acompanhei o movimento até chegar a minha vez, me aproximei de uma maquina e fiz como todos os outros estavam fazendo, logo pus meu polegar num sensor e senti uma leve picada, linhas azuis surgiram e começaram a analisar minha digital, em questão de segundos, ela piscou algumas vezes e chegou a um resultado.

– Davis Julius Caesar May – Uma voz feminina e aguda de computador pronunciou meu nome completo num tom animado, eu já falei que eu odeio o nome Julius Caesar? Minha mãe não tinha carinho por mim. – ... Traduzindo... Niveis de Sódio e Potássio Baixo... – a voz transmitia alguns sons metálicos – Comer Purê de Batatas e batatas fritas com duas pitadas de sal extra... – o som metálico chorou e uma espécie de limpador úmido, semelhante à aqueles que secam o para-brisa dos carros, limpou a tela por mais uma vez e eu segui para a mesa com as comidas.

Como a tradutora ordenara, eu pus o purê e a batata e mais alguns outros pratos que eu poderia gostar. Depois de decidir o que beber, sai da ala do restaurante, que cheirava a frituras e quando dei o primeiro passo no vidro que cobria o aquário, estava na seção das mesas. Os alunos riam, comiam e conversavam animadamente em seus bancos, a escola não parecia ser dividida entre populares, nerds e invisíveis, mas sim cada grupo era uma fatia de um todo, não havendo diferença de brilho entre nenhum, porém, era claro que existiam ali os que se achavam superiores aos demais, tão superiores que os outros os ignoravam, e isso, de alguma forma inflava o ego deles. Foi rondando o salão que me deparei com eles.

– Oi, eu sou Jack Collins – Um menino caucasiano de cabelo grande e castanho, quase da cor de chocolate me segurou pela camisa, seu olho era azul e lembrava dias frios quando nevava, sua expressão era calma e profunda, assim como a maneira que falava – Você também é nível A, certo?

– Sim – seus lábios se alargaram em um sorriso tão bonito quanto falso.

– Porque você não se senta com a gente?

Mirei a mesa dele com cautela, aproximadamente outros 7 estudantes estavam com ele, uns comiam a comida, outros brincavam com ela, ambos não aparentavam serem felizes ali, inclusive eu também não seria. Felizmente, Serena olhou sorridente pra mim e sacudiu a mão no ar, me chamando para sentar com ela, logo de imediato, abri um sorriso animado e deixei o garoto de cabelos que caiam aos ombros sem resposta, ele olhou com reprovação para mim e Serena enquanto eu seguia para a mesa. A garota estava sentada com mais duas pessoas em uma mesa redonda branca, não muito grande, porem do tamanho suficiente para caberem quatro pratos. Sentei-me na cadeira e mirei os dois acompanhantes de Serena.

O menino era mais velho e mais alto, usava uma franja e seu cabelo era bonito, esse foi cortado em um penteado circular e parecia estar em movimento, seu olho era um misto entre azul e verde, vestia as cores do oceano. Suas feições eram marcantes e descontraídas e seu olhar era sagaz, mas estava perdidamente concentrado em uma azeitona caída no chão, como se aquilo o fizesse pensar. Sua pele era um misto de moreno com caucasiano e seu braço estava sobre o ombro da menina. Se eu pudesse descrever o perfeito, eu descreveria essa menina, sua pele era branca e tinha uma breve tonalidade rosada, quase imperceptível, mas era isso que dava vida a seu corpo. Usava uma franja e seu cabelo começava liso e terminava ondulado, assim como começava loiro escuro, nas raízes, e a cor ia clareando até chegar a um loiro brilhoso, nas pontas. Tinha um olhar dócil e gentil, sua íris variava entre o azul claro e o cinza, e, pequeníssimos pingos de branco caíam como se fossem neve ao redor. Seu corpo era definido e tinha bastantes curvas. Eu a compararia como uma modelo, uma modelo que não fosse superficial ou fria, seria aquela modelo que ao andar na passarela, esbanjava um lindo sorriso e conquistaria a todos com seu olhar amigo. Sua face era perfeitamente bem desenhada.

Serena bateu nas minhas costas e começou a me apresentar.

– Davis, essa é Katherine e esse é Calleb – A primeira sorriu, mostrando seus dentes justapostos, o ultimo não tinha percebido minha presença até então, foi preciso a loira dar uma cotovelada no menino, que olhou de forma desleixada e finalmente sorriu e eu retribuí– Katherine e Calleb, esse é Davis.

– Bom, acho que você já enfrentou Jack, – a loira disse, com sua voz animada e persuasiva.

– Ah... O menino do cabelo grande? – indaguei.

– Esse mesmo, ele gosta de reunir todo o pessoal que é nível A para se sentar em uma mesa só, se você fugir da estratégia dele, ele simplesmente passa a te odiar. – ela ri num tom zombeteiro – o objetivo dele é tornar essa escola uma hierarquia como um daqueles filmes americanos. Os mais fortes menosprezando os mais fracos.

– Droga... – droga mesmo, a voz dela estava me seduzindo – Ele não parece ser nada gentil.

– E não é mesmo, nunca o encontre sozinho ou ele vai querer se vingar – engoli em seco.

– Não assuste o menino no primeiro dia! – disse Serena com um sorriso estampado.

– Realmente, ele não é tão mau assim e... Ah... Desculpe – o menino que tinha a voz grossa arrotou, levando outra cotovelada da namorada – Como ia dizendo, ele não é tão mau assim, alem do mais, você poderia contar tanto com a gente quanto os outros garotos daqui, ele é muito odiado. – apesar do ato grosseiro, o menino tinha um ar inteligente.

– Mudando de assunto – disse Serena – quem são seus pais?

– Eles são políticos e empresários, já ouviram falar da família Caesar?

– Cara, não brinca, – diz Calleb com as mãos na cabeça e demonstrando surpresa – você é filho dos fabricantes dos chicletes Droo? Eu amo eles.

– Sério? Eu não sei como aquilo faz sucesso, eu os odeio – fiz cara de desdém.

– Davis, você já pode se enterrar, esses chicletes são a sensação do paladar – O menino dos olhos azuis protestou enquanto bateu na mesa, fazendo seu suco cair no blazer de Katherine. Ele olhou pra ela e a beijou pedindo desculpa.

– Não liga, afinal, só um pouco de suco para deixar isso mais... visíveis – Kath falou em um tom suave, sedutor e audível apenas para Calleb, ela o olhava com um olhar profundo, como se atingisse a alma de seu namorado. O menino sorriu, estava acostumado com esse tipo de coisa – Deixa que eu cuido disso, – ela respirou profundamente e quando falou, sua voz parecia que deixava um eco, como se três vozes soassem a mesma coisa uma atrás da outra – “me sinto molhada, ao mesmo tempo violada, quero uma farda sequinha e nem um pouco manchada”.

Quando terminou de proferir, sua farda nem parecia que fora estragada por suco, era outra, uma nova.

O que aconteceu me fez sorrir, minhas expectativas para o novo colégio só tinham aumentado, definitivamente, eu iria gostar daquele colégio e das pessoas que ali existiam.

Notas finais
Se importariam se eu tirasse o nome interativa e excluisse o capitulo com as fichas???? quando tem o nome interativa, eu vejo que só le o povo que deu alguma ficha'-'''', entao, o que voces acham?
Para os criadores de Calleb, Katherine e Serena, eu estou descrevendo eles certo? E estou escrevendo eles certo? Voces são os novos amigos de Davis até então.
Eu sei que ficou meio chatinho, porem descrever coisas é tão legallllllllllllllllllllll, queria botar um pouco de comedia porem so sei botar comedia se for escrota hehehehehe
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.