Mistakes

1 Capitulo 01 - Errar


Notas iniciais
Olá, galera. Esta é uma história de minha autoria, e estou me dedicando MUITO pra que eu faça um trabalho bem feito e diferente para vocês, leitores. Conto com o comentário e o incentivo de vocês para continuar nessa nova jornada. Eu já havia postado essa historia, mas decidi melhorar e postar novamente. Então, espero que realmente gostem! Visite o site também: http://statusescrevendo.wix.com/escrevendo Qual o propósito do site? Nele você vai encontrar curiosidade dos personagens, entrevistas, capas, imagens, músicas da trilha sonora... É uma ligação maior que eu posso ter com os leitores e transformar a leitura numa coisa mais dinâmica. Obrigado por ler, e voltem sempre!

A forte ventania e a pesada tempestade na noite passada deixaram Seattle – Washington, devastada. Não é surpresa para os moradores presenciarem tais eventos um tanto catastrófico, pois são eventos que ocorrem ocasionalmente, diferente da chuva que definitivamente é constante e também um dos passaportes turísticos na cidade para aqueles que idolatram o clima nublado e temperaturas baixas. Após o estrago causado, as ruas ficaram pouco movimentadas. O que era um caos frequente nas rodovias principais, se tornou um silêncio inoportuno. O motivo é que o governo, muito competente, imediatamente tratou de iniciar as obras de reparações em locais danificados, tais como, chão rachados, estradas interditadas por animais mortos e árvores despencadas e postes quebrados.

Numa noite de céu nublado, sem estrelas para embelezar as nuvens carregadas, Max e Eric, dois irmãos ligados ao crime, resolveram aproveitar o deserto noturno para assaltar um não muito movimentado mercado popular.

Max e Eric são irmãos e cresceram numa família problemática e viciada em drogas no subúrbio de Chicago. Durante muitos anos eles presenciaram as agressões do pai alcoólatra na mãe viciada em narcóticos. Foram incontáveis momentos em que eles usavam drogas perante aos filhos até que Max e Eric aos treze anos encontraram como válvula de escape o mundo do crime. Eric, o mais velho, começou desde jovem a assaltar idosos, até que os furtos foram se tornando, gradativamente, assaltos a pequenas empresas e derivados. Max, apesar de ter seguido o mesmo caminho do irmão, talvez por influência desde muito pequeno, sempre teve em pensamento a idealização de que poderia ser mais do que é, mas ao mesmo tempo, se contentava com a realidade miserável em que vivia. Já adultos, Max e Eric protagonizam assaltos ao redor de Seattle, e a execução de anos se transformou em experiência, não deixando rastros sobre os crimes cometidos.

O crime já havia sido arquitetado alguns dias antes, e o planejamento era de fazer saque em todo o estoque do caixa. Eric, que planejou todo o plano, repassou todas as análises e possíveis imprevistos para seu irmão enquanto ambos estavam reunidos na parte de trás de uma van preta, cujo haviam roubado poucos dias antes. A experiência transformou Eric num sábio e calculista jovem. Semanas antes, ele foi membro frequente do mercado para que pudesse fazer uma análise detalhada de como funciona toda a segurança do local. Eric pôde contar 4 câmeras giratórias, sendo uma delas externa. Também pôde notar que o caixa principal, que fica numa porta de segurança atrás do balcão, tem uma chave que fica assegurada no pescoço do gerente.

O plano foi passado para seu irmão, que por diversas vezes tentou convencer Eric que eles estavam passando dos limites e assaltos a pequenas lojas era o suficiente. Suas insistências foram em vão, e Eric prosseguiria com o plano com ou sem Max. Se existe uma coisa na qual nada poderá mudar na relação desses dois é o companheirismo. Passar por tudo que passaram desde a infância, transformou a relação entre eles muito mais que irmandade, eram amigos, confidencias e unidos até a morte, se preciso for.

— O plano é esse. Nós estamos prontos e o que quer que aconteça, não tire sua máscara! A câmera do lado de fora é giratória, e qualquer passo em falso ela pode detectar um detalhe que a gente não pode deixar passar. – Enfatizou Eric. Em seguida o entregou uma arma, calibre 32.

O semblante preocupado, o olhar inseguro caracterizava Max como uma pessoa totalmente diferente do irmão. Mas como pudera deixa-lo sozinho? Por hipótese alguma ele deixaria Eric.

— Nada de tiros! -

— Tá, Tá... – Eric indagou sem priorizar o pedido do irmão.

— Eric! – Max o segurou pelo braço. – Sem tiros. – Sério.

Eric permaneceu em silêncio e em seguida abriu a porta da van saindo por trás. Enquanto as portas permaneciam abertas, Max e Eric ficaram escondidos, colocaram a máscara, analisaram a sua volta para saber se não tinha ninguém por perto e logo em seguida esconderam a arma ao redor da cintura por debaixo de um casaco preto que ambos usavam.

Enquanto atravessavam a rua, Eric, confiante e destemido, Max parecia enxergar tudo em câmera lenta. Seu coração estava acelerado e não tinha experiência de vida o suficiente que o livraria da sensação de medo. Olhando para dentro do mercado, através das paredes de vidro que disponibilizava uma visão totalmente ampla da parte interna, Max pôde ver que havia três pessoas lá dentro.

— Tem gente lá, Eric. – Alertou.

No mercado há o gerente, um velho senhor de sessenta e dois anos, e também três jovens, Nicolas, Caleb e Adam, que resolveram passar no mercado após sair do turno de seus respectivos trabalhos.

Precisamente na fileira de biscoitos e derivados, entre eles a discussão era para saber quais deveriam levar.

— Esse biscoito é horrível. – Adam Opinou.

— Oque? Esse é o melhor. – Nicolas impôs.

— Eu concordo com ele. – Caleb manifestou.

— Obrigado, irmão. Por isso você é meu favorito.

— Na verdade eu estava concordando com o Adam.

— Por isso você também é meu melhor amigo. – Adam ironizou.

Entre gargalhadas, os amigos resolveram levar cada um seu biscoito predileto, refrigerante e também os ingredientes necessários para preparar uma deliciosa pizza.

— No Micro-ondas é mais prática, não acha? Eu não vou lavar louça. – Nicolas comentou com Adam.

— Verdade. Eu também não. – Risos.

Indo em direção ao balcão, tendo em mão tudo que precisavam, Adam, Nicolas e Caleb olharam para o lado esquerdo e viram dois mascarados de braços erguidos com uma arma adentrarem.

— Fica todo mundo quietinho. Não vai ter feridos se vocês colaborarem. – Eric indagou com sua voz grossa em direção ao caixa.

— Abaixem! – Max pediu ao trio apontando a arma.

— E você, velhão, passa a grana – Eric pulou o caixa, continuou apontando a arma e induziu o velho a pôr o dinheiro na mochila que levou.

— É só isso que tem... – O senhor disse.

— Você acha que eu sou otário? Pega a porra da chave e abre o caixa principal. Eu sei que está atrás dessa porta. –

O senhor não viu outra alternativa a não ser respeitar as ordens. Trêmulo ele não conseguiu abrir até que então Eric abriu.

— Fica aí.

Eric vasculhou o escritório até achar o cofre abaixo de uma mesa com papéis espalhados.

— Abre!

Novamente o senhor seguiu as ordens, ajoelhou-se a alcance do cofre no chão e digitou as senhas. Dentro haviam cerca de doze mil dólares.

— É isso aí, velhote! – Eric gargalhou com euforia.

Enquanto isso, Max continuou observando as vítimas.

— Por favor... Não atira. – Nicolas pediu.

Max olhou profundamente nos olhos de seu refém e pôde ver o medo estampado naquele belo par de olhos azuis.

— Por favor... – Nicolas enfatizou.

— Eu não vou atirar. – Disse num tom mais amigável.

Os olhares se colidiram. Nicolas notou um certo conforto no olhar de Max.

Enquanto os olhares estavam se conectando, Caleb, num ato precipitado, parte de sua personalidade ansiosa, se levantou avançando em Max na tentativa de possuir a arma.

No mesmo exato momento, Eric estava saindo do escritório, com a mochila nas costas. Percebendo que Max poderia perder a briga, notando que os outros dois poderiam avançar contra ele, Eric atirou, acertando na coluna de Caleb, que imediatamente caiu no chão.

— Caleb! – Nicolas gritou ao ver o irmão estirado.

Ajoelhados, Adam e Nicolas entraram em desespero.

— Vambora, anda, Max! – Eric puxou o irmão para fora do mercado. Eles correram para a van e partiram dali imediatamente.

— Caralho, velho. Porque você atirou? Eric, porque você atirou? – Aos gritos tirou a máscara.

— Você ia perder para eles, Max. Era você ou eles. O importante é que a grana está aqui – Risos.

Ainda desnorteado, Max pegou seu celular e ligou para a emergência relatando o acontecimento.

— O que você está fazendo? Desliga essa droga. – Enquanto uma mão no volante, a outra avançou no celular de Max.

Eric jogou o celular fora do carro por medo de se tornar uma evidência, porém Max conseguiu efetuar a ligação até dar o endereço exato.

— Você está maluco?

— Se aquele cara morrer... Eric, a gente está ferrado! – Gritou.

— Ninguém vai saber que foi a gente. Agora fica tranquilo, caralho!

Max abaixou a cabeça, seu olhar transtornado e preocupado não o deixaria enquanto não soubesse notícias da vítima.

Ainda no local, Adam e Nicolas tentavam estancar o sangue, devido a bala que atravessou pelo peito de Caleb.

— A ambulância está chegando. – O senhor se aproximou.

— Caleb, você vai ficar bem, está me ouvindo? – Nicolas chorava de desespero ao ver o irmão.

— Nicolas... Adam... – Sussurrou segurando a mão do amigo e do irmão.

Antes que pudesse continuar a falar, Caleb fechou os olhos.

Caleb? Caleb?

Lágrimas.

Notas finais
O primeiro capítulo está ai. E antes de vocês fecharem a página, visitem o site: http://statusescrevendo.wix.com/escrevendo