Mistérios de Dezembro
13 Loucura
Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO XII – MISTÉRIOS DE DEZEMBRO
CAPÍTULO XII – LOUCURA
Os olhos de Clint exibiam um desespero tão incomum que fazem meu coração se agitar. Enquanto ele e Hillary conversavam, Felicity me abraçava e Peggy segurava minhas mãos em uma tentativa de me confortar. Mas se eu fosse ser sincera com meus sentimentos, os braços e o calor do corpo de Clint eram os únicos capazes de transmitir a sensação de segurança e consolo que eu gostaria de sentir nesse momento.
O homem me encara com intensidade e após um suspiro. Ele volta a sua atenção para Hillary. Eu não fazia ideia sobre o que eles conversavam, mas a garota deixa um beijo na bochecha de Clint e fala algo a ele, que assente e suspira novamente. Tento desviar o olhar para não acabar me deixando levar pela impulsividade de ir atrás de Clint.
— Natasha. – Grita Clint e eu o encaro surpresa. Seus olhos exibiam aquela determinação admirável. – Eu ainda não desisti de nós. E enquanto eu sentir que nosso amor é real, eu não vou desistir. Então, quando estiver pronta para me ouvir e aceitar meus sentimentos, eu voltarei.
E antes que eu pudesse ter qualquer reação, Clint vai embora. Meu coração bate como um louco em meu peito e eu continuo a acompanhar com os olhos ele se afastar do pub até que Hillary retorna para a mesa, prendendo um sorriso com dificuldade.
— O que ele queria? – Questiono, curiosa. Ainda estava tentando absorver a declaração de Clint e ter os olhares maliciosos de minhas amigas não me deixavam mais calma.
— Ele basicamente está com medo de você ir embora mais uma vez. – Responde Hillary, sentando-se ao lado de Peggy. Ela então abre um sorriso animado. – Eu sei que Clint geralmente é uma pessoa um tanto... excêntrica, mas não dá para negar o quanto ele é louco por você, Naty. Mesmo depois que você foi embora, ele não se envolveu com mais ninguém. É tão injusto que vocês não fiquem juntos por causa de orgulho.
— Não é apenas por orgulho. Eu... – Suspiro, porque também me sentia frustrada. – Todas as vezes que estamos juntos, as pessoas a nossa volta se tornam alvo de nossos inimigos. Eu não posso lidar com mais uma perda.
— Você não precisa me responder se você não quiser, Naty, mas o que você sentiu quando o beijou de novo depois de dez anos sem o encontrar? – Pergunta Felicity, afastando-se de mim para me encarar.
Os três pares de olhos curiosos de minhas amigas recaem sobre mim, esperando pela minha resposta. Suspiro e encaro o copo de cerveja a minha frente. A ideia de me abrir nunca foi algo fácil. Clint foi a única pessoa em quem confiei totalmente para revelar meus pensamentos e sentimentos. Mesmo em meio ao terremoto de acontecimentos que nos envolve todas as vezes em que estamos juntos, desde que nos conhecemos, ele foi o meu porto seguro e o meu confidente.
Por isso, era estranho compartilhar com as garotas a intensidade de meus sentimentos por Clint. Eu cresci sendo orientada a manter todas as minhas fraquezas em sigilo, porque em algum momento as pessoas poderiam usar meus pontos fracos contra mim. Mas agora que eu já havia começado a revelar sobre meu passado, eu sentia aquela necessidade de colocar para fora tudo o que guardei dentro de mim desde que era criança.
— Beijar Clint é sempre uma explosão de sentimentos. Eu me sinto uma daquelas adolescentes idiotas que nós vemos nos filmes. – Revelo e as meninas começam a rir, parecendo entender meus pensamentos. Rio e suspiro, limpando meu rosto, que ainda estava marcado pelas recentes lágrimas. – Eu não sei. Antes de conhecer Clint, minha vida sempre foi meio cinza. Mesmo realizando coisas das quais não me orgulho, tudo ainda parecia sempre a mesma coisa. Eu não via um futuro para mim. Esperava morrer em alguma missão ou isolada do mundo, quando não fosse mais possível trabalhar. Ter uma família parecia algo longe demais para a minha realidade. Eu não podia e provavelmente nunca teria uma. Meus pais estavam mortos e eu fui levada de meu pai adotivo quando ainda era uma criança. Eu não me lembrava de ter recebido um olhar preocupado ou uma demonstração de afeto até conhecer Clint.
“A primeira vez que nos vimos foi em Budapeste. Eu estava lidando com três soldados húngaros idiotas. E em apenas uma olhada, ele descobriu sobre boa parte da minha vida. A princípio, eu imaginei que ele fosse algum inimigo, mas havia tanta doçura e sinceridade em suas palavras que eu não me sentia ameaçada, mesmo ele sabendo tanto sobre mim.
E então ele resolveu um caso em menos de dez minutos com tanta precisão que deixou Fury completamente sem palavras. Depois disso, Clint desapareceu, mas eu era incapaz de tirar aquele jovem estranho da cabeça. Alguns meses depois, nós voltamos a nos encontrar em uma nova missão. E ele simplesmente brigou comigo quando eu me machuquei, tentando proteger um civil.
Enquanto cuidava do meu ferimento, Clint me chamou de irresponsável e inconsequente. Eu nunca havia recebido uma bronca tão intensa e emocional quanto naquele dia. Foram vinte minutos de puxões de orelhas e explicações sobre a importância de minha vida. Ao fim, ele me abraçou e disse que estava preocupado comigo e que não queria me ver machucada.
Aquele foi o primeiro abraço carinhoso que eu recebi na vida e ele foi tão quente e confortável. Era como se eu estivesse ao lado de uma lareira durante o inverno. E suas palavras soaram tão doces ao meu ouvido que eu nem mesmo me importei por vê-lo tão furioso comigo por ter me jogado em frente a um caminhão para salvar aquele civil. Na verdade, eu fiquei feliz por ele parecer tão indignado com as minhas ações. Foi a primeira vez que eu parei para pensar que eu era importante para alguém e que alguém ficaria realmente triste se eu morresse.
Clint sempre foi uma grande incógnita para mim, mas tudo parecia tão certo ao seu lado. Era divertido como ele conseguia tornar qualquer situação do cotidiano em algo especial. Ele fazia eu me sentir especial. E foi assim que eu acabei apaixonada por ele.
Quando nos beijamos é como se não houvesse mais ninguém no mundo além de nós. Ele me faz perder o ar e as forças em minhas pernas. Minha mente se torna um verdadeiro breu e é como se ele fosse a peça perfeita para me completar. Nossos corpos se encaixam perfeitamente e não há nenhum lugar no mundo que eu não queria estar que não seja nos braços dele. Clint é... não sei. Ele é como um sonho. Ao lado dele, eu sinto que posso ser quem eu quiser, que eu posso ter o que eu quiser, que ter uma família não é algo tão impossível assim.
Ao ponto de mesmo estando apavorada quando descobri que estava grávida dele, eu também fiquei incrivelmente feliz, porque aqueles serezinhos dentro de mim eram também uma parte de Clint. Era a junção perfeita de nós dois.” – Respiro fundo e acabo deixando um sorriso de saudade escapar de meus lábios.
— Droga, Naty! É como se eu tivesse diante daqueles casais de filmes clichê que eu tanto amo. Agora eu quero que vocês se casem e me adotem como filha só para ficar vendo vocês juntos, porque vocês são perfeitos um para o outro. – Comenta Hillary, suspirando apaixonada, com os cotovelos apoiados sobre a mesa, enquanto o rosto estava sobre os punhos.
— Eu sempre tive a sensação de que vocês eram o tipo de casal perfeito quando vocês iam ao orfanato para nos visitar, mesmo sem saber metade do que vocês já viveram. Agora eu tenho a certeza de que vocês precisam ficar juntos. – Afirma Felicity, sorrindo sonhadora.
— Espere. É verdade! Felicity estava no mesmo orfanato em que Clint viveu. Por acaso ela chegou a conhecer seus filhos? – Pergunta Peggy com curiosidade.
— Não. Ela já havia saído quando Lila e Cooper foram para o orfanato. – Respondo, dando um fraco sorriso. Pego meu celular e procuro pela foto que eu encarava todos os dias antes de dormir. Assim que a encontro, mostro para as garotas. – Essa foi a última foto que eu tirei deles. Eles iam completar cinco anos.
— Eles eram tão fofos. – Sussurra Hillary, comovida pela foto.
— Sim. Eles eram. – Concordo, sentindo aquele aperto em meu coração. – Se eles estivessem vivos, estariam com quase quinze anos. Às vezes eu me pego pensando em como seria se eles ainda estivessem aqui. Cooper tinha a personalidade idêntica a de Clint. Provavelmente me daria muitas dores de cabeça. Ele era incrivelmente inteligente e criativo. Tinha forma única de ver o mundo e estava sempre sorrindo. Lila era mais reservada e séria. Não confiava tão fácil nas pessoas e era muito tímida, mas quando estava com Clint, ela estava sempre rindo e próxima dele. Acho que ele era a única pessoa que conseguia arrancar gargalhadas dela.
— Eles eram a mistura perfeita de você e Clint. – Conclui Felicity e eu assinto, concordando. – Eu sinto muito, Naty.
— Eu também. – Afirmo, bebendo mais da minha cerveja. Encaro a foto dos gêmeos e sorrio ao me lembrar do dia em que a tiramos. – Nesse dia, Clint insistiu que queria levar as crianças ao zoológico. Cooper tinha colocado na cabeça que queria ver um tigre de perto e não havia quem o fizesse mudar de ideia. Ele era teimoso como o pai. Então, fomos ao zoológico com as crianças para mostrar os animais a elas e fizemos um piquenique. Acho que nunca os vi tão felizes quanto naquele dia. Eles brincaram com Clint até se cansar e a noite eles ouviram as incríveis histórias de Clint, sentados em seu colo no gazebo escondido na mansão Barton, enquanto observávamos as estrelas. Foi um dia mágico. Eu senti que nós éramos mesmo uma família. Estávamos completos e felizes.
— Ah, Naty... – Peggy suspira chorosa e aperta as minhas mãos. Ela parecia se segurar para não chorar. – Eu nem mesmo sei o que dizer.
Suspiro e dou um sorriso agradecido. Apesar do aperto em meu coração ao me lembrar das crianças, eu também me sentia bem ao falar sobre elas. Compartilhar lembranças sobre os dias em que éramos felizes me fazia recordar um pouco de seus sorrisos e de sua animação ao chamar por mim. Eu ainda conseguia ouvir suas vozes delicadas e angelicais ao gritarem “mamãe” e suas melodiosas risadas.
O celular de Hillary começa a tocar de repente e ela o retira do bolso com um sorriso sem graça nos lábios. Ao olhar o nome no visor do aparelho, ela solta um suspiro frustrado e geme com sofrimento. Isso é o bastante para eu saber que quem ligava era Natalie Beaumont, também conhecida como a mãe de Hillary.
— Desculpa. Eu preciso atender. É a minha mãe. – Explica Hillary, dando um sorriso cansado. Assentimos e a observamos levar o aparelho até o ouvido. – O que foi, mãe? – Os olhos de Hillary se fecham e mais um suspiro de estresse escapa de seus lábios. – Certo, certo. Me desculpe. Como a senhora está? O quê?! Como assim a senhora está em Hawkins? Por quê? Mãe! Quantas vezes eu já disse que esse tipo de coisa a senhora tem que me avisar com antecedência para eu me preparar para te receber? Não, mãe. Eu não estou dizendo que a senhora é como uma visita qualquer. Mas é que eu posso estar viajando a trabalho ou estar fora de casa como é o caso agora. Não. Eu sai para beber com algumas amigas. Mãe! Eu tenho vinte e cinco anos. Sou grandinha o suficiente para saber me cuidar. – Hillary revira os olhos e bufa. – Por que todo mundo fica falando isso? Eu sei que não sou boa com álcool. Eu sei. Está bem, mãe. Não. Eu tenho visita essa noite, mãe. Será que não dá para a senhora dormir em um hotel e amanhã... Não, mãe. Mãe, para! Deixa de drama, por favor. Eu não estou expulsando... não, mãe. Ah, tudo bem! Se for a senhora, pode ficar lá em... O quê? Até a vovó veio? Mãe! Você tinha que ter me avisado antes! Eu... – Hillary inspira fundo e parece procurar se acalmar. – Está bem. Eu estou indo para casa. Tchau.
— Está tudo bem? – Pergunto, assim que Hillary encerra a ligação.
— Sim. É só a minha mãe que como sempre resolveu aparecer sem me avisar. Ela acabou de chegar na cidade com meus irmãos mais novo, meu padrasto, meus tios, meus primos e minha avó. Aparentemente, ela decidiu que esse ano eles passarão o Natal e o Ano Novo comigo. – Hillary estremece ao pensar na possibilidade. Ela então se vira para mim e me encara desesperada. – Por favor, Naty, arranja alguma missão para me mandar para bem longe. Minha família vai me enlouquecer!
— Não seja assim. Eles são legais. – Respondo, rindo.
— Legais? Eles são um verdadeiro terror! – Choraminga Hillary, jogando-se sobre a mesa de forma exagerada. – Eu aposto que eles estão planejando uma forma de me fazer surtar até o fim de ano.
— Não acha que está exagerando um pouco? – Questiona Peggy, achando graça do drama de Hillary, enquanto bebe seu coquetel de frutas.
— Ah, pode ter certeza de que não é exagero. Meu padrasto e minha avó são as únicas pessoas que se salvam nessa família. Meus irmãos são dois pestinhas e para a minha mãe, nada do que eu faço está certo. Meus tios são extremamente folgados e meus primos são incontroláveis e muito mal educados. Minha casa vai virar um verdadeiro inferno! – Resmunga Hillary, indignada. Ela me encara com tristeza. – Naty...
— Não se preocupe. Você pode ir. Eu vou voltar para o alojamento. Amanhã eu te devolvo suas roupas. – Afirmo, sorrindo com sinceridade.
— Eu sinto muito mesmo, Naty. – Lamenta Hillary, parecendo se sentir culpada. – Mas se quiser ir para a minha casa, você pode dormir comigo e...
— Está tudo bem, Hills. Eu já estou bem melhor. Não precisa se preocupar comigo. Vai receber sua família e seja boazinha. Eu pego um táxi para ir para o alojamento. Eu vou ficar bem. Eu prometo. E amanhã nós conversamos mais. – Respondo e ela suspira, assentindo.
— Obrigada. – Agradece, levantando-se. Ela pega a bolsa que estava na cadeira e parece procurar pela carteira.
— Pode deixar que eu pago a sua bebida. É o mínimo que eu poderia fazer por você. Além disso, se eu conheço bem a sua mãe, ela já deve estar na porta da sua casa, esperando impacientemente por você. – Respondo e ela bufa, ajeitando a bolsa no ombro.
— Tenho certeza que sim. Obrigada, Naty. E cuidem bem dela, meninas. Falo com vocês depois. – Despede-se Hillary, mandando beijos para todas nós, enquanto anda até a saída do pub. – E não esquece de me avisar quando chegar em casa, Naty. Eu exijo pelo menos uma mensagem afirmando que você está bem.
— Pode deixar. – Respondo, rindo. Viro-me para as garotas e vejo que Peggy mexia no celular com uma expressão preocupada. – Aconteceu alguma coisa, Peggy?
— Não exatamente. Kayla acabou de mandar uma mensagem dizendo que Liz não para de chorar, chamando por mim. – Explica, suspirando. – Acho que vou precisar voltar para casa.
— Ah, claro. É melhor mesmo você ir. – Afirmo, sorrindo compreensiva. — Liz está com quase um ano. Nessa fase, eles se tornam ainda mais dependentes da mãe. Lembro que as crianças não me deixavam nem mesmo ir ao banheiro direito e já estavam chamando por mim.
— Sim. Eles parecem que começam a entender quando vamos sair sem eles. Tony também dava um show nessa idade. – Comenta Felicity, sorrindo nostálgica.
— Eu vou indo, então. Mas se precisar de qualquer coisa é só me ligar, Naty. Inclusive, se quiser dormir lá em casa, será muito bem-vinda. Aposto que as crianças ficariam muito felizes em brincar com você. E eu e Steve amamos a sua companhia. – Oferece Peggy e eu sorrio, agradecida.
— Obrigada, mas eu vou ter que deixar essa oferta para outro dia. Não precisa se preocupar. Eu realmente estou bem agora. – Respondo e ela suspira, dando-se por vencida.
Peggy paga a parte dela da conta e se despede de nós com rápidos abraços. Felicity e eu permanecemos mais um tempo no pub, mas logo não demorou para que Oliver ligasse perguntando se ela demoraria a chegar em casa, porque ele estava preocupado com a tempestade de neve que estava por vir.
— Você não quer vir comigo? Lá em casa temos um quarto extra e Tony é louco por você. Além disso, você é a tia Tasha do Oliver. – Argumenta Felicity, mas eu nego.
— É justamente por ser a tia Tasha que eu prefiro não ir. Não quero que Oliver me veja assim. As crianças da família Barton me conhecem muito bem para saber quando eu não estou bem e eu não quero os preocupar. Também não quero mentir para eles. Se possível, gostaria que você mantivesse Lila e Cooper em sigilo. – Peço e ela assente.
— É claro, Naty. Pode deixar que eu não vou contar nada a Oliver ou a qualquer outra pessoa. Seu segredo está bem guardado comigo, apesar de achar que seria bom você contar aos membros da família Barton sobre as crianças. Eles amam vocês e nunca aceitaram a separação repentina de vocês. Acho inclusive, que eles acreditam que a verdadeira causa da separação de vocês tenha sido o fato de Clint ter ajudado a Sara a forjar a própria morte para entrar na S.H.I.E.L.D. – Comenta Felicity e eu suspiro, ciente que ela estava certa.
— Eu sei. Eu vou contar para eles. Apenas preciso de um tempo para descobrir como falar sobre o assunto sem desmoronar. Ainda é muito difícil falar sobre o assunto e não sei se estou pronta para lidar com o julgamento deles pelas minhas péssimas escolhas de vida. – Respondo e dessa vez é Felicity quem suspira.
— Como se eles fossem realmente fazer isso. Você conhece seus sobrinhos. Não importa qual seja a situação, eles jamais a julgariam. Apenas conte a eles sobre o seu passado assim como fez essa noite comigo, Hillary e Peggy e tenho certeza de que eles irão entender. – Garante Felicity, deixando o pub comigo.
— Eu vou pensar no assunto. Eu prometo. – Respondo e ela assente, concordando.
Nós nos despedimos com um abraço apertado e cada uma seguiu para um caminho diferente. Como Oliver havia alertado Felicity, não demorou muito para que uma forte tempestade de neve começasse a cair. Concentrada na paisagem, nem mesmo noto quando chego no alojamento da CIA, onde tenho morado desde que voltei para Hawkins.
Assim que pago o taxista, entro no edifício residencial que ficava em uma parte mais afastada da cidade. Subo de escada até o meu apartamento que ficava no terceiro andar e abro a porta. A noite estava fria e eu precisava de um banho urgente. No entanto, assim que ligo as luzes da sala e tranco a porta, encontro alguém que eu jamais imaginei que veria sentado no sofá de minha sala.
— Taskmaster?
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