Notas iniciais
Gente, eu seeeeeeei que o post esta pequeno, mas eu estou na casa da minha tia, o que torna dificil escrever, ainda mais sobre o Patch (se é que vocês me entendem). Amanhã talvez eu poste, mas no sábado não vou poder, entao vou tentar escrever o máximo possivel amanhã. Tomara que vcs gostem do capítulo, comentem comentem comentem!!!

Respirei fundo, contei até dez e me virei para ele, olhando dentro dos seus olhos negros. Péssima ideia! A facilidade com que eu me perdia naquele olhar era assustadora.

- Eu cansei de ser sua cobaia. – falei tranquilamente, fazendo com que ele erguesse uma sobrancelha. – Eu vou pegar minha mochila e sair da sala. E não há nada que você possa fazer sobre isso.

Andei até minha carteira confiante, e juntei meus materiais. O silêncio na sala chegava a ser incomodo. Patch também estava silencioso demais, o que me fez pensar que ele estaria maquinando um plano dentro da sua cabeça nada pura.

Coloquei minha mochila nas costas e olhei para Vee, que parecia não se importar comigo saindo de sala. Muito menos sendo apalpada pelo professor de biologia. Apenas olhava para frente.

Acho que Patch havia feito lavagem cerebral em todos, menos em mim.

Andei até a porta e a abri.

- Se você sair da sala, senhorita Grey, você corre um grave risco de levar uma suspensão. – ameaçou, com a expressão sombriamente sexy.

- Seria uma lástima ficar longe do meu professor favorito, não é, senhor Cipriano? – ironizei, transparecendo quem eu sou de verdade pela primeira vez.

Não uma garotinha fraca facilmente seduzida. Uma mulher que sabia se proteger.

Bati a porta da sala e caminhei por entre os corredores vazios. Meu destino já era certo: sala do diretor. E ele iria me escutar, querendo ou não.

Entrei na sua sala e diretor Colleman me olhava assustado, provavelmente se perguntando o que havia me levado a estar fora da aula nesse momento.

- Nora, o que faz aqui? – balbuciou, deixando o que estava fazendo de lado e dirigindo sua atenção para mim.

- Colleman, você sabe que, como aluna, eu sempre tive um respeito com a diretoria. E isso inclui não inventar histórias sem pé nem cabeça. Desde que eu comecei a escrever para o jornal, nunca criei nenhuma reportagem mirabolante. Então você deve acreditar em mim quando eu falo isso: o professor Patch Cipriano acabou de me assediar em uma aula de anatomia muscular.

Colleman parecia conturbardo quando eu acabei de falar. Ele me disse para sentar e pediu para que eu repetisse tudo o que havia acontecido comigo, que não deixasse cada minuncioso detalhe para trás.

Quando escutou todo o meu relato, a primeira coisa que fez foi levantar da sua grande cadeira de diretor, e me disse para seguí-lo.

Paramos da porta da sala, e Colleman a escancarou, revelando um Patch explicando alguma matéria qualquer. Que não envolvia anatomia muscular.

-... E é assim que a osmose acontece. Fácil, não é? – ele terminou, olhando para mim e para o diretor. – Nora, que bom que você trouxe o diretor até aqui. – seu ar inocente e despreocupado fez o meu sangue fervilhar.

— Que bom? – perguntei irritada. – Se prepare para ser expulso da escola, Patch Cipriano.

E os murmurinhos entre os alunos começavam. Eu acabara de ser assediada por ele, qual é a grande surpresa? Pessoas estranhas.

- Patch... – o diretor disse suspirando e entrando na sala. – Nora acabou de me relatar algo extremamente triste sobre o que aconteceu em sala de aula. Você a assediou a usando como voluntária para uma aula de anatomia muscular?

Patch colocou a mão no coração e cambaleou para trás, como se tivesse sido atigindo por uma grande mentira. Seus olhos ásperos e opacos pareciam se divertir.

- Nora, — ele se aproximou, me obrigando a dar um passo para trás. – anatomia muscular? Estamos aprendendo sobre células.

- Células! – gritei, levantando as mãos, exasperada. – Conta outra, Patch.

Os alunos pareciam assustados. Os malditos cretinos iriam me ferrar logo agora?

- Senhorita Sky, você que é amiga da Nora, poderia nos relatar o que aconteceu? – Patch disse, e Vee parecia a mais assustada de todas, balançando seus cabelos loiros freneticamente.

- Nora, querida, — ela disse acanhada, me olhando com pena. – você simplesmente ficou louca, começou a brigar com o professor Cipriano e saiu da sala com mochila e tudo, falando que preferia levar uma suspensão a ficar perto dele por mais um minuto.

Senti um baque quando a escutei falar aquilo. Todos me encaravam como se eu fosse uma louca psicótica.

Olhei para Patch, que sorria sombriamente para mim. Seus olhos pareciam absorver cada vez mais o calor da sala, o que me esfriou até que eu senti meu corpo tremer violentamente.

A última coisa que eu me lembro foi de meus movimentos perdendo suas forças e eu caindo no chão, enquanto Patch continuava sorrindo de modo assustador.

Durma bem, anjo, sua voz sussurrou na minha cabeça.