Mistérios Ocultos

10 Capítulo 10


Notas iniciais
ta ai, pessoas lindas s2 kkkkkkkkkkkk aproveitem o capítulo e comentem muito s2

Vee correu até mim, enquanto eu permanecia estática no chão, ainda tremendo de frio.

- Baby, o que aconteceu? – ela gritou, se agachando e pegando na minha mão. Como se tivesse levado um choque, a soltou bruscamente, me olhando com preocupação. – Você está congelando.

Ela tirou o casaquinho jeans que vestia e o colocou em volta dos meus ombros. Com muito esforço, levantou meu corpo e andei apoiada nela até chegar na enfermaria da escola. Eu já não estava com tanto frio, mas fiquei em choque.

Patch não era um humano normal, aquilo era óbvio. Mas eu ainda era cética demais para acreditar em seres anormais. Vee provavelmente acharia que ele é a versão malvada do Edward Cullen. Eu duvidaria muito.

Mas agora eu descobriria. Aonde estava aquela jornalista escolar mimada que já invadiu a casa de Marcie Millar para roubar uma foto dela de quando ela usava freio de burro? Eu preciso voltar as minhas raízes.

E isso quer dizer investigação. O que envolve aquela invasão de privacidade básica.

- Nora, acorda! – Vee estalava os dedos na minha frente, enquanto um sorriso morno surgia no meu rosto. Ela me olhou de esguelha. Sabia o que significava aquele sorriso de ideias malignas, mas provavelmente estava pensando que eu estava delirando devido o frio. – O que aconteceu?

Antes que eu pudesse responder, a enfermeira colocou um termômetro na minha boca, me impedindo de falar. Ela expulsou uma Vee reclamona com safanões e fechou a porta.

Agora eu teria tempo para maquinar meu planinho. Patch iria ver que era a patética agora.

**

Estava dentro do carrinho da Vee, que ela havia me emprestado depois de eu ter inventado uma história de que meu carro estava quebrado e que eu precisava ir para casa. Vee morava perto da escola, ela poderia se virar indo a pé.

Estava estacionada na frente da casa de Patch, observando atentamente sua rua. Estava perfeitamente deserta, com uma fina névoa a encobrindo.

As luzes dentro de sua casa estavam ligadas. Quando se desligassem, eu iria entrar em ação. Olhei para o relógio, e ainda era nove e meia. Tomara que ele não fique até tarde acordado.

Esperei meia hora, encolhida no carro e com fones de ouvido. As luzes se apagaram de repente, era a minha deixa.

Abri a porta do carro sem fazer barulho e deslizei para fora, fechando e trancando- o com delicadeza. Corri até o outro lado da rua abraçando meus braços e me agachei em um dos arbustos.

Minha câmera fotográfica estava no meu bolso de trás, caso eu precisasse de alguma foto reveladora.

Corri pelo quintal até a porta dos fundos. Conferi-a para ver se a mesma estava aberta, mas obviamente não estava. Claro que Nora Grey, a jornalista abelhuda, era sempre preparada.

Tirei um grampo do bolso da minha calça e mexi na fechadura até que ela se abrisse.

Escutei um clec vindo da porta e sorri maliciosamente. Se eu não fosse jornalista, provavelmente seria uma delinqüente juvenil.

Empurrei a porta para frente delicadamente, e adentrei pela cozinha sorrateira. Eu estava no campo inimigo agora.

Tirei os sapatos para evitar ruídos no chão e comecei a andar na ponta dos pés, até sair da cozinha. Passei pela sala de televisão e cheguei até seu quarto. A porta estava meio aberta, e pude vislumbrar seu corpo esparramado pelo colchão, apenas de cueca boxer. A luz da lua que entrava pela janela do seu quarto delineava seus músculos das costas de forma que o deixava sensual.

Fiquei tentada em tirar uma foto, mas seria perigoso demais.

Parei de o assistir a dormir e caminhei até um outro quarto. Este estava vazio, apenas com uma cama de casal e um grande guarda roupa.

Quem sabe que coisas teriam lá dentro? Entrei no quarto e fechei a porta suavemente. Corri para o guarda roupa e escancarei suas portas. Estava completamente vazio. Abri todas as gavetas, e todas estavam vazias.

Menos a última.

Essa última tinha um fundo falso. Eu sabia porque seu fundo parecia mais alta um pouco que a das outras e oca. Retirei a tampa e tateei até puxar lá de dentro uma pena.

A analisei diante dos meus olhos. Mais longa do que qualquer pena que eu havia visto, e era negra.

- Ora, ora, ora, o que temos aqui? – escutei uma voz rouca soar nada agradável atrás de mim.