Mistérios Nas Sombras
5 Capítulo 4 - Aparentar
Aparentar
4
A pizza logo chegou. Anny logo soube por que eles sempre iam naquele lugar. A pizza saia rápido do forno e era deliciosa. Até o próprio lugar com sua decoração bárbara e rústica era agradável. Mesas de madeiras com velas, uma lareira para por as pizzas, tapete de pele de urso e até mesmo cabeças e chapéus de vikings pendurados na parede. CLÁSSICO! Ela comera apenas uma fatia. Não aguentaria mais uma segunda fatia por causa daquele “estrupido” energético que tomara. Oliver pediu a conta, ela também não demorara muito a chegar.
— Dividindo em três dá... — Oliver fez a conta. — Anny, você vai ficar devendo uma.
— Eu não estou com dinheiro aqui. — Disse Anny.
— Por isso mesmo que depois vai ter que nos pagar depois. — Disse Oliver.
— Certo, — Ela quebrou outro palito de dente com as mãos, adorava o estralo; o mesmo e velho estralo de ir ao dentista e arrancar o dente com um alicate, era confortante, exceto a dor. — na próxima vez eu pago.
Emily, Martin e Oliver pagaram a conta. Anny cortara o silêncio:
— Agora posso ir para casa? — Pergunto ela.
— Não. — Disse Emily.
— Por que não? — Anny pegara três palitos de dente. — Amanhã eu tenho aula.
— E eu estou esperando o troco. — Resmungou. Anny mordera a ponta do palito, mais um estralo excitante. O garçom deu o troco para Emily. — Agora posso ir para casa? — Ela imitara Anny.
— Até que enfim.
— Acho que “até que enfim” não seja uma resposta para a pergunta que eu fiz. — Anny lançou um olhar de fúria para Emily, ela não deixou atingi-la.
Eles entraram na Mercedes, todos colocaram os cintos de segurança com pressa e medo. Assim que passaram pela segunda rua Anny cochilou.
Todos estavam ao meu redor de roupas pretas. Clare, Susan, Carly, Hugo, Steven, gabi, Robert — Eu falara os nomes de cada um que estavam ao meu lado.
A sala escura que eu estava tinha quatro espelhos, um deles estava quebrado e ele estava no norte. Eramos todos oito pessoas. Cada qual se juntou com sua dupla e marcara um espelho com seu sangue. Eu e Steven marcamos o espelho quebrado. Gabriela e Robert marcaram o espelho do lado direito, Clare e Hugo o de trás. Carly e Susan o esquerdo.
Depois fizemos um grande circulo de sal ao redor de nós, deixando os espelhos marcados de fora. Cada dupla acendera seis velas nos lados nordeste, noroeste, sudoeste e o sudeste. Havia uma faca no centro e oito cálices. Cada um cortou o braço sem representar dor ou qualquer outro sentimento. Então encheram os cálices e colocaram na frente do espelho quebrado. Voltamos para o circulo e nós deitamos. Então eu perguntei para Steven:
— O que fazemos agora?
— Esperamos a morte, ann. — Disse ele.
— Anny! — Gritou alguém. Ela abrira os seus olhos devagar. — Pensei que tivesse desmaiado. — Era Oliver na sua frente. — Já chegamos à sua casa, acho melhor você ir. — Anny saiu do carro.
— Que horas são? — Ela virou-se para trás, mas, a Mercedes não estava mais lá.
— São nove e meia. — Disse sua mãe. — Você está horrível. Por que não toma um banho? Eu fiz waffles.
— Certo. — Anny entrou na sua casa.
Julye foi para a cozinha, ela olhou pelas escadas, quando vira que não havia mais ninguém ela começara a correr. Ela abriu a porta do seu quarto e deu de cara com um homem de mais ou menos um metro e oitenta, de olhos azuis e cabelos pretos. Primeiro ela pensara que era seu pai, mas, seu pai não tinha cabelos pretos.
— Você deve ser a Anny, certo? — Perguntou ele.
— Quem é você? — Perguntou ela. — O que você faz aqui?
— Desculpe invadir seu quarto dessa maneira. E que eu vim lhe avisar...
— Eu não preciso que me avise nada. Saia do meu quarto! — Gritou ela.
— Não fale alto. — Ele colocou a mão na boca dela. — Ou seu amiguinho morre. — Ele continuara com a mão na boca dela. — Steven. — O menino ruivo saiu de trás da porta do armário dela. Havia sangue saindo da cabeça dele. Ela mordeu a mão do homem que a segurava, ele a jogou na direção de Steven.
— O que você fez com ele? — Perguntou ela tocando no sangue da cabeça do seu amigo.
— Nada.
— Steven você está bem? — O homem sumira e Steven também. — STEVEN! — Anny acordou.
— O que foi Anny? — Perguntou Emily. Eu estava sonhando? Perguntou para si mesma. — Você me assustou.
— Já estamos chegando à sua casa. — Anunciou Oliver.
— Que horas são?
— Nove horas. — Disse Emily checando o seu relógio.
— Falta quanto tempo para chegarmos lá em casa? — Perguntou assustada.
— Quinze ou vinte minutos. — Disse Oliver.
— Martin, pode me dar o celular agora? — Ela estendeu a mão para ele, e ele colocara o celular em suas mãos sem dizer nada. — Obrigada. — Ela digitou o número do telefone de Steven. — Steven?
— Oi, ann. — Falou ele com a voz fatigada.
— Estava dormindo?
— Yeah.
— Desculpe, fiquei preocupada com você? — Ela suspirou aliviada. — Yeah? Isso não é muito sua cara.
— Pensei que preocupações dessem rugas em você.
— É verdade. Só queria saber se você estava bem. Pode voltar a dormir.
— Vem cá. É verdade o que Clare disse?
— O que Clare disse?
— Nada não, deixa pra lá.
— Ah, Steven. Odeio quando você diz isso.
— Mas, ela disse que não era para eu te contar.
— Guardando segredos de mim, né? Amanhã vou arrancar isso de sua boca.
— É o que veremos. Boa noite.
— Pra você também, beijo.
— Outro. — Disse ele. Ela desligou com um sorriso espreitando na alma.
Martin olhou para ela, ele franziu o cenho.
— Era seu namorado? — Disse ele.
— Não, ele é meu amigo. — Ela explicou.
— Você gosta dele?
— Como? — Ela prestou atenção.
— Você parece gostar dele. Quando você estava falando com ele seus olhos estavam... — Começou ele.
— Brilhando? — Completou ela.
— É.
— Vocês parecem que tem a idade dela. — Comentou Oliver. — Idai se ela gostar dele. Deixem a menina em paz. Temos mais assuntos para discutir. — Reclamou ela.
— Tipo o que, por exemplo? — Perguntou Martin. Emily continuava olhando pela janela em silêncio.
— Tipo o sumiço de Gabriela Lifflyn, o serial killer. A ligação de Julye.
— Que ligação? — Perguntou Anny.
— Um psicopata quer matar o seu pai. — Disse ela virando para a direita. — Acho que é o mesmo que levou sua amiga. — Oliver ajeitou sua coluna e olhou para Anny.
— Só isso? — Perguntara Martin insatisfeito.
— Você acha pouco? — Perguntou a loira. — É um serial killer, seu idiota! — Gritou ela.
O carro parou na frente da casa de Anny. Ela olhou viu as horas no seu celular: 21h20min. Ela respirou fundo, olhou novamente para o seu celular: 21:21.
— Tchau, gente. — Disse Anny saindo da Mercedes. — Agentes... Obrigada pela carona.
— Não foi nada, agente Anny. — Disse Oliver sorrindo. — Até amanhã.
— Amanhã?
— Vamos falar com Victor, esqueceu?
— Eu tinha esquecido, obrigada por me lembrar. — Oliver fechara o vidro da Mercedes e pisara firme no acelerador.
Anny respirou antes de entrar na sua casa. Seus pais estavam jogando xadrez no sofá da sala.
— Oi mãe. Oi pai. — Disse ela. A porta bateu atrás dela fazendo seus fios de cabelos soltos voarem para frente do rosto.
— Oi Anny. — Disseram os dois. — Você esta molhada. — Continuou sua mãe. Anny abriu a porta novamente e viu que estava chovendo.
— Está chovendo. — Disse ela. — Eu não tinha percebido. Vou tomar um banho.
— Tem lasanha na geladeira. — Disse Richard. Ela balançou a cabeça para frente e para trás.
Dessa vez ela subiu vagarosamente pela a escada. Chegando ao segundo andar, ela pegou o taco de golfe do seu pai, ela abrira a porta do quarto com os pés.
— Quem está ai? — Disse ela entrando no quarto.
— Você está bem, ann? — Perguntou seu pai. Ela quase acertara o taco na cabeça de Richard, ele abaixara-se. — Anny!
— Desculpe-me. — Ela abaixou o taco. — É que eu tive um pesadelo no caminho.
— Mas, não precisa me matar.
— Desculpe-me.
— Ok. Vai “precisar” ainda do meu taco? — Perguntou ele estendendo a mão para Anny.
— Não. — Ela entregou-lhe o taco de golfe. Seu pai saiu do seu quarto. Anny abaixara-se e pegara seu taco de beisebol em baixo da sua cama. — Mas, disso eu vou precisar.
Ela abriu a porta do seu banheiro com o pé. Anny tirou as roupas e colocou sobre a bancada da pia. Ela pegou o taco, entrou no boxe, colocou-o perto da parede e ligou o chuveiro.
Depois, ela cobrira o seu corpo com um roupão branco e enrolara os cabelos em uma toalha. Novamente, ela pegou o taco e colocou sobre sua cama. Ela colocara seu pijama, colocara um roupão de ceda por cima, enxugou seus cabelos molhados e desembaraçou. Então, ela desceu as escadas. — Às vezes ela gostava de se ver em um livro policial de ficção, mas realmente pressentiu que tivesse alguém na casa.
Julye esquentou a lasanha para ela.
— Mãe, não precisava. — Disse ela chegando na cozinha.
— Que nada meu amor. — Disse Julye.
— Eu estou dizendo que não precisava mesmo, eu não estou com fome.
— Ah, tudo bem. — Julye tampara novamente a vasilha que se encontrara a lasanha.
— Eu quero! — Disse Richard saindo do banheiro. Julye entregou-lhe a vasilha.
— Ele já jantou? — Perguntou Anny para sua mãe.
— Sim. Eu tive que discutir com ele para deixar um pedaço para você. — Disse ela. — Mas, como você não quer...
— Sobra mais pra mim. — Disse Richard devorando o último pedaço de lasanha.
— Você vai dormir agora? — Julye olhou para o pijama de Anny. — Eu tinha reservado um filme para assistirmos.
— Eu não ia dormir agora. — Disse ela. — Eu estava esperando a senhora mandar.
— Então vamos ver...
Eles sentaram se no sofá. Julye colocou no filme
— Isso não é um filme. — Reclamou Anny. — É um desfile de moda. — Anny olhou a mãe com raiva. — E logo você que diz: “o que vale é a beleza interior”...
— Isso não é um desfile de moda. — Disse seu pai. — Isso é um filme de prostitutas!
— Lá vem você falar merda, Richard! — Resmungou Julye.
— Eu não falei merda. Eu falei: prostitutas.
— Quer saber, eu vou dormir. — Anny levantou-se do sofá.
Ela subira as escadas. Abrira a porta do quarto — desta vez com as mãos — e pulara na sua cama.
— BOA NOITE, GENTE! — Gritou ela para os pais.
— BOA NOITE, ANNY. — Gritaram eles para ela.
Ela fechara os olhos e logo caiu em um sono profundo.
O despertador tocou. Ela sentara na cama e partira para o seguinte “argumento”:
— Despertador desgraçado. — Esse foi o argumento. Anny vira as horas, eram 5 h e 45 min.
Anny levantara-se, ela jogou o roupão na cabeceira da cama, separou uma roupa para ir para escola — uma blusa rosa, calças jeans, um casaco preto e duas sapatilhas pretas. -, ela prendeu os cabelos em uma liga fina, e fora tomar banho.
Ela colocou a roupa, soltou os cabelos e colocou as sapatilhas. Julye acordou e foi preparar o café da manhã. Anny escovou os dentes e separou os seus livros. Então, ela desceu as escadas, entrou na cozinha.
— Vá acordar o seu pai. — Mandou Julye. Anny colocou a mochila no sofá e foi acordar Richard.
— Pai? — Ela cobriu a cabeça com um travesseiro. — Mamãe está chamando o preguiçoso favorito dela.
— Pensei que Washington tinha falecido. — Disse Richard tirando o travesseiro da cabeça.
— É o preguiçoso vivo. — Explicou ela.
— Certo. — Ele levantou. — Posso tomar banho?
— Me deixa perguntar a ela. — Ela sorriu.
— Vai. — Ele jogou o travesseiro nela.
— Eca, baba! — Anny correu para fora do quarto.
Richard tomara seu banho e encontrara sua mulher e sua filha na sala de jantar a esperada dele. Eles tomaram seu café da manhã em paz.
Anny retirou os pratos da mesa e pôs sobre a pia.
— Tchau, mãe. Tchau, pai. — Disse ela.
Anny correra para pegar o ônibus escolar. Lá estava Steven, então ela parou de correr.
— Então... O que você não queria me dizer ontem? — Perguntou ela.
— Eu não posso contar. — Disse ele. — E você não pode fazer nada.
— Ah, eu posso sim. — Clare chegou no ponto de ônibus. — Deixa...
— O que era? — Perguntou Steven.
— Eu só vou dizer quando você contar. — Disse ela. — Ou nada feito.
— Nada feito. — Ele retirou a mochila de suas costas.
— Como é?
— Eu estava guardando isso para lhe dar amanhã, no seu aniversário... — Começou ele.
— Não mude de assunto. — Disse Anny.
— Gente, eu estou aqui. — Clare sentiu-se invisível.
— Oi, Clare. — Disseram Anny e Steven ao mesmo tempo. — Eu ia te dar isso aqui amanhã. — Continuou Steven. Ele tirou da bolsa um colar escrito: BF.
— Que lindo. — Anny pegou no colar. — Cadê a outra metade? — Steven tirou o colar do pescoço. Nele estava escrito Fs.
— Me dá sua metade. — Ela o entregou. Ele juntou as metades e virou para trás. Estava escrito: Anny e Steven. Melhores amigos para sempre. — Gostou?
— Não. — Os olhos dela encontraram os deles.
— O que?
— Eu disse que eu não gostei. — Clare riu.
— Por que não? — Perguntou ele. Clare sussurrou algo no ouvido de Steven. Anny escutara o que ela dissera: Lembra o que eu te disse?
— Eu amei. — Anny o abraçou. Ele ficou sem palavras.
— Eu te disse. — Falou Clare.
— Eu não acho que isso seja verdade. — Disse ele para Clare.
— O que não é verdade? — Anny soltou Steven. — O que vocês escondendo de mim?
— Quando seus pais vão voltar mesmo, Clare? — Perguntou Steven.
— Não mude de assunto, por favor. — Resmungou ann. — O que você disse para Steven ontem, Clare?
— Se eu te contar você nunca vai me perdoar. — Disse ela abaixando a cabeça.
— Não foi... — Começou Anny. O ônibus chegou.
— Foi sim. — Disse Clare entrando no ônibus.
— NÃO! — Gritou Anny. — Anny entrou em desespero. Ela teve vontade de puxar os cabelos. Bater os pés no chão, gritar, xingar, mas, nada adiantaria, nunca seria resolvido. — Como você pode? — Ela ainda resmungava com Clare. – Você prometeu-me que nunca iria contar! Aposto que se eu contasse o seu segredo...
— Anny, às vezes nós ficamos sem escolha. – Disse Clare.
— Mas, você teve escolha quando contou meu segredo ao Steven. – Ela tentou relaxar no banco do ônibus, mas, não conseguira, Steven deixou-a nervosa.
— Não, eu não tive. – Clare olhava para Anny tranquilamente como se não tivesse ocorrido nada.
— Sei. – Anny cruzou os braços sobre seu busto.
— Você sabe mesmo, eu lhe pedi semana passada para você dizer, caso contrário, eu mesma contaria. – Anny lembrou-se quando Clare foi a casa dela para ver Harry Potter, logo depois do filme Clare – ‘‘ Quando acabara o filme, Clare virou-se para Anny e perguntou-lhe: Anny, eu não consigo mais esconder esse segredo. Você tem que contar para Steven o que sente por ele, se não eu vou contar. Os olhos de Anny nunca tinham ficado tão inchados como naquele momento, Clare pode ver, que os brilhos nos seus olhos verdes e reluzentes tinham desaparecido. Anny abriu a boca e falou baixinho: Mas, se eu contar para ele vai estragar tudo. Anny abaixou a cabeça e enxugou uma lágrima no canto da sua pálpebra inferior. Clare disse: Não vai, acredite em mim. Apenas conte. Anny tirou o cabelo da frente do olho esquerdo. Ainda com os olhos com lagrimas, por menores que fossem. Ela finalmente disse: Se eu não contar... – Começou ela. Clare foi que completou: Então eu conto. ’’
Anny ficou sem palavras por mais ou menos dez segundos.
— Eu tinha me esquecido. – Disse ela.
— Mas, eu já contei. – Falou Clare. – E ele é seu melhor amigo. Ele deveria saber. – Anny olhou para Steven.
Ele estava olhando pela janela a paisagem de Washington, D.C, a caminho da escola. Seu cabelo laranja estava molhado, deixando-o Castanho escuro, talvez já estivesse voltando a cor normal. Ele estava fazendo de conta que não tinha escutado nada, pensou Anny.
Ann sabia que apartir daquele momento ela iria ter vergonha de olhar para ele, de falar com ele. E talvez eles não tivessem mais aquela antiga intimidade.
Ao entrar na escola, Anny tentou afastar-se de Steven, de Clare, de Susan. Ela não quis falar com ninguém, ela pegou seu livro e seu caderno de historia no armário e esperou o sino tocar.
Sendo a primeira a entrar — até mesmo da professora. — ela entrou na sala com os olhos arregalados. (Bem, os olhos dela sempre foram grandes...) Ela colocou os livros sobre a mesa. Ela sente algo nas suas costelas e grita. Ela bate, sem querer com a mão no seu caderno e ele cai. Com um giro, ela olha o garoto ruivo com um grande sorriso.
— Steven, você me assustou. — Ela abaixa-se para pegar o caderno, depois ela coloca-o sobre a mesa novamente.
— Você se assusta com facilidade. — Ele senta na carteira atrás da dela.
— Não sou eu, é você que me assombra com facilidade. — Ela senta-se de lado na cadeira.
— Tenho uma noticia para dar. — Diz ele, a professora chega.
— Seria algo que eu gostaria de saber, Senhor Clutch? — Pergunta a professora alta de cabelos pretos e olhos mais escuros ainda. A professora era pálida, era magra, e mais alta que todos os outros professores. (E ela usava saltos altos. Anny sempre dizia que ela quer passar da escola).
— Não, professora Adeline. — Ele sentou-se ereto. Ele chegou perto do ouvido de Anny e sussurrou: — Depois eu lhe digo, ann. — Quando ela escutou ele sussurrar no seu ouvido ela estremeceu. Sua voz agradava os ouvidos de Anny, toda vez que ela escutara, ela podia enlouquecer.
— Muito bem. — Ela pousou a enorme bolsa na mesa. — Cadê os meus alunos? — Exatamente quando ela fez a pergunta, os alunos dela começaram a entrar. — Vou fazer a chamada. — Anunciou.
Adeline tinha uma bela personalidade — não tão bela quanto sua aparência. — ela não tinha filhos, não namorava por muito tempo. Era uma professora exigente, carinhosa e divertida.
— Anny? — Perguntou a professora levantando os olhos da pasta.
— Presente, professora Adeline. — Respondeu. Adeline continuou com sua chamada.
Anny olhou para seu lado esquerdo. Clare acenou para ela mexendo os dedos da mão direita. O seu celular começou a tremer no seu bolso, ela deu um pequeno pulo na cadeira. Steven colocou a mão na boca para não rir, ann virou para trás e fez uma careta para ele. Anny pegou o celular, pôs em baixo da mesa para a professora não ver, ainda com o telefone celular nas mãos, ela vira que tinha uma nova mensagem, era de Oliver.
Anny estamos indo para ai, chegaremos a menos de uma hora. Victor Raminez esta saindo dos Estados Unidos, nós temos que levá-la para vê-lo logo. Estamos passando pela frente da sua casa, já estamos chegando. Vamos ter que pegar um helicóptero para chegar lá. Oliver Lindsay, Mensagem secreta da CIA.
Anny ficara nervosa ao ver a mensagem, ela não podia sair da aula assim, então tentou mandar outra mensagem:
Oliver, aqui é Anny, não posso ver Victor Raminez agora, estou na aula. Não posso mais faltar. Estou na última unidade, estamos em período de provas e tudo mais. Estou revisando para as últimas provas e eu não posso sair assim. Você me entendeu? Anny Black.
Anny apertou em enviar, quando ela estava colocando o celular no bolso...
— Anny, você sabe que não é permitido celular na aula. Me entregue. — A professora estendeu a mão para Anny. Os olhos de Anny foram para os da professora, Adeline a encarou. — Me entregue. — Ela repetiu.
— Eu não posso. — Anny segurou o celular com força.
— Por que não? — Perguntou Adeline.
— Eu não posso contar. — Anny se encolheu.
— Se não me contar, agora, vou lhe mandar para a sala do diretor. — Ela estendeu a mão para Anny novamente, a professora estava com uma cara de dar medo, como Anny costumava a falar.
— Professora Adeline, ela me pediu para não dizer a ninguém. — Anny cerrou a mão em um punho reto, seria exatamente uma linha.
— Ela quem, Anny? — A professora colocou as mãos na cintura.
— Eu já disse que não posso dizer. — Anny ficou irritada, assim como eu estou agora, você não pode imaginar como eu não gostei de criar a professora Adeline.
— Sinto muito, Anny, mas, terei que mandá-la para o diretor. — Ela abriu a porta para Anny sair.
Agora se permitirem, eu usarei uma frase da minha professora de ciências:
— E vocês fiquem contidos, sentados e educados. — Falou a professora e foi atrás de Anny.
Anny ainda estava com os punhos cerrados, ela primeiramente não queria que Oliver fosse buscá-la, agora, era o que ela mais queria. Logo as duas chegaram na sala do diretor. Adeline bateu na porta.
— Pode entrar. — Falou o diretor. Adeline abriu a porta. Anny fitou o homem que bebia café e fazia contas, ele era baixinho, tinha cabelos prateados e um grande sorriso. — Ann! Que surpresa ótima.
— Não é ótima, não. — Disse Adeline.
— Como assim? — Perguntou o diretor.
— Ela mexeu no celular na aula. — Adeline estava com uma voz firme e ignorante, ela estava com a cabeça inclinada para baixo, pois o diretor chegava pouco na cintura dela.
— Anny, você sabe que é proibido. — O celular de Anny tremeu novamente. — Deixe-me ver, por favor. — O diretor estendeu a mão para ela. Dessa vez ela entregou.
A ele você entrega, pensou a professora. Carlos — o diretor.- adorava Anny, ela o considerava bastante amigável, ann não o considerava um amigo.
— Não acredito, a CIA está vindo para aqui? — O diretor ficou boquiaberto. — E-e-e-e-esta-ta-ta aqui-qui-qui? — O diretor começou a gaguejar nervoso.
— Eu disse que não podia dizer. — Anny olhou para a professora alta, ela quis até dar um sorriso.
— Acho melhor você ir, agente Anny. — O diretor repousou a sua xícara na mesa e foi dar um abraço nela, ele sempre foi muito amigável, até demais. — Eles estão lá fora. — Adeline ficou surpresa. — Eu providenciarei todas as aulas que perder, agora, vá.
— Tchau, diretor Carlos, tchau professora Adeline. — Anny fechou a porta. Ela estava com o celular novamente nas mãos.
Ela pegou digitou o número do telefone de sua mãe, Julye logo atendera.
— Mãe Oliver veio me buscar, para eu conhecer Victor Raminez, o presidente da CIA. — Ela começou a explicar tudo o que ocorrera.
— Certo. — Julye parecia exausta, só ao ouvir sua voz. Ela estava deitada no sofá do seu quarto. — Filha o seu pai arranjou um curso de mestrado na Inglaterra e ele vai viajar amanhã, no seu aniversário. Ele quer sair com você antes de ir, tudo bem?
— Tudo bem. Mãe eu tenho que ir. — Oliver abriu a porta da Mercedes. — Tchau. — Anny desligou, ela entrou com pressa, Oliver bateu a porta com força.
Anny não estava mais sentada no banco de trás com Emily, ela estava do lado de Oliver.
As duas colocaram o sinto rápido, Oliver girou a chave e pisou fundo no acelerado, deixando uma marca no chão.
— Onde estão Emily e Martin? — Perguntou Anny.
— Martin esta tentando chegar antes que Victor vá para Pequim.
— Para Pequim? — Anny assustou-se. — Nós vamos para a China?
— Não. — Oliver virou para a direita e atravessou dois sinais vermelhos. — Não tenho tempo para explicar. Você vai ver.
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