Mistérios Do Destino
4 Dando Uma Chance
Notas iniciais
Me surpreendi com o que vi. Lá estava Natacha caminhando até nós.
- Oi Cat.
- É Catharina pra você.
- Que seja — disse e depois se virou pra Ashiley. — E.. oi desastrada.
- É Ashiley se você ainda não aprendeu A-shi-ley. — ela disse e eu não pude conter um risinho enquanto ela se continha para não voar no pescoço da oxigenada.
Natacha serrou os olhos e se virou novamente pra mim bufando.
- Então queridinha eu meio que... — ela parecia escolher as palavras certas. — Vamos direto ao assunto, eu meio que percebi que aquilo que eu fiz pra você hoje não foi muito certo então como um pedido de desculpas estou te convidando para a minha festa que como você sabe eu dou todo ano e...
-Tá, tá. Então você está aqui só para convidar a Cat pra sua festa? É isso mesmo produção?
- É! é isso sim e se quiser pode ir junto desastrada, só cuidado pra não espantar todo mundo de lá.
Ela disse e saiu portão a fora rebolando em direção de suas seguidoras.
- Será mesmo que ela está falando sério? Você vai né?
- Hum... eu não sei. Também não acho que possa confiar na Natacha.
- Ah. Tanto faz, ela parecia sincera, acho que aquela cara de trapo se enxergou pra vida. Você tem que ir Cat.
- Está bem, quando vai ser?
- Nesse fim de semana. — ela disse dando pulinhos de alegria.
- Ok. A gente vê isso depois tá. Agora tenho que encontrar a Melany antes que eu perca a minha carona.
- Vê se não muda de ideia. Até logo.
- Até.
O resto da tarde foi quase normal, mamãe me obrigou a ir ver a psicóloga, ela já tinha proposto outras vezes para que o fizesse, mas eu sempre discordava, dizia que estava tudo bem e as vezes me revoltava dizendo que só pessoas loucas frequentavam esse tipo de lugar. E EU NÃO ERA LOUCA, mesmo não tendo tanta certeza disso nos últimos dias. Acabei concordando para evitar mais uma discussão.
Minha mãe sempre falava que quando eu cedesse e fosse, em uma consulta que seja, os pesadelos iriam parar, porém eu sentia que não era verdade. Além disso, você percebe que a coisa esta ficando tensa quando tem que pagar para alguém ouvi-lo, porque ninguém quer fazer isso.
A consulta nem foi assim tão ruim quanto eu imaginava. Andréa, a psicóloga é bem despojada , linda com as madeixas cor de mel de causar inveja em qualquer um. Seus olhos brilhavam sempre que ela esboçava um sorriso mostrando sua fileira de dentes pequeninos, branquinhos e bem alinhados. Se mostrou bem amigável. Só uma coisa que me incomodou, ela queria saber demais da minha vida, mesmo ela tendo esse direito eu achava isso muito irritante. Ela tentava ao máximo me entender e eu me perguntava como é que uma psicóloga iria me ajudar. Deu até pena. Foi quando ela me dispensou e disse que me aguardava para a próxima consulta.
Depois disso, liguei para a Ashiley e marcamos de nos encontrar na minha casa algumas horas antes da festa, isso nos dará tempo para nos arrumar, quer dizer, para a Ashiley se arrumar, ela é bem mais vaidosa que eu.
No fim da tarde de sexta, dia da festa, a campainha tocou — só podia ser a Ashiley- pensei, e fui correndo atender.
- Eai gatona! Eu trouxe umas roupas mas ainda preciso da sua opinião pra me ajudar a escolher.
- Eu ri. — Vamos lá pra cima.
Fomos para o meu quarto, logo Ashiley se jogou na cama.
- Sabe Cat, você sabe que não precisa ir se não quiser né.
- Sei. E sei ainda mais que certas pessoas iriam me infernizar o resto do ano se eu não fosse, não é mesmo Ashiley? — disse me referindo a ela.
- Você tem toda a razão.
Rimos juntas.
Uma das coisas mais legai na Ashiley é que ela sempre me apoia, ou na maioria das vezes, mesmo que o que eu faço dê em merda. Em compensação ela faz questão de jogar isso na minha cara o ano todo quando eu não faço o que ela quer. Ela é como uma irmã pra mim. E eu a amo muito.
Fale com o autor