Mistério E Sedução
8 Capítulo 8: Marionetes
Notas iniciais
Depois de passar no lab. e pegar minhas coisas, passo em uma livraria, procurando pelo livro dela.
- esse livro anda saindo bastante. – a vendedora diz me entregando o livro de capa vermelha. – eu já li, mas achei masoquista demais. – ela me diz e eu a olho. Conhecendo a autora isso não me surpreende.
- obrigada. – eu pago e vou para casa.
Depois de comer e tomar um banho eu me sento na cama e pego o seu livro para ler.
Já na décima página do livro que basicamente, até agora, se baseava na historia de uma dançarina contando suas aventuras sexuais, sem nenhuma censura. Penso que, erraram no gênero do livro que deveria ser autobiografia da autora ao invés de romance erótico.
Esfrego os olhos já cansados e volto a ler de onde eu tinha parado.
“estávamos na cobertura de um hotel de 20 andares. Suas mãos deslizavam pelo meu corpo que ele usava como instrumento de prazer, no qual ele fazia o que quisesse. Ele arranca minha blusa junto aos meus botões dourados. Me empurrando até a grade de proteção, que era para crianças e por isso batia um pouco abaixo da minha cintura. Ele abre minha calça e retira minha roupa intima me sentando na grade e me penetrando com violência. Seus movimentos eram fortes e rápidos e ele parecia me empurrar cada vez mais contra a grade, continuando seus movimentos até que eu tenho um orgasmo. A única coisa que me segurava era suas mãos e eu não gostava de ser controlada dessa maneira, então o empurro e desço da grade trocando de posição com ele, o fazendo sentar na grade. Eu me abaixo beijando seu corpo até chegar ao seu pênis que eu chupo com vontade. Ele me diz que ia gozar, mas antes eu paro e o olhando nos olhos, sorrindo. Eu desço minhas mãos pelas suas pernas e as puxo as levantando fazendo com que ele despencasse com facilidade para a escuridão, e eu tenho outro orgasmo somente com o sabor de matar”.
Eu fecho o livro e o coloco no criado ao lado da cama, balançando a cabeça. Essa mulher era uma psicopata e eu me perguntava como ela ainda caminhava livre pelas ruas. Me deito e apago a luz do abajur, tentando retirar ela dos meus pensamentos. Mas minhas tentativas eram inúteis, seu veneno já parecia deslizar pelas minhas veias e ela parecia controlar a minha mente, eu sabia que estava caindo no seu jogo.
“Merlin me puxa por uma coleira que envolvia meu pescoço até a cama onde ela me joga com violência, subindo em cima de mim ainda segurando a coleira a apertando cada vez mais, sua outra mão passeava pelo meu corpo indo parar dentro da minha calcinha. Ela me toca fazendo meu corpo chegar cada vez mais perto do orgasmo, apertando a coleira tanto que eu já sentia falta de ar. Alcanço um magnífico orgasmo misturado com a dificuldade que eu tinha de respirar pela força cada vez maior com que ela puxava a coleira e seus olhos verdes que me mantinham firme e me impediam de mandá-la parar”.
- eu puxo o ar com força, agradecendo por ele ter entrado em meus pulmões, meu coração disparava batidas fora de ritmo e meu lençol estava molhado com o meu suor. Respiro mais uma vez lentamente para garantir que o ar entrava e percebo que era tudo um sonho, dos mais reais que eu já tive, eu podia sentir cada toque, a coleira no pescoço, e meu corpo explodindo de prazer, isso era loucura, ela controlava as pessoas como marionetes.
Merlin Walker estava entrando na minha mente, estava me enlouquecendo com seus jogos. Levanto e vou para o banheiro, jogo água no rosto e me olho no espelho, meus cabelos estavam molhados de suor e meu peito subia e descia. Minha mente me trai mais uma vez recordando-me de suas mãos dirigindo as minhas pelo corpo dela e ela sussurrando meu nome no meu ouvido, balanço a cabeça para repreender minha mente traiçoeira e me dirijo para a cozinha onde bebo um copo de água tentando me acalmar e me dizendo que não passava de um sonho maluco. Após me acalmar um pouco eu me deito novamente tentando dormir sem ter mais algum sonho com a mulher dos meus pesadelos. Pensando que eu precisava urgentemente me afastar dela, antes que ela crie raízes na minha mente.
Fale com o autor