Mistério E Sedução
10 Capítulo 10: Campo Minado
O turno termina e eu vou para casa, tomo um banho e coloco uma roupa mais confortável, me sento no sofá e assisto TV. Acordo com o som da campanhinha, então me lembro de Merlin.
- nossa, achei que tivesse morrido ai dentro. – ela esbraveja assim que eu abro a porta. – você parece mal. – é, e você é o motivo disso. Eu penso fechando a porta e me virando para ela, meus olhos ainda ardiam.
- fique a vontade eu vou trocar de roupa. – eu digo subindo para meu quarto.
- nada disso, eu não perderia isso por nada. – reviro os olhos ao notar que ela me seguia para o quarto. Procuro alguma blusa no guarda-roupa, me viro para ela, que estava deitada na minha cama. Ela usava um vestido branco, colado no corpo.
- eu tirei a roupa para você, sua vez de tirar para mim. – ela diz me olhando. Eu me viro de costas para ela e tiro a blusa, colocando a outra rapidamente, eu estava desconfortável. Vou para o banheiro e jogo água no rosto, me concentrando para não fazer nenhuma besteira. Volto ao quarto e vejo que ela está com o seu livro na mão, merda me esqueci do livro.
- comprou meu livro? – ela pergunta sorrindo.
- é, pesquisa de campo. – eu digo brincando para quebrar o clima ruim. Ela volta o livro no lugar e se levanta me seguindo de volta a sala.
- você quer comer alguma coisa? Eu acabei pegando no sono e não preparei nada.
- quero uma bebida. – ela diz e eu a sirvo com uma tequila. – tem perdido muito o sono Catherine?
- não, por quê?
- nada. – ela da de ombros e se senta no meu sofá, cruzando as pernas. Sua pele morena era perfeita, ela tinha belas pernas, quer dizer tudo nela era bonito.
- você tirou um bocado do meu sono, sabia? – ela diz e eu a olho surpresa, até agora ela não havia demonstrado nenhum sentimento. – você é muito bonita. – ela diz, eu não sabia se agradecia ou se a cortava.
- você também, mas disso todo mundo já sabe. – eu digo. Ela bebe um gole da sua bebida, seus lábios eram realmente tentadores. Decido pegar uma bebida também, isso seria mais fácil na companhia do álcool.
- você parece bem cansada, se quiser posso ir embora.
- não, eu estou bem, é só esse caso que esta me perturbando
- hum, achei que fosse eu.
- também. – eu digo e ela sorri. – eu não devia falar com você sobre o caso, mas isso está me deixando louca.
- tudo bem, eu sou como Vegas, o que acontece aqui, morre aqui. – ela diz, mas eu sabia que não podia confiar nela, mas eu estava tentando arrancar alguma coisa que ajudasse no caso. Talvez esse seja o verdadeiro motivo pelo qual aceitei me encontrar com ela.
- sabe por que seu patrão depositou dinheiro na conta de Adan depois de morto?
- quando Adan morreu surgiram boatos de que ele participava de uma quadrilha que traficava garotas para servir no exercito como prostitutas; formada por um técnico em computação, que eu não conheço. Um dono de um clube, que supostamente seria Joe, meu patrão e que iludia as garotas. Um comandante do exercito na Síria que “cuidava” das garotas e um agente do FBI que tornava isso tudo bem mais fácil.
- e onde você se encaixa nisso? Afinal Adan morreu com você, e eu não acredito que de ataque cardíaco.
- se tem alguém que sabe como ele morreu esse alguém não sou eu. E não conte isso para ninguém eu estou confiando em você, se isso chegar aos ouvidos do meu chefe, eu já era. – ela diz e pensando por esse lado ela estava mesmo se arriscando. Mas agora mais do que nunca meu instinto me dizia que ela tinha culpa nisso.
- fique tranqüila, também sei manter sigilo profissional.
- mas eu não vim aqui falar do seu caso. – ela diz passando seus dedos sobre os meus. Ela tinha as unhas cumpridas e pintadas em um vermelho escuro que combinavam com seu tom de pele.
- quer mais bebida? – eu pergunto pegando o copo da mão dela e enchendo-o novamente.
- você leu mesmo meu livro? – ela pergunta.
- para ser sincera, eu parei na décima página. – ela sorri.
- pra ser sincera, eu escrevi aquilo quando era bem mais jovem e minha mente estava queimando de maldade. – ela sorri. – por acaso um editor viu e quis publicar, não é uma coisa da qual eu me orgulho muito, mas eu precisava de dinheiro.
- você precisava de dinheiro?
- nem tudo é glamour. – ela diz e se aproxima de mim no sofá.
- eu bem sei disso. – eu digo me lembrando de quando eu dançava.
- eu sei que você também dançava.
- como sabe disso? – eu pergunto curiosa, ela mal me conhecia.
- eu conheci Sam antes dele saber que era seu pai, ele era cliente de um clube onde eu dançava.
- quer dizer que já deu para o meu pai?
- não, nós éramos apenas amigos. Ele sempre preferiu as loiras. – ela diz sorrindo, mas era difícil de acreditar. Prefiro mudar de assunto.
- você disse que era uma pessoa que atraia a morte, posso saber por quê? – vejo seu olhar se entristecer.
- meu pai era um mafioso e isso trouxe um pesadelo para a minha família. Quando o assassinaram, eu estava lá. Quando mataram minha irmã esfaqueada, eu estava lá, quando eles mataram minha mãe enforcada, lá estava eu assistindo tudo impotentemente. – ela levanta seus olhos que brilhavam cheios de lágrimas.
- e por que não fizeram nada com você? – ela sorri tristemente.
- eles me disseram que eu era bonita demais para morrer e me usaram de escrava sexual por muito tempo até que eu consegui fugir para Las Vegas com a ajuda do Joe que me deu esse emprego e pagou minha faculdade de direito.
- eu sinto muito. – eu digo percebendo que aquilo a machucara muito e que talvez aquilo fosse a fonte de toda a insanidade dela.
- não sinta, eu odeio compaixão. Tanto que não me importei quando Adan morreu, é a única coisa que temos de concreto e eu gosto do que é concreto. – ela diz e levanta a cabeça expulsando toda sua tristeza. – bem, mas eu também não vim aqui para usar você como minha terapeuta e sim para usar você de outra forma. – ela sorri maliciosamente. Eu sorrio também nervosa tudo o que ela fazia comigo era novo e desconhecido, e o desconhecido sempre nos causa medo. Ficamos em silencio, ela apenas me olhava, eu olhava seu corpo. O vestido colado destacava suas curvas e o branco ficava perfeitamente lindo na pele dela. Ela tinha um batom bem vermelho nos lábios que eram completamente convidativos, agora eu entendia o que ela fazia aos homens.
- você é muito linda. – ela diz arrastando suas unhas sobre meu braço, me fazendo arrepiar até o pescoço.
- você já disse isso, está me deixando sem graça. – eu digo desconfortável, sua proximidade era como um campo minado e eu não demoraria a explodir. Ela se aproxima ainda mais ficando colada ao meu lado. Ela afasta meu cabelo com as mãos para trás da orelha e aproxima sua boca do meu ouvido.
- eu quero experimentar você. – ela sussurra no meu ouvido, me causando um arrepio na minha espinha. – eu quero provar o seu gosto. – ela sussurra e passa a língua no meu pescoço logo depois. Minha pela queimava. Ela enfia sua mão por baixo da minha blusa, não consigo prender um gemido, o que só a faz subir ainda mais sua mão. Ela aproxima sua boca da minha, mas eu viro meu rosto ainda não estava pronta para isso. Ela volta a beijar meu pescoço e eu solto um suspiro de prazer.
- Merlin... – eu tentava fazer com que ela parasse, mas no fundo não era isso que eu queria. Ela coloca levemente sua mão sobre meu seio e eu gemo mais uma vez. – é melhor você parar. – eu digo, mas ela não para, mordendo meu pescoço e descendo sua boca para meus seios se deitando ainda mais sobre mim. – você não esta cumprindo a parte do “eu prometo não forçar nada” – eu digo em meio a um suspiro de prazer, mas eu tinha medo de me envolver com essa mulher, para mim ela era perigosa e traiçoeira. Ela finalmente para se afastando de mim e sorrindo.
- desculpa, mas é que você é uma delicia. – ela diz mordendo os lábios.
- desculpa mais eu ainda não consigo fazer isso. – eu digo com a respiração fora do normal.
- tudo bem, eu posso esperar... Então eu já vou indo; — ela diz se levantando.
- não precisa ir embora por isso.
- não é por isso, já está tarde e você precisa descansar. – ela diz e se vai.
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