Missão Titã - O plano de Hyperion

14 Pegamos o metrô para a India


Notas iniciais
Finalmente um grupo sai em busca da segunda parte da profecia, novos mistérios e novas provações serão reveladas.

O ar frio da montanha entra em minha camisa e balança os pelos do meu braço, agradeço sinceramente ao pai por meu sangue ser parte feito de magma, pois se não eu estaria congelando, mas eu odeio a neve, do fundo do meu coração, e fico relembrando o que cargas d'água me levou até o topo daquela montanha enorme e congelante

~~

Uma forte luz branca surge na caverna, acordando e cegando a todos, dela provem um grande poder maligno, já conheço essa aura tenebrosa, só o que me resta é descobrir o motivo que trouxe Hyperion até o nosso refujo secreto.

–Acordem, incompetentes, partam imediatamente para a segunda parte da missão — Ele bufa com a voz repleta de veneno e como veio se vai, deixando no lugar um rolo de pergaminho, caminho até ele receoso e o leio:

''Seis semideuses irão viajar

No fim do mundo irão procurar

Os objetos que abrem o que está trancado

Cuidado com os dentes

Cuidado com as velhas

E tomem ainda mais cuidado com a profunda escuridão

Com as chaves em mão

Procurem os selos

Um no alto do mundo

Outro no completo deserto frio

E o ultimo na floresta densa''

–Essa é mais confusa que a outra, parece que teremos que viajar muito. — Olho apreensivo.

–Vamos ignorar Hyperion... — Sugere Alice.

–Nunca! — Grito alarmado — Se o fizermos, morreremos.

–Uáááááá — Pierre bocejava entediado — Vamos logo com isso, quero voltar pra tirar um cochilo. — Pelo visto o infeliz foi descongelado pelo titã, muito obrigado, Hyperion. Ele age como se nada tivesse acontecido pela noite, decido ignorar, ver até onde ele chega com essa farsa.

–Vamos por partes — raciocino — Sabemos então que temos que achar selos, nesses três lugares ''Um no alto do mundo Outro no completo deserto frio E o ultimo na floresta densa''. O que eles representam? — Pergunto confuso.

–Uma montanha, um terreno gelado e uma floresta, dã... — Pierre ajeitava o chapéu de Cowboy e os acessórios no corpo, um bracelete com um simbolo de uma espada e um escudo, um brinco com um cristal marrom e um colar com uma espada de pingente só para mostrar seu desrespeito e seu sarcasmo, tentando me passar por tolo, eu habilmente ignoro, mas Alan, não se esquecendo de ontem cerra os punhos e eu o adverto com um olhar, não temos tempo para brigas, o filho de Netuno parece perceber nossa mensagem não verbal e se diverte, eu já não ignoro mais, resolvo faze-lo entender quem realmente é o líder dessa busca então olho feio para ele e com o mesmo sarcasmo que outrora ele usara eu digo.

–Nossa, que inteligência... — Depois viro-me para o filho de Eros afim de falar com ele — Alan, teto do mundo.... Só pode ser o Everest, mas lá é muito longe. — Fico preocupado.

–Ta mais para ser o Pico da Neblina do que o Everest, a não ser que a minha geografia esteja errada, estamos no Brasil e não no Himalaia. — Boceja ignorando o meu olhar feio. -E a floresta deve ser nossa Amazônia. — Alan fico preocupado e ignora Pierre e seus gracejos respondendo-me

–Cello, não tenho a menor ideia de como ir pra lá... — Mas apesar do cupido ter conseguido ignora-lo eu novamente tenho a necessidade de responder ao romano.

–Nossa, finalmente você se mostra um filho de Poseidon. — Reviro os olhos, não que eu não goste dos filhos de Poseidon, mas esse é chato. Ele bufa grosseiramente, odeia que eu denomine seu pai como se ele fosse grego. — Os deuses não teriam facilitado a nossa tarefa de libertar alguns dos seus piores inimigos, teriam? É lá, eu sinto, e está escrito teto ''do mundo'' não do Brasil. — Falo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, o que realmente era. — Pierre simplesmente bufa irritado, sem resposta. Olho para Alan e depois para Pierre maldosamente. — Eu tenho uma ideia — Sorrio mostrando caninos brancos. — Pierre faça um túnel reto para lá, eu vou cuidar da temperatura e não se esqueça que os deuses nem sempre foram Americanos. — Termino enigmaticamente.

Nem vou te responder filho de Hefesto.... — Ele se senta no chão em lótus e começa a se concentrar, fazendo com que tudo em volta comece a tremer fortemente — Vou demorar um pouco com isso, não me interrompam. — Esperamos, gratos por uma hora de paz naquele espaço confinado, Alice e eu fazemos um café da manhã com direito a bacon, bolo de chocolate e outras refinarias, tudo feito com nossa vasta reserva de alimento nos barris encostados à parede, "Vasta até quando?" me pego perguntando, mas esqueço isso e como junto com os outros satisfeito, deixando ainda Pierre sozinho.

Depois de três longas horas de uma amostra de um poder fantástico, mas mal controlado e lerdo, Pierre terminava o túnel, que parecia bastante com a entrada de um metrô, o que nos espanta.

–Putz, tu é bem fortinho, heim, cria dos Mares... — Alan deixa escapar, se arrependendo do que disse logo em seguida.

–A gente se vira. — Fala ele com falsa modéstia e tenta se levantar meio zonzo, caindo em terra, seu lugar de proteção, ficando visivelmente melhor, mas ainda caído de mal jeito.

Consigo sentir o núcleo da Terra pelo túnel, aquilo só esta firme graças a Gaia, mas se tentarmos passar morreremos em forma de churrasquinho para a Deusa então ergo as mãos retendo o calor do túnel para fora do túnel. — Bruno, jogue em nós seu poder de gravidade, assim conseguiremos caminhar pelo túnel facilmente sem sermos prensados por ela. — Ele o faz sem dificuldades. — Vamos. — Ordeno e eles entram no túnel atrás de mim, seguimos por ele por um longo tempo, não conseguimos ver uma luz lá no fim e nem a entrada mas, como estou fazendo cada vez mais força para reter a temperatura, percebo que devemos estar perto do núcleo, com a ajuda da patrona de Pierre, o chão anda com a gente, como uma esteira, então ficamos somente uma hora andando, com pequenas paradas para descaço e finalmente somos banhados por claridade, o que nos anima e essa luz fica cada vez mais perto até que saímos no meio de uma grande montanha — Uau!

Sinto um vento gelado em meus braços, mas não sinto o frio, graças a meu sangue quente, mas percebo que meus companheiros não tem a mesma sorte, eles estão com frio, caridosamente faço uma bolha de ar quente a nossa volta, protegendo-os.

Notas finais
Team Will, Team Will ¬¬, chega dessito Will: Vai escrever minha historia?? *olho animado* Não, mas vou ignora-lo Will: affe :(
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.