Notas iniciais
:v novo personagem.. logo logo vcs conheceram todos

Melinoe se aproxima de Bruno e tira a maçã cuidadosamente da sua mão, olhando diretamente em seus olhos, ele estremesse quando perde a maçã, depois ela vem até mim — Muito bem, caro semideus assustado — Fico com raiva dela mas a entrego o pote e ela sorri maldosamente — Bom, bom, muito bom, vejo que talvez vocês sejam capazes de realizar o que querem — Ela sorri e me entrega a segunda chave, eu a admiro, vejo que a unica diferença com sua gêmea é a cor, quando levanto os olhos não estamos mais em sua caverna, o cenário agora são paredes escuras, frias e não a nenhum som audível.

– Onde estamos? Ela realmente precisa parar de nos teletransportar sem um aviso prévio. — Bruno diz meio tonto.

–Estamos no Tártaro — Simplesmente fala Alice.

–Como sabes? — Engulo em seco — Vocês acham que... Acham.. Não, não pode ser! Por que eles nos odeiam tanto? ''E tomem ainda mais cuidado com a profunda escuridão'' — recito a profecia — Tem que ser aqui, só pode ser aqui. — Dou um soco na parede de pedra de raiva — Não temos escolha.

–Vamos logo — Bruno fala e nos empurra para frente, entramos os três juntos na caverna e olhamos para o redor, as paredes são feitas de pedra negra e há uma falha gigantesca no chão, o Tártaro, vejo fogo negro brilhando sobre a fenda e algo brilhando, bem lá no fundo e tenho uma ideia, no momento que vou dize-la para os meus companheiros escuto um trovão bem alto, só que não era um trovão, era a entrada da caverna desmoronando, vemos as pedras caírem e fecharem a saída sem poder fazer nada, estamos presos, mas não podemos desistir, respiro fundo.

–Eu acho que vi a chave, e acho que consigo pega-la, usando meu fogo negro, não se desesperem. -Sinto o Tártaro querendo me puxar para dentro dele com uma força invisível.

Bruno é jogado para frente, mas se segura numa ponta de rocha meio afiada engolindo em seco — Faz tempo q não entro aqui — Ele gagueja.

–Não!! — Alice se encolhe e tapa os ouvidos com as mãos — Saiam da minha cabeça!

–O que estão te dizendo ? — Bruno pergunta apreensivo para ela.

–Eles querem ser libertados... Argh! Eles são muito fortes — ela estremesse.

–Diga que estamos tentando e que no momento eles não tão ajudando — Fico concentrado e ergo as mãos, fazendo com que meu corpo inteiro pegue fogo, o mesmo fogo daquele lugar, o fogo do submundo, o fogo negro, minha testa se contrai quando me concentro mais, vejo o fogo negro junto com a chave e tento mexe-lo, nada acontece, faço mais força e o fogo ao meu redor aumenta, fazendo com que meus companheiros pulem assustados, mas nem percebo, tento de novo e consigo, imagino uma bola de fogo e a faço, a chave está no meio do fogo e a levanto, trazendo-a até mim com dificuldade, agora consigo ver a chave, ela é como as outras só que suas cores são preto e marrom, ela é linda, trago-a até as minhas mãos e a libero, agora temos as três chaves, mas continuamos presos e ainda sinto o Tártaro tentando nos puxar, essa força está cada vez maior.

Alice continua brigando com as vozes em sua cabeça e Bruno se sinte cansado, com sono e acaba desmaiando, vejo que sem ele estamos presos naquele lugar e que se ficarmos lá só mais um pouco seremos os três puxados para o dentro do Tártaro, isso me deixa desesperado, me fazendo dar um soco na minha perna de frustarão e acabo batendo em algo, meu celular, nunca precisei dele, mas ele estava ali, nem lembrava de tê-lo guardado no meu bolso mágico, ele seria agora a nossa salvação, pego-o e ligo para a primeira pessoa que me vem em mente para nos salvar — Alo, Natan?

A muitos quilômetros de distancia, o filho de Nyx ouve seu telefone tocando e atende intrigado — Alô, quem é?

Fico aliviado quando ele atende — Natan, é o Pedro, eu, Alice e Bruno estamos na entrada do Tártaro, vem pelas sombras ou seremos puxados, corre.

–Claro, estou indo — Ele rapidamente viaja pelas sombras e logo esta ao meu lado — E ai pessoal, o que estão fazendo? -Sorri maliciosamente, mas vejo seu sorriso se apagar ao ver a porta do Tártaro fechada e ao sentir a força nos puxando.

– Estamos naquela missão, vamos sair daqui agora! -Grito e damos as mãos, segurando a atormentada Alice e o desmaiado Bruno.

–Agora- Ele fala e Invoca as sombras, que nos permitem passar — Vamos! — grita se incentivando e saímos em nosso esconderijo numa montanha e sorrio.

– Acabamos a primeira parte — Dou uma risada aliviado por já ter percorrido um bom caminho da missão, eu só não sabia que esse alivio duraria tão pouco.

Notas finais
ai ai... fim da primeira parte..... que parte looonga t.t