Missão Titã - O plano de Hyperion
11 Na beira do Abismo
Notas iniciais
Melinoe se aproxima de Bruno e tira a maçã cuidadosamente da sua mão, olhando diretamente em seus olhos, ele estremesse quando perde a maçã, depois ela vem até mim — Muito bem, caro semideus assustado — Fico com raiva dela mas a entrego o pote e ela sorri maldosamente — Bom, bom, muito bom, vejo que talvez vocês sejam capazes de realizar o que querem — Ela sorri e me entrega a segunda chave, eu a admiro, vejo que a unica diferença com sua gêmea é a cor, quando levanto os olhos não estamos mais em sua caverna, o cenário agora são paredes escuras, frias e não a nenhum som audível.
– Onde estamos? Ela realmente precisa parar de nos teletransportar sem um aviso prévio. — Bruno diz meio tonto.
–Estamos no Tártaro — Simplesmente fala Alice.
–Como sabes? — Engulo em seco — Vocês acham que... Acham.. Não, não pode ser! Por que eles nos odeiam tanto? ''E tomem ainda mais cuidado com a profunda escuridão'' — recito a profecia — Tem que ser aqui, só pode ser aqui. — Dou um soco na parede de pedra de raiva — Não temos escolha.
–Vamos logo — Bruno fala e nos empurra para frente, entramos os três juntos na caverna e olhamos para o redor, as paredes são feitas de pedra negra e há uma falha gigantesca no chão, o Tártaro, vejo fogo negro brilhando sobre a fenda e algo brilhando, bem lá no fundo e tenho uma ideia, no momento que vou dize-la para os meus companheiros escuto um trovão bem alto, só que não era um trovão, era a entrada da caverna desmoronando, vemos as pedras caírem e fecharem a saída sem poder fazer nada, estamos presos, mas não podemos desistir, respiro fundo.
–Eu acho que vi a chave, e acho que consigo pega-la, usando meu fogo negro, não se desesperem. -Sinto o Tártaro querendo me puxar para dentro dele com uma força invisível.
Bruno é jogado para frente, mas se segura numa ponta de rocha meio afiada engolindo em seco — Faz tempo q não entro aqui — Ele gagueja.
–Não!! — Alice se encolhe e tapa os ouvidos com as mãos — Saiam da minha cabeça!
–O que estão te dizendo ? — Bruno pergunta apreensivo para ela.
–Eles querem ser libertados... Argh! Eles são muito fortes — ela estremesse.
–Diga que estamos tentando e que no momento eles não tão ajudando — Fico concentrado e ergo as mãos, fazendo com que meu corpo inteiro pegue fogo, o mesmo fogo daquele lugar, o fogo do submundo, o fogo negro, minha testa se contrai quando me concentro mais, vejo o fogo negro junto com a chave e tento mexe-lo, nada acontece, faço mais força e o fogo ao meu redor aumenta, fazendo com que meus companheiros pulem assustados, mas nem percebo, tento de novo e consigo, imagino uma bola de fogo e a faço, a chave está no meio do fogo e a levanto, trazendo-a até mim com dificuldade, agora consigo ver a chave, ela é como as outras só que suas cores são preto e marrom, ela é linda, trago-a até as minhas mãos e a libero, agora temos as três chaves, mas continuamos presos e ainda sinto o Tártaro tentando nos puxar, essa força está cada vez maior.
Alice continua brigando com as vozes em sua cabeça e Bruno se sinte cansado, com sono e acaba desmaiando, vejo que sem ele estamos presos naquele lugar e que se ficarmos lá só mais um pouco seremos os três puxados para o dentro do Tártaro, isso me deixa desesperado, me fazendo dar um soco na minha perna de frustarão e acabo batendo em algo, meu celular, nunca precisei dele, mas ele estava ali, nem lembrava de tê-lo guardado no meu bolso mágico, ele seria agora a nossa salvação, pego-o e ligo para a primeira pessoa que me vem em mente para nos salvar — Alo, Natan?
A muitos quilômetros de distancia, o filho de Nyx ouve seu telefone tocando e atende intrigado — Alô, quem é?
Fico aliviado quando ele atende — Natan, é o Pedro, eu, Alice e Bruno estamos na entrada do Tártaro, vem pelas sombras ou seremos puxados, corre.
–Claro, estou indo — Ele rapidamente viaja pelas sombras e logo esta ao meu lado — E ai pessoal, o que estão fazendo? -Sorri maliciosamente, mas vejo seu sorriso se apagar ao ver a porta do Tártaro fechada e ao sentir a força nos puxando.
– Estamos naquela missão, vamos sair daqui agora! -Grito e damos as mãos, segurando a atormentada Alice e o desmaiado Bruno.
–Agora- Ele fala e Invoca as sombras, que nos permitem passar — Vamos! — grita se incentivando e saímos em nosso esconderijo numa montanha e sorrio.
– Acabamos a primeira parte — Dou uma risada aliviado por já ter percorrido um bom caminho da missão, eu só não sabia que esse alivio duraria tão pouco.
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