Missão Impossível
3 Help!
Notas iniciais
Se já é difícil saber como reagir em assalto, imagine isso quando se está grávida, com os hormônios nas alturas. E ainda mais sem armas ou poderes.
O grupo era de uns 6 homens no total. Mas, claro, seria fácil! 6 semideuses contra mortais? Bobeira.
Foi esse pensamento que fez Reyna e Annabeth serem amarradas, Percy estar desacordado e os outros serem cercados.
Hazel e Frank estavam deitados no chão, de costas. Leo estava sentado em uma cadeira em frente a eles, com um dos homens contando dinheiro ao seu lado. O resto do grupo revistava clientes e o caixa.
Leo mexia freneticamente as mãos e olhava impaciente para o homem ao seu lado.
“Por favor, Leo...” Pensou Hazel, cerrando os dentes. “Não faça besteira, por favor!”
— Então...- Começou Leo, esfregando as mãos.- Eu... poderia ir no banheiro?
O homem soltou uma gargalhada, dando um tapa na perna.
— Você acredita mesmo que...- Ele tossiu, tentando parar de rir.-... deixaremos você ir no banheiro? Não somos trouxas.
Leo fez um careta e bufou, como se tive planejado algo.
— Algum problema?- Perguntou o encapuzado, sério.
— Não! Quero dizer... Não, eu só...- Seu olhos se fixaram em um ponto na parede atrás do assaltante. Lá se encontrava um telefone. Que seria bastante útil se não estivessem sendo vigiados.- Eu só estou muito apertado, mas deixe pra lá, loucuras de um Val... — “Não!” Pensou Hazel, quase gritando. Se ele dissesse seu nome estaria mais ferrado do que já estava.- Valdcleitonencio, que é meu nome...
O encapuzado olhou desconfiado para Leo, mas depois assentiu.
— Sua mãe não te ama.- Concluiu.- Pra colocar esse nome de marica, ela não pode te amar.
— Demolidor!- Gritou uma voz do outro lado do restaurante.- Pare de conversar com os camaradas e tome conta deles. Estamos do outro lado do restaurante, qualquer coisa Quebra-Costas está perto do banheiro.
"Quebra-Costas. Acredito que não seja alguém meigo..." Pensou Hazel.
Hazel já estava sem esperanças. Estava sem armas, poderes ou qualquer coisa que pudesse salvá-los. Pelo menos Frank estava ao seu lado, com a mão na sua. Isso a tranquilizava um pouco.
Demolidor andava em frente a eles, quando Hazel tomou a decisão.
— Frank- Sussurrou, aproximando os rostos.- Preciso te contar algo.
— Hazel -Frank sussurrou de volta, mais baixo ainda- Acredito que esse não seja um bom momento. É muito perigoso e...
Ela respirou fundo, se concentrando. Talvez não saíssem bem dessa.
— Eu estou grávida. Você vai ser pai, Frank.- Disparou de um vez.
— O QUE?
Demolidor encarou os dois colocando a mão no cinto. "Ai deuses! Uma arma!".
— Que falatório é esse?- Perguntou com a voz firme, se levantando e se pondo em frente a eles..- É bom que tenham um bom motivo.
Os lábios de Frank tremeram e ele deu tapinhas de leve no chão, arranjando palavras.
— Bem... É que eu... Senhor...
Em meio ao desespero, Hazel notou um movimento atrás do homem. Atrás da cena de pavor, Leo tentava silenciosamente alcançar o telefone.
— É que...- Continuou Frank- acabo de descobrir que minha namorada está grávida.
Demolidor encarou Frank diretamente, mas depois assentiu, relaxando a postura.
— Cara, vou te falar, sei como é isso. Já me aconteceu uma vez. É chocante, por que tipo, uou, eu vou ser pai!
Frank bateu no joelho e balançou o corpo.
— É isso o que eu estou sentindo! E depois você pensa no futuro. O que vai ser a partir de agora? O que vai acontecer?
— Isso mesmo!- Exclamou o homem dando uma risada distante, como se lembrasse o passado.- E sente que quer fugir, principalmente isso.
Frank ficou pensativo por um instante, mas logo respondeu:
— Comigo não aconteceu isso. Amo muito minha namorada.
Demolidor lançou um sorriso satisfeito para Frank, talvez um pouco emocionado.
— Você é um cara de sorte, camarada.- Sorte. Hazel teve vontade de rir. Isto é, se não estivesse sendo assaltada.- Minha namorada era filha do chefe, se é que me entende.
O filho de Marte assentiu, um pouco assustado.
— Ahãm... Entendo...
Hazel colocou a mão na testa. Estava doente e aquilo era uma alucinação? Frank estava mesmo conversando com o homem que os assaltava?
Enquanto a conversa entre os dois continuam, Leo tentava silenciosamente alcançar o telefone. Por azar, acabou esbarrando em uma estátua, tendo que voltar rapidamente para a cadeira onde estava sentado. Por sorte, Demolidor não viu Leo em pé.
"Droga!" Pensou Hazel, dando um soco imperceptível no chão.
Então o filho de Hefesto continuou sua luta.
— Mas quer saber cara?- Continuou Demolidor.- Eu agradeço muito aquele dia ter acontecido. Porque nasceu o amor da minha vida.
E pegou no bolso da calça um iPhone, desbloqueando a tela e navegando pelos aplicativos.
"Vida boa..." Ironizou Hazel, impressionada.
Atrás de Demolidor, Leo finalmente conseguiu pegar o telefone. Tirou silenciosamente do suporte e discou o número da polícia.
Hazel, sentiu-se mais aliviada, mesmo que fosse estúpido pensar assim. O assalto não havia acabado.
— Achei!- Riu Demolidor, virando o celular para Frank. Uma menina sorridente que aparentava uns 4 anos se encontrava na foto.- A minha princesinha. Não é a minha cara?
Hazel encarou o namorado, que olha para o foto como se processasse um informação. Seu olhar se revesava. Demolidor. Leo. Frank. Demolidor. Leo. Frank.
— Bem...
Então olhou para Leo. Ele falava ao telefone de forma quase muda, mas Hazel pode ver sua boca formar palavras. "Esperar?" ,"Eu não..." e por fim "Argh", colocando o telefone lentamente no suporte.
— Acredito que não saberia...- Disse Frank, baixinho.- Seu rosto está tampado.
Hazel fechou os olhos nervosa e pode ouvir Reyna resmungar com a voz abafada.
Demolidor riu secamente, colocando o iPhone bolso.
— Verdade. Acho que me...
Sua frase foi interrompida. Reyna e Annabeth arfaram. O telefone estava tocando.
Demolidor se virou na hora, flagrando Leo com o telefone na orelha. Hazel soltou um grito abafado.
"Não!"
— Vocês me enganaram!- Ele começou a andar em direção a Leo.- Pelo menos achavam que podiam. Quebra Costas! Está na hora.
Leo começou a dar passos para trás até ficar encurralado, segurando fortemente o telefone em uma mão.
— Agora é hora de mostrar porque me chamam de Demolidor.- Ironizou, estalando a junção dos dedos.
Frank se levantou para imobilizar Demolidor, mas suas mãos foram presas por quem acreditava ser Quebra-Costas.
Em pânico, Hazel se levantou, pegando um cadeira e tacando em Quebra-Costas. Ele apenas resmungou e cambaleou, empurrando Hazel fortemente, fazendo-a cair e bater a cabeça no chão.
— Hazel!- Gritou Frank. Era impossível não perceber a raiva em sua voz.
Mesmo com a visão turva, Hazel tentou se levantar. Sem sucesso. Desesperada, olhou para Leo, cuja a situação estava pior.
Demolidor segurava a gola de sua camisa, cerrando o punho. O filho de Hefesto fechava os olhos, afastando o rosto e esperando o golpe.
Seu punho já quase se encontrava com o rosto de Leo, quando Demolidor o soltou bruscamente.
Hazel não entendia o que estava acontecendo. Mas então viu um pequeno ponto luminoso na mão onde Leo segurava o telefone. A mão estava pegando fogo.
Leo levantou a mão, com um sorriso travesso e começou a se aproximar do bandido, que caiu no chão tentando fugir. Ele colocou a mão no bolso, preparando-se.
Hazel se levantou naquele momento, atraindo a arma para longe, aumentando o desespero de Demolidor.
"Malditos sejam os telefones."
Frank rosnou, se transformando em um tigre e derrubando Quebra-Costas com toda a força no chão. Então foi ajudar os amigos.
De repente, o resto do grupo chegou. Frank pulou na frente deles, que começaram a correr e gritar pelas mães.
Hazel soltou uma risada com a visão, afinal não era todo dia que se via um grupo de 4 homens correr de um tigre.
Quando o grupo finalmente foi encurralado, Leo se colocou na frente deles e seu corpo começou a pegar fogo, queimando um pouco o carpete.
— Isso vai ser divertido.- Ele riu.
Fale com o autor