Missão

13 decimo terceiro capítulo. A festa regada a La Lilithe.


Notas iniciais
Tivemos que reeditar esse capitulo. Depois de uma conversa, vimos que ficaria melhor desse modo. Mil desculpas por isso, mas faz parte.

Pov. Isabel

Acordei com um baita dor de cabeça. Era tanta que preferi não abrir os olhos, mas o sol, que pelo jeito estava a pino, incomodava, e a minha bexiga doía.

Rolei preguiçosamente pela cama, ate cair de uma vez ao chão. Com as costas doendo e a cabeça girando acordei. Ali percebi três coisas. Primeiro aquele não era o meu quarto, segundo do outo lado da cama outra pessoa dormia. E terceira e mais doida, não sabia oque tinha acontecido noite passada.

O quarto desconhecido era uma mistura de verde e prata, que apesar das roupas jogadas, ainda estava muito limpo. A cama que recém avia caído tinha lençóis branquíssimos, e um belo traseiro enrolado nas cobertas. Pedi mentalmente que não fosse o avo de Draco. Mas para a minha sorte ou azar, era Tom Riddle.

Estava em uma enrascada sem precedentes. Enquanto garimpava as roupas do chão, tentava sem sucesso ter qualquer tipo de recordação. Porem, foi quando terminei de abotoar a camisa que percebi, já era quase dez horas e o diretor chegaria daqui à meia hora. Sai de lá com cuidado, não queria dar de cara com um mini- Voldy nu, e quem sabe com mais lembranças do que eu.

Corri com toda a velocidade, ate chegar à porta do meu quarto. Que parecia ter sido palco da terceira revolução armada dos anões, as roupas estavam jogadas, e muitos dos enfeites no chão.

Mas o pior estava por vir, na minha cama Heloisa e Draco dormiam totalmente pelados. Não sei explicar, na hora o sangue ferveu. Cheguei perto da cama, e perto do ouvido dos dois.

–acordem!- urrei.

Meu primo saltou da cama, Heloisa se cobriu com a minha coberta.

–que dor de cabeça!- reclamou Draco.

–hãm?- falou com preguiça Heloisa.

–temos meia hora para organizar todo o colégio!

Heloisa e Draco se levantaram. Trocaram olhares confusos e envergonhados. Descemos as escadas em tempo recorde, e corremos ate o refeitório.

Imagine o caos, copos espalhados, lixo e garrafas por toda a parte, gente dormindo agarrada pelos cantos, e muita desordem. Pensou? Pode ter certeza àquilo era bem pior.

–o que vamos fazer?- perguntou Draco.

–não faço a mínima ideia, — disse- mas vamos começar acordando todos os sobreviventes.

–feitiço do despertador?- brincou Heloisa.

–não- falei- muito pior. Aurora.

Esquivei-me dos corpos caídos e das garrafas, ate chegar a uma das mesas principais. Subi com um pouco de dificuldade, e fiz o feitiço. Aurora servia para acordar quem continuava vivo depois das batalhas, emite um som terrivelmente alto nos ouvidos de quem está dormindo. É tiro e queda.

Na mesma hora os “vivos” acordaram, muitos com terríveis dores de cabeça, mas aparentemente bem. Instrui que daqui a meia hora o diretor chegaria, e que todos nos deveríamos limpar a bagunça da noite passada, ou teríamos sérios problemas quando Dumbledore descobrisse nossa festinha noturna.

Em menos de dez minutos, os mais de mil alunos do passado já aviam limpado toda a Hogwarts. Com passos cambaleantes quase todos voltaram para o seus dormitórios, pois para a nossa sorte hoje era sábado, e um dia sem aula.

–uau!- exclamou Draco.

–assustador. – concordei.

Ficamos alguns momentos em silencio, ate que Heloisa falou.

–vou buscar café, alguém quer?

Meu primo e eu levantamos as mãos. Uma solitária garrafa de Lilithe estava nas escadarias, recolhi com a certeza, que teria que perguntar a Heloisa oque avia acontecido. Ela voltou com três xicaras de cafés fumegantes.

–então, vocês lembram oque aconteceu noite passada?- perguntei inocentemente.

–você não lembra?- indagou Draco.

–nada.

– serio?- disse Heloisa enquanto tomava café, — foi muito divertido!

–eu fiz algum tipo de fiasco?

–não, — negaram os dois- você foi igualmente louca, só um pouquinho solta.

Fiquei ainda mais preocupada. Depois de solver a cafeína pensei oque aconteceu noite passada?

Doze horas antes...

–tem certeza que vai ficar tudo bem?- perguntou pela milésima vez o professor de transfiguração.

–sim, é claro- tranquilizei-o. — tudo zen.

–bem se é assim, até mais!

–até.

Corri a toda, para contar a novidade.

–festa!- gritei assim que vi Draco e Heloisa.

–oque?-perguntou Heloisa.

–consegui!- falei alegremente. — vou contar para Jesse, ela vai amar!

****

O refeitório estava pilhado de alunos, e a musica no volume máximo. Sonserinos dançavam com grifinorios, e vice versa.

– parece que todo o colégio esta aqui!- disse Heloisa.

Olhei todos dançando e bebendo.

–pois é.

–acha que ele vai aparecer?

–com certeza não, — falei com uma garrafa de cerveja amanteigada na mão. — Tom é muito certinho.

– pois é, parece que você-sabe-quem nasceu velho.

Depois de algumas doses de bebida, me senti mais corajosa. Nisso Jesse, e o Malfoy aparecem.

–ei, -gritei- Jesse!

Ela se aproximou.

–bela festa!

–valeu! Você sabe se o Tom vai vir?

–possivelmente não, o Riddle não gosta de festas. Ainda mais aquelas escondidas.

–pois eu digo que ele vai vir!- afrontou Abaxaquis. -aposta quanto?

–duzentos galões!- exclamou Draco.

–feito.

Não demorou mais do que duas rodadas de cervejas para que o dito cujo surgisse.

–Droga, perdi!

–pois é, vai ter que soar a camisa para conseguir o dinheiro da aposta. – brinquei.

–você não vai me dar?

–não, acho que terá que fazer serviços para a Heloisa.

– eu aceito, — zombou Heloisa, — vamos vadia, quero dançar!

Enquanto ela o puxava para a pista de dança, continue a brincar com meu copo, sem muita vontade de beber.

Tom sentou ao meu lado, ele usava calças pretas e uma camisa verde, era a primeira vez que o via sem o seu tão engomado uniforme. Assim parecia normal, como qualquer outro garoto deveria ser.

–oque fez com os professores?- disse ele.

–estão todos trancados no porão — falei seriamente.

Riddle revirou os olhos.

Continuamos naquele silencio confortável. Não poderia negar que a lembrança dele tirando a camisa ainda me adormentava, e agora próximos, vinha constantemente me assombrar.

Percebi que o seu olhar estava mirando algo, e segui a direção. No sofá ao lado um grupo de garotos erguiam os copos de lilithe, só aviam sobrado dois, que pelos meus cálculos estavam apenas no seu sexto copo.

–principiantes- sussurrei.

–se acha melhor?

–claro, a ultima vez em que competi fiquei em primeiro lugar.

–Quantos copos?- Tom quis saber.

–mais de vinte. — falei orgulhosa.

Riddle serviu dois copos com lilithe, e bebeu de uma só vez o primeiro. Eu peguei o outro e sem respirar mandei para dentro. Quando estávamos no decimo sexto, já aviamos virado uma atração turística. No vigésimo Tom desistiu, e eu virei mais esse, sob o som de muitos aplausos.

Senti-me tonta, e por instantes a sala girou. Quando recobrei a consciência, estava sendo carregada de volta para o dormitório dos monitores. Eu estava confortavelmente deitada no colo de Tom, o cheiro dele se misturava com o de lilithe, e os seus braços me envolviam. Estava estranhamente confortável, porem oque é bom dura pouco. Assim que entramos na sala, Riddle fez menção de me largar no sofá.

Institivamente agarrei seus braços, não podia ficar sem o seu toque. O puxei pela camisa, com tanta força, que o fez cair em cima de mim. Estávamos a alguns milímetros de nos beijar, podia senti sua respiração fazendo cocegas na minha bochecha. Mas ele não se aproximava me olhava com se pedisse passagem, eu tinha pressa. Não podia ficar mais sem saber que gosto teria seus beijos, como seria o resto do seu corpo. E de uma forma desajeitada encostei-me a seus lábios, como se tivesse despertado do transe ele me beijou. No inicio de forma tímida, casta, e depois brutal, quase selvagem.

Tom explorava a minha boca, e eu tentava tirar a sua camisa. Em certo momento subimos as escadas e entramos em seu quarto, e de uma forma mais leve que o possível, nos jogamos em sua cama. Ali recomeçamos a nos beijar, e a retirar peça por peça de roupa. Sem se preocupar com o amanha, ou com o fato de estar na cama de um futuro Voldemort.

..

Eu realmente tenho um grande problema, não podia acreditar no que avia feito noite passada. Uma coisa é encher a cara e acordar de ressaca, outra é ficar bêbada é dormir com o Tom Riddle.

Quando Heloisa e Draco voltaram para os seus dormitórios, fiquei aproveitando a brisa da manha e a minha querida dor de cabeça, que não queria ir embora. O café já estava frio quando Tom sentou ao meu lado.

–ressaca?- disse esperançosa que ele tivesse amnésia.

–um pouco, — respondeu.

Levantei-me e perguntei.

–quer café?

–na verdade sim.

Quando voltei com café novo na minha xicara e com outra para ele, falou.

–sabe. A noite passada...

–eu sei- interrompi- não foi nada, estávamos bêbados.

Riddle me olhou confuso, com se tivesse respondido algo muito errado.

–eu ia dizer que foi maravilhosa. — disse isso me deu um selinho, e saiu segurando a xicara.

Que ótimo, agora o mini- Voldy está possivelmente apaixonado por mim! Merlin deve estar se contorcendo de rir.

Notas finais
Lilithe é um nome de demônio, achamos conveniente esse nome para a bebida, uma especie de tequila do mal...