Missão

26 Tudo que precisa saber- parte dois.


Notas iniciais
Nota da autora Timore. Pois é, demorou muito porem ai está. Minhas sinceras desculpas, todavia Boa Leitura.

Aquilo que perdemos arranja sempre maneira de voltar para nós.

–Harry Potter e a Ordem da Fênix

Pov. Narradora.

Quando Tom Riddle percebeu, já estava na soleira da porta. Foi ali que percebeu que às vezes o destino rege a as nossas vidas.

O sonserino viu Isabel, o tio da lufa-lufa, Heloisa e Draco sumirem de uma vez só. Ficando de queixo caído sob os olhos atentos de Dumbledore.

– o que tem senhor Riddle?- perguntou o vice-diretor.

O rapaz demorou a voltar a piscar; depois de se recuperar apenas revestiu seu sorriso.

– nada senhor, — mentiu. – eu queria saber o que deve ser feito sobre o incidente do baile.

– ainda não decidimos nada, — o professor explicou- peça para todos os outros monitores se acalmarem.

–certo. Vou fazer isso. – se retira.

– Riddle? – Dumbledore o chama.

–sim.

– fique tranqüilo, ela não o odeia. – sorri.

– eu sei. – mas não posso dizer o contrario, pensa. – agora tenho que estudar para os testes finais. Com a sua licença.

Ao cruzar os arcos dos corredores, ele retira de um dos bolsos um aparelho e um par de fones. _______________()___________________-__________(())-----------------

Pov. Isabel.

Era estranho.

– acho que devia passar um tempo em casa, — minha tia sorriu, ela estava no meu quarto me penteando — vou mandar fazer seu prato favorito.

– sabe por que a minha janela não abre?- perguntei

–deve ser um problema com a tranca, -mentiu, — não está perdendo nada, lá fora só tem muita neve.

A janela do meu quarto estava trancada, assim como metade da mansão Malfoy. Vou ser realista, aquilo parecia cheirar a proteção do meu pai.

Eu estava ali enquanto ele ficava com toda a diversão. Bem típico dele.

Voltar para casa foi no mínimo estranho.

Tudo começou com a chegada. Alem de ter Snaper como diretor, Hogwarts está quase vazia; segundo ele a maioria dos alunos esta escondida, e a outra parte fugiu de Londres.

Heloisa e Draco decidiram contar aos seus pais sobre o noivado/ gravidez. Foi um pouco complicado fazer a senhora Shather largar o pescoço do meu primo, mas com muito jeito e a ajuda do professor Snaper a ajudamos a desistir de um homicídio. Agora estão todos, Heloisa seus pais e Draco em uma consulta no medibruxo. É uma pena que eu não fui tão esperta, agora estava presa com meus tios.

–acho que vamos ter que almoçar aqui, — Cisa se desculpa, — a sala de jantar está sendo utilizada.

Quando ela saiu corri para a janela. Demorou mais do que esperava, mas consegui retirar a magia.

Avia uma manta de neve lá fora, junto a ela um acampamento de comensais. Era intimador os ter tão próximo.

– o que está fazendo ai?- meu pai pergunta.

Levei um baita susto, ele se limitou a me dar o olhar desaprovador.

–nada de mais, — fecho a cortina, — apenas aproveitando a vista. O que está fazendo no meu quarto papai?

Hugo se senta no canto da cama.

– eu acho que devemos ter aquela conversa sobre garotos. – fala seriamente.

– Snaper te contou o que aconteceu. – o loiro confirmou. – merda.

– pensei que teria essa conversa com a tia Narcisa, não com o senhor. É realmente serio isso?

– tudo bem, se não quer conversar sobre sexo comigo. – coça a cabeça – mas preciso saber se, sabe se está grávida?

–para sua felicidade, não, eu não estou esperando um herdeiro de Voldemort. — continuo – fique tranqüilo, tinha aulas sobre isso em Hogwarts.

– me desculpe, sua mãe tinha a sua idade quando engravidou.

–eu sei.

–Não desça hoje. – manda — sob nem uma hipótese saia do quarto.

Ele levanta.

– não posso correr o risco que Voldemort te veja.

–tudo bem, — minto – prometo não me meter em confusão.

– eu também me apaixonei na sua idade, — meu pai sorri – não me arrependo disso. E sabe por quê?

– pois acabou ganhando a melhor filha do mundo?

– é, exatamente. — me dá um beijo na bochecha esquerda. – eu te amo.

–pai?- falo antes de ele sair, — por que trancou a janela do meu quarto e o restante da mansão?

–eu não fiz isso. – fica confuso

– pensei que fosse você bancado o pai coruja.

–não sei do que está falando. – nega.

Depois de ele sair fiquei pensado quem poderia ser. Mas pensar e não agir era contra a minha principal regra de sobrevivência. Sai pé ante pé do meu quarto.

– Living? – ouvi uma voz por trás de mim, quando me virei vi uma senhora idosa sorrindo. — está igualzinha.

–me desculpe nos conhecemos?

–claro que sim, — ela se aproximou, tinha os olhos familiares. – meu nome é Jesse August, eu posso estar um pouco velha mais ainda tenho uma ótima memória.

–Jesse? Você está tão, tão...

–velha?

–eu ia dizer diferente. — a abraço, — como senti saudades.

– eu também senti. – passou a mão pelo meu rosto. — mas tenho que te entregar uma coisa.

Ela me dá um embrulho ele estava lacrado, o cheiro de naftalina era bem forte.

–me desculpe, eu queria ter certeza que ficasse inteiro. Sabe já faz muito tempo que ele estava guardado.

– tudo bem, mas por que isso?

–abra e verá.

No interior havia muitos envelopes, todos de lugares diferentes. Lia-se: de Tom M Riddle para Isabel Black.

– Tom escreveu cartas para mim?

– todo esse tempo elas vieram parar no meu antigo endereço. Agora que vou me mudar pensei em trazer.

– por que as têm?

– Abaxaquis e eu não queríamos que ele te esquecesse, e Dumbledore nos aconselhou a dar o meu endereço. Elas nunca pararam de chegar.

–eu não acredito nisso, ele me trocou pelos comensais, ele é Voldemort!

– para mim ele continua sendo Tom Riddle, o antigo monitor mais terrível de Hogwarts; que se apaixonou pela lufa-lufa mais encrenqueira de todas. E para você quem ele é?

– o amor da minha vida!- confesso. – droga, preciso me apressar. Muito obrigada!- lhe dou um beijo na testa.

–venha me visitar quando puder!- ela grita assim que começo a correr.

Vou a toda a velocidade até o hall de estrada.

– Senhorita Black. — surge um comensal. — tenho ordens de não deixar que saia.

– e vai fazer o que? Me prender nas masmorras?- ironizo.

– se necessário- afirma.

– tudo bem, você é qual exercito?

Então surge mais de doze comensais, de onde eles vieram? Fala serio, que falta de sorte!

– esse serve?- o cara de pau pergunta.

–tudo bem- sorriu-, vão tomar uma surra.

Infelizmente eu não sou uma super heroína, e treze, bem treze são bastante.

Não podia ver mais nada, as paredes geladas das masmorras impediam que a luz passasse. Já não sabia dizer que horas eram, ou dia. Ouvia os outros prisioneiros sendo interrogados, machucados e depois nada, um silêncio mortal.

Então a porta foi aberta, fiquei cega nos primeiros instantes.

–Tom? – sussurrei.

Quando meus olhos se acostumaram pude ver que meu pai avia aberto.

–Pai? – gaguejei. – como consegui entrar aqui?

– calma, — me ajuda a levantar. – viemos te levar daqui.

Nisso saímos da cela, os corredores estavam vazios, todos já deveriam ter indo para a batalha final. Então vi Bellatriz.

Minha mãe fez algo que julgava ser impossível.

– meu amor, você está bem? – disse quando me abraçou.

– tudo bem, — Hugo disse, — foi ela que me ajudou.

– me solte, — pedi, — as minhas costas estão doendo.

– perdão querida, — preocupada passou as mãos pelo ferimento, não era muito grave o sangue já avia parado de escorrer. Estava toda suja e grudenta.

– Ele não está mais aqui? – perguntei.

– não, todos foram para hogwarts. – o loiro responde, — essa é à hora de irmos embora.

– seus amigos já foram para um lugar seguro, — minha mãe fala. – viemos para te buscar, é ótimo tem um quintal grande...

– eu não quero ir, — interrompo.

– você tem que ir! — Bellatriz manda.

– ela vai! — meu pai apóia.

– me desculpe, mas tenho que terminar o que comecei, — beijo os dois, e corro para fora — amo vocês!

Eu ainda tinha a pena; imaginei os portões do colégio e rezei a Merlin que fosse a tempo.

Eu corria pelo meio dos entulhos, corpos e feitiços, desviando uma hora de um e outra de outro. Então avistei a cena que se desenrolava. Tom e Harry estavam prestes a duelar, todos os outros esperavam pelo desfecho. Tive que empurrar boa parte dos imóveis da frente.

Coloco-me na frente, sob os olhares perplexos ficou ao lado de Tom.

– o que está fazendo aqui? – Voldemort pergunta.

– salvando a sua pele. E não deixando que você mate ele, — aponto para o menino que sobreviveu.

– peraí, -alguém grita – é aquela lufa-lufa que pregava peças. Isadora ou algo assim.

– e Isabel, — corrijo – antes do banho de sangue preciso falar com ele.- aponto para Voldemort.

– quer conversar com o meu arque inimigo durante a batalha final?

– isso ai cicatriz.

– com licença eu realmente não tenho mais saco. — Harry aponta a varinha em minha direção.

– fique tranqüilo, é sobre o amor verdadeiro e toda aquela baboseira que os grifinorios gostam, cinco minutos eu juro.

Potter concorda.

– eu tenho que te fazer uma pergunta, você ainda me ama?

– é claro que não. – Tom responde.

– então por que me mandou cartas durante todos esses anos? E por que- me aproximo- e por que ainda guarda o canivete que te dei a 40 anos?- tiro do bolso da sua capa.

Ele não me responde. Então eu me aproximo mais, e fico na ponta dos pés. Nossos lábios se encostam levemente ate que o beijo começa. Beijá-lo foi diferente, talvez por que agora eu tivesse certeza que o amava, ou por que uma multidão nos olhava de queijo caído.

– eu não entendi nada, — alguns diziam. — como assim?

– ela teve realmente a coragem de beijar o cara de cobra?- ouvi Potter murmurar.

– vão se ferrar, — voltei ao beijo.

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Um ano depois.

– nessas férias vocês têm um trabalho- ousou a sala reclamar, me viro e os olho. — se divirtam o maximo que conseguirem.

– estão dispensados. – noticio, — e Feliz Natal a todos.

Saiu da sala de poções, e caminho pelo corredor da nova Hogwarts, que é uma replica da antiga.

É claro que devo informar que apesar de estar muitíssimo apaixonada por Riddle, ele teve que fazer alguns sacrifícios pela nossa relação. Desistir de dominar o mundo mágico e ficar preso — mas muita calma, não pense que deixei que fosse enjaulado em Azkaban, não deixaria o homem da minha vida mofar naquele lugar,- ao sul da Inglaterra e sem dementadores.

Mas fiquem tranquilos, ele também ganhou algo que queria. Pois é sou Isabel Riddle, com inveja? Deveriam.

Sei que muitos me detestam, mas fazer o que? Eu encontrei tudo que queria.

– este ano vai passar o natal na nossa casa?- indaga Heloisa assim que chego.

Draco ela e os gêmeos- sim uma menina e um menino- viviam em uma casa quase ao lado da mansão Malfoy, meu primo insistiu em comprar sua própria casa.

–não sei, queria passar com Tom. Esse ano tenho uma surpresa.

– e não vai me contar? – Heloisa pergunta.

–não, vou. Você publicaria no jornal.

– só por que sou jornalista não quer dizer que publico a vida de todos.

– me desculpe, mas não vou contar.

–onde coloco isso?- Draco indaga.

Era um livro da Heloisa, sai antes dos dois começarem a discutir. Cada uma tinha um livro das conquistas amorosas, aquele era o dela. Eles estavam muito apaixonados, acho que certas pessoas são feitas para ficar juntas.

Entrei no corredor onde Tom ficava, tinha viajado mais de duas horas de trem porem ia valer a pena.

– feliz aniversario, — ele me beija – seu presente.

Era uma caixa de musica que ele havia feito. Riddle estava mais saudável, eu mesma administrava as doses da poções.

–muito obrigada, — mas esse ano seu presente vai ser antecipado.

Entrego-lhe uma caixa com um grande laço verde. Ele chacoalha e olha curioso.

Dentro tinha um par de sapados azuis.

–feliz aniversario papai!

Notas finais
Ai está nossa segunda parte, - de verdade foi muito difícil terminar, eu sempre soube o que escreveria no fim, contudo confesso que doeu muito as ultimas linhas- Isabel, Heloisa faziam parte de nós, - da Anna e eu- porem era justo dar um fim para as duas. Saibam nos consideramos grandes fãs das fanfics, em especial de Harry Potter, creio que é uma forma de nunca deixar a magia acabar. Obrigada a todos que nos deram forças para continuar, vocês são os melhores leitores.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!