Missão
2 Segundo capitulo. Voltando para casa, ou quase isso.
Notas iniciais
Pov. Isabel
Antes de a noite acabar já estávamos com as malas feitas.
O frio da madrugada entrava pelo casaco, e causava arrepios. Tentávamos sem sucesso esconder o rosto
Estávamos em cinco. Heloisa, Dumbledore, o professor Snaper, Draco e eu. A noite estava bem fria e todos se encontravam nos portões de Hogwarts.
– vamos usar que tipo de transporte?-perguntou Draco.
O Professor Snaper tirou do bolso uma caneta prateada.
– Uma chave de portal!-constatou Heloisa.
– Desejo boa viagem para todos- Disse o diretor- e especialmente a você senhorita.
– obrigada.
Despedimo-nos com um ultimo olhar cúmplice.
#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#$#
Viajar por chave de portal nunca foi meu forte, mas situações extremas pedem medidas extremas.
Assim que “aterrissamos” em segurança pode perceber, quanto tempo eu não voltava para casa no natal. A neve cobria quase todo o pátio, e a grama que antes era verde agora estava escondida ate o ultimo fiapo; os pavões albinos deveriam estar bem aquecidos em suas casinhas.
Andamos ate o hall de entrada, que estava enfeitado com um mini presépio, poderia parecer normal se não fosse pelos bonequinhos que na verdade eram animados, e as vacas e ovelhas se moviam que eram bichos encolhidos. No Salão de festas, um imenso pinheiro, que ostentava milhares de bolinhas coloridas. Não tão coloridas assim, o verde imperava em toda arvore.
Das escadarias surgi tia Narcisa, ela usava um vestido todo preto, o cabelo em um coque, e tentava sem sucesso colocar um brinco de diamantes.
–que bom que chegaram- disse.
– mãe, você já enfeitou a arvore sem nós?- perguntou Draco.
Ela revirou os olhos e bofou.
– ordens do seu pai, ele quer tudo perfeito para essa noite.
– oque tem de tão especial nessa noite?- questionou Heloisa.
Tia Narcisa e Severus trocaram olhares nervosos.
–tenho que ir ate a cozinha, os assados devem estar no ponto. — se desculpou- vocês podem subir ate os quarto. Heloisa minha querida você vai dormir junto com Isabel, tudo bem?
– tudo bem tia Cisa- respondeu Heloisa.
Mas ela já não estava mais lá. Draco subiu rapidamente pelas escadas.
–estranho, -disse- Acho que alguma coisa deve estar errada com ela.
– deve ser alguém bem importante, Tia Cisa nunca fica assim- falou Heloisa- Acho que pode ser uma celebridade.
Eu particularmente duvidava disso, mas afirmei com a cabeça.
–deve ser.
Heloisa subiu até o quarto, e fiquei sozinha com Severos na sala. Ele parecia absorvido em seus pensamentos, e aproveitei para observar a neve caindo.
–por que aceitou a missão?-perguntou.
–por quê? Bem eu queria viajar um pouco.
Ele sorriu com o meu comentário.
–já terminou a poção?
–quase, falta um ingrediente.
–qual?
–a caneta.
–vou providenciar isso.
Meu primeiro passo foi passar no quarto para pedir cobertura.
Quando cheguei lá, Heloisa tinha recém saído do banho, ainda enrolada numa toalha. Expliquei que tinha uma coisa para resolver com tio Lúcios, mas Cisa não poderia saber de nada. Ela concordou.
Primeira parte: Okay.
Segundo passo foi surrupiar as chaves do sótão.
Isso foi fácil, titia estava tão absorvida com o planejamento da grande noite, que pegar as chaves foi muito simples. Apenas disse que avia uma porta que não abria, e ela me deu de bandeja.
Segunda parte: Okay.
A terceira era mais complicada.
As escadas passavam pela porta do quarto dos meus tios, deveria ser rápida e silenciosa. A ida foi simples, mas ate achar a caneta demorou muito. E quando voltei meu tio estava na porta do quarto.
–o que você estava fazendo no sótão?- perguntou.
Beleza. Estou muito encrencada.
–estava procurando a tia Cisa.
Ele me olhou com desconfiança, igual quando Draco e eu éramos crianças, e fazíamos alguma arte.
–lá em cima?
– é, achei que como ela estava tão preocupada com a noite que poderia estar no sótão.
Lucio terminou de arrumar a camisa, e falou.
– e sobre isso que devemos conversar. — fez uma pausa- Essa noite uma pessoa muito importante vai cear conosco, è um homem por quem tenho admiração.
–o ministro da magia?
–não, muito mais importante do que o ministro da magia.
–pode deixar, não vou estragar a noite. Mas tenho que ir, o chuveiro me espera.
Terceira parte: Okay.
**********************************************************************************************************************
O salão principal estava muito bem enfeitado. Os laços dourados se espelhavam por toda parte, o som da musica de natal tocava, e cheiro dos assados se misturava com as risadas. Em fim tudo lembrava festa e comemoração.
Heloisa atraia muitos olhares, vestida de prata — um tomara que caia-, com os cabelos presos numa trança, e com o colar em forma de dragão, que avia ganhado ano passado dos pais. Eu vestia um verde colado ate perto do colo, com mangas finas, e brincos de safiras azuis- que segundo o vendedor combinavam com os meus olhos – os meus cabelos soltos e cacheados alcançavam ate perto das costas.
A noite prometia ser muito agradável. Todos bebiam e conversavam tranquilamente.
Foi quando as pesadas portas de mogno se abriram. Dela surgiu um grupo de pessoas, todas de preto. Procurei no mar de olhos alguém conhecido. Encontrei os de Severus, ele parecia ser vinte anos mais velho, e um ano sem dormir.
Todos se organizavam em fileiras, em torno de uma figura principal. Se eu tivesse que descrever, diria que me lembrava de cobra, uma cobra em decomposição.
O pior foi ver que em meio à multidão de preto uma mulher, de cabelos negros, e olhar arrogante. Aquela mulher era a minha mãe Bellatrix Black.
Ela tinha o cabelo bagunçado, e as vestes desalinhadas. Quando me viu, não demonstrou afeto, — afinal eu era sua filha bastarda, seu erro do passado – continuo seu caminho junto a aquele cortejo macabro.
Às vezes me pergunto com ela tão insensível, pode se apaixonar por um mestiço, biólogo marinho e vegetariano convicto. Talvez eu nunca saiba.
Voltei a minha atenção para a conversa com um dos garotos, mas logo enjoem do papo sobre pureza de sangue, e exterminação dos trouxas.
Quando a tia Cisa chamou a todos para a ceia de natal, aproveitei para chamar em um canto reservado Severus. Mostrei para ele a caneta.
–ótimo – disse.
–você esta com a poção?
Ele retirou de um dos bolsos um vidrinho de cor branca.
– perfeito.
Chegamos um pouco mais atrasados na mesa, só avia dois lugares desocupados um perto do cara de cobra e outro perto de Rodolfo- meu querido padrasto -. Eu estava indecisa, qual tortura seria menos torturante?
Severus caminhou ate o lugar perto do Cara de Cobra. Suspirei aliviada, o resto da noite foi terrivelmente incomodativa. Todos só falavam sobre guerra e o menino-que-sobreviveu.
Quando chegou a meia noite Tia Narcisa puxou os parabéns para você. E surgiu um imenso bolo cor de rosa, com dezesseis velas coloridas. Soprei-as desejando que a minha missão seja bem sucedida.
Logo após todos foram para o salão de festas. Dançar e comemorar a noite.
–você viu a Heloisa?-perguntou Tia Cisa.
–Deve estar por ai, -respondi- tem tanta gente que fica impossível encontrar ela.
– e seu primo Draco?
–se ele também sumiu, já sabemos onde Heloisa se meteu.
Ela apenas negou com a cabeça.
–Venha tem pessoas que quero te apresentar.
Eu bem que tentei me esquivar, mas ela me puxou “delicadamente” pelo salão de baile.
Uma coisa interessante sobre os sangues puros, é que de um jeito ou de outro, sempre são parentes. Na festa avia um emaranhado de pessoas, mas se você ligasse com cuidados os pontos, iria achar algo em comum entre elas. E ali avia muitos que reconheci sendo primos ou apenas tios por parte de avó.
Foi quando chegamos perto de Bellatrix, Cisa inventou uma desculpa qualquer para nos deixar sozinhas. E o silencio se instalou. Porem por incrível que pareça foi ela quem falou primeiro.
– soube que estuda em Hogwarts.
–a sim. — me limitei a responder.
– eu me lembro de quando estudava lá. -seus olhos pareciam que se iluminavam- foi a melhor época da minha vida.
– realmente Hogwarts é muito agradável. Mas prefiro no inverno.
–quando todas as lareiras estão acesas?-perguntou
–quando todas as lareiras estão acesas, — confirmei.
Passamos a noite trocando confidencias, e pequenas amenidades.
– Em que casa estuda?
– na sonserina – menti.
Ela sorriu orgulhosa, e o meu coração se desfez. Mentir para a própria mãe pode parecer burrice, mas quando se espera muito tempo para conhecê-la, você sempre quer agrada-la.
–sonserina?-perguntou um garoto que reconheci como sendo Vitor alguma-coisa. – Ela esta mentido!
– olha como fala! Posso arrancar a sua língua, — gritou Bellatrix- é claro que a minha filha é da sonserina. Ela tem meu sangue!
– Ela não é da sonserina!
–Cala boca Vitor- disse Draco. Onde ele surgiu não sei, mas fiquei muito feliz dele me defender.
Bellatrix parecia pronta para matar o garoto, tia Cisa acalmava os ânimos da irmã; e o tio Lucio estava prestes a ter um infarto. Foi então que terminei com a confusão.
– Eu não estudo na sonserina.
Todos ficaram em silencio, como para ouvir melhor.
–não estuda?- perguntou exaltada- como não estuda na casa dos grandes?
– eu iria de contar mãe.
Ele puxou o ar, e se livrou dos braços da tia Cisa.
– e em que casa estuda? Se for à grifinoria eu te mato!- com um brilho dos olhos assassinos. -me diga que não caiu na mesma casa do seu tio imundo.
–não, eu não sou da grifinoria.
–que bom — disse.
– eu estou na lufa-lufa.
Sempre imaginei esse momento, desde que passei pelo chapéu seletor. Mas nunca que seria assim.
E diferente das expectativas, não houve maldições. E sim uma única e dolorosa palavra.
– Bastarda!
%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%
Pov. Heloisa.
Assim que Draco e eu voltamos para o salão principal, o circo já estava armado.
Vitor Lonbyther avia causado tudo o estrago.
–sonserina?-perguntou Vitor- Ela esta mentido!
– olha como fala! Posso arrancar a sua língua, — gritou Bellatrix- é claro que a minha filha é da sonserina. Ela tem meu sangue!
– Ela não é da sonserina!
–Cala boca Vitor!- Gritou Draco.
Mas a confusão começou. E por fim quando tudo não podia ficar pior, adivinhe? Ficou bem ruim.
Isabel contou que era da lufa-lufa. Ou seja, tudo por água a baixo. Mas eu não iria perder a chance de me vingar daquele sonserino nojento; quando ele virou as costas, eu o azarei, e orelhas de porco surgiram na cabeça dele.
–você não pode fazer esse tipo de coisa, -falou Draco- falta um rabo e focinho para combinar com as orelhas.
Nisso surgiram o rabo todo torcidinho e o nariz de tomada.
–agora ele é um porco por inteiro- falei.
–bom trabalho Srta. Shather.
–o mesmo Sr. Malfoy.
Subimos sem demora as escadas ate o quarto de Isabel. Chegando lá as portas estavam fechadas.
–o que deve estar acontecendo?-perguntou Draco.
No mesmo instante peguei um par das orelhas supersensíveis da loja dos gêmeos. As coloquei no trinco para ouvir melhor.
–acho que ela não esta sozinha. –disse
–serio?- perguntou, — e com será que ela esta?
Cheguei o mais perto que pude da porta, mas nada, nem um barulhinho.
– e então que é?
–não sei, não consigo ouvir nada.
Nisso – quando estamos totalmente inclinados sobre a porta, — ela abre de uma vez só, derrubando em cima de mim Draco. E como ele é pesado!
Da porta recém-aberta surgi o professor Snaper, com cara zangada, por trás dele vejo os olhos de Isabel.
–oque vocês estavam fazendo?-perguntou o mestre de poções.
– Hum... Boa pergunta-disse, tentado de livrar do peso em minhas costas, — eu estava passando pelo corredor, ate que, pensei se Isabel precisava de uma força- derrubei Draco das minhas costas, e fiquei de pé. – então aqui estou.
– e você?- apontou para Draco ate então caído.
–eu? Bem eu ia ajudar ela a abrir a porta. -disse se levantando.
O professor ergueu uma das sobrancelhas.
– E porque o senhor estava aqui?- perguntei.
Ele pareceu surpreso com a pergunta.
– estava administrando uma poção para dormir.
– Mas Isabel sempre dormiu como uma pedra. — constatou o Malfoy.
Eu olhei pelo quarto, ate encontrar uma caneta prata em cima da mesinha.
–Aquilo não é uma chave de portal?-perguntei, e me aproximei mais da mesinha, — é realmente uma chave de portal.
–não chegue perto!-falou Isabel.
–nossa é realmente uma chave- constatou Draco- é pelo jeito bem antigo.
Quando peguei na caneta ela rachou, e a tinta escorreu pelos meus dedos. Isabel gritou algo cujo significado nunca soube, e a tinta espirou para todos os lados- se é que se pode chamar de tinta uma substancia pegajosa e azul, com aroma forte. — Logo senti um puxão no estomago, e o chão rodou sob os meus pés.
Fale com o autor