Mission 101
2 II
Notas iniciais
Uma semana, oito horas e 27 minutos depois, Rose olhava para a parede de seu quarto, frustrada. Naquele momento seria capaz de redecorar todo o quarto se isso significasse que sua mente mudaria o rumo dos pensamentos por pelo menos alguns minutos. O problema era que ela tinha certeza que não pararia de pensar em Scorpius, não importava o que fizesse.
E as fotos que praticamente formavam uma linha cronológica dos 10 aos 18 anos dos dois coladas na parede não ajudavam em nada.
O namoro falso deles terminara após aquele almoço quase catastrófico e, agora, Rose revivia a cena diariamente, tentando encontrar alguma fagulha de sentimento romântico do melhor amigo por ela. Não encontrara, é claro, Scorpius sempre a tratara e sempre a trataria como sua melhor amiga e só. Assim como fez quando “terminaram”.
— Eu ainda não entendi essa mudança de opinião tão rápida do meu pai. – Rose jogou-se no sofá ao lado de Scorpius, colocando as pernas sobre o colo dele. – No início eu tinha certeza que ele me deixaria de castigo, mas no fim ele só sorriu e disse que nós tínhamos aprendido a lição mais importante.
— Se você está tão abalada por não ter um castigo eu posso transferir para você o que meu pai com certeza vai me dar. – Scorpius fez uma careta.
— Seu pai não vai te deixar de castigo, Scorpius, não seja dramático. Você não percebeu como no fim ele estava segurando o riso?
— É, acho que sim. Nosso namoro falso serviu para entreter nossas famílias por um fim de semana, pelo menos. Agora que o Sr. Weasley deixará o Hugo sair…
— Não precisamos mais fingir!
A exclamação de Rose saiu mais alto do que planejava, talvez pela garota não querer que o melhor amigo terminasse com ela, nem mesmo “de mentira”. Para evitar que o momento se tornasse constrangedor, a ruiva abraçou o melhor amigo, escondendo seu rosto no peito dele.
— Nada entre a gente mudou, Scorp. Ainda somos melhores amigos como antes.
— É claro que sim, Rosie.
Se ela não estivesse tão preocupada em esconder o próprio rosto, teria visto a decepção no rosto de Scorpius clara como água. Mas não, a única coisa que Rose notou foi alguém ansioso para se livrar de uma teia de mentiras.
Agora percebia que seu pai enxergou naquele namoro falso alguns sentimentos verdadeiros, principalmente por parte de Rose. Nos últimos sete dias ela já havia negado isso para si mesma, no entanto, não via sentido em fazer isso agora. Tinha aceitado que seus sentimentos por Scorpius haviam mudado durante aquelas semanas que ficaram mais próximos do que costumavam. Não fazia sentido dizer que não sentia falta – até mesmo saudade— de passar alguns momentos com ele, os quais seriam íntimos demais para melhores amigos. Sentia falta de segurar a mão dele na rua, de abraçá-lo enquanto assistiam algum filme na casa de algum deles com a justificativa de que não faria sentido namorados ficarem a meio metro de distância em um sofá pequeno. Também sentia falta das mãos de Scorpius em sua cintura – que, ela nunca havia percebido antes, eram grandes e muito firmes quando estavam sobre ela, de ter mais tempo só para os dois e, por Deus, que ninguém a ouvisse falando isso, mas sentia falta até mesmo de como a família e os amigos os importunaram, felizes, ao descobrirem que estavam juntos.
E, principalmente, sentia falta do único beijo que haviam trocado. Sentia tanta falta dos lábios de Scorpius que pensava ser possível derreter. Precisava admitir: sentia falta de serem um casal. Parecia impossível que um único beijo a tivesse afetado tanto na época, porém ela achava que entendia aquilo agora: estava irremediavelmente apaixonada por Scorpius Malfoy, seu melhor amigo, talvez a mais tempo do que poderia imaginar.
Quando começaram com todo o namoro falso, Albus foi o único a saber (Rose agora se arrependia disso) e nunca tinha entendido o que o primo quis dizer quando olhara bem no fundo dos olhos de Scorpius e dissera:
— Tem certeza disso?
Ele deveria ter feito isso com ela! Era ela quem estava apaixonada pelo melhor amigo da vida toda! Como tinha sido capaz disso? Scorpius, que estava ao seu lado desde antes de irem para a mesma escola, que sempre comprava para ela qualquer coisa que visse sobre a Black Widow só porque sabia que era sua heroína favorita e não se incomodava nem um pouco em ficar trancado em casa fazendo maratona dos filmes da Marvel – ou de leitura, pois ambos sempre preferiram os quadrinhos.
Scorpius não gostava dela, Rose sabia disso. Ele era inteligente demais para isso, jamais se arriscaria a colocar uma amizade tão boa quanto a deles em jogo, porque eles tinham sim uma amizade boa. Incrível, na verdade! Eles se entendiam como ninguém mesmo sendo tão diferentes. Scorpius era tímido e ansioso enquanto Rose sempre chamou atenção para si e para suas confusões. Ela nunca pensou muito, enquanto Scorpius sempre pensava demais e calculava todas as coisas que poderiam dar errado. Eles se completavam até mesmo no que queriam fazer na faculdade. Rose queria escrever – gostava de criar e inventar, sempre fora assim. E Scorpius faria artes, pois desenhar todas as ideias geniais de Rose foi o que sempre gostou de fazer.
Iriam publicar a própria história em quadrinhos um dia, era o que haviam combinado.
Rose suspirou, jogando-se na própria cama enquanto seu cabelo caía pelo rosto. Os últimos dias haviam sido difíceis, ela nunca se sentira daquela forma. Já havia gostado de garotos antes, não era totalmente inexperiente. Como diabos precisou viver três meses como namorada de Scorpius – e beijá-lo – para perceber que a pessoa que gostava de verdade sempre estivera ao seu lado? Era assim tão burra?
Não. Ela fechou os olhos com força, pedindo desculpas a si mesma. Rose Weasley não era burra! Talvez... desligada. Sim, desligada era a palavra. Ter consciência sobre os sentimentos por Scorpius a fazia pensar desde quando eles existiam realmente dentro de si. Será que fora por isso que nunca gostara muito de nenhuma das garotas que Scorpius havia ficado? Ele nunca teve nada sério com ninguém, Rose nunca entendeu o porquê. Scorpius podia ser um pouco calado e meio nerd, mas era divertido e gentil, as garotas geralmente gostavam dele e da calma que ele passava. E depois de beijá-lo, Rose não conseguia imaginar nenhum defeito no amigo.
Ao contrário dele, que provavelmente tinha uma lista de motivos dos quais Rose seria uma namorada complicada. Ora, ela já sabia que era uma amiga complicada. Ninguém em sã consciência proporia um namoro falso.
Se bem que ninguém em sã consciência aceitaria um namoro falso, não é? Scorpius também não era lá essas coisas.
Rose ficou de pé, decidindo fazer algo com o seu dia. Estava há uma semana presa em casa, mas sentia como se fosse muito mais. Sem contar que estava evitando Scorpius há vários dias também.
Não podia recusar os pedidos dele para se encontrarem. Pensando nisso, tirou o celular do bolso e resolveu enviar uma mensagem para ele, que respondeu na mesma hora. Como sempre.
Você
[4:15pm]: tá fazendo o que hoje?
Scarzinho ♥
[4:16pm]: Olha só quem resolveu deixar o fundo do poço hoje
[4:16pm]: como vc sabe que eu to no fundo do poço, garoto?
[4:18pm]: Seu irmão me mandou mensagem hoje dizendo que você só sai do quarto para comer e reclamar
[4:18pm]: Tá de tpm?
[4:19pm] não te interessa?
[4:19pm]: Foi só uma pergunta, você é muito rude, Rosie
[4:20pm]: vc não disse o que vai fazer hj. vamos no geek alley
[4:21pm]: Não posso, minha tia chegou do Canadá hoje, minha mãe quer todo mundo junto
[4:22pm]: O marido dela é chato pra caralhooooo
[4:22pm]: kkkkkk
[4:22pm]: a gente se vê amanhã então?
[4:23pm]: Avisa pra sua mãe que vou almoçar aí
[4:23pm]: folgado
Antes que pudesse evitar, Rose ergueu os olhos para o espelho a sua frente, percebendo o sorriso que tinha no rosto apenas por trocar algumas mensagens com Scorpius. Meu Deus, ela estava tão rendida por ele, não estava?
Jogou-se na cama novamente e passou um bom tempo vendo vídeos idiotas naquele aplicativo mais idiota ainda, mas que possuía o poder de distrair até a pessoa mais centrada do mundo.
Não que essa pessoa fosse Rose.
Já estava quase na hora do jantar quando ela decidiu que iria até o Geek Alley. Era sempre Scorpius quem comprava HQs para ela, nunca precisava de uma ocasião especial, ele apenas queria. Talvez essa fosse uma das vantagens de ter um pai podre de rico. E de ser melhor amiga do filho de um homem podre de rico. De qualquer forma, Rose tinha uma parede lotada delas e quase todas havia ganhado. Lembrava-se de Scorpius falando sobre uma edição do Winter Soldier que ele ainda não teve tempo de procurar, então, com isso em mente, Rose colocou seu casaco e desceu às pressas, ignorando o irmão mais novo e avisando ao pai que voltaria logo.
Geek Alley sempre havia sido um local especial para Rose. Foi lá que conheceu Scorpius e foi lá que sua paixão por histórias em quadrinhos começou. Bem, talvez não essa última parte. Ela costumava roubar as revistas de Teddy com muita frequência. Ela e Scorpius eram fregueses assíduos e o dono, o sr. Ollivander, gostava muito deles. Sempre avisava com antecedência quando algo bom iria chegar, como um quadrinho ou objeto colecionável raro e limitado. Às vezes custava um pouco mais caro, é verdade. Talvez a internet fosse um lugar melhor para comprar esse tipo de coisa, porém havia algo naquele lugar que Scorpius e Rose simplesmente não conseguiam ignorar. Era especial para eles e por isso o cultivavam.
No caminho, Rose pensou que poderia dar o presente de Scorpius amanhã e talvez ela pudesse ser um pouco mais legal também. Quer dizer, ela era legal, era mesmo, mas podia maneirar nas piadas e tentar ser mais como... como Victoire, quando estava apaixonada por Teddy. Sim. Victoire. Talvez devesse falar com a prima. Afinal, quem melhor para falar sobre se apaixonar pelo melhor amigo do Victoire Weasley e Teddy Lupin?
A ruiva já tinha um sorriso no rosto. Scorpius podia não gostar, mas podia vir a gostar. Ou podia gostar e não saber, exatamente como ela há poucos dias. O beijo deles havia sido bom, não é? Talvez... talvez...
As palavras foram sumindo da mente de Rose conforme ela se aproximava da loja. Pela grande vidraça que tinha alguns livros e quadrinhos para as pessoas de fora verem, Rose viu em exposição muito mais do que queria.
Scorpius estava lá, mesmo depois de ter falado que não poderia sair de casa, e com uma garota que Rose nunca havia visto na vida. Ele estava encostado em uma das estantes da sessão de livros, bem à vista de todos e ao seu lado, falando animadamente sobre algum livro idiota que segurava, havia uma garota quase tão alta quanto ele com longos cabelos loiros dourados. Ela era linda e Scorpius ria do que ela falava.
Rose quis desaparecer da face da terra na mesma hora. Estava planejando fazer algo legal para ele e Scorpius estava com outra? Não, pior, ele havia mentido para ela? Desde quando eles faziam isso? Rose nunca teve um encontro sequer que Scorpius não soubesse e pensava ser assim para ele também. Estava enganada, obviamente. Talvez o namoro falso tivesse, sim, estragado algo para eles. Talvez ele tivesse percebido os sentimentos de Rose e não fosse tão lerdo quanto a maioria das pessoas pensava.
Não importava. Rose se virou e quase correu de volta para casa.
Scorpius não gostava dela. Era duro e difícil, porém era a verdade. Pelo menos ela não havia se declarado para ele. Seria muito pior se tivesse chegado a esse ponto.
Rose não era muito de chorar, mas estaria mentindo se dissesse que as lágrimas não estavam prontas para cair a qualquer minuto. Contudo, ela não queria chorar. Não queria mesmo. Chorar seria como um atestado de comprovação da burrice que fora essa missão. Se não tivesse fingido namorar Scorpius, não teria o beijado, não teriam ficado grudados e agido como um casal por três meses, então não estaria sentindo nada disso. Se ela ao menos pudesse voltar no tempo...
Já estava quase nas escadas quando Hugo praticamente gritou do sofá da sala.
— Rose! Quer assistir um filme comigo?
A ruiva olhou para a escada a sua frente que daria direto no seu quarto e olhou para a entrada da sala. Não era a melhor companhia do mundo naquele momento, mas se ficasse sozinha poderia chorar.
Escolheu a coisa mais saudável, é claro.
Fingir que nada estava acontecendo.
Sentou-se ao lado de Hugo, que logo ofereceu o balde de pipocas que comia. Rose negou.
— Que filme é esse?
— Qual é o seu número? – Respondeu ele.
— Chris Evans está bonito nesse. – Comentou ela, colocando os pés no sofá e se encostando no cantinho.
— Gosto dessas comédias românticas. – Ele se virou para a irmã. – Não diga ao Louis.
Ela sorriu, revirando os olhos.
— Que masculinidade frágil.
— Não é masculinidade frágil, mas eu não gosto a ponto de ver três seguidas e isso é o que ele gosta de fazer.
— Ele é seu melhor amigo.
— Não o tempo todo. – A garota riu fraco. – Rosie?
— Uhm?
— Obrigado pelo que você fez.
Ela virou o rosto em direção ao irmão, que já a olhava.
— Não agradeci antes.
— Vocês nem ficaram juntos por muito tempo.
— Verdade. Mas agora eu sei que não daria certo. Saber é muito melhor do que ficar imaginando coisas.
Rose se aprumou.
— Você não ficou magoado?
Hugo riu alto e olhou para a irmã como se ela fosse idiota.
— Ela me traiu, Rosie, é claro que eu fiquei magoado! – Ele deu de ombros.
— Então você não voltaria atrás?
O garoto ruivo pensou por um tempo, jogando algumas pipocas no chão para que, Peter, o gato, comesse.
— Não. Eu sei que não daria certo porque nós tentamos. Se eu não tivesse tentado, passaria o resto da vida pensando como seria ficar com Anne. – As palavras do mais novo continuavam rodando na cabeça de Rose, mas já parecia ter passado para ele, que soltou uma risada com o filme e balançou a cabeça. – Eu amo esses filmes onde eles eram amigos antes. Deve ser incrível namorar o seu melhor amigo.
Rose soltou um pouco de ar pela boca com desprezo.
— Duvido que seja isso tudo. E deve ser muito mais difícil também.
— Acho que não. Existem mais sucessos do que falhas. Teddy e Victoire, mamãe e papai, tio George e tia Angelina, vovó e vovô...
— Ok, Hugo, já entendi o seu ponto, mas não é sempre que isso acontece, não é? E imagine só, você tem a melhor amizade do mundo, se apaixona e a outra pessoa não gosta de você? Isso acabaria com a amizade de vocês. Eu não gostaria de perder um amigo por isso.
Hugo pareceu avaliar o que a irmã disse apenas por um minuto antes de falar novamente.
— Mas como você vai saber se não tentar? Você pode falar e a pessoa gostar de você também, ou vocês podem simplesmente resolver tentar e dar certo, podem até mesmo tentar, não dar certo e ter a maturidade para só terminar e manter a amizade. Não acho que amizade precisa de romance, mas romance definitivamente precisa de amizade.
Rose estava embasbacada com a fala do irmão. De repente, ela soube que, mesmo se pudesse voltar no tempo, não voltaria. Não por causa de Scorpius – o assunto era sensível. Mas por Hugo.
Rose realmente amava muito seu irmão mais novo e mentiria por ele quantas vezes fossem necessárias. Em especial para quebrar regras idiotas.
O mais novo pausou o filme.
— Você gosta dele?
Rose franziu o cenho, surpresa e confusa pela pergunta repentina do irmão. Definitivamente não estava preparada para dizer aquilo em voz alta.
— Papai diz que gosta. Quando vocês foram embora, eu perguntei se ele estava muito bravo e ele disse que não. Eu não entendi, porque ele parecia muito bravo antes e então ele disse que o motivo de ninguém ter percebido que vocês estavam mentindo foi porque pareciam reais demais e logo veriam isso também. – A boca de Rose se abriu e naquele momento não conseguiu evitar sentir os olhos arderem. – Acho que concordo com ele.
— Não. – Ela desviou o olhar, mexendo a mão impaciente como se dispensasse a fala do irmão. – Scorpius está saindo com uma menina.
— Quem?
— Eu não sei.
— Mas ele te conta tudo. – Retrucou Hugo.
— Não tudo pelo visto.
Eles ficaram em silêncio por um momento e Hugo tocou o ombro de Rose, fazendo com que seus olhos voltassem a fitá-lo.
— Posso te dar um conselho?
— Vá em frente, você está todo evoluído aí.
O garoto riu.
— Fala com ele. Se ele não gostar de você, vai dizer. Se estiver mesmo saindo com alguém importante, o que eu acho difícil, também vai te dizer. Scorpius é sincero, legal e o seu melhor amigo. Fala com ele, Rosie, é melhor saber do que viver para sempre na incerteza.
Algumas horas depois, Rose subiu para o seu quarto. Tudo que Hugo falara ainda ressoava em seus ouvidos. Ainda estava confusa com seus sentimentos e definitivamente chateada por ter visto Scorpius com outra pessoa quando ele disse que estaria ocupado demais para ela. Porém, também estava frustrada e sufocada com aquelas sensações e, para o desgosto de Rose que tinha dificuldades em admitir tanto que Hugo estava crescendo quanto que seu pai estava certo, precisava colocar para fora. Precisava dizer o que estava acontecendo dentro de sua mente e de seu coração.
E Scorpius iria ouvir. Mesmo que não gostasse dela de volta, mesmo que achasse que ela estava louca, Rose sabia que ele ouviria e entenderia e jamais se afastaria dela. Eles eram melhores amigos antes de qualquer outra coisa e Scorpius era Scorpius e isso queria dizer muita coisa. Dentre elas, que ele amava Rose. Podia não ser romanticamente, mas amava e não a magoaria de propósito, disso ela tinha certeza.
Falaria com ele assim que o visse amanhã.
Esse último pensamento durou um total de 15 minutos. Depois de 15 minutos, Rose percebeu que jamais conseguiria esperar até a hora do almoço do dia seguinte. Então, sem pensar muito sobre isso (como de costume, diria Scorpius), Rose olhou para o relógio que marcava meia-noite e vinte, colocou seus tênis e um casaco mais grosso e saiu do quarto, devagar e silenciosamente, deixando a casa pela porta dos fundos. Esperava que seus pais não acordassem, mas enviou uma mensagem para Hugo, que ela sabia que dormia tarde. Ele a cobriria se algo acontecesse.
Rose nunca teve muita paciência e, naquele momento, precisava falar com Scorpius tanto quanto precisava respirar.
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