Miss Simpatia

15 Casamento Parte 2


Notas iniciais
Estou aqui postando novamente e gostaria de agradecer a CarolinaSilvaRamalho pelo like. Boa leitura!!!

POV. Daphne

Após a cerimônia, havíamos todos ido para outro salão, onde aconteceria a festa. Sally e Ian dançavam alegremente no centro da pista de dança. Eu estava meio que em transe, ali observando os dois, até Patrick sentar-se ao meu lado. Estávamos sozinhos em uma mesa no canto do salão.

– Aqui, para você, gata. – diz Patrick, e posso ver pela sua voz, que já está um pouco embriagado. Ele colocou em minha frente um copinho de vodka.

– Não quero beber. – digo, voltando a apreciar a dança dos noivos. Ele puxa meu braço, me machucando dessa vez.

– Vem cá, por que você dificulta tudo, hein? To tentando ser um cavalheiro. – diz ele com tanta raiva, que bate com o copinho na mesa, quase quebrando-o e jorrando todo o líquido para fora.

– Sério? Porque eu acho que você está tentando ser um cavalo, de tão bruto que você é. – digo, tentando puxar meu braço de volta. – Me solta!

– Algum problema aqui? – pergunta o segurança do hotel.

– Sim. Este homem está me irritando e não me solta. – digo dando um puxão em braço e conseguindo me soltar de suas mãos.

– Sinto em lhe informar, senhor, mas terei de retirá-lo.

– O que? – perguntou ele confuso. – Vocês não podem!

– Me acompanhe. – diz o segurança e o puxa bruscamente pelo braço, até salão a fora.

Suspiro. Ai que estresse, que esse homem me dá. Qual o problema dele? Tem que se tratar. Eu hein! Onde já se viu tratar uma mulher desta forma. Estou com tanta raiva que nem noto alguém sentando ao meu lado. Tomo um susto quando sou tocada no braço.

– Acalme-se. Sou eu. – diz Josh, e em vez e agarrar meu braço, ele o acaricia. Isto me passa tranquilidade. – Mandei o segurança vir aqui, porque se eu mesmo viesse acabaria arranjando uma confusão bem no meio do casamento. E eu não quero que os meus amigos passem por isso.

– Entendi. – Engulo o seco e digo olhando em seus olhos. – Muito obrigada.

– Não precisa agradecer. Eu te disse que ia estar de olho. Eu sei como ele é. – diz Josh. Ele interrompe o carinho e se recosta sobre sua cadeira, com os braços cruzados.

– Ele é louco. – digo.

– Surtado, talvez. – diz Josh e rio um pouco.

Torno a olhar para a pista de dança, mas agora outro casal chamava minha atenção. Eliza e Brian. Estavam se divertindo mais do que nunca. Eliza finalmente estava interagindo com um homem, sem estar flertando. Uma coisa bem rara.

– E então... meu amigo...sua amiga....? – diz Josh.

– Acha que vai rolar algo? – pergunto.

– Talvez, mas não hoje. Se Brian estiver mesmo interessado, não irá querer fazer nada hoje.

– Acho que Eliza também não. – digo e volto a fita-los. Eliza ria das danças bobas de Brian, mas fazia o mesmo.

– Quer dançar? – diz Josh.

– O quê? – pergunto novamente, não entendendo o que ele queria dizer.

– Você. Você quer dançar comigo? — pergunta Josh, e aponta em direção a pista.

– E onde estar sua parceira? – pergunto. Ciúmes? Que isso!

– Quem? – pergunta ele, confuso.

– Melanie Green. – digo.

– Dei um fora nela faz tempo. Tive que dar hoje de novo. Acho que agora ela se tocou. Saiu daqui com tanta raiva. – explica ele. – Vai querer dançar comigo, Daphne? – pergunta ele, novamente. Êxito um pouco, mas logo aceito.

– Sim. – digo e levanto-me.

Sally havia escolhido só músicas do início de 2000 e algumas do fim dos anos 90. No momento em que chegamos a pista, tocava uma música dos Backstreet Boys, Everybody.

– Uh. – grito e danço.

– Que sorte, hein! – diz Josh, sorrindo para mim.

– Sim. – digo, animada, curtindo a música.

–-------------------------------------------------X------------------------------------------------------

POV. Josh

Esta festa de casamento estava sendo como um retrocesso a minha adolescência. Só música das antigas. Daphne estava super animada dançando todas as músicas. Eu seguia seu ritmo. Fazia algumas palhaçadas apenas para vê-la rir. Eu não podia negar que eu estava me divertindo mais do que em meu baile do colégio.

Em certo momento, começou-se a tocar músicas mais lentas para os casais dançarem mais. Daphne começou a diminuir o ritmo, ela não sabia muito bem como dançar sozinha aquela melodia. Afrouxei minha gravata e olhei para o lado. Todos estavam dançando colados ao som Alicia Keys, até mesmo Brian e Eliza, que estavam no maior clima.

Puxei Daphne pela cintura para perto de mim. Olhei em seus olhos e começamos a dançar, lentamente. Ela apoiou sua cabeça em meu peito. Mais músicas românticas procederam aquela. Minha parceira de dança levantou a cabeça e ficou olhando intensamente para mim, como se tentasse entender algo.

Talvez o que ela estava tentando entender, eu já tinha o completo conhecimento, por já ter entendido há alguns dias. Segurei a mão de Daphne e a levei para fora do salão, enquanto tocava Bleeding Love.

– O que houve? – perguntou ela, confusa, ao chegarmos ao corredor.

Segurei seu queixo e beijei-a. Ela não impediu, não mostrou qualquer tipo resistência. Pelo contrário, também se entregou. Uma coisa que posso dizer sobre mim é que nunca tive medo de tentar. Beijo calmo, sem desespero. Esse era o tipo de beijo que eu queria novamente.

Passamos um tempo lá, apenas nos beijos. Paramos quando ouvimos o anúncio de que a noiva jogaria seu buquê. Ela olhou para mim sorrindo, quando cessamos o beijo.

– Eu acho que eu vou lá. – disse ela, olhando para os próprios pés.

– Vai. – digo, sorrindo, e ela entra no salão.

Entro em seguida e pego uma bebida com o garçom. Todas as mulheres se reuniram no centro do salão. Brian se aproximou de mim com uma bebida também.

– E aí, garanhão? Eu vi, hein! Tu saindo de fininho com a Daphne. – diz ele e sorrio.

– Eu vi também você com a Eliza. – digo e ele fica sem graça. – O que ta rolando?

– Sei lá, cara. Só sei que me encantei. To parecendo em você. – diz ele e rio.

– É isso o que essas garotas fazem conosco. Faz parte. – digo.

– Quer dizer que é serio entre você e a Daphne? – pergunta Brian.

– Não gosto de dizer isso. Bom, nem eu mesmo sei. Eu só beijei-a – digo.

– Atenção, meninas! Irei jogar o buquê! – diz Sally, que estava em cima de um palco. – É 1...2...3.

Ela tacou o buquê, que ia caindo bem no meio das garotas. Passou pelas mãos de Daphne até finalmente cair nas mãos de Eliza. Daphne a abraçou, enquanto o resto das outras mulheres, olhavam com inveja para ela. Rio da cara de Brian.

– É, parceiro. – digo dando um tapinha em seu ombro antes de ir encontrar Daphne.

– Parece que não foi dessa vez. – disse ela.

– No casamento desses dois, quem sabe?- digo e aponto para Eliza e Brian.

Ele não parecia tão apavorado assim. Não havia nem o por quê, já que eles ao menos se beijaram. Mas prevejo como será essa história. Abraço Daphne e ela me beija na frente de todos. Fico surpreso. Para minha tristeza este foi o último beijo que recebi até final da noite.

Não transamos, e eu não pretendia. Eu tinha um respeito por ela, e também não queria. Devo dizer que descumpri nosso código secreto de “sem cantadas”. Não sei se quero algo sério. Quero aproveitar. Não quero ter estragado tudo. Eu gosto dela. Gosto de verdade, mas quero ir com calma.

Passamos o resto da noite conversando e rindo. Bebi um pouco, mas nada a ponto de ficar bêbado, assim como ela.

Notas finais
E aí? O que acharam? Comentem! Deem like e recomendem para os amiguinhos. Até a próxima.