Misinterpreted My Dirty Mind
24 Part 23: I Can Teach You Something
Notas iniciais
Minho’s Pov On
- Ai meu Deus do céu! – Exclamei assustado ao ver o que tinha dentro daquela lata de lixo.
Dentro de um saco preto com apenas uma abertura havia um bebê. Ele estava vestido com um macacãozinho azul claro e apenas um sapatinho. O choro baixo da criaturinha pequena invadiu meus ouvidos me tirando do estado de choque. Peguei o bebê nos braços e a primeira coisa que fiz foi olhar em voltar pra tentar encontrar a pessoa que o tinha deixado aqui, porém minha busca foi inválida porque só havia eu naquela área e a portaria mais a frente. “Talvez o porteiro tenha vista alguma coisa” pensei. Me encaminhei de volta a portaria.
- Senhor Lim eu encontrei esse bebê na lata de lixo – Falei ainda um pouco confuso sobre o que fazer. Não é todo dia que você encontra um bebê numa lata de lixo.
- AIGO! — Exclamou o velho Lim impressionado.
- O-o senhor viu quem o deixou ali? – O bebê continuava chorando e eu tentava acalma-lo.
- Não, e-eu estava pegando suas correspondências e as dos outros inquilinos. Não vi nada – O velho se atrapalhava nas palavras – Veja se não há nenhuma identificação ou qualquer coisa do tipo nele – O Senhor Lim balançava os braços nervoso.
Só agora pude reparar na criança. Era um menino, acho que de um ou dois anos no máximo. Tinha os olhos grandes e o cabelo não era tão escuro, mas definitivamente era uma criança oriental; ele era lindo (qual criança não é, né?). Ele tremia de frio e estava bem pálido, sem falar que chorava muito. ‘Deve estar com fome’ pensei. Revirei – literalmente – o bebê tentando encontrar qualquer que fosse alguma pista, mas não achei nada.
— Nada – Falei me preocupando mais ainda.
- Ele precisa de comida – Respondeu o senhor Lim – E em casos assim a gente deve ligar pra polícia. Vi isso na novela – Oh God Why?
- E-eu vou providenciar comida e dar um banho nele – Respondi ajeitando novamente o bebê em meus braços.
- O senhor quer que eu ligue pra polícia? – Perguntou o Senhor Lim.
- Não, pode deixar que eu mesmo faço isso – Nem me despedi e sai correndo com o bebê rumo ao elevador.
Cheguei ao andar da nossa casa e entrei rápido passando por Taemin e Kai que se agarravam no sofáe indo direto a cozinha.
- Minho porque você demo... AI MEU DEUS, O QUE É ISSO? – Exclamou Jonghyun.
- Um bebê sua anta – Respondi impaciente.
- Minho de onde veio esse bebê pelo amor de Deus? – Perguntou Key saindo da porta que dava acesso a área de serviço que ficava ao lado da cozinha.
- Da lata de lixo – Respondi.
- COMO ASSIM? – Eles questionaram juntos.
- Depois eu falo, agora me ajudem aqui. Jong, prepara um banho quente. Key, pega o leite na geladeira – Comecei passando as ordens – TAEMIIIIN E KAAAAAI – Chamei o casal.
- O que houve Appa? – Perguntou Taemin descabelado e assustado – Mas o que é isso? – Perguntou ao ver o bebê em meus braços (que graças a Deus tinha parado de chorar e agora dava tapas na minha cara. Que bebê violento!)
- Um bebê, porque é tão dificl? – Por que todos olham pra esse bebê e perguntam o que é? Não é óbvio? – Não importa, vá com o Kai na loja mais próxima e compra pelo menos um par de roupas pra ele.
- Mas com que dinheiro? – Perguntou Taemin.
Nesse momento eu olhei pra Kai como se dissesse “prove que é um bom partido para o meu filho e não seja mão de vaca” e parece que ele entendeu.
- Dinheiro não é problema, amor. Vamos logo – Kai puxou Taemin. Ganhou pontos com o sogro.
- Aqui o leite amor – Disse Key – Mas vamos dar assim? Gelado?
- Não amor, tem que esquentar – Peguei um papeiro com a mão livre e o bebê continuava a bater na minha cara.
- Ah tá – Ele concordou – Ai meu Deus, não tem mamadeira aqui. Vou ligar pro Taemin mandando ele trazer isso e fraldas também – Disse Key saindo pra pegar o celular.
- Mô, já preparei o banho – Disse Jonghyun entrando na cozinha todo molhado. Ele foi preparar ou tomar banho?
- Ótimo, vamos dar um banho nele antes de alimentá-lo – Fui com o bebê e Jonghyun até o banheiro onde encontrei a banheira COMPLETAMENTE cheia – Seu Dinossauro, tá pensando que esse bebê é quem? Michel Felps? Ele vai morrer afogado assim.
- Mas eu pensei que bebês soubessem nadar por conta daquele lance de parto da água e tal... – Ele fez cara pensativa.
- Deixa, não vou nem responder isso – Me irritei – Segura ele aqui – Entreguei o bebê a Jonghyun e este logo chutou o peito do Dino. Esse bebê é ninja, só pode.
- Ai! Isso dói, sabia? – Jonghyun brigou com o bebê que gargalhou da cara do Dino e eu ri junto. Acho que os dois tem a mesma idade mental.
Fui averiguar se a água estava na temperatura certa e também esvaziar um pouco daquele montão de água que o Dino encheu. Fui conferir a temperatura e...
- KIM JONGHYUN! VOCÊ QUER COZINHAR O BEBÊ? – Aquela água estava de “arrancar o couro”, como diria minha avó.
- Não esta bom não? – Ele perguntou ofendido.
- Claro que não! – Abri a torneira de água fria pra ver se amenizava um pouco a temperatura. Nem encher uma banheira esse homem sabe. Imagina quando for pai.
Como eu não tenho experiência com bebês e não quero que ele se afogue acho melhor entrar junto com ele. Tirei minha roupa.
- WOW, o que você vai fazer amor? – Perguntou Jonghyun safado.
- Dar banho nele – Peguei o bebê e o coloquei encima da bancada pra tirar sua roupa.
- E eu posso ir também? – Pediu Jonghyun fazendo bico.
- Não você... – Olhei pro seu estado e lembrei que ele estava completamente molhado – Ok, mas fique longe do bebê.
Ele também tirou a roupa e entrou na banheira (que por sorte é grande o suficiente pra caber umas seis pessoas). Foi um pouco complicado de inicio e nós usamos o shampoo (infantil) do Taemin que cheira a morango.
- Min, solta ele e deixa ele nadar até mim? – Perguntou Jonghyun achando que o pivete era um brinquedo.
- Jong, ele NÃO sabe nadar. Tá achando que ele é brinquedo?
- Sei lá, é que eu sempre quis ter um Maxx Stell – Oh God why?
Terminamos o banho e fomos alimentar o bebê (ainda sem nome). Só Deus sabe o que pode acontecer a essa criança. É algo totalmente desumano deixar uma VIDA ainda tão frágil numa lata como se fosse um verdadeiro lixo e eu sinto raiva de quem foi capaz de fazer isso a esse pobre bebê.
Mino’s Pov Off
Onew’s Pov On
- OLHA POR ONDE ANDA! TA AFIM DE MORRER, FILHO DA PUTA? – Disse o homem em que eu esbarrei e ele não tirou a arma da minha cara. Fodeu, esse é seu fim, Lee Jinki.
- O-olha moço, não precisa disso, por favor – Entrei em desespero – E-eu posso comprar um sapato novo pra você – Já que eu havia pisado no dele – Mas não me mata, por favor – Comecei a tremer. Fechei os olhos e e somente ouvi uma gargalhada alta.
- EI cagão relaxa – O cara continuava rindo – Corre pra se limpar se não vai ficar assado, franguinho – Ele continuou rindo e eu pude olhar pra cara do infeliz. Ridículo. Se ele não tivesse uma arma na mão eu teria partido a sua cara.
Não sei porque mas o rosto desse cara não me é estranho. Eu já o vi em algum lugar, mas não lembro onde. Fiquei analisando o rosto daquele homem. Ele era realmente bonito e seu sorriso era lindo... MAS O QUE PORRA EU ESTOU PENSANDO? ESSE CARA PODERIA TER ME MATADO!
Ele se virou e entrou em uma pousada que ficava não muito distante e também era na mesma rua que a minha casa. Fiquei parado um tempo pensando de onde eu teria visto aquele rosto e então decidi continuar meu caminho até minha casa.
- Mas de onde será que eu conheço esse cara? – Perguntei a mim mesmo. Sabe quando você vê uma pessoa numa situação BEM inusitada e tem a MEGA impressão de que a conhece, mas não sabe quem é e fica surtando por isso? Pois sou eu neste exato momento – Aff, desisto – Bufei e me joguei no sofá tirando meus sapatos e os jogando em um canto qualquer.
Passei um tempo vendo TV até que como num estalo que veio do além (Amém Senhor) eu lembrei de onde eu conhecia aquele homem e isso foi um milagre já que eu tenho a memória horrível pra gravar rostos.
- AI MEU DEUS – Exclamei ao me lembrar de quem se tratava. Me levantei em um salto e busquei meu celular no bolso do casaco. Procurei o número que eu queria e iniciei a chamada até que uma voz feminina (mas quase masculina) me atendeu – Amber?
- É ela.
- É o Onew. Eu acho que sei onde está o cara que quase matou o Taemin.
- O QUE?
- Não grite sua louca! Quer deixar surdo? – Agora ela pareceu uma menina escandalosa – Escute bem, eu acho que encontrei o tal cara que agrediu o Taemin.
- Onde?
- Perto da minha casa, ele... – Fui interrompido.
- Já estou indo pra ai – ela desligou na minha cara.
Não demorou muito tempo e ela já estava quase que enterrando o dedo na campainha da minha casa.
- Calma, quanto desespero! – Exclamei abrindo a porta e dando passagem a ela
- É que eu quero muito socar a cara do Jay – Ela respondeu.
- Quem? – Parei um tempo – Ah tá, então esse é nome. Havia me esquecido. Espera, cadê o detetive?
- Ele não veio porque tinha um compromisso, mas onde o Jay esta? – Ele logo voltou ao assunto principal.
- Ele esta hospedado numa pousada aqui perto. Vem comigo que da janela do meu quarto dá pra ver onde fica – Indiquei e ela me seguiu subindo pelas escadas até meu quarto. Fui até meu guarda roupas e de lá tirei meu binóculo que não uso há anos e voltei para a janela – Ali olha – Apontei mais a frente depois de localizar a pousada através do vidro.
- Deixa eu ver – Ela arrancou o binóculo da minha mão e me empurrou pra poder ver. Saudades delicadeza – Vou mandar um SMS pro detetive Changmin informando tudo – Ele pegou o celular do bolso e começou a digitar a mensagem.
Enquanto isso eu me sentei na minha cama e passei a observar a Amber. Ela é uma menina bonita, devo admitir, acho que se ela agisse como tal seria fácil fácil de arrumar um namorado. De repente me bateu a curiosidade de conhecer aquele ser vivo tão peculiar chamado Amber.
- Amber, porque você trabalha com o detetive Changmin? Até onde sei, você fazia faculdade – Sou BEM curioso. Acho que deu pra notar um pouco.
- Eu não trabalho com ele. Apenas o ajudo no caso do Taemin. E isso é como se fosse... um hobbie. Eu na verdade curso engenharia em Osaka e no momento estou de férias. Eu pedi ao detetive Changmin pra ser sua assistente temporária só porque eu AMO lances policiais e coisas do tipo – Ela falou sem tirar os olhos do celular e sem parar de digitar até que ela encerrou a mensagem e guardou o celular no bolso – Pronto. Obrigado pela ajuda.
- Ah, eu te acompanho até a porta – Me levantei quando notei que ela já estava fora do quarto.
Onew’s Pov Off
Oh God, o que foi que eu fiz? Eu fiz poli dance na cruz? Só pode. Primeiro o Ren no hospital com uma “perda de memória recente”, depois o Taemin quase morre e agora um bebê, o que me falta mais?
O Bebê (que até agora esse é seu nome) esta dormindo no meu colo. Ele era tão fofinho e bonito, e dormindo então parecia um anjo. Só que ele ainda estava pelado porque o Taemin ainda não havia chegado com as roupas e as fraldas.
- Cadê esse garoto? Jong, liga pro Taemin e manda ele... – Fui interrompido pelo som da porta de entrada se abrindo e por ela passar um Kai segurando sacolas de comprar de um lado e do outro segurando um Taemin extremamente pálido e assustado.
- Ainda bem que chegaram – Disse Minho saindo da cozinha e indo em direção ao Kai pra pegar as sacolas.
- Taemin, o que houve? Parece que viu um fantasma – Perguntei preocupado e entregando o bebê ao Jong para que ele e Minho vestisse o bebê.
- Omma, eu vi um coisa muito, mas MUITO tensa no shopping – Disse Taemin ainda assustado.
- E o que foi criatura? – Já estava ficando sem paciência.
- Nó estávamos saindo da loja de roupas de crianças e passamos pela praça de alimentação e do nada o Taemin parou, arregalou os olhos e abriu a boca como se tivesse vendo a coisa mais impressionante do mundo – Kai começou a explicar – Ali ele sacou o celular e tirou duas fotos do que ele viu. Mostra a ele amor – Ele cutucou Taemin.
- Olha Omma – Ele me entregou o celular e eu observei a primeira foto. Eram dois homens trocando um beijo super novela, só que não dava pra ver quem eram porque estava de costas. A segunda foto eram os dois homens virados e saindo do restaurante de mãos dadas e... PARA TUDO!
- EU NÃO ACREDITO! Taemin, esse é o...
- O Tio Yunho com o detetive Changmin – Ele respondeu e eu senti uma pontada na cabeça, depois me desequilibrei, caí e simplesmente apaguei.
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