Misery Loves Company
3 Sentindo
[ Apenas algumas semanas mais tarde... ]
- Meu senhor. – falou a escrava olhando para o chão.
- Pois sim? – Respondeu Fisher, com um copo cheio de hidromel, aparentemente não sendo a primeira dose.
- Minha senhora mandou avisar-lhe de que já está pronta.
- Pois, diga-lhes que já entro no quarto.
- Sim, meu senhor. – A escrava apareceu olhando para o chão, partindo permaneceu.
Fisher ainda bebeu mais 3 copos cheios de hidromel e caminhou até o quarto, mesmo não estando já inteiramente consciente.
- Hum... Achei que jamais ficarias pronta.
Phillips entrou no quarto, que só estava iluminado por uma vela e a luz que vinha de fora. Colocou o copo em cima da mesa, e foi até ela com uma face maliciosa. Sobre a suntuosa cama, lá estava a sereia dos fanáticos poetas. Entregue pela primeira vez por inteira a alguém. Assustada, receosa, indefesa... Seu coração palpitava mais rápido que qualquer outra coisa. Diante de um turbilhão de sentimentos, o orgulho também estava presente, por ter casado com o homem mais belo e fantástico que já conhecera. Falou então algo sem pensar para tirar o clima tenso.
- Mas já bebendo, meu querido?
- Bebendo? – Deu uma curta risada — Um pouco... Só um ou dois copos, nada de mais. – Observou as curvas do corpo dela que a luz delineava, e foi engatinhando em cima da cama absurdamente grande até chegar na região das colchas.
Foi beijando suas pernas, e assim, subindo. Naquele momento, Emilie começava a sentir prazer, mas o nervosismo, não deixá-la em paz. Philips abriu suas pernas, colocando sua cabeça entre elas. Emilie não estava entendendo muito bem aquilo, pois jamais ninguém já havia lhe comentado as relações intimas com detalhes de seus maridos. Pobre moça inexperiente. Emilie ainda assustada, mas deixou que seu marido ficasse no comando. Foi então que sentiu algo na sua virilha, a língua dele. Descendo cada vez mais, e por onde lambia, deixava um pequeno sabor de sua bebida. Emilie só conseguia segurar os lençóis com força para demonstrar seu prazer. Suas faces também, já não demonstravam nervosismo e sim o absoluto prazer.
Não demorou muito, e aquela língua, estava lá dentro, sendo responsável por uma sensação maravilhosa.
- Colabore querida, abra mais. – Disse Philips retirando sua cabeça por debaixo de sua camisola grande.
Emilie não precisou dizer nada, apenas acenou com a cabeça. E então aquilo voltou acontecer, de uma maneira mais deliciosa, e antes que ela chegasse ao seu súbito prazer, ele parou.
A respiração de Emilie estava ofegante, a de seu esposo... Mais ou menos. Parecia já saber lidar com aquela situação. Ele tirou sua cabeça por debaixo da roupa branca, e começou a desabotoar o botão de sua blusa.
- Não vai me ajudar? – Sorriu maliciosamente.
Emilie novamente não disse nada, mas começou a ajudá-lo. Ela passou a pensar nas histórias que já havia escutado. Jamais ninguém comentara que os homens tiravam as suas vestes por inteiro. Mas não se atreveu a perguntar, faria apenas o que sua mãe havia lhe dito: “Não se preocupe querida, apenas faça tudo o que ele fizer, e acabará tudo bem. Ou se não, fique parada, e deixe que ele tenha o poder na cama. Com o tempo, você saberá o que fazer naturalmente...”
Seus pensamentos foram interrompidos, com o rasgão de seu corset, que seu marido provocara. No fim, estava já toda despida. Ele primeiro acariciou aqueles seios e simetricamente perfeitos. Aqueles mamilos rosados, escondidos por causa dos longos cabelos ruivos, passaram a ficar duros. Começara então de novo o mesmo ritual da virilha, mas agora em cima, em seus peitos. Primeiro um, depois o outro. Ela já não sabia o que sentir: se prazer, medo ou vergonha.
Ele primeiro começou devagar, e depois rápido, como se estivesse querendo sugar leite. Sim, queria... Queria sugar. Mas era algo que infelizmente ela não podia oferecer a ele, mas que as outras da vida de suas noitadas já puderam oferecer, e que ele sentira falta. Foi então que ele lembrará que faltava algo, algo que ele estava esquecendo de fazer para então ficarem ambos se deliciando. A outra mão que estava apertando seu outro seio, passou a ter outra funcionalidade lá embaixo. E assim, começaram os primeiros gemidos daquela noite.
Mas não durou por muito tempo aquilo. Assim que a respiração dela estava passando para os gritos, ele parou com tudo. Ambos ficaram olhando para o teto, com a respiração disparada.
- Você me excita demais, Emilie.
Olhou rapidamente para os olhos claros dele.
- Não fique nervosa. Entendeu?
- Sim. – Quase mal pronunciado.
Ele ficou em cima dela, e de vez, sem medir cuidados, penetrou aquilo lá dentro. Entrou sem licença ou alguma gentileza, apenas entrou destruindo com tudo que havia ainda de puro.
Dor. Dor foi o que ela sentiu. Mas ele não parecia se importar com as suas faces. Não, ele não estava se importando com aquilo agora. O prazer era maior e nada iria interromper aquilo. Após algum tempo, já não doía tanto, e Emilie começava a sentir novamente prazer.
Não demorou muito para atingirem o prazer absoluto. Ele deitou-se exausto. Abraçou-a e adormeceram.
Assim foi acontecendo nas próximas noites. Aos poucos, ele parou de dormir abraçando-a. Até que definitivamente, também parou de praticar aqueles prazeres com ela.
Fale com o autor