Notas iniciais
Bom, me desculpem pela demora, meu pc do tempo das cavernas não para de dar problema e me impedir de postar. Eu realmente peço desculpas a vocês! O capitulo está pequeno e deve conter alguns erros por conta da pressa com que eu escrevi (Peço que por favor me avisem caso encontrem erros para que eu concerte depois com mais tempo, obrigada!) Enfim, eu vou postar um maior e com mais acontecimentos amanhã por que vou escrever mais tarde quando eu chegar, esse capitulo é só para tirar o atraso mesmo. Como estou realmente sem tempo, responderei os comentários do capitulo passado depois... Enfim... Boa Leitura para vocês e espero que gostem! Beijito's ♥

POV Poppy

– Você não enche não? Eu estou me sentindo cheia por você já!

Falei olhando um pouco assustada para Dorian que comia seu quarto pedaço de torta de chocolate que ela me fez comprar para ela comer no caminho. Eu dividia olhares entre ela e a estrada. Ela deu de ombros como se não ligasse.

– Eu estou um pouco deprimida, me deixe em paz!

Eu bufei e revirei os olhos.

– Você vai acabar passando mal se não parar de comer assim! Quer fazer mal para o bebê?

Assim que ouviu minhas palavras era parou a colher que levava a boca no meio no caminho. Seu olhar abaixou para a barriga e ela parecia pensar. Pegou uma sacola e jogou a torta dentro da mesma e depois a jogou no banco de trás.

– O que eu vou fazer? Ainda não sei como falar com ele.

– Eu acho que você deveria descansar primeiro e amanhã vocês conversam. Você precisa pensar, ele precisa pensar. As coisas estão difíceis para os dois.

– Você tem razão... Você pode me deixar em casa?

– De jeito nenhum que eu vou te deixar sozinha! Você vai para o meu apartamento.

Ela sorriu docemente para mim, mas depois ficou seria como se lembrasse de algo.

– Mas ele está lá!

– Nós damos um jeito nisso, o Jayden ajuda a o mandar ir.

Eu continuei em silencio dirigindo, até que ela suspirou e voltou a falar.

– Quer saber... Me deixa no apartamento. Eu vou ter que falar com ele mais cedo ou mais tarde, então...

Eu me virei para encara-la e ela parecia nervosa.

– Tem certeza disso?

Ela não falou nada, apenas afirmou com a cabeça.

– Tudo bem então...

Eu não disse mais nada, apenas respeitei o espaço da mesma. Pelo canto dos olhos, eu a vi mexer no celular e mandar uma mensagem para alguém. A resposta chegou rapidamente e quando ela olhou para o aparelho, não esboçou nenhuma reação, apenas suspirou. Quando estacionei o carro em frente ao prédio onde ela e Tripp moravam, a mesma encarou o lugar, antes de tirar os cintos e me olhar.

– Obrigada e me desculpe pela confusão há essa hora!

Eu ri.

– Imagina, é sempre bom acordar em desespero na madrugada para procurar a melhor amiga grávida!

Ela riu, mas fungou e foi então que eu percebi que ela estava chorando.

– Eu te amo Pops!

– Também te amo Dori

Ela me soltou e secou as lagrimas em seu rosto enquanto eu segurava as minhas. Ela pegou sua bolsa e celular e abriu a porta. Eu fiquei ali a olhando até a mesma entrar no prédio.

Quando cheguei em casa, apenas Jayden estava ali. Eu nem questionei isso, por que já imaginava que Tripp correria para casa assim que Dorian dissesse que estava lá. Joguei as chaves as chaves do carro na mesa e me joguei no sofá junto com Jayden. Ele passou os braços pela minha cintura e ficamos ali, deitados sem dizer nada, até pegarmos no sono.

POV Dorian

Estava tudo escuro no apartamento quando ele entrou. Eu estava sentada na cama, da mesma maneira que estava mais cedo, antes de sair daqui. Quando ele entrou no quarto e me encarou, ele parecia desolado e meu olhar falhou sobre sua imagem assim, tão frágil e diferente de como eu era acostumada a vê-lo sempre. Ele mexeu nos cabelos e depois de alguns segundos em pé me encarando, ele andou até a cama e se sentou na minha frente. Eu fiquei o encarando, sem dizer uma palavra sequer. Eu não queria falar, eu já sabia no que isso iria dar, já sabia o que eu deveria e iria fazer, mas a coragem me abandou assim que eu encarei aqueles olhos vermelhos e perdidos, como os meus.

– Me desculpe.

Ele quebrou o silencio que se estendia entre nós e com isso, toda minha linha de raciocínio. Eu arqueei uma sobrancelha para o mesmo, mas ele continuou me olhando com o mesmo olhar, sério e não se deixando abalar.

– Pelo que você está se desculpando exatamente?

Ele suspirou e desviou os olhos dos meus por alguns instantes.

– Por tudo. Por te deixar aqui, pelas brigas idiotas, por não te entender... Por ser um completo babaca com você!

Eu suspirei e senti meus olhos arderem. Então eu olhei para os meus dedos, que agora estavam inchados, então eu soltei um riso fraco.

– Eu acho que te devo desculpas também. Eu não ando sendo a melhor das companhias ultimamente e acabo sempre brigando com você. Me desculpe por isso.

Ele sorriu e pegou minhas mãos.

– Nós só estamos um pouco perdidos, mas vamos ficar bem, você vai ver.

Eu fechei meus olhos com mais força e apertei suas mãos nas minhas. Havia chegado a hora, eu tinha que falar.

– Eu vou embora para o meu apartamento amanhã.

Falei de uma vez e mantive meus olhos fechados. Eu não conseguia encara-lo. O silencio se seguiu e me deixou mais nervosa ainda, por que eu sabia que ele estava surtando internamente com tudo isso. Eu o ouvi fungar e quando abri meus olhos, as lagrimas escorriam pelos seus olhos. Ele me encarou confuso.

– O que? Mas... Por quê? Eu já pedi desculpas... Eu... Por quê?

Eu não conseguia mais segurar minhas lagrimas.

– Nós não podemos mais continuar assim... Foi... Foi tudo tão rápido e nós mais brigamos do que nos entendemos...

– Mas nós vamos dar um jeito, você só precisar ter paciência... Vamos conseguir passar por isso juntos... Você não pode ir.

Eu passei minhas mãos pelo meu rosto secando as lagrimas do mesmo.

– Vai ser o melhor... Para nós três... Você vai ver!

– NÃO! Porra, não vai ser o melhor!

Ele gritou e me assustou e quando percebeu isso, voltou a falar normalmente. Ele levantou da cama e começou a andar de um lado para o outro.

– Vai ser bom sim... Tudo aconteceu tão rápido. Nós dois juntos só brigamos e nossos pais sempre cobrando coisas de nós, isso, isso está me sufocando!

– MAS EU TE AMO! Você... Você não pode ir!

Como me controlar? Como controlar as lagrimas quando tudo que eu queria era de deitar com ele e esquecer todas as dores de cabeça e problemas que temos juntos. Mas eu não podia fazer isso. Alguém tinha que ser adulto e pensar sem se deixar levar pelas emoções e infelizmente, teria que ser eu. Eu levantei da cama e segurei seus braços o fazendo para e me encarar.

– Eu também te amo... Mas temos que ser racional, olha só para nós! Há poucos meses, tudo que fazíamos era brigar e implicar um com o outro e então do nada, nós já estávamos juntos e você voltou a ser o menino que eu conheci há anos atrás e depois... Nós já estamos morando juntos, eu engravido largo meu trabalho, fico o dia todo trancada aqui e quando você chega desconto toda minha frustração em você... Daí nós brigamos, você sai e eu choro. É realmente assim que você quer viver?

Ele não me respondeu. Só ficou me olhando e passou a mão sobre meu rosto, secando as lagrimas do mesmo.

– Eu amo você e não quero que esse sentimento desapareça... Não vai ser para sempre, é só até nos instabilizarmos, conseguirmos nos firmar e... Eu não sei... Melhorar juntos!

– Tudo bem... Um tempo!

Ele beijou minha testa e manteve nossos rostos unidos e depois me abraçou. Eu o apertei entre meus braços e suspirei aliviada, por termos concordado em alguma coisa, sem brigas ou danos mais sérios.

– E não pense nem por um segundo que eu não irei à sua casa todos os dias ver como você e o bebê estão... Por que eu vou!

Eu ri e ele me acompanhou.

– Eu te mataria se você não fosse!

Ele soltou um risinho e deu mais um beijo em minha testa.

POV Poppy

Eu estava com frio e me aconcheguei mais ao corpo quente perto do meu. Era impressionante como dormir com a Izzie era bom em tempos de frio. De repente ela me abraçou e... Pera ai, quando os braços dela ficaram tão grandes? Eu me desesperei e me desenrosquei de quem me segurava e acabei indo ao chão, fazendo um barulho enorme, quando bate a perna na mesinha e virei à mesma fazendo tudo ir ao chão.

– Ah merda!

– Quem? Onde? Cadê?

Jayden levantou meio sonolento mais desesperado e quando me viu no chão, me encarou como se eu fosse algum ET ou coisa do tipo.

– Que diabos você está fazendo ai no chão?

Meu rosto esquentou e eu bufei.

– Eu esqueci que você estava aqui e me assustei quando você me abraçou então eu me levantei e cai do sofá!

Ele me olhou meio incrédulo e não segurou o riso, enquanto me ajudava a levantar. Nossa atenção foi chamada, quando outra risadinha foi ouvida no cômodo. Quando eu olhei para trás, Izzie estava ali, nós olhando com um sorriso bobo no rosto.

– Vocês são uns fofos juntos! Mesmo que a Poppy tenha caído e estragado o momento!

Jayden riu e eu a encarei chocada, essa garota ficava mais abusada a cada dia.

– Alias. Bom Dia!

– Bom Dia, abusada!

Falei enquanto passava pela mesma e bagunçava seus cabelos. Ela riu e correu para os braços de Jayden, eu deixei os dois lá e segui para o banheiro afim de tomar um banho. Só depois que saí do chuveiro, foi que notei que Izzie já estava arrumada e com cabelos molhados, sinal de que já tinha até tomado banho. Como ela conseguiu acordar tão cedo?

– Você acordou sozinha?

Perguntei a ela quando entrei de volta na cozinha e a vi preparando o café com Jayden.

– Sim. Acho que dormi cedo demais e acabei acordando antes do despertador!

– Que bom que pelo menos alguém de nós conseguiu dormir...

Jayden falou e quando eu o encarei seus olhos estavam vermelhos e seu rosto ainda inchado. Ele estava sem camisa e foi impossível meu olhar não cair sobre seu corpo. Ouvi uma risada e encarei Izzie.

– Poppy, eu acho que você tá babando!

Ela falou e quando eu passei a mão pela boca, Jayden e ela explodiram em risadas e eu bufei ignorando os dois e indo atrás de café. Quando o celular do Jayden tocou, ele ainda estava rindo, mas assim que atendeu o mesmo todo o vestígio de animação que antes estava ali, se esvaio de seu rosto.

– O que? Como isso foi possível?

Ele parecia bem nervoso e seu tom de voz fez com que Izzie e eu o encarássemos curiosas. Ele andou até o sofá e pegou sua caminha e depois a jogou no mesmo novamente.

– Não!... Eu estou indo para aí... Isso não vai ficar assim!

Ele desligou o celular e se sentou no sofá escondendo seu rosto entre suas mãos.

– Querida... Por que você não vai pegar sua bolsa?

Falei para Izzie e depois de me encarar e entender que eu precisava falar com Jayden, ela assentiu e saiu em silencio. Eu esperei ela sumir de vista, para andar até Jayden e me sentar ao seu lado.

– O que houve?

Ele demorou a me responder e quando me encarou seu olhar estava indecifrável.

– Meu pai foi solto e minha mãe e eu estamos sendo indiciados.

Soltou? Indiciados? Ele e Maya poderiam ir presos? Eu senti minhas pernas tremerem e eu não sabia o que dizer ou fazer.

– Como? E agora? Como?

Eu mal conseguia pensar. Jayden segurou minha mão e me fez encara-lo.

– Eu não sei... Eu vou me encontrar com o advogado dela daqui à uma hora.

– Eu vou com você!

Falei decidida, por que nem sonhando eu iria deixa-lo sozinho em uma hora como essa. Ainda mais se ele estivesse correndo risco de ser preso.

Jayden me deu um sorriso fraco.

– Eu te agradeço. Mas você tem que cuidar da Louise e precisa trabalhar. Mas não se preocupe, vai ficar tudo certo.

Eu pulei em cima dele lhe surpreendendo ao abraça-lo com força.

– Eu vou deixar a Izzie na escola, passar na revista e depois vou ir direto te encontrar e nem tente me convencer do contrario!

Ele riu e passou seus braços em volta de mim.

– Como se eu pudesse te convencer de alguma coisa!

– Você é a pessoa que mais pode me convencer de qualquer coisa no mundo... Menos disso, deixa você!

Ele não disse nada, apenas me apertou mais entre seus braços e ficamos assim até izzie aparecer com a sua bolsa dizendo que já devíamos ir. Jayden me acompanhou até a escola com ela e quando deixamos a mesma lá, ele foi para o seu apartamento onde se encontraria com o advogado. Eu fui direto para a revista na tentativa de agilizar o quanto antes meu trabalho ali e me encontrar com ele.

– Boa noticiaaa!

Leila como sempre veio até mim assim que cheguei, só que dessa vez mais animada do que de costume. Eu a encarei estranhando a animação.

– Quem morreu? Diga que foi a Carla!

Ela riu.

– Ainda não. Maas, nós fomos dispensadas hoje, teve um problema no nosso setor e isso significa... DIA DE FOLGA!

Ela gritou animada, mas quando Ângelo passou ao nosso lado a olhando como uma estranha, ela disfarçou a animação e olhou para o outro lado. Eu não consegui me manter seria e comecei a rir da mesma. Quando ele se afastou ela me olhou feio e me bateu com a sua pasta.

– Não tem graça! Ele vai me achar uma louca!

– É engraçado mesmo e se ele te conhece ele já acha isso, acredite!

Ela balançou a cabeça e revirou os olhos antes de me dar as costas e seguir para sua mesa onde pegou sua bolsa. Como meus serviços não seriam necessitados por ali hoje dei meia volta e entrei no elevador.

– Alô?

– Jayden, onde você está? Estou saindo da revista.

– No apartamento, eu já avisei ao porteiro que você pode subir direto.

– Tudo bem, chego ai em dez minutos!

Quando eu entrava no carro avistei Logan aos beijos com uma morena no outro lado da rua. Aquilo era bom, significava que eu não teria nenhum problema futuro com ele mais. Segui meu caminho e quando cheguei ao apartamento Jayden abriu a porta para mim e não me surpreendi encontrar Pett, Maya e Sr. Rodriguez ali. Cumprimentei todos eles e dei um abraço apertado em Maya. Quando me sentei Jayden ficou ao meu lado e eu agarrei sua mão.

– Então Dr. Rodriguez, o que devemos esperar agora que meu ex-marido foi solto e fomos indiciados? Isso significa que meu filho e eu seremos presos?

Maya era quem estava mais visivelmente abalada na sala e eu não tirava nenhum pouco a sua razão já que o que estava em jogo era a vida dela e do filho. O Sr. Fernandez demorou um pouco a nos dar uma resposta e isso só serviu de impulso para que o medo que sentíamos aumentasse mais.

– Bom, a situação ficou apenas um pouco mais difícil e a chance da defesa alegar que você forjou sua morte apenas para fugir com seu amante e que seu filho a ajudou nisso, pode sim levar os dois a prisão.

Meu sangue gelou quando eu ouvi isso. Jayden e Maya presos. Isso não podia acontecer!

– E como recorremos a isso? Jayden falou quando sua mãe não conseguiu se manifestar.

– Nós podemos reunir as poucas testemunhas que temos, mas...

– Mas?

Pett incentivou quando o Sr. Fernandez não terminou suas palavras.

– Mas eu tenho que ser sincero, esse processo só acabará bem se persistirmos para que a juíza aceite a declaração de algumas testemunhas que foi negada ou com o Sr. Basckett confessando seu crime o que todos nós aqui sabemos que não irá acontecer.

Se eu pensei que Maya estava abalada quando cheguei, agora ela estava desolada. Jayden não disse uma palavra e Pett se preocupava em consolar sua amada. Depois de mais alguns detalhes acertados o Sr. Fernandes foi embora e nos deixou ali perdidos em pensamento e pânico.

– E agora o que vamos fazer?

Eu perguntei e Jayden finalmente falou.

– Vamos reunir as provas que resta, Pegar o laudo que comprova a morte da segurança de Pett que estava no carro comigo. Tudo, não vamos deixar passa nada.

– Eu vou providenciar isso já.

Pett pegou o celular e se afastou. Jayden olhou para mãe e seus olhos amoleceram um pouco. Ele se aproximou da mesma e se abaixou ficando de frente para a mesma. Ela o encarou com os olhos vermelhos e assustados. Ele segurou a mão dela e as beijou em seguida.

– Vai ficar tudo bem ok? Não precisa se preocupar, ele vai pagar pelo que fez a você!

– Ah querido, a única pessoa com quem me preocupo agora é você!

Jayden olhou para ela com amor e depois a puxou para um abraço apertado. Eu vi a cena com os olhos cheios d’água.

***

– Alô.

Atendi ao telefone um pouco desnorteada e me surpreendi ao ouvir a voz da minha mãe me ligando de madrugada.

– Poppy, Filha!

Ela parecia agitada e isso fez com que meu cérebro acordasse na hora. Acendi o abajur ao meu lado e Izzie se mexeu, mas não acordou. Eu me sentei na cama para me concentrar melhor nela.

– Mãe? O que houve?

Ela demorou um pouco para me responder e parecia estar em um lugar bem movimentado.

– Querida... Você precisa vir para cá... O jayden ele...

Jayden? Eu levantei da cama na hora e fui em direção ao guarda roupa.

– O que tem o Jayden mãe? Ele está bem? MÃE?

Ela suspirou.

– Ele acabou de ser preso, ele invadiu o apartamento do pai e agrediu o mesmo. Deixe a Izzie em casa com Casey e venha para cá imediatamente.