Notas iniciais
Olá Olá pessoal.... Aqui vai mais um capítulo para vocês u.u ... E bom, como amanhã é meu aniversário (Quero presentes) é bem capaz de eu postar outro amanhã mesmo, já que não faço nada! Enfim... Boa Leitura e Aproveitem o capítulo ♥

POV Poppy

– Você nunca mais viu seus pais?

Depois de algum tempo ali em que conversamos e eu senti Louise mais segura em relação a mim, eu finalmente fiz a pergunta que tanto me incomodava.

Fiquei a encarando a espera de uma resposta que demorou a vir.

– Não!

A resposta foi curta e sem nenhum detalhe, o que me incomodou.

– E quando foi a ultima vez que você os viu você se lembra?

– Bom, meu pai eu não conheci, mas a minha mãe... Acho que faz uns oito ou nove meses que ela me deixou e sumiu!

Dá pra acreditar nisso? Que tipo de mãe larga um filho assim, sozinho no mundo?

– E você não tem nenhum outro parente nem se lembra da sua antiga casa?

Ela balançou a cabeça em negação.

– Mamãe era filha única e quando eu voltei para casa, outras pessoas estavam morando lá e disseram não conhecer a minha mãe!

Eu absorvi as suas palavras e fiquei pensando um pouco em tudo isso, até que me lembrei de outro ponto importante dessa historia.

– E quem era aquele senhor que te levou embora daquele jeito na primeira vez que te vi?

Ela me encarou e seus olhos estavam assustados e isso só me deixou mais determinada a saber a respeito disso.

– Aquele era o Nico.

– E onde você conheceu esse Nico? Por que ele te tratou desse jeito?

Ela demorou a me responder, era como se pensasse no que deveria dizer.

– Ele é só um cara que cuida de mim e ficou preocupado quando me viu com você!

– hmm... E vocês moram juntos, ele cuida direito de você?

Eu perguntei, mas pela aparência dela e daquele homem e o jeito como ele a tratou, a resposta estava mais do que na cara. O silencio dela só concretizou minhas duvidas.

– Ele explora você? Por que você nunca fugiu?

– Por que ele me acha ué! E bem ou mal é ele quem me dá comida e proteção!

Eu a encarava e ela parecia tentar acreditar nas próprias palavras.

– E quem é que te protege dele?

Ela não me respondeu, e a lagrima que escorreu dos seus olhos, foi o suficiente para que eu a puxasse para meu colo e lhe envolvesse em um abraço.

– Você vai ficar comigo!

***

Podia parecer loucura, tá era loucura! Vocês podem até me chamar de louca se quiserem, eu não me importo! Mas eu não me sentiria bem comigo mesma deixando-a voltar para onde quer que fosse o lugar que ela morava e ainda mais com aquele homem que a tratava daquele jeito.

Louise não gostou muito da ideia de ficar na minha casa, mas depois de uma longa conversa eu a convenci a ficar, pelo menos por uma noite.

– Bem vinda a minha humilde casa!

Eu disse assim que abri a porta e passamos pela mesma. Izzie, como eu a chamava agora, observou cada detalhe do lugar e no fim sorriu.

– É legal, combina com você!

Eu sorri.

– Obrigada!

Ela ficou me olhando e depois olhando para os lados como se não soubesse o que fazer ou dizer, eu não fiquei muito atrás, mas pensei logo em um jeito de mudar isso.

– Você está com fome? Eu posso pedir alguma coisa!

Nesse momento ela riu e me olhou como se eu fosse louca.

– Poppy se eu comer mais alguma coisa, provavelmente irei explodir!

– Que exagero! Pois eu estou com fome!

– Você só pode ser furada!

Eu fiz uma falsa cara de ofendida, mas quando vi o olhar que izzie lançava para mim, como se soubesse que aquilo era puro teatro, eu não consegui não rir.

– Olha, eu estou em fase de crescimento ok? E você também, então vai tomar um banho que eu vou preparar alguma coisa leve para a gente!

Ela deu-se por rendida e me seguiu até o banheiro. Eu lhe dei toalhas e uma das camisetas e shorts mais curtos que eu tinha.

– Isso vai servir por hoje! Amanhã nós saímos e compramos umas roupas para você!

Ela me encarou de um jeito estranho.

– O que?

– Você fala como se eu fosse ficar sempre aqui!

– E quem disse que não vai?

Ela apenas me encarou mais eu vi seus olhos brilharem com as lagrimas. Não queria vê-la nem fazê-la chorar então apenas lhe dei um beijo no topo da cabeça e fui arrumar o quarto para dormimos.

– Alô!

– Mãe? Você pode falar agora, eu te acordei?

– Poppy? Filha o que houve?

Aproveitei que Izzie estava no banho e resolvi ligar para minha mãe, ela era advogada e saberia bem o que fazer.

– Não é nada demais, mas será que você pode vir aqui amanhã bem cedo? Preciso que me ajude com algo importante!

– O que foi? Você se meteu em alguma confusão? Brigou no bar de novo e alguém resolveu te processar?

Eu revirei os olhos.

– É claro que não mãe! Está tudo perfeito comigo, eu só preciso que você me ajude em um assunto, só isso!

– Tudo bem, estarei ai amanhã!

– Obrigada mãe!

– Tudo bem querida, até mais!

Eu desliguei o celular e corri para o quarto, uns dez minutos depois Louise apareceu no quarto com os cabelos molhados e as roupas que usava nas mãos.

– Me desculpe à demora, é que faz tempo que não tomo banho em um banheiro de verdade e com a água quentinha!

Aquilo foi como uma faca entalada na minha garganta. Eu tentei disfarçar com um sorriso.

– Tá tudo bem, eu também perco a noção do tempo lá dentro!

– Onde eu coloco isso?

Ela perguntou se referindo as roupas.

– Pode deixar comigo.

Peguei as roupas dela que estavam em péssimo estado por sinal e levei comigo até a lavanderia, eu as jogaria no lixo depois. Quando voltei para o quarto, ela ainda estava parada no mesmo lugar com as mãos unidas, um puro sinal de nervosismo.

– Pode ir para a cama Izzie, sinta-se em casa!

Ela andou devagar até a cama e se sentou na mesma e depois me encarou.

– Eu vou dormir aqui sozinha?

– Não, eu vou dormir aqui também, acho que a cama é grande o suficiente para nós duas. Eu prometo não te chutar enquanto durmo!

Ela riu.

– Fique aqui enquanto eu tomo um banho ok? Se tiver mudado de ideia e a fome bater, pode atacar o que quiser na geladeira!

– Tá legal!

Liguei a tevê e fui para o meu banho. Enquanto a água caia sobre meu corpo eu pensava em tudo que aconteceu até agora e sobre a decisão que estava prestes a tomar. Poderia parecer loucura mais se Louise me quisesse eu a adotaria e cuidaria dela como se ela fosse minha, por que eu já tinha um sentimento por ela. Por mais que pareça estranho já que só a vi duas vezes, mas eu simplesmente não podia explicar isso.

Outro pensamento que me invadiu foi à visita da Casey. Eu ainda estava com raiva da mesma, mas não podia deixar de pensar nas palavras dela e muito menos em não ficar mexida com as mesmas. Eu sei que poderia estar sendo dura demais com ela e principalmente com Jayden, eu não podia simplesmente virar as costas para tudo de bom que ele fez por mim. Ainda mais depois de saber que ele havia parado de aceitar o dinheiro da Casey quando nos envolvemos mais a fundo. Foi por isso que eu tomei a decisão de falar com ele, mesmo que não voltássemos por que isso era algo que eu não sabia se queria, mas eu precisava conversar com ele.

– Ainda não dormiu?

Perguntei ao entrar no quarto e ver Louise ali, deitada e olhando para a tevê sem nenhum interesse.

– Eu não consegui dormir!

Eu apaguei as luzes do quarto e me deitei ao seu lado e como ela nem estava assistindo eu desliguei a tevê e em seguida puxei seu corpo junto ao meu do mesmo jeito que minha mãe fazia comigo quando eu era menor. Fiquei mexendo no cabelo dela que agora cheirava ao meu shampoo e quando eu mesma já estava quase dormindo. Senti Louise segurar minha mão e dizer baixinho.

– Obrigada Poppy!

Eu sorri a apertei mais em meus braços e depois disso, deixei-me ser levada pela inconsciência.

***

Acordei com o barulho da campainha que fez com que eu me assustasse e quase caísse da cama. Levantei um pouco atordoada e fiquei agradecida ao ver que izzie dormia tão pesado que nem se mexeu com o barulho. Andei até a porta enquanto prendia o cabelo e quando abri a mesma, minha mãe estava ali com seu habitual terninho preto o que nem brincando tirava toda a beleza da mesma, pelo contrario, ela só ficava mais bonita com aquele ar de seriedade.

– Você me pede para vir cedo e ainda estava dormindo?

Ela perguntou enquanto entrava no apartamento e deixava sua bolsa no sofá. Eu fechei a porta e há encarei um pouco tonta ainda.

– Eu disse para você vir cedo e não de madrugada mãe!

Ela revirou os olhos.

– São oito horas da manhã Poppy!

Eu arregalei os olhos. Poxa, eu realmente apaguei.

– Tá, faz o café enquanto eu lavo o rosto e coloco uma roupa!

– Não me dê ordens menina!

Eu ri.

– Por favor, mãããe!

Ela balançou a cabeça em negação, mas eu podia ver a graça em seu olhar.

– Vai logo, antes que eu desista!

Corri para o banheiro e depois de escovar os dentes e lavar o rosto, corri para o quarto e coloquei uma roupa descente. Olhei para cama e Izzie estava toda esparramada na mesma, enrolada no cobertor e com a cabeça em baixo do travesseiro. Aquilo me fez rir. Sai do quarto e fechei a porta atrás de mim. Quando voltei minha mãe já estava sentada tomando uma xícara de café. Eu me servi e depois me sentei em frente a ela na mesa.

– Então, em que você queria a minha ajuda?

Eu respirei fundo enquanto pensava em como dizer aquilo, já que ela provavelmente iria pirar.

– Bom, não tem um jeito certo de falar isso então... Mãe, eu preciso que você me ajude a adotar uma criança!

Ela teve três reações. Primeiro: ficou branca como papel e me olhou como se eu tivesse quatro cabeças. Segunda: ficou totalmente paralisada e sem falas e por ultimo o ataque!

– Você ficou maluca? Como assim adotar uma criança? Você nem terminou a faculdade ainda menina!

Eu revirei os olhos por que já a tinha imaginado me dizendo tudo isso.

– Mãe, eu estou no ultimo ano, não vai me atrapalhar em nada e eu realmente quero isso!

Eu acho que ela sentiu a determinação na minha voz e no meu olhar por que depois de me ouvir, ela respirou fundo, e me encarou mais seriamente.

– Tá legal, me conte essa historia direito!

Eu contei toda a história de Louise a ela que ouviu cada detalhe com atenção e cuidado. O que me deixava nervosa era só a falta de expressão em seu rosto.

– E é isso!

Falei depois de tudo e minha mãe me encarou em silencio por mais alguns segundos.

– Você sabe que uma criança é uma responsabilidade enorme não sabe? Você tem que educar, cuidar, proteger, guiar. Não é uma responsabilidade que depois você possa largar!

– Eu sei mãe e eu vou fazer tudo isso por que fui criada e ensinada pela melhor!

Falei sorrindo e ela sorriu revirando os olhos.

– Não precisa me bajular para tentar me convencer!

– Então... Quer dizer que você aceita me ajudar?

Ela ficou me olhando sem dizer nada, apenas fazendo suspense, e então ela sorriu.

– Sim, eu vou te ajudar!

– AAAAAH OBRIGADA MÃE!

Eu não consegui me controlar e pulei no colo dela a abraçando e enchendo-a de beijos. Ela sorriu.

– Deixa de ser louca menina!

– Poppy?

Eu parei com o escândalo quando ouvi meu nome ser chamado e vi a figura pequena de Louise parada encarando a mim e a minha mãe. Eu me levantei do colo da minha mãe e andei até ela pegando a sua mão a trazendo comigo para a mesa.

– Izzie, quero que conheça alguém!

Falei e ela me encarou e depois encarou minha mãe que a olhava com um sorriso simpático.

– Essa é minha mãe, Diana e mãe essa é a Louise!

Minha mãe olhou para ela e seus olhos ficaram molhados. Viu? Eu disse que essa menina tinha o poder de encantar todo mundo, nem minha mãe escapou!

– Como você é linda Louise!

As bochechas dela coraram e ela deu um sorrisinho engraçado.

– Obrigada, mas a senhora é que é muito bonita! Parece aquelas mães dos filmes!

Minha mãe riu e me olhou e depois voltou a encarar Louise.

– Obrigada querida!

Depois das apresentações, eu preparei o café para Louise enquanto minha mãe fazia as perguntas necessárias para entrar com os papeis para a adoção dela. As perguntas eram normais. Nome completo, nome dos pais, lugar em que morava, data de nascimento, se tinha parente vivos e essas coisas. Depois disso, nós três conversamos e minha mãe interagiu muito bem com Izzie, de repente eu vi que ela realmente me apoiaria nessa historia. Minha mãe saiu do meu apartamento às pressas quando viu que estava atrasada para uma reunião. Isso me fez rir, já que ela nunca se atrasava e quando isso acontecia ela ficava muito engraçada no meio de tanto desespero.

– Gostei dela!

Louise disse depois que minha mãe havia ido embora. Eu sorri.

– E ela de você!

– Parece que sim!

Ela voltou à atenção para seu café e eu me sentei a sua frente para conversarmos.

– Louise?

Ela me olhou.

– Oi

– Você gostou daqui?

Ela me olhou por um tempo e deu de ombros.

– Gostei.

Sua resposta me fez sorrir.

– Você gostaria de ficar aqui?

– Ficar?

Ela perguntou em duvida e com medo na voz.

– Sim... Ficar, ficar para sempre!

– Você me quer aqui com você? E pra sempre?

– Sim... Eu chamei minha mãe aqui por que eu quero adotar você!

– Você iria cuidar de mim como se fosse uma mãe? É isso?

– Aham... Se você quiser é claro ou então eu posso ser como uma irmã mais velha... É só que quero cuidar de você... Você aceita isso?

Seus olhos estavam vermelhos e ela parecia petrificada. Então ela sorriu.

– Eu acho que mãe tá bom para mim!

Eu sorri e a abracei o mais apertado possível. Ela enroscou seus braços a minha volta também, mas eu acho que estava tão empolgada que a apertei demais.

– Poppy... Não consigo... Respirar!

Ela disse com a voz falha e eu há soltei um pouco sem graça.

– Desculpa, me empolguei!

Ela riu.

– Tudo bem!

Depois de tomarmos café, eu achei uma roupa que coubesse em Louise, eu era pequena e magrela então isso não foi difícil, mentira foi sim, ficou um pouco grande demais, já que bom, ela só tinha sete anos, mas era justamente roupas que estávamos indo comprar. Fomos a várias lojas de crianças e eu comprei várias peças de roupas para ela. Depois fomos comer e então quando chegamos em casa, eu liguei para o meu medico e agendei uma consulta geral para izzie, ela estava a muito tempo largada e sem cuidados e eu queria ter certeza que ela estava realmente bem.

– Eu acho que estou cansada!

Ela disse se sentado ao meu lado no sofá. Ela estava muito fofa com os cabelos loiros presos em um rapo de cavalo folgado e um pijama vermelho que a deixava parecendo uma boneca. Eu a puxei para perto de mim.

– Nós andamos demais, até eu estou cansada! Você pode dormir se quiser!

Ela me olhou como se eu tivesse dito algum absurdo. – Há essa hora?

– É ué, qual o problema? Daqui a pouco eu tomo banho e durmo um pouco também!

Ela continuou me olhando como se esperasse que eu mudasse de ideia ou alguma coisa do tipo.

– Você não trabalha?

– Estou na minha semana de folgas atrasadas!

– Hmm... Eu posso mesmo dormir?

Eu revirei os olhos.

– É claro que pode, vamos!

Eu a joguei por cima dos meus ombros e ela deu uma risada alta. A levei para o quarto e deixei a mesma na cama.

– Agora deita ai e descansa que eu vou tomar um banho e me deitar com você!

– Ok... Vou tentar te esperar acordada!

Ela disse enquanto ia para o seu lado da cama e se enrolava nas cobertas. Eu sorri por isso, já que indicava que ela estava realmente se sentindo bem e a vontade ali. Peguei minhas roupas e fui para o banheiro. Quando saí do banho e entrei no quarto, Izzie dormia como de manhã, com o rosto em baixo do travesseiro e toda esparramada pela cama. Eu sorri e fui para a cozinha fechando a porta do quarto atrás de mim. Quando cheguei até lá, pequei meu celular e fiquei encarando o aparelho em minhas mãos. Depois de digitar e apagar o numero deles várias e várias vezes no aparelho, eu fui até o sofá e me joguei no mesmo, enquanto passava a mão no rosto e tentava me acalmar.

– Vamos lá, você já é uma mulher adulta e precisa ser corajosa agora!

Falei para mim mesma enquanto pegava o celular de volta e apertava o ligar no numero de Jayden. Quando começou a chamar meu estomago se embrulhou e comecei a tremer. Agradeci mentalmente por estar sentada ou eu provavelmente cairia. O telefone tocou três vezes antes de ele atender.

– Alô?

Ele falou rápido o que me fez deduzir que ele não havia visto o identificador e não sabia que era eu ligando. Eu respirei fundo e tentei ignorar o arrepio que a voz dele causou em mim.

– Jayden?

O celular ficou mudo e eu cheguei a pensar que ele havia desligado, mas ao ouvir sua respiração, me aliviou saber que ele ainda estava ali.

– Poppy?

Ele perguntou como se não acreditasse que era realmente eu ali do outro lado da linha.

– Sou eu, você pode falar agora?

– Claro, claro! Aconteceu alguma coisa?

Ele parecia elétrico e se eu não estivesse tão nervosa teria rido disso.

– É... Bom... Eu queria saber se, você podia se encontrar comigo hoje?

– Você quer realmente me ver?

Ele perguntou surpreso.

– Sim, nós precisamos conversar...

– Tudo bem, onde eu te encontro?

– Pode ser agora? No meu apartamento? Eu não posso sair!

Ele ficou mais uns segundos em silencio.

– Tá legal, chego ai em quinze minutos!

– Estou esperando. Tchau Jayden!

– Tchau Poppy...

Eu desliguei o celular e me afundei no sofá. Como eu poderia ter aquele ataque só de falar com ele ao telefone? E como eu reagiria ao vê-lo e encara-lo? Eu levantei nervosa e fui fazer outro café enquanto colocava as coisas no lugar.

Quinze minutos, exatos quinze minutos depois, minha campainha tocou e minhas mãos soaram frio. Eu andei indecisa até a porta e hesitei um pouco ao abri-la, mas quando eu a abri.

Puta merda, eu estava perdida com aquele homem! Ele estava ali, parado na minha porta, incrivelmente lindo, vestido todo de preto e com o cabelo que agora estava enorme, caindo sobre seus olhos o que ele logo resolveu quando passou a mão nos mesmo e os colocou para trás. Meus dedos coçaram. Ah que saudades daqueles cabelos, que saudades dele!

– Oi

Eu disse quebrando aquele silencio já que a única coisa que fazíamos era encarar um ao outro sem dizer nada e aquilo era um pouco estranho. Por mais que eu soubesse que podia passar o dia inteiro assim. O olhando!

– Oi

– Entra!

Dei passagem para que ele entrasse e assim que ele passou, eu fechei a porta e respirei fundo o seu perfume que me fez fechar os olhos e me apoiar na porta por alguns segundos. Quando me virei, Jayden estava ali, parado e me olhando, ofuscando todo o resto em volta dele e me deixando totalmente fora de mim. Mas eu tinha que me controlar, por que agora, era a hora da verdade.