Misery Business
5 Capítulo 5 - Aveia e Mel
—Venha, venha, sente-se comigo e com Jonas hoje. —insistia Tessa, puxando-me pelo braço para fora da sala.
— Mas e a Tati? —miei.
De verdade? Eu não ligava muito para comer com a Tatiana. Mas hoje era dia de ronda no colégio, principalmente de fofocas e informações. Eu precisava saber se conseguiria novos trabalhos ou mais rumores sobre a Hell Girl.
— Ela tem a Débora, Joana, Karla, várias meninas! Vamos, vamos! Você prometeu. —birrou Tessa.
— Vamos, Tessinha. —disse Paula Bjork, passando por mim como se não me visse. —A fila da lanchonete cresce muito rápido!
— Por favoooor, Emily!
— Tá. —dei-me por vencida e chamei Thiago aos gritos. Para minha sorte ele veio sem necessidade de insistência, mas só porquê Paula estava lá.
A recompensa por tudo isso? Jonas e todo seu encanto masculino desciam as escadas ao meu lado, estávamos falando sobre "biscoitos de aveia e mel". Claro que eu queria que esse "estávamos" incluisse apenas eu e Jonas, mas parece que ele nunca pode ficar sozinho -e quando fica, não é comigo-.
— Eu adorava quando era criança! Mas, sei lá, é difícil comer aquilo. —disse Jonas — Cola no dente e... Bom, não gosto da sensação de coisas incrustadas na boca.
— Me lembra do trauma do aparelho. —comentei. —Biscoitos de aveia e mel e aparelho não são a melhor coisa do mundo.
— Aveia é um nojo. —resmungou Paula, alisando os cabelos lisos. —Aveia e mel ainda? Eca.
Não havia uma hora que eu não achasse Paula Bjork desagradável. Minha história com ela sempre foi ruim, desde o começo. Mas eu não podia odiar ela completamente enquanto Thiago estivesse tentando conquistar o coração de naja dela.
— Isso não é nojento. —intrometeu-se Thiago — Nojento é vitamina de leite de soja!
— Quer dizer que a Emily está seguindo minhas dicas? —intrometeu-se Tessa, aparecendo de repente ao nosso lado e entrelaçando o braço no meu.
— Pois é. Te odeio, Tess. —sussurrei, sentindo-me corar. Tessa vivia insistindo que leite de soja ia nos garantir a barriga tanquinho dos sonhos, até porque "soja" soava como algo saudável.
Jonas riu.
— Para que tomar leite de soja?
— Suicídio lento e sem dor. Só... Com um pouco de ânsia de vomito. Mas no final você morre com a barriguinha lisa.
Jonas gargalhou, roubando de mim um sorriso de canto. Mas, antes que ele percebesse, desmanchei aquela cara idiota e me voltei para a fila da lanchonete.
Mal sabia eu que ele ainda sorria. E me olhava.
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