Misery Business

13 Capítulo 12 - Sexy Back


Notas iniciais
Esse capítulo é carinhosamente dedicado a queridinha Giovanna Rita, que fez aniversário semana passada, com uma festinha de arromba! Ah, e vivas ao aniversário de uma semana do show do Maroon 5. Foi INCRÍVEL! :D E, ao som de "One More Night" eu escrevi esse capítulo. Uma inspiração e tanto!
Não me odeiem.

Empurrei-o no impulso e me afastei, ofegante. Ele disse "Hell Girl", certo? Então só podia significar...

— Como assim, Jonas? — encarei-o. O disparar de meu coração era quase doloroso.

Um sorriso travesso surgiu em seus lábios, Jonas se debruçou sobre mim e tentou me beijar outra vez, mas desviei. Era um jogo, só podia.

— Se afasta. — gritei — O que você disse?

— Não precisamos esconder nada um do outro, Emma. Eu sei sobre você e você sabe sobre mim. Nada mais justo, certo?

Todos aqueles anos de puro esforço para esconder minha identidade indo pelo ralo, eu devia ter me aposentado antes de isso tudo acontecer, antes que eu errasse em algo.

— Você é a Hell Girl, não é?

— Não, Jonas, pelo amor de Deus. —escondi o rosto nas mãos — Não me diga que você fez esse show todo e ainda teve a coragem de me beijar só para que eu te dissesse algo tão absurdo?

O menino balançou a cabeça lentamente e riu. Estava fazendo aquilo de novo, parecendo estranho e zombeteiro, como se quisesse rir de mim.

— Eu pedi muito gentilmente que não mentisse para mim. — sussurrou — Não pedi?

Engoli seco e me encolhi na parede, olhei em volta para ter certeza de que todos continuavam alheios a conversa que estávamos tendo e ao nosso esconderijo.

— A única coisa que me irrita, Emily, é que você parece duvidar do fato de que eu realmente gosto de você.

— Você disse que amava outra garota, Jonas. Eu não sou tão burra. — levantei-me e espanei a poeira de meu jeans, pronta para ir embora e deixar aquele idiota sozinho.

Já tivera revelações demais por um dia, muitas surpresas, muitas verdades contadas a cara dura. Eu também merecia férias, dele, da vida, de tudo, de todos. Era muita besteira para uma garota só. Era a primeira vez em muito tempo que eu me arrependia amargamente der ser a Hell Girl.

— Eu não disse que amava, disse que gostava. E disse também que não gostava da Hell Girl, pois não poderia gostar de alguém que não existe. Bem, ela existe e eu confirmei isso. As coisas mudam um pouco nesse caso.

— Você é completamente louco, Jonas Viccine. —cuspi para ele, agarrando a gola de sua camisa para puxá-lo — Considere-se morto, idiota.

Seus olhos azuis brilharam em satisfação. Jonas agarrou meu pulso e me puxou para perto, os lábios colados em meu ouvido, disse em voz baixa:

— Não fale assim comigo, Emma. Sou um garoto com hormônios em ebulição, você sabe. Não resisto.

Puxei meu pulso, mas seu aperto apenas se firmou, até que ele alcançasse minha outra mão e me prendesse na pilastra cinza.

— Me larga. —disse entredentes, usando toda a minha força para afastá-lo. Eu era a Hell Girl, não podia ser tão fraca a ponto de mal aguentar uma pequena queda de braço com um retardado que nem Jonas. Ele ignorava a minha resistência como se segurasse um coelhinho.

— Não gosto de Marcela por opção, Emily. Há coisas antigas que me prendem a ela e eu amo muito a minha família para querer que algo de ruim aconteça, então não tente dar uma de donzela usada para cima de mim e nem abra o bico sobre hoje. Se a tampinha disser para alguém e estragar tudo, eu juro que acabo com você. — suas palavras saíam com rispidez e ele estava perto o suficiente para que eu sentisse sua quente e pesada respiração no rosto.

— E você, não tente dar um de vilão. Eu sei algo sobre você e você sabe algo sobre mim. Se um dos dois abrir a boca primeiro, é o fim para ambos. Estamos quites. Não encha a boca para me chantagear, Viccine, você não é tudo isso.

— Oh, é mesmo? Quem é que ficou caidinha por mim esse tempo todo?

— Digo o mesmo. — puxei com força minhas mãos e, finalmente, me libertei de seu aperto. Empurrei-o para longe de mim, diversos sentimentos se agitavam da boca do estômago para fora, debatendo-se, confundindo-se, quase insuportáveis. — Se gosta tanto de mim, prove.

— Certo, Hell Girl. — Jonas sorriu — Mas não espere nada de especial. Romance me da náuseas. Nem me encha o saco quando eu estiver perto de Marcela, isso seria ruim.

— Eu não sei se gosto ou se odeio esse seu jeito novo. É surreal. Você era a pessoa mais perfeita do mundo, além de ser...

— Lindo, gostoso, quase um go go boy angelical? Filho de Apolo? Sim, você está certa, meu amor. Mas ninguém é perfeito.

— Eu vou embora.

— Não se irrite, Emma, você parece a Mulher Gato quando está vestida de preto. E, olha, eu vi o último Batman, ela não é das piores não. Mulherão.

Aquele Jonas era a sombra do príncipe perfeito que eu tanto amava há uma hora atrás. Ele era o inferno no corpo de um modelo.

— Não enche, Viccine. —revirei os olhos e saí dali a passos largos.

Menos um dia de ronda, mais um preocupação na cabeça. Primeiro Tessa, agora Jonas. Aonde aquilo tudo ia parar? Quem mais estaria desconfiando da minha verdadeira identidade? E aquele menino mascarado da outra noite? Eu nem mesmo sabia quem era aquele cara. Além de todas as fotos que eu achei de mim no armário da capitã do clube de fotografia. O meu inferno astral estava armado para mim.

Hoje era dia de treino de vôlei e eu não podia faltar pela segunda semana seguida sem levar uma bronca do treinador, teria que esperar a hora do intervalo dos clubes para ir falar com Vitória e perguntar sobre a minha câmera.

Foi com esse humor e esse tanto de preocupações na cabeça que eu voltei para a sala, morrendo de fome e mentalmente exausta.

O dia não poderia estar mais magnífico.


Notas finais
E a história se enrola mais uma vez. Coitada da Emily. O preço que se paga pela vingança é amargo, não é? Jonas: Bom ou Mal? Façam suas apostas!
Só para esclarecer, os posts são semanais. Um capítulo por semana, para que dê tempo de todos se encontrarem (: Pode ser que hajam imprevistos e essa semana se duplique (magic! :O ) , mas eu não sou de ficar anos sem postar, até porque, quando estou me sentido mal, triste, incomodada, infeliz, ou até feliz demais, eu preciso escrever. Escrever me esvazia, me desenrola, me esclarece, me estica. Eu preciso escrever para me sentir um pouco plena. (=
XoXo s2