Notas iniciais
Finalmente após anos seguindo rotas alternativas e se espalhando, o resto de radicais traídas por suas próprias aliadas encontram além do Maciço da Pedra Branca (Rio de Janeiro) o refúgio daqueles que um dia foram seus reféns. Sem escapatórias, com fome e sede, as Zymovi Dochky são obrigadas a se voltarem contra seu próprio pilar ideológico principal e implorarem ajuda aos seus "inimigos naturais"O grande problema é quando Jarah e Temno se encontram depois de 30 anos

Sorority is coming

O flash daquela noite ainda está na mente de Temno. Os gritos da sua algoz misturado a lágrimas e pedidos de clemência ecoam em sua mente enquanto degusta um whiskey junto com Mark Mikail, o seu amigo de longa data e ex integrante da LegionX, grupo paramilitar contrário as Zymovi Dochky, Avrora Navesni e aos Chorne Sontse. O militar mais uma vez reflete sobre os 20 anos anteriores acompanhado de uma dose do líquido e um charuto.

– Eu te imploro... Se eu te faço ou fiz tão mal, por que não me mata?! Você me tem aqui na sua frente. Seja um homem decente e me mate de uma vez! Uma amputação não vai me parar e você sabe

– Alguém cedo ou tarde mata você... Vou te soltar e ver no que dá...

Enquanto pensa no futuro, uma chamada em seu rádio e no de Mikail. Um dos soldados da guarda traz um comunicado um tanto surpreendente.

– Ave Rex, Temno! Preciso quer venha aqui fora nos portões. Temos visitas...

– Visitas? – Pergunta Temno confuso e curioso

– Sim senhor.. Você já as viu a muitos anos...

– Jarah? O que elas faz aqui?! Vocês tem permissão pra abrir fogo...

– Senhor... Não que eu goste de me meter em suas decisões, mas acho que a coisa é bem extrema. Lembra-se da citação sobre a Aurora Coletiva? Temo que ela tenha chegado...

Temno reluta em deixar ambas entrarem e vai pessoalmente até elas... É incrivel ver tão pouca gente perto das legiões que foram outrora.

– Ora ora... A amputada me procurando...

– Escuta aqui machopata de merda

Ambos soldados já erguem seus fuzis prontos para dizimarem o restinho de radicais quando Temno ergue seu dedo indicador direito, uma expressa ordem de não atirarem sem conssentimento.

– Abram as portas e tratem-nas como nossas irmãs, amigas e familiares. Não as toquem, não dirija uma única letra sem que sejam perguntados

– Mas... Mas Senhor... Elas quase nos mataram

– ABRAM ESSES MALDITOS PORTÕES!

Sem qualquer escapatória, os guardas acatam as ordens e abrem os portões, deixando que aquele grupo (menos de 1500 pessoas) entre enquanto o grande lider olha direto nos olhos de Jarah

– Ué... Não tem mais o seu fantoche? Cadê aquela pseudo guerreira de face paramentada em aço e tinta?

Jarah pela primeira vez abaixa a cabeça e respira fundo.

– É sobre isso que vim falar. Tem tempo, paciência e podemos falar de feminista pra patriarcado?

– Não ouvi direito... Repita devidamente

Jarah resmunga e ameaça avançar quando Temno pega sua Glock e repousa a mesma baixo do queixo de Jarah

– Nunca esqueci o seu pedido. Eu posso te matar e ainda saio como herói. Peça gentilmente!

Mikail intervém quando uma tensão se cria entre os dois...

– Cara... Seja sensato... Veja o semblante delas, o semblante de Jarah. Não acha melhor conversarmos os 3 a sós na sala de diplomacia?

– Conversar com essa gentalha? Mikail... Tu tá brincando comigo?

– Eu não brinco com coisa séria e você sabe

Temno olha nos olhos de Mikail e resolve ir até a sala com as mãos no bolso e sua pose sempre imponente e brutal

– Tudo bem... Vamos para a sala conversar. Eu lavo sua mão e você lava a minha... Se você não proferir nenhum absurdo antes... Do contrário, estouro seu crânio tal como estourei seu braço esquerdo...

– Temno...

– Mikail... Mais um pio e eu te arrebento...

E nesse clima de “festividade, aliança e irmandade” fecham-se na sala durante horas, dias, semanas...

Notas finais
No próximo capítulo, a reunião dos ex rivais. Será que chegarão num acordo? Será que pelo menos uma vez se ajudarão para evitar uma guerra civil cisfóbica?Não percam o próximo capítulo