Misa Mercenary

23 Dispersão


Notas iniciais
Só pra matar as saudades. ♥

Misa Mercenary

Dispersão


— Bom, acho que assim está bom. — Comentei ajeitando o último botão teimoso da camisa amarelo queimado do garoto.

— Ah, pra quê tudo isso? Ele vai odiar a ideia de qualquer forma... — Respondeu-me o loiro, de forma tediosa.

— Claro que não, não há nada que L odeie quando vem de mim. Agora se comporte, lembre-se que não é nada de graça, estou te pagando uma grana boa, quero que você faça valer a pena. — Bem a minha cara mesmo, tentar manipular tudo e todos ao meu redor.


Dessa vez, o loiro-teimoso-arrogante-cara-de-mulher teria que me obedecer perfeitamente senão eu iria puni-lo de maneira severa. E bom, quem é louco de pagar pra ver?

Raito já nos esperava do lado de fora da minha casa, também estava meio emburrado.

— Misa, eu acho uma péssima ideia. Mello seria essencial nesse nosso próximo serviço.

— Que essencial porra nenhuma, o que ele iria fazer, afinal? Umas piadinhas escrotas enquanto mella [de Mello, entenderam? kk] todos os equipamentos ou deixa embalagens de chocolate por aí? Ele será de mais ajuda lá pela Inglaterra, ajudando o L com as crianças. — O respondi grosseiramente, estava cansada de ver todo mundo contestando as minhas decisões.

— Tá, tá. Já chega dessas baboseiras, pff. — Ah, Mikami.

Por fim todos se calaram e fizemos uma viagem tranquila até a casa de L. Raito não deu um piu, Mikame e Matt estavam com fones de ouvido. Ouvia-se apenas o mastigar irritante de Mello, que, aliás, já estava todo desalinhado.

— Puta merda, Mello! Você já está todo bagunçado. — Falei enquanto me virava para o banco de trás, onde o loiro me olhava assustado.

Levemente, penteei seu cabelo liso e sedoso. Eu sei que seria meio ignorante da minha parte, mas aquele corte estava feminino demais. Mello era um garoto bonito, mas seria mais ainda se cortasse aquele cabelo exacerbadamente feminino.

— Assim está bom. — Espirrei um pouco de spray na franja, pra mantê-la no lugar.

“A quem estou tentando enganar...”, pensei suspirando. Raito olhou para mim como se pudesse ler meus pensamentos. Mas fala sério, como se L fosse se importar como cabelo do loiro, ou como ele se veste, ou como ele se porta diante dos outros... L [desculpem a expressão] ta pouco se fudendo pros outros... Acho que é por isso que eu o amo tanto. Mas de qualquer forma, não custava nada aparecer ajeitadinho pra alguém como se fosse uma entrevista de emprego, se L não se importasse, Watari com certeza se importaria. Até porque, ele é um homem bem observador.

Finalmente chegamos a grande mansão:

— Caramba! Que casa incrível. — Matt disse admirado, realmente era uma casa fantástica.

Watari não demorou em liberar o portão principal, Raito rapidamente estacionou sob uma árvore e nos dirigimos até a entrada. Adivinha quem estava sentado sobre uma poltrona em posição fetal se entupindo de doces? Sim.

— Misa-san, que demora! — Levantou-se com as mãos nos bolsos e dirigiu-se até mim, me encarando com os grandes olhos negros. Parecia que as olheiras tinham dobrado detamanho, provavelmente não tirou nenhum cochilinho depois que eu fui embora na noite anterior.

— Desculpe a demora... — Dei-lhe um beijo nas bochechinhas coradas. O moreno segurou uma das minhas mãos e me puxou até o sofá. Impressão minha ou ele estava ignorando os outros?

— Quer chocolate?

— Eu quero! — Gritou Mello antes que eu pudesse responder. Então o loiro intrometido se dirigiu até nós, sentando ao meu lado.

— L, esse é Mello. É dele que eu estava falando ontem. Ele irá com você para a Inglaterra.

— Misa-san, eu sei quem é Mello. Ou Mihael, não é? Eu já imaginava que você o chamaria. Se não era Raito-kun, com certeza seria alguém que toparia de verdade viajar comigo, uma pessoa ao qual nem é tão próximo. Até porque, pelo que fiquei sabendo, ele é uma pessoa bem manipulável... — Bom, ele realmente não percebia que falava de uma maneira grosseira...

— COMO É SEU ESQUELÉTICO DE MERDA?! — O loiro rapidamente levantou a voz.

— Hã? Falei algo desagradável?

Tentei acalmar Mello. Nesse meio tempo, os demais se retiraram da sala, provavelmente cansados de serem ignorados.

Com o desenrolar da conversa, consegui fazer com que os dois se dessem bem. Ou pelo menos eu tentei. De repente, do nada, o rumo da conversa mudou totalmente e começaram a falar de diversos tipos de doces e sabores de sorvete. Parecia até que eu era a mãe, e aqueles dois meus filhos. “Como isso foi acontecer...”.

Beijei a bochecha de L, que parecia distraído com um vídeo que mostrava a Mello. Um bem retardado, vale nem a pena comentar. Fui me retirando sorrateiramente do local, quando ouvi sua voz rouca:

— Misa-san, sai sem me dar tchau? — Falou meio tristonho enquanto Mello continuava vidrado no vídeo.

— Ah, tchau L. Irei viajar hoje, sabe umas coisas... Com a minha mãe... — Não sei por que mentia, mais cedo ou mais tarde ele poderia descobrir a verdade. — Mello irá viajar com você no sábado...

— Ah sim, aceitei mesmo de graça. Ela não me pagou nada! – Falou o loiro idiota, agora L sabia que eu havia lhe pagado.

— Tudo bem, se cuide. — Fitando o chão, despediu-se de mim.

Raito e os outros me esperavam no carro já.

— Finalmente né minha filha?! — Adivinha quem comentou? Ah, Mikami.

— Vamos logo, antes que eu me arrependa e queira viajar com ele.

Confesso que queria ir no lugar de Mello. Não me enxergava mais sem o branquelo (branco magrelo). Onde L fosse eu queria estar junto, eu adorava nossos momentos, e essa viagem seria perfeita para nós dois. Mas no momento eu teria de abrir mão, tinha coisas mais importantes a serem feitas.

Viajamos na sexta para começar as atividades. Tentei ligar para L pra desejar uma boa viagem, mas o telefone só deu ocupado. Já fiquei com o coração na mão. Espero que tudo corra bem.

Continua...

\"\"


Notas finais
Amores, perdoem se houver algum erro. Fiz às pressas porque tenho uma prova jaja, se gostarem, se odiarem, se quiserem me xingar fiquem a vontade. BEEEEEIJOS ♥