15 de Outubro de 1949

Paris, França


– Acorde, Sophie. Aquele seu amigo está lhe chamando para ir naquela fonte que vocês sempre vão.

– Mas.. mas.. Lena... Quantas vezes já lhe disse que o nome dele é Henry? — A garota esfregava os olhos enquanto se levantava de sua cama.

– Tanto faz. — A mais velha falou, saindo do quarto.

Sophie Melisse Fountain, este era seu nome. Aquela moça mais velha era sua irmã, Elena Fountain. Sophie tem apenas doze anos, sua irmã é sete anos mais velha. As duas tem cabelos loiros e olhos azuis.

A mais nova foi até a janela e viu seu amigo de cabelos castanhos parado, esperando ela descer.

– Henry! Como vai? — ela gritou.

– Hum? — Henry virou-se para a casa e olhou Sophie. — Sophie! Bom dia! Estou ótimo como sempre, e você? — respondeu no mesmo tom.

– Estou bem! Já irei descer, certo?

– Certo! Estou lhe esperando aqui!

Sophie se afastou da janela e foi para o banheiro. Saiu de lá após se arrumar e pegou um vestido. Se trocou e arrumou o cabelo, colocando logo em seguida seu sapato.

Desceu rapidamente e encontrou Elena com seu futuro marido.

– Olha só, Elena. Sua irmãzinha! Vem cá!

"Ele me trata igual um bebê. Apenas ignore, Sophie. Você é pode fazer isso com facilidade. Ele não merece sua atenção, seja forte."

Sophie passou reto por ele e abriu a porta, saindo de casa.

– Sophie!

– Henry! Que saudade. Como foi a viagem com seu pai?

– Entediosa. Não há nada para se fazer no navio. É cheio de mercadorias e gente correndo pra cá e pra lá.

– Hum.. Que pena, Henry. Vamos indo?

– Hum? Ah, claro. Vamos.

Os dois sairam correndo. Henry era três anos mais velho que Sophie, ou seja, ele tem quinze anos.

Chegaram rapidamente na fonte. Era o local preferido deles. Eles ficavam horas passando a bola um para o outro.

– Eu começo, Sophie! — Ele jogou a bola para Sophie, que estava distraída. — Sophie! Acorda!

– Oi? Hum, é mesmo. — Olhou a bola cair do outro lado do rio que tinha lá perto. — Vou lá buscar.

Sophie saiu correndo para a ponte que estava longe e Henry ficou esperando. Sentiu que alguém estava atrás dele e logo se virou, assustado.

Era uma moça toda vestida de preto que segurava um espelho na frente de seu rosto. Um espelho grande que cobria seu rosto e uma parte do corpo. Estendeu-lhe a mão e Henry quase tocou a mão da mesma se não fosse por um grito.

– Henry, peguei a bola! Vamos continuar!

Olhou para Sophie chegando. Voltou a atenção para a mulher de preto mas ela não estava mais lá. Henry estava assustado naquele momento.

– Sophie, vamos embora. Não vamos mais voltar aqui. Vamos, venha logo. — abraçou Sophie e a puxou para a trilha que voltava para a cidade.

– Mas.. Henry!

– Nada de "mas", Sophie. Vamos logo e não reclame.

Chegaram na casa de Sophie. A mesma estava sem entender nada.

– Henry, você vai me explicar direitinho essa história! Mal chegamos lá!

– Olha, Sophie. Não quero que vá mais lá. Prometa isso. Eu lembrei de um compromisso. Tenho que ajudar meu pai à colocar as mercadorias no navio.

– Hum, tá bem. Eu prometo. Vai lá. — beijou a bochecha de Henry e o mesmo corou, bagunçando o cabelo de Sophie.

Henry correu para sua casa, que não ficava muito longe de lá. Sophie entrou em casa e deu de cara com sua prima chata.

– Soooooooooooooophie, qual é o nome de seu namorado?

– Fique.. longe... de mim. Ele não é meu namorado.

– A Sophie tá namorando! A Sophie tá namorando! — ela gritava.

Sophie tapou a boca da prima com as mãos.

– Fique calada. Ele não é meu namorado.

– Sophie! Isso são modos de tratar sua prima Madelleine?

– Mas mãe!

– Nada de "mas". Suba para seu quarto e fique pensando no que fez.

Sophie suspirou e concordou, subindo para o quarto e batendo a porta com força, a trancando em seguida. Se olhou no espelho e ficou arrumando o cabelo.

– Mirror, mirror on the wall.. What will I be when I be tall? — Ela cantava enquanto trançava o cabelo.

Notas finais
E a aventura começa! Não me matem por ter sido tão.. confuso.