Mirror, Mirror
1 U: Espelho, espelho meu
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Bom, estou aqui com mais uma história para esse mês sobre a família Black. Essa é bem curtinha, mas espero que gostem! ♥
{mirror, mirror}
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Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?
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Havia algo mágico sobre espelhos. Algo poderoso e indescritível que sempre atraiu Narcisa Black. A garota não conseguia se conter. Para ela era impossível passar em frente a uma superfície refletora e não fazer uma pausa. Como uma sereia, a jovem no espelho cantava por sua atenção. Por sua devoção. Por seu espírito. Como uma sereia, ela era bela e encantadora. Linda, linda, linda. Os olhos azuis, os longos cabelos prateados, o nariz empinado, os lábios cor de rosa. O queixo sempre erguido em triunfo, o pescoço ornamentado com alguma joia delicada. Cada um de seus gestos exalava magia, graça e poder. A moça no espelho era perfeita. Narcisa achava que podia estar apaixonada por ela. O que não era um problema, já que, na concepção da Black, apenas um imbecil não estaria.
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Espelho, espelho meu, existe alguém mais amável do que eu?
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Havia algo mágico sobre os olhos de Lucius Malfoy. Algo poderoso e indescritível que atraiu Narcisa Black desde o primeiro instante. A garota não conseguiu se conter. Talvez não fosse uma marinheira tão experiente quanto imaginara. Seu barco naufragara, afinal. Ela quase se afogara naquele oceano gelado. Então, quando a água começou a invadir seus pulmões e a clamar todos os seus órgãos para si, a moça se lembrou de que era uma sereia. Uma sereia que nascera para reinar em mares tempestuosos. Não demorou muito para que ela se fizesse em casa ali. Para que sua canção penetrasse pelas janelas que eram aqueles olhos cinzentos e ecoasse por aquela alma fria e forjada em má fé. Naquela alma que lhe era tão reconhecível. Idêntica. Gêmea. Ela e o Malfoy eram iguais. A garota sabia, porque os olhos de Lucius eram espelhos. E Narcisa amava o que via refletido neles.
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Espelho, espelho meu, existe alguém mais encantadora do que eu?
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Havia algo mágico sobre Narcisa Malfoy. Algo poderoso e indescritível. Até para si mesma. A mulher poderia passar horas inteiras observando seu próprio reflexo, penteando os cabelos loiros, experimentando seus melhores vestidos e suas melhores joias. Refletindo sobre a vida que tinha e sonhando com a que teria. Alguns a chamariam de fútil, Narcisa os chamaria de tolos. Porque amar a si mesma, acima de todas as coisas, era o que a tornava capaz de fazer o que fosse necessário para triunfar.
Talvez Narciso, em toda sua gloriosa estupidez masculina, houvesse sido consumido pelo encanto por si mesmo. Mas ela era Narcisa. E aquele “a” fazia toda diferença. Seu amor próprio jamais seria sua ruína, mas talvez fosse a ruína do mundo. Seu narcisismo era seu escudo e sua adaga. Aquilo que a tornava perigosa, que a fazia poderosa, que a mantinha viva.
Narcisa Malfoy não fora feita para desvanecer na beira de um lago espelhado. Pelo contrário, havia nascido para habitá-lo. Dominando aquelas águas misteriosas com suas escamas, guelras e canções perversas. Uma bela sereia, encantando o mundo, enquanto arrastava almas para o inferno.
Notas finais
De qualquer forma, espero que tenham gostado! ♥
Beijinhos,
Thaís
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