Minkis Mackenzie

Eu não estava acreditando. Eu confiava na Lina! Não acreditava que ela estava ligada aos encapuzados. Pelo jeito, não fui a única a ficar chocada, afinal, Thay estava com uma expressão espantada, dava para ver em seu rosto que ela esperava ver a pinguim no local.

Olhei para a minha direita, e na direção mencionada havia diversas telas, mostrando vários locais do Club Penguin, alguns que eu nem lembrava que existia! Não me surpreendi por ver elas, afinal, quando Greeny nos mostrou o vídeo que estava no computador da Elite Penguin Force, imaginei a possibilidade de existir câmeras em toda ilha. Mas pelo rosto dos outros dois pinguins, fui a única que pensei nessa possibilidade, pois ambos estavam com expressões espantadas.

— Santo Sensei! — Disse Thay.

— Eu não acredito! — Disse Juan.

— Pois acredite! — Disse Greeny, formando um pequeno sorriso em seu bico.

— Não façam essas caras, parece que vocês descobriram que namoraram a Dot disfarçada! — Eu disse, revirando os olhos.

— Verdade! E essas câmeras vão ser muito boas para nós — Disse Greeny, e eu logo concordei, afinal, já tinha uma ideia do que ele estava falando.

— O que? — Disseram os outros dois pinguins, duvidando um lado bom.

— Nós podemos descobrir para onde os pinguins estão indo! — Disse Greeny, como se a resposta fosse óbvia.

Começamos á observar cuidadosamente cada câmera, prestando atenção em cada detalhe. As vezes nos assustávamos, pois alguns encapuzados passavam em certos locais, como por exemplo, o Centro. Em duas telas percebemos coisas importantíssimas para a nossa busca ao local que os pinguins poderiam estar. Na do Plaza, percebemos que o bueiro estava tampado e na da Mina, a casinha que se localizava ali estava totalmente destruída, e claro, esses dois detalhes nos chamaram muita atenção e infelizmente, Greeny não sabia o porquê de o bueiro estar fechado e da casa estar demolida. O mesmo disse que quando havia chegado, ambos estavam do jeito atual.

Passamos alguns minutos pensando sobre isso, criando algumas teorias, algo me chamou atenção. Ambos locais davam acesso ao subterrâneo, e com esse pensamento, talvez esse seria o local que os pinguins estariam. Olhei para as câmeras que filmavam o local e não consegui ver o local, pois estava muito escuro, mas mesmo assim, não descartei a ideia. Olhei para o Dance Club, afinal, uma de suas caixas de som também levam para o mesmo lugar, porém infelizmente não conseguia saber se era uma passagem ou não.

Com isso, lembrei de algo. O pó! Como estávamos no QG, provavelmente teria alguma máquina que iria conseguir transformar o pó em um útil, e assim, nós o usamos para ir ao subterrâneo e finalmente descobrir se é lá que os pinguins estão!

Falei sobre meu raciocínio aos três pinguins, e Greeny confirmou que havia uma sala atrás da estante que Juan estava apoiado, e imediatamente ele saiu de perto do objeto. Abri minha bolsa e peguei um pequeno saco com o pó dentro, e fomos todos em direção a estante.

Antes de entrarmos, Greeny voltou apressadamente e pegou um walktalk que estava em cima da mesa, que até então ninguém havia notado, e finalmente entramos na sala. No local tinha uma mesa de cor azul enorme, com diversas máquinas sobre ela e claro, várias garrafas de cream soda ao canto.

Thay pegou uma garrafa do líquido rosado e entrega á Greeny, e eu entrego o saco que estava com o pó. O pinguim reduziu uma substância de Cream Soda, que no momento não sabíamos, mas era uma que era ativadora do pó. O garoto pegou o pó e o líquido, misturou ambos, e o mesmo se virou para nós, nos olhando seriamente.

— Não sei se deu certo ou errado, mas preciso testar em alguém para ter a resposta. — Disse Greeny.

Ficamos em silêncio. E se desse certo? E se fosse o local em que os pinguins estivesse? Como nós iriamos avisar o restante? Com todas essas perguntas em mente, uma voz ecoou no cômodo, e era de Thay.

— Eu. — Disse a pinguim mais nova.

Greeny estava com um pouco de medo estampado em seu rosto, talvez porque a pinguim era a mais nova, e caso ocorresse algo com ela, ele se sentiria culpado. Mesmo com o sentimento presente em sua face, o garoto pegou a pílula, Thay fechou seus olhos e a bruxa jogou a cápsula na garota, que não se moveu em momento algum.

Esperamos cinco segundos, e nada ocorreu. A pinguim abriu seus olhos lentamente, e quando olhou Greeny, que estava na sua frente, fez uma expressão confusa. Não havia dado certo, e nossa única esperança de descobrir o que estava no subterrâneo era através da passagem secreta do Dance Club.

Suspirei um pouco decepcionada, eu tinha certeza que daria certo e finalmente poderíamos salvar os pinguins sequestrados. Agora, com o pó totalmente inútil novamente, sentamos em roda e olhamos para o chão. Não sei sobre o que os outros estavam pensando, mas eu estava procurando soluções.

O silêncio foi quebrado novamente, mas não por um de nós, e sim pelo walktalk que Greeny havia pegado antes de irmos para esta sala. Ainda não sabíamos o porquê de o pinguim ter trazido o aparelho, mas não questionamos. O mesmo nos olhou e colocou a nadadeira na frente do bico, pedindo para manter o silêncio que estava, antes do rádio tocar.

O pinguim atendeu, e uma voz grossa ecoou pelo cômodo:

— Marty? Está aí?

— Não! Tô na Praia aí do seu lado! Claro que estou. — Disse a bruxa revirando os olhos

Em poucos segundos, entendi a situação. Greeny estava se passando por um encapuzado, que se chamava Marty, pelo jeito.

— Não é nada de grave, apenas estou avisando que alguns pinguins estão indo aí para revistar o QG — Disse o encapuzado.

Olhei espantada para Juan e Thay, e os mesmos me olharam imediatamente, com expressões assustadas. Iriam nos ver! O desespero tomou conta de mim, e claramente, de todos presentes. Greeny respondeu um simples "certo" para o encapuzado e desligou. Corremos desesperados em direção à sala de comando, procurando rapidamente a tela que filmava o andar de baixo. Quando achamos, vimos cinco pinguins com roupas pretas olhando para todos os lados. Um deles olhou diretamente para a câmera e piscou e fez um sinal com a nadadeira que significava "nos deixe entrar".

Meus olhos se arregalaram ao ver que o encapuzado olhou a câmera, eu senti como se ele estivesse me olhando. O desespero e pânico aumentaram cerca de cem por cento, eu não sabia como reagir, apenas fiquei paralisada, olhando a tela.