Miranda: Coven
12 Salem
Thay Scott
— Ele saiu? Como assim? — Marcus se assustou e puxou a carta de minhas nadadeiras. — Me dê isso! — ele leu a carta novamente. — Nós precisamos ir atrás dele, ele deve estar correndo perigo! — Gritou bastante preocupado.
— Como assim perigo? O que eu perdi? — perguntou Minkis.
— Enquanto estávamos voltando da delegacia. — comecei, enquanto saía do iglu e fazia um sinal para que os outros fizessem o mesmo. — Nós fomos atacados por flechas. Na verdade, elas iam em direção ao Greeny. Gerda, Gaia e Greta apareceram falando que os pinguins estavam caçando bruxas, e que ele precisava ajudar, enfim, uma longa história, mas basicamente foi isso que aconteceu. Agora vamos, precisamos ir atrás dele!
Saímos do meu iglu e começamos a andar, com passos rápidos, mas não chegamos a correr, pois estávamos com medo de que o assassino achasse suspeito e atirasse mais alguma flecha, ou que a policia achasse que Minkis estava fugindo novamente.
No meio do caminho, passamos em frente à delegacia, e os policiais que estavam de guarda acabaram nos reconhecendo e capturaram Minkis.
— Ei! Você não é a Sra. Mackenzie? — perguntou um dos policiais, se aproximando. — Venha aqui agora! Como diabos você fugiu?
— Sou sim... — ela respondeu, logo sendo algemada e levada para a delegacia. — Vão sem mim, boa sorte!
— Obrigado. — respondeu Marcus. — Boa sorte para você também.
— Obrigado por trazerem ela e seguirem a lei. — disse outro policial.
— Por nada... Boa sorte, Minkis! — sussurrei e ela abriu um pequeno sorriso. — Nossa, é mesmo... Como ela fugiu?
— Não perguntamos para ela, né? Enfim, vamos continuar a caminhada, vamos correndo dessa vez, já que não temos uma foragida conosco. — disse Marcus e eu ri.
Nós começamos a correr, chegamos no Esqui, já estávamos sem fôlego pela corrida, e avistamos Greeny descendo a montanha, que logo nos viu e acenou.
— Vocês não precisavam vir atrás de mim, está tudo sob controle, mas não consegui abrir o portal. — ele disse sorrindo.
— Ah, não acredito. — falei enquanto sentava no chão. — Corremos muito para chegarmos aqui, achando que você estava correndo perigo, para nada! Estou com falta de ar, cadê minha bombinha? — eu disse e os pinguins riram.
Recuperamos o fôlego e começamos a conversar enquanto caminhávamos e voltávamos para o iglu de Greeny, afinal, era o mais próximo naquele momento.
Enquanto estávamos subindo a montanha, senti aquela sensação de novo, sensação que algo iria acontecer, seria aquele assassino de novo? Porém, não tive tempo de avisar ninguém. O pinguim assassino apareceu, ele estava escondido num arbusto do nosso lado, e pulou, nos assustando. Ele acabou atirando uma flecha na direção de Greeny, que conseguiu desviar, por pouco.
— Ah, já chega! — Greeny disse, com raiva, enquanto fazia algum tipo de magia lançando uma bola de fogo no pinguim assassino, que não teve nenhuma reação. Ele deve ter algum feitiço, o mesmo que Dylan e os encapuzados, o feitiço anti-bruxa.
— Essa não... — disse Marcus. — É melhor sairmos daqui, não acham?
— Vamos! — Eu disse e saí correndo.
Começamos a descer a montanha, afinal, subir não seria a melhor opção naquele momento. O assassino atirava flechas, porém, conseguíamos desviar delas, já que ele errava todas por estar correndo.
Infelizmente não conseguimos reconhecê-lo. Ele estava com uma máscara preta. Parecia um daqueles encapuzados de antes. Assustador.
Corremos muito, até que chegamos a um beco sem saída. Não tínhamos como escapar, e o pinguim estava mirando sua flecha na cabeça de Greeny, que logo engoliu seco.
— Fechem os olhos. — sussurrou Greeny, enquanto fazia algum tipo de magia. Senti que estava sendo teletransportada, o chão parecia ter desaparecido e aparecido de novo, quando abri meus olhos percebi que estava em algum iglu diferente.
— Ei, é o meu iglu! — disse Marcus, jogando-se em seu sofá.
— Não pude fazer nada, bebê. Seu iglu era o mais próximo. Ou seu iglu, ou eu morto. — respondeu Greeny, ajeitando seu chapéu e revirando os olhos.
— Ok, nós vamos ter que passar a noite aqui, certo? Meu iglu é muito longe, e o de Greeny também. — Eu disse, enquanto olhava a rua pela janela, estávamos perto do Centro. — E não é nem questão de ser longe, o Greeny está correndo perigo lá fora!
— Sim, claro! Eu só tenho uma cama de casal, então vocês podem dormir lá e eu fico aqui no sofá.
— Pode ficar tranquilo, eu durmo aqui no sofá mesmo. — eu disse, me deitando no mesmo. — É bem confortável! — sorri passando as minhas nadadeiras pelas almofadas
— Pois eu aceito dormir na cama. — disse Greeny cruzando suas nadadeiras e logo depois continuou falando:
— Olha o meu naipe, acha que eu durmo em sofás? — Em seguida eu acabei soltando um riso involuntário.
— Ah... Então tá, vou pegar os cobertores e travesseiros, Greeny, você sabe onde fica o quarto. — disse Marcus sorrindo, subindo as escadas.
Marcus trouxe alguns cobertores e travesseiros, e Greeny subiu para o quarto. Eu dormi bem rápido, pois aquela noite foi cansativa, e estava tudo muito silencioso. Ah! A noite era tão calma, e isso era estranho, mesmo tendo um grupo de bruxas andando por aí.
No dia seguinte, acordamos bem cedo e Greeny preparou um chá de hortelã, seu favorito. Marcus arrumou a sala e eu preparei alguns pães com manteiga. Nós comemos e decidimos sair, talvez nos esconder em algum outro lugar ou tentar lutar com o assassino, porém, quando abrimos a porta, nos deparamos com uma cena nada agradável.
— Quem é? Gaia? — disse Greeny, correndo até o corpo da bruxa que estava caído no tapete marrom que havia do lado de fora da casa. Ela estava com uma flecha atravessada no meio do peito. Estava fria e ensanguentada. Acho que era o fim da linha para ela.
— Meu Deus! — eu disse, colocando minha nadadeira em meu bico. — O que aconteceu?
— Deve ter sido aquele maldito assassino! — respondeu Greeny, enquanto averiguava o corpo. — Que horas isso ocorreu? Por que ela está aqui?
— No meu tapete! — disse Marcus, colocando suas nadadeiras na cabeça.
— O tapete é o de menos, Marcus! — disse Greeny bastante irritado.
— Não toquem nela! Não tentem fazer nada com o sangue, Minkis foi incriminada injustamente por causa disso. — Eu disse enquanto pegava em seu pulso, que não tinha pressão. — Ela não está viva...
Nós ficamos assustados e resolvemos entrar no iglu novamente. O assassino estava matando todas as bruxas, e sabíamos que a hora de Greeny ia chegar, por isso, estávamos juntos, para ajudar Greeny a lutar contra ele.
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