Mirai no Monogatari
22 Especial IV – Herdeira da Chuva.
Notas iniciais

Especial IV – Herdeira da Chuva.
– É um-uma ho-honra servi-lo – dizia a menina de cabeça baixa no chão.
– Levante sua cabeça – disse o homem com uma voz poderosa – seu nome é Kamiki não é? De hoje em diante você servirá como meus ouvidos lá fora.
– Sim! Farei qualquer coisa! – respondeu a garota emocionada.
Kamiki observava aquele homem, era bem alto e tinha cabelos quase ruivos, usava uma capa negra com nuvens vermelhas, mas o que mais chamava a atenção eram os olhos, aquele padrão ondulado era único, e segundo o que lhe disseram tais olhos detinham um poder divino.
O homem saiu por uma porta escura que se fechou em seguida, Kamiki sentiu toda aquela pressão desaparecendo, e logo veio outra pessoa vestida em capa negra, mas para essa pessoa ela sorriu docemente, a mulher aproximou-se dela e pôs as mãos em seus ombros.
– Bom trabalho Kamiki, nosso deus a aprovou – disse Konan com um sorriso amigável – mas isso significa uma enorme responsabilidade.
– Eu farei qualquer coisa Konan nee-sama! Eu vou trabalhar duro – dizia a menina empolgada.
– Escute Kamiki, você jamais poderá falar sobre esse lugar ou sobre o nosso deus a ninguém – alertava Konan – mesmo que custe sua vida jamais entregue os segredos que estamos lhe confiando.
– Sim! Eu juro pela minha vida – respondeu ela.
– Muito bem, eu vou providenciar para que se junte a algum time – explicou a mais velha – você irá cumprir missões normalmente para a vila, mas em segredo coletará informações para nós.
Konan deu uma bandana da chuva para Kamiki, a menina então saiu para cumprir suas ordens, quando ela se foi Konan abriu a passagem secreta e seguiu por um longo corredor, o corredor estava lotado de barreiras e armadilhas, mas o chakra único de Konan funcionava como uma chave permitindo seu acesso, quando chegou em uma enorme sala viu seu companheiro Nagato.
– Eu fiquei surpreso por você esconder isso de mim – disse Nagato com uma voz grossa mas fraca.
– Me desculpe, não era minha intenção – respondeu Konan.
– Não entenda mal, não a estou repreendendo – disse Nagato – só não imaginei que você ainda tinha um parente vivo.
– Temos a mesma mãe, mas pais diferentes – respondeu Konan – a encontrei por acaso três anos atrás.
– Sobre a sua mãe... você a matou com suas próprias mãos não foi? – perguntou Nagato.
– Ela merecia, quando eu tinha só 3 anos me vendeu para comprar drogas – respondeu ela com um grande pesar na voz – foi largada pelo meu pai e por muita sorte veio parar aqui em amegakure.
Muito tempo depois quando Konan e Nagato tomaram amegakure a shinobi descobriu o paradeiro da sua mãe, após confronta-la descobriu que ela estava tendo uma vida boa com um criminoso local e até tinha uma nova filha, Konan deixaria isso de lado, mas soube que o homem abusava da menina e a mãe nem se importava, tomada pela fúria Konan matou os dois, mas por pena da menina a trouxe consigo, por três anos lhe ensinou o básico e agora Kamiki era uma gennin da chuva, foi quando decidiu apresenta-la para Nagato.
– Ela é talentosa e esforçada, além disso me idolatra – disse Konan – ela pode ser útil no futuro, quando pormos nossos planos em ação.
– Por enquanto vamos avalia-la até termos certeza – respondeu Nagato – pode usar seu tempo livre para treina-la, talvez ela possa ocupar uma vaga na akatsuki.
– hunn, eu não esperaria tanto dela – disse Konan saindo.
Konan foi para seus aposentos, e da grande janela olhou a vila abaixo, como todos os dias chovia intensamente, raras vezes a água parava de cair, mas o céu sempre ficava nublado, o país inteiro provavelmente nunca viu o sol sem estar encoberto por nuvens.
– Uma família hein? – pensou ela olhando as nuvens.
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(meses depois)
– Mizu bunshin no jutsu! – disse Kamiki liberando o chakra.
A água ao redor dela reuniu-se em uma massa solida, a massa assumiu a forma e aparência dela, com o jutsu completo agora havia duas delas.
– Dominou o mizu bunshin em tão pouco tempo? – perguntou Konan surpresa – você realmente é talentosa!
– heheheeh fique olhando nee-sama, eu vou me tornar chuunin rapidinho! – dizia a menina empolgada – meus colegas de time também acham incrível!
– Você disse a eles algo sobre nós? – perguntou Konan com um olhar sério.
– Não, de forma alguma nee-sama! – respondeu a outra – quando eles perguntam eu digo que treino sozinha.
Konan suspirou e deu um pergaminho para a irmã, era o próximo jutsu que ela deveria dominar, sempre que recebia uma nova tarefa da sua irmã Kamiki vibrava de alegria, sua maior emoção era ser útil para aquela que a salvara.
– Konan, temos que ir – disse alguém aparecendo.
Kamiki reconheceu a capa negra, o padrão de cor do cabelo e principalmente os olhos, mas não reconhecia o rosto, mesmo assim sabia que estava diante do seu deus pela pressão que ele exercia.
– hun... nee-sama, quem é aquele? – perguntou ela timidamente.
– É o nosso deus, mesmo que a aparência seja diferente – respondeu Konan – não se preocupe com isso agora, um dia você saberá, quando for digna.
Konan passou a mão em sua cabeça e seguiu um dos avatares do deus Pain, Kamiki voltou para a casa dela para treinar o novo jutsu, lá encontrou seus colegas de time, antes que eles vissem ela escondeu o pergaminho em sua bolsa.
– O que vieram fazer aqui? – perguntou ela.
– Você aprendeu um novo jutsu não foi? Queremos que nos ensine – pediu um deles.
– O sensei disse que ia nos ensinar não disse? – falou ela.
– Deixa dessa Kamiki! Você tá escondendo alguma coisa! – disse um deles segurando o braço dela.
Quando ela sentiu o toque se arrepiou toda e fez uma cara horrível, com um tapa ela tirou a mão do seu companheiro de si, sempre que era tocada por um homem entrava em pânico.
– Eu já disse pra não me tocar! – gritou ela – saiam daqui, agora!
Os dois saíram reclamando muito com ela, Kamiki nunca se sentiu parte do time, só estava lá cumprindo ordens, como gennin ela podia ouvir coisas por aí e reportar a sua irmã, para Kamiki apenas sua irmã importante, e o deus a quem ela servia.
Estava frustrada mas decidiu se concentrar no treino, talvez mais tarde pudesse dar umas dicas a eles, sem mais nada para fazer o resto do dia Kamiki apenas treinou.
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(um ano depois)
– O que é isso? – perguntou Nagato sem entender.
– Onigiris, a Kamiki que fez – disse Konan mostrando o conteúdo da caixa – “uma oferenda ao nosso deus” foi o que ela disse.
Nagato teria dado risadas, mas seu corpo frágil sentiria dores com isso, Konan foi até mais próximo dele e estendeu o bolinho de arroz para que Nagato comesse, normalmente Nagato usava um dos seus avatares para cuidar de si mesmo, mas as vezes Konan fazia questão de ajuda-lo.
– Sua irmã é leal e dedicada, em tão pouco tempo já mereceu estar a par da akatsuki – disse Konan – talvez devêssemos dar um pouco mais de importância a ela.
– O que quer dizer? – perguntou Konan.
– Traga-a aqui, para que possa conhecer o “deus” a quem ela serve – respondeu Nagato.
– Tem certeza disso? Vai confiar a ela o seu maior segredo? – perguntou Konan preocupada.
– Não confia em sua irmã? – perguntou ele.
– Não é isso, mesmo que ela seja leal existem inúmeras forma de se arrancar um segredo – explicou Konan – quanto mais ela souber mais estará ameaçada, e nós também.
Mas Nagato não parecia preocupado, Konan então foi buscar Kamiki para apresenta-la ao deus de amegakure, no caminho Konan pensava no quê sua irmã significava para ela, a jovem estava perto de se tornar chuunin e já demonstrava habilidades superiores, mas o que realmente importava era a ligação, Konan já tratava Kamiki como uma irmã de verdade, Nagato já tinha consideração por ela e agora lhe confiaria seu maior segredo.
Konan foi até uma passagem secreta e olhou por uma pequena abertura, por ela conseguia ver uma sala com vários chuunins, todos leais a ela, entre eles Kamiki servindo mais onigiris, os outros não sabiam da ligação de sangue entre as duas, mesmo que as achassem estranhamente parecidas.
– Tenshi-sama (anjo) – disse um deles assim que Konan revelou-se.
– Bom trabalho todos vocês, os jutsus e informações que coletaram foram muito uteis – elogiou ela – o dia em que a verdadeira paz chegará está cada vez mais próximo.
– Muito obrigado Tenshi-sama – disseram todos ajoelhados.
Konan saiu delegando tarefas para todos, assim que cada um deles saiu para cumpri-las Konan chamou por Kamiki, prontamente ela atendeu.
– Como está sua relação com seus companheiros de time? – perguntou Konan.
– Estamos melhorando, o sensei é um folgado e por isso eu tenho que ensinar aqueles dois – respondeu a outra – vamos prestar o exame chuunin este ano não é?
– Sim, vocês merecem a indicação – respondeu Konan – e seu probleminha com homens?
– i-is-isso eu ainda estou trabalhando – respondeu a garota meio sem jeito.
– Precisa se curar disso logo, como vai exercer seu dever se entra em pânico ao ser tocada? – dizia Konan – mas tudo bem, venha comigo.
Kamiki seguiu Konan pelos corredores estranhos do prédio, ela queria perguntar algo mas a expressão da sua irmã não deixava, quando atravessaram algumas passagens secretas chegaram a um salão escuro, quando os olhos de Kamiki se acostumaram a falta de luz viu algo que lhe surpreendeu.
– Ah! Um zumbi!! – disse a menina assustada.
– Um... zumbi? – perguntou Nagato arqueando um olho.
Konan mordeu o lábio para não rir, em tantos anos de tristeza essa foi a primeira vez que sentiu vontade de dar uma gargalhada, mas quando Kamiki sacou uma kunai ela deu um tapa na nuca dela.
– Não lhe aponte uma arma, esse é nosso deus – avisou Konan.
Kamiki já se perguntava quantas formas o deus de amegakure tinha, afinal já vira alguns deles antes, mas essa forma lhe chamou a atenção, era fraca e decrepita, seu cabelo era de um ruivo muito intenso e ele estava ligado a alguma maquina estranha, Konan disse que ela poderia se aproximar e assim ela fez.
– Esta forma que está vendo é minha verdadeira forma – explicou Nagato – as formas que viu anteriormente eram corpos emprestados.
– Corpos emprestados?... – perguntava-se a menina.
Nesse momento o corpo que uma vez pertenceu a Yahiko apareceu, com os três reunidos Nagato e Konan contaram a história deles, sobre como os três órfãos fundaram a akatsuki original e lutavam pela paz do país, a história prosseguiu até o dia em que Hanzo traiu a akatsuki e forçou Nagato a matar Yahiko.
– Eu me tornei um deus para salvar esse país – dizia Nagato – com a akatsuki trarei paz a este mundo amaldiçoado, e você me ajudará com isso.
– Sim Nagato-sama, eu farei qualquer coisa – dizia Kamiki com lagrimas nos olhos.
– Muito bem, Konan e eu confiamos a você a nossa vontade – dizia Nagato satisfeito.
Kamiki sentiu-se incrivelmente satisfeita, receber essa confiança indicava que ela fazia parte de algo maior, era quase como se ela fizesse parte de uma família.
– A proposito, aquele onigiri tinha um sabor especial – disse Nagato com um leve sorriso – o que você pôs nele?
– Eu fiz uma geleia com uma fruta que encontrei em outro país – respondeu ela – parece que o nome dela é goiaba.
– Entendo, espero experimentar outros sabores – disse ele.
Kamiki agradeceu por tudo e Konan a levou embora, enquanto a escoltava para fora do esconderijo pensava, quando tudo acabasse eles poderiam ser uma família.
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(2 anos depois)
– Por deus eu estou atrasada! – dizia Kamiki saltando entre os prédios – a nee-sama vai ficar louca com isso!
Mas a verdade é que sua irmã Konan nunca ficava brava com nada, poucas vezes a viu lutando e mesmo em batalha ela mantinha-se calma.
Kamiki agora como chuunin cumpria muitas missões para a vila, e também secretamente para a akatsuki, sonhava com o dia que vestiria aquele manto negro com nuvens vermelhas, mas sabia que seria um sonho distante, todos os membros da akatsuki eram ninjas rank S, algo completamente diferente do seu nível, para ela cabia o papel de ajudante como inúmeros outros chuunins da chuva.
E agora ela cumpria esse papel, viajara para o país do relâmpago em busca de informações para a akatsuki e voltava sabendo sobre o jinchuuriki do hachibi, ela ainda se perguntava o que a akatsuki fazia com os tais jinchuurikis.
Foi quando ouviu uma explosão e uma torre desmoronou, rapidamente Kamiki mudou sua rota para lá, saltava apressada imaginando o que estava acontecendo, quando uma ameaça surgia para a vila seu deus interferia imediatamente.
– Kamiki, pare, não vá para lá – alertou Konan materializando seu corpo – Pain-sama está lutando agora.
– Alguém capaz de fazer o próprio Pain-sama lutar? – perguntou Kamiki surpresa – quem é essa pessoa?
– Nosso antigo mestre, aquele que nos salvou da miséria – respondeu ela – o Jiraya-sensei.
Kamiki não acreditava nisso, ela tinha ouvido de sua irmã as histórias sobre o ninja lendário, Jiraya foi quem ensinou ninjutsu para ela e os outros dois, mas agora estava aqui em amegakure lutando contra seu deus, por que isso estava acontecendo?
– É lamentável mas precisamos elimina-lo – disse Konan tranquila como sempre – ele não pode sair daqui com os nossos segredos.
Kamiki ficou olhando de longe a destruição que se seguiu, vez ou outra ela olhava para sua irmã, Konan permanecia com a mesma expressão, mas algo mudava ocasionalmente, Kamiki já aprendera a interpretar as sutis mudanças da sua irmã mais velha.
Quando a batalha acabou Konan suspirou e foi até o local, antes ordenara a Kamiki para ir até a torre de sempre, horas mais tarde Konan e os avatares de Pain retornaram.
– Está faltando um... – disse ela surpresa.
– Ah isso, não se pode lutar contra um ninja lendário sem pagar o preço – respondeu Pain – mas não se preocupe, vou repor ainda hoje.
– Pain-sama, eu obtive uma informação sobre o hachibi – disse a garota curvando-se a sua frente – segundo os boatos o jinchuuriki do hachibi não se encontra na vila.
– Essa é uma boa oportunidade de obter o hachibi – disse ele – bom trabalho Kamiki.
– Mas aquele homem tem outros planos não é? – perguntou Konan – ele está interessado demais no Uchiha Sasuke.
A conversa que se seguiu era incompreensível para Kamiki, a única coisa que ela entendeu é que parecia existir alguém por trás da akatsuki, mas o tom que sua irmã usava indicava que ela não gostava desse alguém.
Mais tarde durante a noite Konan estava em seus aposentos, Kamiki juntou-se a ela logo depois, a mais nova tinha preparado um banho quente para Konan.
– Nee-sama, a água já está boa – chamava a mais nova.
– Ah sim, obrigada – agradeceu Konan – eu já estou indo.
Quando Konan tirou sua capa negra e se despiu Kamiki ficou até vermelha, era impressionante como sua irmã tinha um corpo escultural por baixo daquela capa.
– Mas que desperdício – lamentava a mais nova.
– O que você quer dizer com isso? – perguntou Konan estranhando.
– Bem, você está lutando para trazer paz ao mundo, mas não consegue um namorado – dizia a outra – assim você não vai aproveitar a vida.
– Eu não quero ouvir isso de você – disse Konan frustrada – não quando você nem consegue tocar em homens.
– Eu já superei esse problema – respondeu Kamiki altiva.
– É mesmo? E como você fez? – perguntou Konan curiosa.
– Eu beijei um garoto – respondeu a mais nova fazendo pose.
O olhar que Konan lhe desferiu foi mortal, Kamiki se divertiu com isso, era raro ter esses momentos de irmã com ela.
– Nee-sama, sobre matar seu sensei...
– Não foi tão doloroso quanto pensei que seria – disse Konan – afinal já matei minha própria mãe...
– Nossa mãe era uma desgraçada, uma criatura sem valor – disse Kamiki – mas esse homem, ele buscava a paz também não é?
– As vezes para alcançarmos um sonho precisamos fazer um grande sacrifício – disse Konan – a paz que o sensei buscava era diferente da nossa.
Para Kamiki o tom que Konan usava era de tristeza, ela estava sentida por ter tido que matar seu próprio mestre.
– Nee-sama, e se eu dissesse que não ligo para a paz? – perguntou Kamiki receosa – que eu só me importo com você e com o Nagato-sama?
– Não se preocupe, você pode ter seus próprios sonhos e objetivos – disse Konan – trazer a paz para esse mundo é algo que determinamos para nós mesmos.
– Mas sabe, eu quero ajuda-la com o seu sonho – disse Kamiki sorrindo.
A jovem foi buscar uma toalha para a mais velha, na banheira Konan relaxava, faltavam apenas dois jinchuurikis, mas o último seria problemático, Uzumaki Naruto também era discípulo de Jiraya, seria como caçar um irmão aprendiz.
– A paz exige sacrifícios – disse ela pra si mesma.
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A mensagem que recebera era aterrorizante, o papel que veio voando pela janela dizia para encontrar sua irmã num lugar especifico, Kamiki sabia que tal recado era uma emergência.
Apressadamente Kamiki chegou ao local indicado, parecia uma velha capela subterrânea, mas por dentro estava estranhamente conservada, após andar por alguns corredores achou um salão iluminado, em uma extremidade um jardim de flores de papel resguardava dois corpos, entre eles Konan fazendo uma oração.
– Nee-sama...
– Kamiki, nosso deus... não, o Nagato está morto – disse Konan pesarosa.
Foi um choque para ela, Nagato em sua visão era invencível, todos pensavam assim, para ele estar morto teria que ser uma mentira, mas vendo o corpo de Nagato e de Yahiko imóveis só provava que era verdade, chorando muito ela colocou-se ao lado de Konan que a confortava.
– O quê? Como... mas Nagato-sama era um deus! – dizia Kamiki chorando – quem fez isso? Foi o jinchuuriki da kyuubi!?
– Ele fez isso a si mesmo, Nagato escolheu morrer para ajudar o jinchuuriki – disse Konan – Uzumaki Naruto, ele herdou o nosso sonho.
Konan contou toda a história do que aconteceu a um dia, falou da luta que tiveram contra o jinchuuriki, a resposta que Naruto deu para a paz e do sacrifício que Nagato fez, em seguida Konan explicou o que fará dali em diante.
– A akatsuki não existe mais como organização – disse Konan – a nossa missão acabou.
– Mas o que vamos fazer agora? – perguntou Kamiki – sem nosso deus... o que será da nossa vila?
– Eu pretendo ajudar o Naruto, vou manter a vila sob controle – dizia Konan – então eu conto com você para me ajudar.
Quando Konan tocou seu ombro Kamiki irritada se afastou, a garota chorava, chorava pela morte do Nagato, chorava pelo fim da akatsuki, e chorava por sua irmã.
– Por que está triste? – perguntou Konan.
– Você mudou! Você jogou fora o seu sonho! – disse Kamiki irritada e triste – eu queria tanto ajuda-la, tornar seu sonho realidade, e vocês jogam tudo fora por esse tal de Naruto!?
– Se um dia você conhecê-lo irá entender – disse Konan – mas eu não joguei meu sonho fora, eu simplesmente decidi busca-lo de outra forma.
Kamiki não queria entender, queria que tudo voltasse a ser como era, que Nagato estivesse vivo, que sua irmã precisasse dela, que a akatsuki fosse um objetivo para ela, sentindo-se esmagada por tudo isso Kamiki recolheu-se aos seus aposentos, Konan imaginava o que sua irmã sentia, por isso começou a escrever algo.
Konan escreveu-lhe um testamento, nele entregava os segredos da akatsuki, os kinjutsus coletados, até mesmo as técnicas que alguns membros forneceram, em seu testamento Konan pedia a Kamiki que a jovem cuidasse de amegakure por ela, pedia que acreditasse no sonho de paz e que protegesse Uzumaki Naruto.
Semanas depois Konan foi encontrada morta, aparentemente em uma batalha, Kamiki entrou em depressão por vários dias, pensou em suicídio mas a descoberta do testamento a impediu.
Lendo o testamento e conhecendo a vontade de sua irmã Kamiki refletiu, não sabia ainda o que fazer, mas atendendo ao pedido ela união a facção ainda leal ao deu de amegakure, quando um novo líder ascendeu ao comando ela odiou, esse novo líder só pensava em si mesmo e não buscava nada, Kamiki aceitou permanecer em sua sombra até ter poder próprio.
– Nagato-sama, Konan nee-sama – dizia Kamiki no antigo quarto da sua irmã – eu ainda não sei o que significava esse sonho que buscavam, mas eu decidirei, quando conhecer Uzumaki Naruto.
Fim do especial.
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