Mirai no Monogatari
112 Capitulo 98 – A Nova Rodada.
Notas iniciais

Capitulo 98 – A Nova Rodada.
— Sabe qual é o problema da Kanone? – perguntava Hoji – ela é a Kanone.
— Sem dúvidas, se fosse outra pessoa seria diferente – brincou Shura.
— Quero dizer que o maior mal dela é ser quem é – explicava o outro – ela ao menos ouviu o que explicamos?
— Não acho que tenha ouvido, e de qualquer jeito ela tende a fazer as coisas do seu jeito – dizia Shura – a teimosia dela é lendária.
— Ora meninos, não pega bem falar mal dela assim – dizia Majura – vamos apenas assistir e brigar com ela se ela perder.
A sensei e seus dois alunos assistiam o começo da luta da outra aluna, Kanone contra Rakuto da rocha, em sua primeira luta Kanone derrotou um dos favoritos do exame chuunin, ela sofreu seriamente pra conseguir essa vitória e ficou dormindo o resto do evento inteiro.
Seus colegas lhe falaram sobre a luta do Rakuto contra o aspirante à espadachim da nevoa Kurogetsu, mesmo assim Kanone parecia não dar bola pro que ouviu e disse que eles não deveriam se preocupar, então agora ela estava na arena.
Já na arena o juiz dera o sinal para eles começarem enquanto se afastava, o primeiro a agir foi Rakuto sacando sua lança que apareceu em sua mão, já Kanone não se mexeu como se desafiasse a ele vir até ela, Rakuto é claro manteve-se firme e calmo.
— Não vai atacar? – perguntou ela.
— E você não vai? – perguntou ele.
— Eu não sou desse tipo, eu prefiro fazer disso algo mais interessante – disse ela sacando sua flauta – como dar um show para a plateia.
No momento que ela colocou a flauta na boca Rakuto atacou, ele só precisou dar três passos na direção dela e deixar a lança deslizar por sua mão estendida, com uma grande velocidade ele mirou na cabeça dela com a intenção de acabar com essa luta num golpe só.
Só que Kanone não só já esperava por isso como torcia por isso, usando sua grande flexibilidade ela curvou o corpo pro lado desviando da lança com uma certa facilidade, no mesmo instante ela apontou a flauta para o Rakuto e disparou agulhas senbo envenenadas mirando o peito dele, o ataque surpresa acertou em cheio enquanto Rakuto percebia que tinha sido alvejado e recuava rapidamente.
— Parece que nós dois planejávamos acabar com a luta no primeiro ataque – dizia ele removendo as agulhas do peito.
— Mas só um de nós teve sucesso – respondeu ela voltando para sua posição original – será que você é tão durão quanto o Boruto pra aguentar lutar envenenado?
A equipe médica já apareceu na entrada da arena, se aquele veneno derrubou alguém com tanta vitalidade quanto o Boruto então em outros seria imediatamente fatal, a equipe médica já estava a postos pra resgatar o participante assim que ele caísse no chão, mas Rakuto continuava de pé e sem dar sinais de que sua saúde mudara, na plateia sua irmã estava aflita esperando qualquer resultado.
— Hei, você deveria estar vomitando sangue agora – dizia Kanone curvando a sobrancelha em estranhamento.
— Estaria se eu tivesse sido envenenado – respondeu ele.
De dentro da roupa dele caiu pequenos pedaços de barro, na verdade Rakuto tinha em si uma proteção semelhante à do Kazekage que cobria seu corpo com areia, graças a isso as agulhas envenenadas não penetraram seu corpo, embora tenham contaminado o barro que precisou ser descartado.
— “Eu estava guardando isso pra me proteger do ácido, não esperava ter que revelar isso de primeira” – pensava ele entrando em posição de ataque – “essa garota é ardilosa e sabe atacar quando o oponente baixa a guarda”
— Se você quer prolonga isso que seja – dizia Kanone guardando sua flauta e entrando em posição de luta – o que importa é que no final você vai cair.
Rakuto livrou-se da sua proteção de barro que estava contaminada, depois disso ele avançou para atacar com vários golpes velozes usando seu estilo soujutsu, ele usava a lança em ataques diretos, ataques curvos, combinados com chutes e giros, com tamanha fluência de movimentos eventualmente Kanone foi atingida nas costelas pela outra extremidade da lança e foi jogada longe.
— heheeheh os espadachins da nevoa se orgulham do seu estilo, que bom que alguns deles estão assistindo – dizia o pai do Rakuto na plateia – o nosso soujutsu vai fazer seu nome aqui, e depois disso seremos tão famosos quanto estes espadachins lendários.
Ele treinara pessoalmente o Rakuto e lhe passou a lança que dominara no passado, a nova era de paz fez com que o estilo de sua família ficasse em desuso, mas o talento nato do Rakuto provaria que são os mais fortes, seu pai só gostaria que ele se dedicasse menos a cuidar da sua irmã bastarda e praticasse mais os movimentos secretos do estilo.
Enquanto isso Hokuto estava assistindo a luta, se havia alguém que merecia vencer esta luta era seu irmão mais velho, e assisti-lo lutar tanto fazia com que ela sentisse vontade de poder ajuda-lo mais, aprender ninjutsus médicos foi o único meio que encontrou para ajudar o time, já que lhe faltava a força para lutar ao lado deles.
— O Rakuto vai vencer essa cobra – dizia Makiju – ele com certeza vai chegar na final.
— Sim, o nii-sama vai vencer – disse a outra tentando mostrar-se confiante.
Na arena Kanone usou seu jutsu e cuspiu ácido na direção do Rakuto, este usou a lança para riscar o chão fazendo subir uma parede de terra que recebeu o ataque, através da própria parede erguida Rakuto atacou com a lança liberando um pilar de terra na direção dela, a garota fez acrobacias para evitar o ataque e se afastar, mas Rakuto a perseguiu aproximando-se rápido.
— Soujutsu: Chiyari (mil lanças) – disse Rakuto firmando os pés no chão.
Kanone sentiu uma terrível ameaça vindo desse movimento, concentrando chakra nos pés ela usou um shunshin no jutsu pra se afastar rapidamente do Rakuto no mesmo instante me que ele executou sua técnica, ele atacou com extrema velocidade com a lança, tão rápido que fazia parecer que ele tinha dezenas de braços atacando com dezenas de lanças.
Quando o ataque terminou Rakuto permaneceu parado na posição de ataque enquanto Kanone estava bem longe dele, qualquer um poderia dizer que ela escapara do ataque, mas de repente feridas se abriram por todo o corpo dela e filetes de sangue jorraram, ela tinha sido atingida.
— Se afastar com um shunshin no jutsu foi a decisão mais sábia que tomou – dizia ele relaxando – se não fosse isso você estaria com mais furos que um queijo suíço.
Ela de fato tinha sido atingida, embora o dano fosse totalmente superficial e o sangue que saiu fosse pela própria pressão sanguínea, mesmo assim a garota compreendia que caso se aproximasse dele iria pagar um preço muito caro, agora ela via e sentia o que seus companheiros haviam alertado antes.
— “Eu poderia me aproximar sofrendo dano para dar um golpe fatal, depois usar a troca de pele” – pensava ela – “nada disso, trocar de pele gasta chakra demais, eu não posso fazer isso agora!”
Ela viu Rakuto cravando a lança no chão e lembrou do aviso que recebeu, imediatamente ela saltou para trás desviando da estalagmite que brotou do chão tentando perfura-la por baixo, ela continuou saltando e desviando de todas que iam brotando enquanto se afastava pro lado, finalmente ela chegou até a pequena piscina d’água no canto e ficou ali de pé.
— Hein? O ataque parou? – perguntou-se Sarada observando – ah agora eu entendi, é a água!
— Este ataque tem um longo alcance e sempre mira no alvo – dizia Shikadai do lado dela – mas ele localiza o alvo pelo contato com o solo, ficar sobre a água impede que o jutsu te alcance.
— Você já tinha percebido isso antes? – perguntou Sarada.
— Quando o Kurogetsu pulou sobre o muro o jutsu não o alcançou mais – explicou ele – achava que era porque só podia fazer brotar do chão, mas o muro era fora do alcance mesmo.
Os outros membros do time Majura observavam também, Hoji percebia que o chakra do adversário estava espalhado por toda a arena, exceto na água onde Kanone estava pisando, mesmo assim uma piscina com meio metro de profundidade estava longe de ser algo adequado para lutar, ela estava literalmente ilhada ali.
— Essa lança é igual às 7 espadas da nevoa, tem uma habilidade especial – dizia Majura – ela pode manipular o solo para este ataque atingindo tudo num certo alcance.
— Numa arena fechada é impossível escapar do seu alcance – dizia Shura – bom, alguém como eu poderia aguentar de boa, mas eu não quero ser perfurado por baixo, essa estaca poderia entrar no meu...
— Me poupe dos seus comentários toscos – pediu Hoji – vamos ver como a Kanone fará pra escapar dessa.
Na arena Rakuto fazia os selos para o iwabunshin criando um clone seu, enquanto ele mantinha o seu domínio sobre a arena o clone iria derrotar o adversário que não poderia se mover livremente, o juiz que esteve o tempo todo parado decidiu correr e pular sobre o muro pra ficar fora dessa batalha, já Kanone encurralada na água fazia um som com a boca demonstrando irritação enquanto o bunshin de pedra vinha na direção dela.
— Kokujabyō (Contaminação da Cobra negra) – disse ela reunindo bastante chakra na boca.
Kanone cuspiu uma imensa quantidade de matéria negra que se espalhou pelo centro da arena, o bunshin atingido começou a dissolver virando lama, todo o centro da arena estava corroído com essa substancia negra como piche.
— Um terço de toda a arena é agora uma poça de ácido – dizia ela rindo – acha que me encurralou? Você é o único sendo caçado aqui!
— Parece que não posso passar essa prova sem pagar um preço – dizia Rakuto fazendo os selos – Doton! Jiban Chinka (Colapso da Terra)
O solo diante dele se revirou em terra, lama e areia, como um pequeno terremoto tudo que estava na área de efeito foi remexido e assim a poça de ácido negro acabou sendo engolida pelo solo desaparecendo, a equipe de manutenção já imaginava o trabalho que teria pra fazer a arena voltar ao normal.
— Parece que você gastou bastante chakra nessa – dizia Kanone vendo-o ofegante – nem pode mais usar o truque irritante da sua lança.
— Eu ainda tenho mais que o suficiente pra derrotar você – dizia ele sacando a lança em posição de batalha.
Kanone sacou duas kunais e parecia determinada a ataca-lo dessa vez, os dois se estudavam tentando compreender como o outro atacaria, normalmente um lanceiro só podia atacar com golpes diretos, mas Rakuto podia usar sua lança para vários tipos de movimentos que atacavam por todos os ângulos, em um combate direto ele estava com a vantagem.
Por outro lado ele sabia que Kanone tinha uma flexibilidade sobre-humana e podia se esquivar da maioria dos ataques, além disso se ela chegasse muito perto poderia usar outro ataque traiçoeiro como fez antes, então Rakuto concluiu que se ele errasse ela poderia vencer, o ataque tinha que ser mortal mesmo que isso acabasse desqualificando-o.
— Hei Hokage, o que acontece se o Rakuto matar ela? – perguntou a Tsuchikage.
— Nós 5 vamos julgar se foi necessário e inevitável – respondeu ele – caso três ou mais de nós concordem ele prossegue nas finais.
— Então é melhor já ir pensando nisso – avisou ela – porque o Rakuto tá com o olhar de quem vai atacar pra matar.
Os dois estavam se encarando a um tempo já, de repente os dois avançaram ao mesmo tempo com sérias intenções mortais, do ponto de vista do público eles se moveram numa extrema velocidade, mas para os dois gennins na arena o tempo estava passando lentamente, mesmo sem um doujutsu eles estavam vendo os movimentos um do outro em câmera lenta, tamanha era a concentração que estavam exercendo.
— Ichigeki (Golpe Direto) – disse Rakuto avançando com a lança diretamente apontada pro peito dela.
— Dokuja (Presas Venenosas) – disse Kanone esticando o braço direito pra frente.
Enquanto avançava Rakuto viu uma cobra negra saltar da manga dela, a cobra rapidamente serpenteou pela lança enrolando-se nela como uma corda, ao mesmo tempo a cobra abria sua boca para abocanhar a mão esquerda dele que segurava a lança, com aquelas presas venenosas certamente seria sua morte se ele fosse picado, por isso ele rapidamente afastou a lança jogando-a pro lado.
— “Isso! Funcionou!” – comemorou Kanone esticando a mão para perfura-lo com a kunai.
Ela visava o pescoço dele com a kunai para mata-lo num único golpe, mas Rakuto inclinou o corpo pra trás pra evitar ter a garganta perfurada, ao mesmo tempo ele esticou o dedo indicador da mão direita na direção dela, e assim uma massa de chakra saltou e se esticou perfurando o ombro dela, era exatamente como uma lança feita de chakra saindo pela ponta do dedo.
— Um mestre no soujutsu sabe perfurar seu inimigo até com um dedo – disse ele empurrando-a com o chakra – não pense que me desarmando você garantiu a vitória.
— grrrhh e você não pense que um buraquinho como esse vai me impedir – respondeu ela mostrando um olhar mortal.
Rakuto sentiu uma pontada do seu lado esquerdo, ao desviar o olhar para lá ele viu sua preciosa lança Shishio perfurando-o por entre as costelas, na verdade a serpente que Kanone manipulava estava agindo como um terceiro braço e empunhando a lança, com ela perfurou Rakuto até chegar no pulmão, o rapaz tossiu sangue imediatamente desfazendo o chakra que perfurava Kanone.
— Como é a sensação de ser perfurado pela sua própria lança!? – perguntou ela atacando com a kunai.
Ela tinha a clara intenção de mata-lo, mas parou na mesma hora quando sentiu um forte chakra emanando da plateia na direção dela, era Orochimaru que estava emanando sua intenção assassina direcionada apenas para ela, ao mesmo tempo ela parou e toda pálida largou a kunai se afastando do seu oponente.
— Essa menina, pelo visto ainda precisa ser disciplinada – dizia ele sorrindo maldosamente.
Na arena Rakuto fazia uma enorme força pra se levantar, a lâmina da lança tinha 15cm e ela entrou quase toda em suas costelas, certamente seu pulmão fora perfurado, tanto que pra respirar parecia simplesmente impossível.
Se ele retirasse a lâmina iria sangrar horrores, mas como lutar com uma lança presa ao seu corpo? Não dava de jeito nenhum, ele olhou para a plateia onde sua irmã parecia estar gritando algo, depois olhou para a sala onde os outros gennins estavam, sua sensei balançou a cabeça dizendo para ele não fazer isso, ao olhar para a Tsuchikage ele viu o mesmo sinal.
— Eu desisto – disse ele deixando o corpo cair.
No momento em que seu corpo tocou o chão a equipe médica agiu, um deles colocou sua mão ao lado do ferimento para gerar um chakra que ia selar o ferimento, depois outro puxou a lança liberando seu corpo, enquanto o médico anterior mantinha a ferida fechada outros dois colocavam-no na maca para leva-lo à enfermaria, Sakura e sua equipe já preparavam tudo para recebe-lo.
— A vencedora é Kanone do som – anunciava o juiz.
— Isso!! – gritou ela pulando vitoriosa – aiaiaiaiaiaiai meu ombro!
Kanone começou a deixar a arena quando o público a vaiou fervorosamente, principalmente aqueles que vieram do país da terra, os ninjas que patrulhavam as arquibancadas tentavam conter o povo e alguns até jogaram garrafas na arena que foram contidas pela barreira, após ver esse ato Naruto se levantou e foi até o parapeito da área onde estava, ele não precisou dizer uma palavra, sua simples presença fez o público voltar a sentar e calar-se.
— Você parece fazer questão de ser odiada – comentou Sarada quando ela passou do seu lado.
— Dane-se, eu não vim aqui pra ser amada – respondeu ela.
— A aceitação do público é o de menos, e esse buraco no seu ombro? – perguntou Majura.
Majura a levou pro canto pra fazer os curativos, isso era o máximo que se podia fazer pro ela, mesmo assim a garota tinha uma pomada que ajudava na cicatrização, os ferimentos menores iam fechando rapidamente enquanto o maior parava de sangrar, mesmo assim ela ficaria um bom tempo sem poder movimentar o braço esquerdo.
— Eles vão demorar um pouco para concertar a arena – dizia Akane – você ganhou algum tempo Shikadai.
— Eu queria que esse dia acabasse logo – dizia o Nara suspirando derrotado.
Majura terminava de ajudar sua aluna e imobilizava o seu braço, de qualquer jeito a vitória foi dela mesmo que suada pra vencer, já a jounin da rocha cumprimentava os outros presentes e deixava o local, sem seu time ela não tinha mais razões para estar ali, mesmo assim ela saiu de cabeça erguida pelo resultado dos seus aprendizes.
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— Droga, o quão fundo foi essa lança? – reclamou Sakura – o pulmão dele tá cheio de sangue!
Depois do Boruto este foi o primeiro participante em risco sério de morte, com seu pulmão perfurado Sakura e sua equipe estavam tendo um enorme trabalho pra estabiliza-lo, eles precisavam drenar o sangue do pulmão enquanto o fechavam para cicatriza-lo, por se tratar de um órgão vital eles precisavam ser cuidadosos e não deixar nenhuma sequela futura.
— Nii-sama! – disse Hokuto entrando.
— Como você chegou até aqui? Saia agora! – pediu Sakura sem parar o tratamento – não há nada para você fazer aqui.
Não tinha como Hokuto ir embora, quando ela viu seu irmão ser empalado pela própria lança ela quase surtou, seu colega Makiju não conseguiu impedi-la de correr para a enfermaria e nem os dois chuunins na entrada conseguiram para-la, agora ela via o seu irmão lutando pela sobrevivência com sua vida nas mãos dos médicos de Konoha.
— Não se preocupe, eu já curei coisas bem piores – dizia Sakura mesmo sem desviar a atenção – eu já segurei o coração do Hokage com minhas próprias mãos, um pulmão perfurado é besteira.
Hokuto sentou no canto da sala e ficou observando todo o procedimento, Sakura e sua equipe trabalhavam arduamente para salvar a vida do jovem, e Hokuto que entendia de iryouninjutsus tinha ideia do quão trabalhoso era essa cirurgia, quanto mais ela observava mais ela ficava encantada com isso, ao final do procedimento ela sonhava em ser como a Sakura.
— Conseguimos salvar a vida dele, mas ele não vai sair da enfermaria hoje – dizia ela limpando o suor com uma toalha – bom trabalho pessoal.
A única vez em que trabalharam tanto e tão depressa foi durante a última guerra shinobi, e depois na guerra contra a Rasetsu, os tempos de paz realmente faziam os ninjas ficarem enferrujados, mas tão logo voltavam a sua forma original eles mostravam sua força, mesmo que tenha sido uma cirurgia cansativa eles voltaram aos seus postos para o caso de mais alguém se ferir gravemente.
— Se não me engano você é uma ninja médica não é? – perguntava Sakura – seu irmão provavelmente vai levar dois dias para sair daqui, até lá eu vou lhe ensinar um ou dois jutsus.
— Você faria isso por mim? – perguntou ela impressionada.
— O seu desejo de proteger seus amigos e família, isso é o que mais importa – disse Sakura tocando no ombro dela – mantenha essa determinação forte e você será a melhor.
A garota quase chorou de alegria, Sakura deu uns tapinhas no ombro dela e pediu para que ela vigiasse o irmão, depois que Sakura saiu ela sentou-se na cadeira ao lado da cama, Rakuto estava sedado e dormindo profundamente, a máscara de oxigênio fornecia não só o ar purificado como também remédios em gás para estabilizar seu pulmão por dentro, Hokuto estava impressionada com o sistema médico da folha.
— Ah sim, eu tenho que proteger aquilo – disse ela se levantando.
A lança Shishio estava no canto da enfermaria, com a correria para salvar seu dono os médicos esqueceram dela ali, Hokuto a pegou e com pesar limpou sua lâmina suja de sangue, depois procurou nas coisas do seu irmão e achou o pergaminho onde ele a guardava, após usar o jutsu a lança desapareceu dentro do pergaminho.
— Você foi incrível nii-sama, não precisa sentir vergonha – dizia Hokuto – mesmo perdendo você sempre será o melhor pra mim.
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— Finalmente daremos prosseguimento com as quartas de final – anunciava o narrador – para a luta de agora teremos Nara Shikadai contra Shuu da areia!
A arena já tinha sido restaurada após a luta anterior, a revolta com o resultado da última luta aumentava a expectativa para esta, podia-se estimar que 6 em cada 10 apostadores depositavam sua esperança no jovem Nara, e por isso vibravam de alegria quando ele entrava ao lado do seu oponente.
— E aí? Acha que ele ganha essa? – perguntou Ino.
— É melhor pra ele que ganhe, senão um treinamento infernal aguarda por ele – respondeu Temari.
Shikadai sentiu um calafrio terrível subindo pela sua coluna novamente, ele olhou na direção onde sua mãe estava e percebeu uma aura sinistra emanando de lá, ele se perguntava quando ela ia ficar satisfeita.
— Parece que é o meu destino derrotar cada membro desse time – brincou Shuu.
— Bom, boce não derrotou a Chochou – comentou Shikadai.
— Ah não estrague tudo com detalhes – protestou Shuu – sinta o clima cara, o clima!
A medida que as finais prosseguiam as lutas ficavam mais intensas, as expectativas do público aumentavam exponencialmente e todos tinham seus favoritos, nesse caso Shikadai era o favorito simplesmente por ser da casa, por isso Shuu queria quebrar essa expectativa e dar um show a parte.
— É uma pena mas o seu Nara vai perder – dizia Hanako empolgada – não importa o quão bom ele seja com o kagemane já que há dois oponentes pra ele enfrentar.
Naruto observava a águia que Shuu trazia, o animal ninja já deve ter sido instruído sobre como proceder nesta luta, o que significa que se um dos dois for pego no jutsu de sombras o outro atacará o usuário, mesmo na hipótese de pegar os dois ao mesmo tempo Shikadai era limitado quanto a forma de agira, definitivamente parecia um beco sem saída.
E era justamente por isso que Naruto acreditava na vitória do Shikadai, quanto mais encurralado ele estivesse maiores as chances de que uma única brecha lhe desse a vitória, um oponente que não enxergasse essa brecha cairia em sua armadilha desde o primeiro movimento.
— Bom, contanto que ele não faça como o pai – dizia Naruto lembrando de como terminou a luta entre Shikamaru e Temari.
Na arena os dois adversários já estavam posicionados, o juiz deu o sinal para ambos começarem ao mesmo tempo em que se afastava deles dando espaço para a luta, o primeiro a agir foi Shuu que avançou confiante na direção do Shikadai com uma kunai em mão, seu parceiro alado rapidamente subiu pairando logo acima dele, assim como foi previsto a estratégia era obrigar Shikadai a usar seu kagemane para que ficasse indefeso.
Quando Shuu entrou no alcance Shikadai fez o selo para o seu jutsu, imediatamente o pássaro assumiu uma postura de investida para ataca-lo, mas o selo que Shikadai estava fazendo era falso, na verdade ele aproveitou o movimento para largar no chão uma bomba de fumaça negra que se expandiu rapidamente, tanto Shuu como a águia foram pegos de surpresa.
— Fuuton! Tengukaze (Rajada de Vento Súbita) – disse Shuu dentro da fumaça.
Assim como o nome diz uma rajada súbita de vento empurrou toda a fumaça numa direção, quando ela se dissipou Shuu e seu parceiro viram que Shikadai havia sumido, eles olhavam em volta mas não conseguiam encontra-lo.
— Que besteira, só tem dois lugares onde você pode se esconder aqui – dizia Shuu olhando pras duas árvores que estavam em lados opostos da arena.
A águia subiu o máximo que podia naquela arena, em suas duas pernas haviam anéis com selamentos para conjurar armas, ao ativar um deles varias shurikens apareceram do seu lado, com um bater de asas e chakra fuuton as shurikens foram aceleradas ao ponto de atravessarem madeira, alvejando uma das árvores todas elas acertaram arrancando bastante galhos e até abrindo buracos no chão.
— Se ele não está ali então só pode estar aqui – disse Shuu fazendo o selos do mesmo jutsu.
Ele fez várias shurikens aparecerem de um pergaminho e atirou todas com seu fuuton, as shurikens vararam a árvore arrancando muitos pedaços, mas mais uma vez Shikadai não foi encontrado ali, Shuu foi surpreendido por isso e começou a olhar em volta procurando onde o Shikadai pudesse estar escondido.
— “Estará nas piscinas? Não, se estivesse o takamaru poderia vê-lo de cima” – analisava Shuu – “mas não tem outro lugar pra se esconder aqui, então onde?...”
Ele ouviu o chamado do seu parceiro tentando alerta-lo do perigo, mas Shuu não conseguiu reagir rápido o bastante quando seu corpo ficou paralisado, ele achou isso absurdo pois mesmo que Shikadai estivesse escondido seu parceiro o avisaria rápido o bastante para esquivar, então Shikadai precisaria estar praticamente do seu lado, Shuu forçou um pouco para virar a cabeça e viu uma sombra surgindo do nada.
— Se isso não funcionasse eu ia acabar desistindo, não tinha outra forma de ganhar – dizia Shikadai levantando do chão.
Shikadai esteve o tempo todo no mesmo lugar onde a luta começou, usando uma capa de pano ele deitou no chão e usou um jutsu básico para criar uma ilusão de ótica, este jutsu de camuflagem é ideal para se esconder mas não servia pra nada numa batalha, pois exigia ficar completamente parado enquanto usava o chakra pra gerar a ilusão, um ninja que tivesse uma boa percepção acabaria localizando-o rapidamente, e também tinha o problema da águia voando, felizmente para Shikadai o oponente agiu exatamente como ele previra.
— Você pode achar que já venceu, mas você esqueceu como lutamos? – perguntou Shuu – takamaru ainda está aí justamente pra isso.
Novamente a águia ativou os anéis em suas patas para conjurar varias shurikens, assim como antes ela disparou todas aceleradas com fuuton na direção do Shikadai, já o jovem Nara sacou algo do coldre em sua perna, era um pequeno leque que ele abriu e abanou fortemente disparando uma rajada de vento, forte o bastante para desviar as shurikens enquanto Shuu era forçado a imitar o movimento.
— Espera, isso foi fuuton? – perguntou Shuu estreitando os olhos e suando frio.
— Foi um saco mas passei o último mês aprendendo – explicou Shikadai – se bem que até agora só aprendi dois jutsus, quer ver a minha kamaitachi?
Isso foi praticamente um ultimato, Shikadai estava dizendo que se seu oponente não desistisse poderia mata-lo facilmente, takamaru estava pairando esperando ordens do seu parceiro que estava totalmente imobilizado, Shuu estava pensando nas opções que ainda tinha.
— Ah sim, eu pensei em 23 formas de encerrar essa luta – dizia Shikadai – então é melhor que você pense numa 24º pra ter chance.
— Você tá blefando não tá? – Shuu olhou torto pra ele.
— Her... talvez – Shikadai desviou o olhar.
— hahahahahhahah tá legal, você venceu – disse Shuu rindo – pelo menos eu vou ter o prazer de te ver enfrentando a menina cobra.
— Pelo amor de deus não.... eu devia ter perdido... – Shikadai estava lamentando agora.
Shuu anunciou sua derrota e assim Shikadai removeu o jutsu, embora ele fosse o favorito pra vencer a forma como venceu simplesmente foi inesperada, então todo mundo gostou de ter visto a luta, na área dos Kages Hanako estava rindo embora seu gennin tenha perdido, Temari ao ver que Shikadai estava olhando pra ela fez o sinal de ok, e Shikamaru na central de comando sorria satisfeito, muito embora ele achava que Temari estava pegando pesado com o menino.
— Tudo bem, perdemos com um mas ainda temos outro – dizia Hanako – e ele é o próximo.
— Acha que ele vence o garoto do shikotsumyaku? – perguntou Kurotsuchi.
— Vai vencer, não importa quem seja o adversário – dizia Hanako confiante – o Ouji é o melhor gennin de Suna!
Enquanto isso Shikadai voltava pra área onde os gennins vencedores aguardavam, Akane o cumprimentou e parabenizou pela vitória, Shikadai agradeceu e foi sentar-se no canto para descansar pra próxima luta, ele ainda não dominava o fuuton perfeitamente e por isso o gasto de chakra era alto.
— Então você estava treinando fuuton? Por essa eu não esperava – disse Sarada de pé ao lado dele.
— Minha mãe e seu treinamento espartano – dizia ele cansado só por lembrar.
— Ah bem, de qualquer forma você foi muito bem lá, acabou sua luta rápido – elogiou Sarada.
— Daqui a pouco é a sua vez, contra o cara sugador de chakra – dizia Shikadai – eu lhe recomendaria desistir dessa luta, mas acho que seria inútil não é?
— Com certeza, eu vou até o fim – respondeu ela – meu pai enfrentou alguém parecido em sua luta nas eliminatórias, eu tenho uma ideia de como vencer.
— Esqueça, aquele cara não mostrou nem metade do seu poder, seja lá que outras habilidades ele tenha – avisou ele – se ele te pegar mesmo que você ganhe vai lhe deixar num péssimo estado, e daí você vai enfrentar a menina cobra, isso se você conseguir passar pelo Shura ou pelo Ouji, seja lá quem ganhar a próxima luta.
— Her! Você é preguiçoso demais para entender isso – dizia ela – as vezes temos que dar tudo de nós mesmo que o resultado seja a derrota.
— Realmente eu não curto essas coisas – respondeu ele – eu darei tudo de mim quando for necessário, não num joguinho.
Sarada também não achava necessário arriscar-se tanto numa competição, mas ela viu todos darem tudo de si até agora e não podia simplesmente fazer menos, isso seria o mesmo que insultar a determinação deles, por isso Sarada estava determinada a lutar com 100% de força e vontade.
— É assim que se fala Uchiha, agora é a minha vez – disse Ouji se preparando – eu tenho que salvar a reputação de Sunagakure!
Ouji olhou para seu adversário, Shura parecia que estava ansioso pra se divertir nestes jogos, na verdade nenhum dos dois parecia que estava levando isso pro lado pessoal, era simplesmente um jogo no qual nenhum dos dois queria perder.
— Bem, vamos mostrar o que podemos fazer – desafiou Shura.
Continua.
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