Mirai no Monogatari
47 Capitulo 36 – como cães e gatos.
Notas iniciais

Capitulo 36 – como cães e gatos.
– Você quer fazer o favor de relaxar? – pediu Karui servindo uma xicara de chá.
– Como eu posso relaxar? Se eu falhar em minha missão posso acabar destruindo a nossa vila! – dizia ele suspirando pesado.
No outro sofá Chouji ria das paranoias de Omoi, sua esposa Karui brigava muito com ele sobre isso mas era impossível, não tinha como Omoi pensar num lado positivo de qualquer coisa.
– Mas essa missão é tão difícil assim? – perguntou Chouji curioso.
– Que nada! Provavelmente é uma moleza – disse Karui – esse cara é que faz tempestade em copo d’água.
– Eu prefiro um copo de vitamina – comentou Chochou – um copão é claro.
– Chochou é tão fofinha! Tenho certeza que ela sentia saudades do tio Omoi não é? – dizia Omoi rindo bobo pra ela.
– Eu acho que já te disse que ela não é sua sobrinha, afinal não somos irmãos – disse Karui sentando-se ao lado do marido.
Omoi ficou cabisbaixo, ele e Karui tinham crescido no mesmo orfanato e por isso sempre estavam juntos, mas depois que ela se mudou para Konoha acabou perdendo sua parceira, ainda assim sempre que Omoi tinha uma missão no país do fogo ele dava um jeito de visita-la.
– Se não for confidencial pode dizer qual é a sua missão? – perguntou Chouji mudando de assunto.
– Procurar uma pessoa, dizem que ela é a última do seu clã – respondeu Omoi – eu estou atrás dela a um mês, por isso eu vim aqui.
– E você pode encontrar uma pista dessa pessoa aqui? – perguntou Karui.
– Eu andei juntando algumas informações, parece que a família dela tinha algum laço com o clã Uchiha – respondeu Omoi – então já que o ultimo Uchiha está em Konoha em pensei que ele podia me dar alguma pista.
– Uma pessoa ligada ao clã Uchiha? Ela deve ser muito especial – disse Chouji surpreso – mas eu duvido que você consiga falar com o Sasuke, ele está na divisão de inteligência agora.
Mais uma vez Omoi fez aquela expressão depressiva, Chochou levantou-se do sofá e foi até ele oferecendo um bolinho, ela sempre oferecia comida quando alguém estava triste.
– E o pior é que quem solicitou a missão não foi uma pessoa, foi a Nibi! – dizia Omoi – já pensou se eu não encontro essa pessoa? Ela pode explodir nossa vila com uma bijuu-dama.
– Um bijuu solicitando missões para os ninjas? – perguntou Karui – isso sequer é possível?
– Agora que estão livres e em bons termos conosco é possível – dizia Chouji – só me pergunto com o quê ela vai pagar...
– E Nibi nem deu muitos detalhes, parece que essa pessoa é do mesmo clã que a Yugito – continuava Omoi – ela morava lá naquela cidade que é um mercado negro, mas quando fui lá disseram que ela se mudou.
Aos poucos uma ideia foi passando pela mente deles, havia alguém em Konoha que combinava com essa descrição, o casal olhava para Omoi sentindo pena do que ele passou para chegar até esse ponto.
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– Muito bem Tamaki! Só mais três alvos! – gritou Kiba empolgado.
A garota saltou por entre as arvores com grande facilidade, enquanto saltava ela avistou os três alvos amarrados em arvores diferentes, girando o corpo com graça ela arremessou shurikens atingindo-os em cheio, depois disso ela pousou sobre os 4 membros no chão.
– Acertou todos os alvos, a Tenten iria adorar ver isso – dizia Kiba empolgado – e a forma como você manobra no ar é de dar inveja!
– Eu tive um excelente sensei – respondeu ela pegando uma toalha para enxugar o suor.
Kiba ficou olhando para Tamaki que logo após a última guerra ela se mudou para Konoha, com uma ajudinha dele e do Sasuke ela foi aceita como gennin na vila e 6 meses depois promovida a chuunin, agora ela já treinava para tentar ser promovida à jounin.
Kiba ficava impressionado e feliz com a evolução dela, mas também sentia uma pontada de tristeza, como chuunin ela já poderia ter se desvinculado dele mas continuava ao seu lado para evoluir, quando chegasse ao posto de jounin com certeza cada um seguiria um caminho diferente.
– Eu não sei como retribuir tudo o que você tem feito por mim – dizia ela empolgada – eu achei que só poderia contar com o Sasuke em Konoha, mas no fim você é quem tem sido o meu herói!
– Bem, que tal se nós fossemos tomar um...
– Já terminou o seu treino? Eu estou com fome – disse um gato pulando no ombro dela.
Kiba começou a rosnar quando o gato o encarou, se Tamaki não fosse uma usuária de felinos ela seria perfeita em sua opinião, mas sempre que esse gato estava por perto tudo ficava complicado.
– Desculpa Kiba-kun, o que você dizia mesmo? – perguntou ela.
– Nada não, acho que está na hora de voltarmos – dizia ele meio sem graça.
– Tamao Tamaki, Inuzuka Kiba, o Hokage os chama para seu escritório – avisou um agente da ANBU sobre uma arvore.
– Hã? É uma missão ou aconteceu alguma coisa? – perguntou Kiba odiando o jeito que ele falava.
O agente não respondeu e sumiu numa nuvem de fumaça, Kiba ficava nervoso com a forma deles agirem, mas Tamaki estava preocupada com a convocação do Hokage.
– Será que estou encrencada? – perguntava-se ela.
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– Muito bem Chiyo-chan, já recebi o relatório sobre sua operação – dizia Sakura em seu escritório – você fez a cirurgia com perfeição, o paciente está ótimo e logo voltará pra casa.
Chiyo vibrou de alegria, sob a supervisão de um jounin médico ela executou uma operação num paciente com suas próprias habilidades, esse era um dos requisitos para tentar a promoção para jounin.
– Também temos o seu desempenho durante a guerra contra a rasetsu, eu diria que você já é uma jounin – continuava Sakura – agora só falta um teste de campo para você ser promovida.
– Eu agradeço muito por tudo sensei, eu não teria chegado tão longe sem suas instruções – dizia Chiyo curvando-se.
– Ora não fale assim, um bom mestre é só o começo, o iryounin depende exclusivamente do seu talento – disse Sakura se levantando – no momento a única coisa que limita seu talento é o seu volume de chakra.
Chiyo ficou meio triste com isso, embora suas habilidades crescessem a cada ano seu corpo não cooperava, seu volume de chakra era apenas a metade do que se espera de um jounin e com isso as técnicas mais poderosas estavam fora do seu alcance.
– Não existe um jeito de aumentar o meu chakra? – perguntava ela – algum meio que compense isso?
– Como você sabe o chakra é criado pela junção de energia física com espiritual – explicava Sakura – a energia espiritual você aumenta adquirindo conhecimento e experiência, tornando sua mente mais aguçada.
– Isso não é problema pra mim, mas...
– A energia física você aumenta com muito treino, uma boa dieta e concentração – continuava Sakura – mas parece que seu corpo tem uma constituição delicada, não vai se desenvolver muito com treinos físicos.
– Eu não fui feita para combates, por isso tentei seguir a carreira médica – dizia ela triste – mas até pra isso preciso ter um corpo forte.
– Não fale assim, mesmo com pouco chakra você pode salvar vidas se usá-lo corretamente – dizia Sakura pondo a mão em seu ombro – ter uma forte energia espiritual significa usar sabiamente cada gota de chakra que tiver.
Chiyo agradeceu pelo incentivo de sua mestra, mesmo assim ela ainda estava um pouco abatida, pedindo licença ela saiu para revisar alguns textos médicos.
No andar inferior do hospital havia as salas de registros e documentos, um lugar onde se guardava toda a informação e conhecimento obtidos pela equipe médica, as informações de rank D e C eram abertas ao público, as informações de rank B eram acessíveis somente a chuunins e jounins, as informações rank A só podiam ser acessadas com autorização da diretoria, já as informações rank S eram os maiores segredos da vila.
Sendo assistente da Sakura Chiyo tinha alguns privilégios, ela assinou o registro de entrada e foi para a sala que guarda informações rank A, lá dentro procurou nas várias estantes e juntou tudo o que precisava, sentando-se numa mesa ela começou a pesquisar como fortalecer o corpo e aumentar o chakra.
– Não adianta, não existe um meio fácil de aumentar o chakra em pouco tempo – dizia ela pra si mesma após duas horas de leitura – todas as drogas e tratamentos desenvolvidos causam efeitos colaterais severos.
Chiyo levantou-se e começou a por todos os livros de volta no lugar, enquanto fazia isso ela ocasionalmente olhava para uma certa porta, a porta que levava para a sala rank S era blindada e protegida por ninjutsus de barreiras e selamentos, além disso recentemente recebeu proteção eletrônica para complementar, como se isso não bastasse a porta era vigiada 24 horas por dois agentes da ANBU, apenas meia dúzia de pessoas em toda a vila tinham permissão para entrar lá.
– Ouvi dizerem que guardam todos os kinjutsus médicos lá – comentou um outro médico que fazia pesquisas – sem falar de cadáveres especiais ou amostras únicas, imagine só o que pode ter lá não é?
– Pois é, só imagino – respondeu Chiyo nervosa por ter sido pega olhando.
Os dois deixaram a sala e Chiyo foi para a superfície pegando o elevador, enquanto subia ela pensava no que fazer em seguida.
– “O importante agora é me concentrar no teste de campo” – pensava ela – “mas mesmo que eu seja promovida a jounin, se não puder usar iryouninjutsus rank A ou superiores...”
Distraída com seus pensamento Chiyo nem notou que quase esbarrou em alguém, a pessoa segurou o ombro dela assustando-a e logo ela pediu desculpas, a pessoa respondeu rindo.
– Com a cabeça nas nuvens assim eu não deixaria você segurar um bisturi – disse Kenta.
– O que está fazendo aqui? – perguntou ela contrariada.
– Eu estava em uma missão no país vizinho, na volta um time médico me pediu para trazer alguns relatórios – explicava ele – eu não sei como vocês não piram com todos aqueles termos e nomes complicados, tinha um remédio que eu nem sabia soletrar o nome.
– Você leu os relatórios? Isso é crime sabia? – repreendeu ela – registros médicos só podem ser lidos pela equipe médica, você poderia ser rebaixado ou algo pior.
– Eu só dei uma olhadinha, não é como se eu fosse fazer algo errado mesmo – disse ele – além disso eu não entendo nada daquilo, é o mesmo que ler nada.
Chiyo ficou olhando feio pra ele, Kenta já era jounin e tinha quantidades absurdas de chakra, do ponto de vista dela era um enorme desperdício tanto chakra ficar em alguém que só podia usá-lo para lutar.
– “Não, não posso pensar desse jeito” – repreendeu-se mentalmente – “o Kenta usou todo seu poder para proteger a vila, ele salvou mais vidas do que eu poderia sonhar em conseguir”
– hun, você parece chateada, quer tomar um sorvete? – perguntou ele.
– Quantos anos você pensa que eu tenho? – perguntou ela fazendo uma cara estranha.
– Então você quer encher a cara num bar? Podemos fazer isso se você quiser – disse ele – mas não me culpe se eu te atacar ou algo assim!
– Vamos tomar a porcaria do sorvete – disse ela andando na frente.
Kenta ria da reação dela e isso deixou Chiyo mais nervosa ainda, foi quando Kenta ouviu a voz do seu bijuu dentro da sua cabeça.
– Um dos 9 bijuus entrou no país do fogo – disse a serpente dourada.
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O grupo se movia velozmente para a fronteira do país do fogo, na frente o bunshin do Naruto, logo atrás dele vinham Omoi da nuvem seguido por Tamaki e Kiba.
Assim que Omoi explicou a situação para Naruto este chamou pelos outros dois, de acordo com o jounin da nuvem a bijuu de duas caudas queria falar com Tamaki, ela ficou incrivelmente surpresa pelo pedido direto de um bijuu, por isso todos se apressaram para encontra-lo.
Kiba encheu a paciência do Naruto para ir junto, segundo ele como Tamaki era sua discípula precisava de sua orientação, por isso sem querer perder mais tempo todos vieram juntos.
Agora já perto da fronteira o grupo avistou Nibi sentada em uma colina, devido ao seu tamanho enorme ela parecia um ser ainda mais onipotente, um bijuu tem poder suficiente para destruir um país inteiro se quisesse mas hoje em dia não eram mais tão temidos.
– Obrigado por terem vindo, eu sou Matatabi – apresentou-se o bijuu como se ninguém soubesse – esta jovem é a herdeira do clã Tamao?
– s-si-sim, eu sou Tamao Tamaki – respondeu ela toda nervosa – é um prazer conhecê-la!
– Você está com algum problema Nibi? – perguntou o bunshin do Naruto – se nós pudermos ajuda-la...
– Antes de tudo, o que você sabe sobre o seu clã? Criança humana – perguntou a bijuu.
– Eu não sei muita coisa, meus pais morreram quando eu era pequena – explicava ela – e minha vó não me contava tudo.
– Pois bem, cerca de 200 anos atrás o seu clã tentou me capturar, a intenção do fundador do clã era dominar um país usando o meu poder.
Todos ficaram chocados, ninguém jamais imaginou que um clã tão inexpressivo uma vez teve uma ambição tão grande, principalmente Tamaki que jamais soube disso.
Nibi contou que a tentativa de captura-la foi frustrada e o clã dizimado, mesmo assim eles conseguiram pegar o seu sangue, com isso eles tentaram criar algo que pudesse suprir suas necessidades.
– Eles conseguiram incorporar meu sangue em outro felino, surgiu assim uma fera com poderes semelhantes à um jinchuuriki – explicou Nibi – infelizmente para eles, até essa fera era incontrolável, sem alternativas a fera foi selada e guardada para o futuro.
– Provavelmente esperando que meios de controla-lo surgissem – disse Naruto – e o que aconteceu depois disso?
– Nada, mais de um século se passou e o clã não agiu, depois eu fui capturada por Hashirama e doada para Kumogakure – continuou a bijuu – minha última jinchuuriki era alguém nascida nesse clã mas que cortou laços com eles.
– No último século meu clã foi reduzindo aos poucos, nos tornamos mercenários que ajudavam outros clãs por dinheiro – dizia Tamaki triste – na geração da minha avó tínhamos laços com o clã Uchiha, mas éramos praticamente os últimos.
– Yugito me falava sobre o seu clã e a ambição deles, mas de como seu orgulho os ajudava a permanecer firmes – dizia Nibi – Yugito herdou esse orgulho e lutou com todas as forças contra a akatsuki.
– Mas Nibi-san, o que tudo tem a ver conosco? – perguntava Omoi.
– O monstro que o clã Tamao criou está livre – respondeu a bijuu – o selamento que o mantinha preso foi desfeito.
Essas palavras chocaram ainda mais todos os presentes, até mesmo Kiba que esteve quieto todo esse tempo, Naruto se perguntou como algo assim passou despercebido e que tipo de ameaça viria pela frente.
– Você quer que demos um jeito nele não é? – perguntou o bunshin.
– Isso é um trabalho para a Tamaki, ela deve selar o monstro – respondeu Nibi.
– Eu? Mas como vou fazer isso? – perguntou a garota assustada.
– Seu clã possui a técnica de selamento, deve encontrá-la e domina-la – explicou Matatabi – entenda que o desejo da Yugito era trazer honra ao seu clã, mas ela morreu sem conseguir.
– Então eu devo assumir o dever dela? – perguntou Tamaki sentindo a pressão.
– Isso é muito perigoso! Tamaki está desenvolvendo suas habilidades agora – dizia Kiba exaltado – se precisa que esse monstro seja selado o Naruto pode fazer isso!
– Não permitirei que ninguém interfira, nem mesmo o Naruto! – respondeu o bijuu com uma voz trovejante – o clã Tamao precisa ter seu nome restaurado por um dos seus!
– Eu entendo o que você quer, vamos colaborar com seu desejo – disse Naruto – mas se algo der errado uma medida será tomada, você não terá reclamações sobre isso não é?
Matatabi concordou com os termos e explicou os detalhes para todos, Omoi precisou retornar para Kumogakure para reportar ao Raikage, já Tamaki pediu um favor ao seu companheiro gato.
– Por favor, retorne para o esconderijo do clã e procure pelo jutsu – pediu ela – traga pra mim em Konoha o mais rápido possível.
– Miau! Pode deixar – respondeu o gato ninja.
O gato saiu numa velocidade que ultrapassava a velocidade ninja comum, desse jeito ele levaria um dia para ir e voltar, já Naruto ordenou que os outros voltasse para a vila enquanto ele se desfazia para informar ao verdadeiro.
– Você vai mesmo seguir as ordens daquele bijuu? – perguntou Kiba.
– Não tenho escolha, é um problema do meu clã – respondeu ela – eu preciso dar descanso para meus antepassados.
– Isso é besteira! Você vai arriscar a vida para limpar a cagada dos seus ancestrais!? – perguntou Kiba revoltado.
– Se eu não fizer essa besta trará problemas pra minha nova casa – respondeu ela – se é algo que eu posso fazer então eu devo fazer.
Kiba entendia os sentimentos dela sobre isso, ela era a ultima do seu clã e precisava limpar o legado deles, tinha a chance de retribuir a hospitalidade de Konoha, mesmo assim dava pra notar que ela estava com medo, afinal o seu adversário tinha poder comparável a um jinchuuriki.
– Eu não vou deixa-la fazer isso sozinha – disse ele – como seu mestre eu vou ficar do seu lado até o fim.
– Eu agradeço, Kiba-kun – disse ela com um sorriso gentil no rosto.
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Como Tamaki havia previsto seu companheiro levou um dia para voltar, em suas costas ele trouxe amarrado o pergaminho contendo o selamento.
Naruto fazia os preparativos para ajudar como pudesse, precisava garantir que uma equipe pequena desse conta do recado, por isso durante o dia que Tamaki precisava pra aprender o jutsu ele reunia uma equipe.
– Como mestre da Tamaki você será o parceiro dela – dizia Naruto para Kiba – se as coisas derem errado a ordem é derrotar a criatura, por isso você está aqui.
Ele dizia isso olhando para Kenta, em termos de poder de destruição ele só estava abaixo do Sasuke, por isso ele seria a garantia de que o pseudo-jincuuriki não sairia da ilha.
Além do Kenta a Chiyo foi escolhida como reforço médico, mesmo que ela não tivesse muita experiência, o motivo disso era o teste de campo para ser promovida a jounin, e o fato dela trabalhar bem ao lado do Kenta.
– Essa é uma missão rank A, mas dependendo da força do oponente pode ser algo bem maior – alertava Naruto – eu vou deixar outro time de prontidão aqui no continente, mas espero que vocês deem conta.
– Não se preocupe Hokage-sama, vamos garantir que tudo ocorra bem – disse Chiyo.
– Como jounin veterano eu serei o líder da missão – dizia Kiba autoritário – vocês só precisam seguir minhas ordens e tudo vai ficar bem.
– É isso o que mais me preocupa – disse Naruto suspirando.
Os dois já iam começar a brigar quando Shizune pediu para deixarem isso pra depois, Naruto dispensou a todos que saíram do escritório, a ordem de partida seria a noite para chegarem ao litoral ao amanhecer.
– Nos encontraremos às 23:00 de hoje no portão leste – avisava Kiba – com isso chegaremos às 06:00 de amanhã na praia.
– Eu vou pesquisar sobre a região do nosso destino nos arquivos – dizia Chiyo – tem mais alguma coisa que devemos saber?
– Se eu fosse você estudaria sobre jutsus de selamento, essa garota nova não é confiável – disse Kenta.
– O quê!? Olha só quem fala! – reclamou Kiba – você só tá aqui a uns 8 anos, e não é ela que tem uma cobra dentro dela!
– Estamos indo refazer o selamento de um monstro com força equivalente a um jinchuuriki – dizia ele – e estamos levando uma garota que nunca usou jutsus de selamento até hoje.
Mesmo que não gostasse Kiba não conseguia contrariar o argumento dele, Tamaki estava estudando esse jutsu desde ontem sem parar e mesmo que aprendesse a executa-lo não havia garantias, o poder de um jinchuuriki é enorme e só pode ser selado por força igual.
Como era meio-dia o grupo dispersou e cada um foi para um lado, Kenta foi juntar seus equipamentos, Chiyo foi fazer sua pesquisa e Kiba foi para casa organizar suas coisas.
– Eles dizem “poder equivalente a um jinchuuriki” mas só conhecemos o Naruto para comparação – pensava Kiba andando nas ruas – e no final é só um gato grande turbinado com o chakra de um gato maior ainda.
Enquanto andava e pensava Kiba ouviu alguém chamar seu nome, ao olhar pro lado ele viu Hinata acenando de dentro de uma lanchonete, surpreso por vê-la lá ele foi até a entrada e a viu toda empolgada.
– Que bom que apareceu Kiba-kun! Olha só que maravilhoso! – dizia Hinata puxando-o pela mão.
– Mas o que você tá falando Hinata!? – perguntava Kiba sendo arrastado.
– Ela deve estar se referindo à noticia que acabei de dar – disse Shino sentado numa mesa com Mika ao seu lado.
– Eles vão se casar Kiba-kun, eles vão se casar! – dizia Hinata toda eufórica.
A notícia atingiu Kiba como uma bomba, Mika mostrava o anel que Shino lhe comprara e presenteara hoje, Shino tentava parecer tranquilo como sempre mas estava com um sorriso no rosto, já Hinata parecia uma adolescente animada com um grande evento.
– p-pa-parabens Shino – dizia Kiba mais surpreso que tudo – pra quando é o casamento?
– Eu tomei essa decisão ontem, então quero deixar tudo preparado – dizia Shino – eu penso que daqui a 6 meses é um tempo perfeito.
– aah tudo isso? Eu não sei se vou conseguir me segurar até lá – dizia Hinata – o que você acha Mika-san?
– Eu não me importo de esperar, afinal o Shino-kun é quem ficará com todo o trabalho – disse ela vermelha de vergonha.
– Isso não será um trabalho pra mim, será um prazer – disse ele pondo a mão sobre a dela.
Hinata se derreteu toda vendo aquela cena tão romântica, Kiba parabenizava Shino mas estava um pouco incomodado com a situação, ele pediu licença para se preparar pra missão e disse a Shino que qualquer dia desse beberiam em comemoração.
No caminho pra casa Kiba se pegava pensando nesse casamento, Hinata e Shino já estavam ambos na sua frente, enquanto isso ele tinha um caso aqui ou ali, lhe faltava um amor verdadeiro em sua vida.
Chegando em casa ele foi direto para seu quarto organizar seu equipamento, ele conferia a bolsa ninja que prendem na cintura, o estojo que levam preso na coxa e o pergaminho especial, dentro dele havia todo o tipo de equipamento personalizado, outro pergaminho continha rações de viagem, cantis e instrumentos de sobrevivência.
Enquanto conferia tudo Kiba viu akamaru entrando no quarto, o cão ao perceber seu parceiro organizando a mochila tratou de juntar suas coisas, o cachorro tirou debaixo da cama uma mochila similar a do Kiba mas bem menor.
– Lamento amigão, mas você não vai nessa missão – avisou Kiba guardando tudo.
O cão latiu perguntando porque não iria e isso partiu o coração de Kiba, já estava na hora de aposenta-lo das missões por causa da sua idade, pois chegou a um ponto onde lutar seria arriscar sua vida.
– Você sabe bem o porquê, você já tá com 25 anos – respondeu Kiba – mesmo para um cão ninja isso é muito, você já tá bem mais lento e fraco que antes.
Akamaru protestou dizendo que ainda aguentava uns 10 anos de boa, mas Kiba foi inflexível dessa vez, disse que se o levasse estaria arriscando não só suas vidas como de outros.
– Olha amigão, você sempre vai ser o meu irmão canino, mas não podemos mais continuar juntos nas missões – dizia Kiba ajoelhado do lado dele – você já tem seus filhos, já fez sua reputação e cumpriu seu dever.
Akamaru reclamou muito, não aceitou a vontade do seu parceiro e saiu resmungando, ainda chateado Kiba terminou de organizar seu equipamento e deixou tudo de prontidão para mais tarde, quando chegou à sala ele viu sua mãe sentada no sofá encarando-o.
– Vai sair numa missão importante sem seu parceiro? – perguntou ela séria.
– Eu posso dar conta, além disso não estarei sozinho – respondeu ele.
– Por acaso a garota gato vai com você? – perguntou ela cruzando os braços – pensei que você largaria dela quando ela conseguiu ser promovida.
– Se ela vai ou não isso não lhe interessa – respondeu Kiba.
– Ficar se relacionando com uma estranha já é bem ruim – disse ela – mas uma garota do clã dos gatos é humilhação demais pra nós!
– Você não tem moral pra reclamar de estranhos, o papai nem era do clã – reclamou Kiba – e você o botou pra correr sozinha, não vou fazer o mesmo que você!
Sua mãe começou a rosnar exatamente como um cão faria, ela encarava seu filho que era um dos mais talentosos do clã Inuzuka, o único que desenvolveu jutsus próprios e até dominou o senjutsu.
– Eu soube hoje que o Shino vai se casar com a Mika, logo ele que vem do clã mais fechado de Konoha – dizia Kiba – no clã Inuzuka quase não temos mulheres e todas já estão compromissadas.
– Mas logo uma menina gato!...
– Eu nem sei se ela quer algo comigo, mas se ela quiser eu não vou recuar por causa do clã – disse Kiba – se vocês não aceitarem eu deixarei o clã Inuzuka.
Kiba saiu do clã e foi para uma área rural de Konoha, precisava descansar para a viagem que faria de noite, além disso ele tinha planos de passar na casa de Tamaki e ajuda-la de algum jeito, mas ele se perguntava se realmente tinha uma chance com ela.
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– Muito obrigado por me ajudar Sasuke – agradecia Tamaki – e desculpe por tomar seu tempo.
– Não foi incômodo nenhum, até porque eu pude analisar um novo fuuinjutsu – disse ele – mas esse fuuinjutsu é muito antigo, seus diagramas estão ultrapassados, poderíamos torna-lo mais eficiente se tivéssemos tempo.
– Infelizmente ele vai ter que servir do jeito que está – dizia ela afivelando o pergaminho – o lado bom disso é que a fera também é muito antiga.
– Bem, eu preparei isto aqui para ajudá-la – disse Sasuke entregando um estojo a ela – espero que não chegue a precisar disso.
Tamaki aceitou o estojo e agradeceu por toda a ajuda recebida, deixando a divisão de inteligência ela encontrou seu parceiro gato deitado numa arvore, assim que a viu ele se espreguiçou e saltou no ombro dela.
– Já terminou o que tinha para fazer? – perguntou o gato.
– Já sim, eu recebi muita ajuda do Sasuke – respondeu ela animada – eu me sinto mais confiante agora para cumprir a missão.
– Então não precisamos do idiota dos cachorros não é? – perguntava o gato.
– Não fale assim do Kiba-san, ele me aceitou como discípula e me guiou até hoje – disse Tamaki irritada – e prontamente se voluntariou para ir comigo!
– Cães e gatos não são para se dar bem, ele luta de um jeito e nós do nosso – explicava seu parceiro – além disso o clã Inuzuka foi um dos primeiros a se esforçar para acabar com o nosso clã.
Isso aconteceu ainda durante a 3º guerra ninja, o clã Inuzuka aproveitou a guerra para atacar o clã Tamao eliminando muitos deles, mesmo que o sandaime o repreendesse não houve nenhuma outra consequência para esse ato.
– Um gato guarda rancor por 100 anos, e não se passou nem metade disso – dizia o gato no ombro dela – esqueça esse cara, aposto que o clã dele quer roer seus ossos agora.
– Mas o Kiba-san...
– Um cão é leal à sua matilha até o fim, ele nunca vai preferir você à seu clã – insistia o outro – depois dessa missão você vai ser jounin, momento perfeito pra dar adeus a ele.
Tamaki suspirou e seguiu seu caminho, o sol se pondo era o sinal de que faltava menos de 6 horas para partir, dali em diante ela deveria se concentrar só em sua missão.
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– Acho que isso deve bastar – dizia Chiyo guardando o equipamento no pergaminho.
– Nunca subestime os imprevistos de uma missão isolada – avisava Sakura – descubra o tipo sanguíneo de todos os envolvidos e leve bolsas de sangue para eles.
– Obrigada sensei – agradecia Chiyo – vou fazer isso, acho que temos dados deles no hospital não é?
– Eu já memorizei os dados médicos de todos os meus amigos, e do Kenta por ele ser um jinchuuriki – explicou Sakura – então você só precisa descobrir o da Tamaki, você ainda lembra o jutsu que analisa o tipo sanguíneo?
– Claro que sim, foi um dos primeiros que aprendi – respondeu Chiyo – então se me der licença eu vou terminar os preparativos.
– Chiyo-chan, essa missão será seu teste de campo para a promoção de jounin – dizia Sakura – mas seu objetivo não é mostrar suas habilidades em campo, o melhor desempenho é garantir que eles não precisem de seus cuidados.
– Sakura-sensei, como foi o seu teste para jounin? – perguntou Chiyo curiosa.
– Não precisei, meu desempenho durante a 4º guerra me garantiu a promoção – respondeu Sakura meio constrangida – bom, quase todos os chuunins que sobreviveram foram promovidos.
– Então acho que eu não fui muito bem na última guerra – dizia Chiyo meio decepcionada.
– Não diga isso, foi seu desempenho que fez a Shizune acelerar o processo – disse Sakura – normalmente um iryounin não se torna jounin antes dos 25 anos, e ele precisa criar ou aperfeiçoar um tratamento antes.
Sakura aconselhou a Chiyo para não pensar muito nisso, que fizesse o seu melhor na missão, a garota agradeceu o conselho e tomou o caminho da saída, na porta ela viu Sarada chegando correndo. Ela tinha terminado o dever de casa passado pela academia.
– Oi Chiyo-nee – cumprimentou a menina.
– Oi Sarada-chan, mostrando a quem puxou? – brincou ela.
– Tá brincando? Na idade dela eu não tinha metade da sua inteligência – dizia Sakura abraçando a filha.
Chiyo achou aquela cena muito bonita e deixou a casa da sua sensei, faltavam 4 horas para eles saírem em missão, nas ruas de Konoha muitos estabelecimentos já estavam fechados, mas ainda havia muito movimento nas ruas.
– Um jounin médico, o mais alto posto dos ninjas – dizia ela pra si mesma – se eu conseguir...
Chiyo encontrou-se com Tamaki no caminho e as duas caminharam juntas, elas estavam em silêncio como se nada houvesse para ser dito, pelo menos até chegarem ao portão onde deveriam se encontrar.
– Conseguiu dominar o jutsu? – perguntou Chiyo.
– Acho que sim, não vamos saber até tentar – dizia ela sem graça.
Novamente o silêncio, ainda faltava uma hora para eles saírem e nada dos dois chegarem, os guardas do portão jogavam baralho ou assistiam televisão, afinal qualquer pessoa tentando entrar o sair escondida da vila não usaria o portão para isso.
– É verdade que o Kenta foi encontrado e treinado pelo Sasuke? – perguntou Tamaki.
– Sim, ele veio de um vilarejo nas montanhas – respondeu a outra – e você também é conhecida do Sasuke-san não é?
– Sim, ele fazia negócios com minha avó, o clã Uchiha e o clã Tamao tinham algum laço de amizade – respondeu Tamaki – embora ele tenha nos procurado mais pelo armamento que fornecíamos.
– Você é a última do seu clã não é? Está fazendo isso por eles?
– E por qual motivo você está indo nesta missão? – perguntou Tamaki.
Chiyo não queria dizer que tudo isso era só pela promoção, nesse ponto ela tinha inveja da Tamaki por ter um motivo maior, antes que ela pudesse dar uma resposta Kenta e Kiba vinham virando a esquina.
– Desculpe por faze-las esperar – disse Kiba.
O time enfim estava reunido, mas ninguém ali parecia animado para uma missão tão importante, todos com exceção de Kenta estavam com a cabeça cheia de problemas, percebendo isso Kenta pensou num meio de anima-los.
– Hei Chiyo, sabe se tem alguma vila pesqueira no caminho? – perguntou Kenta.
– O quê? Claro que tem, aliás na ilha tem uma comunidade pesqueira – respondeu ela lembrando do que leu nos livros.
– Que ótimo, então podemos comprar alguns peixes e usa-los como isca, o nosso alvo é um gato né? – brincou ele.
– Na verdade gatos não gostam de peixe em particular – respondeu Tamaki.
– O quê? Então o que eu vou fazer com o sushi que comprei pra você? – perguntou ele mostrando a marmita selada.
– Eu... gosto de sushi – disse Tamaki vermelha.
– O que esse idiota tá fazendo? – perguntou-se Kiba balançando a cabeça.
– Sushi para a Tamaki, bisteca para o Kiba e... o que você come mesmo? – perguntou ele olhando para Chiyo.
– Sendo assim eu devo arranjar uns ratos para você comer!? – perguntou Chiyo furiosa.
Kenta saiu rindo quando viu que era hora de partir, os outros foram logo atrás dele, estavam furiosos com a brincadeira, mas pelo menos agora não estavam mais deprimidos, assumindo a liderança Kiba seguia na frente para leva-los ao objetivo.
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– Eles já partiram? – perguntou Matatabi.
– Sim, já devem estar chegando por aí – respondeu Naruto.
– Eu ficarei aqui na costa, esperando a conclusão – disse a bijuu – estou ansiosa pelo resultado.
Naruto conversava com nibi em seu mundo interno, como ela estava dentro do alcance do modo bijuu dele era possível fazer o chakra ressoar, e assim Naruto teria meios de enviar e receber notícias rapidamente.
– Eu tenho total confiança que eles vão conseguir, mas supondo que não consigam o que você vai fazer? – perguntou Naruto – o seu objetivo é limpar os erros do clã Tamao em nome da Yugito não é?
– Se eles falharem eu mesma eliminarei a fera – respondeu ela – usarei uma bijuu-dama daqui mesmo e fim de historia.
– Você não está pensando em explodir o meu pessoal não é? – perguntou Naruto preocupado.
– hahahaha ela deve estar pensando em baixas aceitáveis agora – zombou kyuubi atrás do Naruto.
– Eu não planejava fazer isso – respondeu a bijuu irritada – e se tem alguém que explodiria ilhas sem pensar seria você!
– Por favor vocês dois, vamos parar com isso – pedia Naruto – e quanto a você Matatabi, nada de bijuu-damas, o meu pessoal vai dar conta, confie na garota que você escolheu!
A bijuu concordou e assim a conversa terminou, em seu escritório Naruto abria os olhos e desfazia o manto de chakra, ao lado dele Shizune parecia um pouco preocupada.
– Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava “fora”? – perguntou ele.
– O Raikage quer falar com você – disse ela – eu disse que você estava ocupado, por isso ele pediu para você entrar em contato com ele.
Naruto imaginou que alguma dor de cabeça estava se aproximando para ele.
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– Então aquela é a ilha não é? Me parece bem comum – disse Kenta forçando a vista.
– É uma ilha comum, o que você esperava? – disse Chiyo – meu deus, será que todos os jinchuurikis são idiotas?
– A minha era bem normal – disse Matatabi aproximando-se.
A bijuu de duas caudas aproximou-se do grupo, como eles estavam ao lado de uma vila as pessoas correram e se esconderam, não era normal ver um gato flamejante gigante andando por essas bandas.
– Uau! Vocês são incríveis mesmo! – disse Kenta impressionado com Matatabi.
– É você quem carrega essa imitação? – perguntou a bijuu.
– Não me chame de imitação – reclamou kinja dentro de Kenta – pense em mim como um primo.
– Pra mim você é só uma cobra metida a besta – disse a bijuu encarando Kenta bem de perto.
– Matatabi-sama, deseja alguma coisa de nós? – perguntou Tamaki para evitar uma briga.
– Não, eu só vim assistir de perto o resultado disso – respondeu a bijuu – e também pra transmitir a mensagem do Naruto, ele disse “boa sorte a todos”
Matatabi saltou para uma colina mais distante depois de transmitir a mensagem, Kiba e os outros seguiram para a vila afim de tranquilizar o povo, levou um bom tempo para convence-los de que o gato gigante não era uma ameaça.
– Queremos alugar seu barco – dizia Kiba para o responsável.
– Vai para a ilha? Não tem mais ninguém lá – avisou o homem – eles saíram de lá as pressas falando de um gato monstro.
– Nós estamos indo pra lá dar conta dele – respondeu Kiba – e o gato de lá e aquele não são o mesmo.
– Sério? Vão acabar com o monstro? – dizia ele empolgado – nesse caso faço um desconto pra vocês.
Agradecendo o favor Kiba alugou uma lancha por 24 horas, segundo as informações ele precisaria de uma hora para chegar à ilha, depois de encherem o tanque todos subiram no veículo e seguiram para a ilha.
– Aparentemente a ilha foi evacuada, vamos usar o vilarejo como base por enquanto – instruía Kiba – Kenta, já que você veio das montanhas deve estar familiarizado com esse terreno, você vai vasculhar a área.
– Entendido – respondeu o outro.
– Chiyo e Tamaki vão Fazer os preparativos – continuava Kiba – eu vou tentar encontrar nosso alvo.
– Sim senhor – responderam as duas.
Com a lancha eles chegaram à ilha e desembarcaram no porto pesqueiro, o vilarejo era bem simples e pequeno mesmo para uma ilha, julgando pelo numero de casas a população não passaria de 100 pessoas.
– Em ilhas como essa é normal a população ficar dividida em vários vilarejos – explicava Chiyo – muitos ficam nas praias, mas é comum ter um grande no centro da ilha.
– A fera foi selada em um santuário escondido, talvez os habitantes tenham encontrado o santuário e desfeito o selo por acidente – explicava Tamaki – precisamos encontrar um lugar onde o santuário poderia estar escondido.
– Muito bem, eu e Kenta vamos vasculhar a ilha, vamos circunda-la até onde der – explicava Kiba – quem achar alguma coisa volta para reunir os outros, se não achar nada até o meio-dia volta também.
– O kinja sente o chakra da fera, mas vamos precisar encontrar seu rastro primeiro – dizia Kenta – vamos ver quem é o melhor farejador daqui.
– hehehehe não me subestime garoto – disse Kiba saindo confiante.
Kiba foi pela direita e Kenta pela esquerda, o objetivo era seguir até darem a volta na ilha e encontrarem outros vilarejos, depois que eles se foram Tamaki e Chiyo procuraram uma boa casa para usarem como base, juntaram lenha pra fogueira e acharam alguns legumes e verduras.
– É estranho, o bijuu do Kenta consegue sentir a presença de outros bijuus – dizia Chiyo – então porque ele não consegue encontrar de cara esse bakeneko?
– Talvez por ele só ter a fração do chakra de um bijuu – disse Tamaki – essa ilha não é enorme, eles podem dar a volta nela até o meio da tarde.
Tamaki pegou uma vassoura e começou a varrer o chão da casa onde estavam, o seu gato acompanhante subiu numa viga de sustentação e foi tirar um cochilo, já Chiyo estava entediada e foi dar uma volta pelo vilarejo, era bom conhecer outros modos de vida.
– Aposto que essa gente nasceu e cresceu nessa ilha – dizia ela vendo como tudo deles era adaptado ao modo de vida – não é justo terem que ir embora de repente.
– Ora ora, o que nós temos aqui? – disse alguém atrás dela.
Chiyo tomou um susto ao ouvir uma voz atrás dela, virando-se subitamente ela viu um homem a 1m de distância dela, o que mais lhe surpreendeu é que ele conseguiu chegar tão perto dela sem ser percebido.
O homem usava uma capa de viagem toda negra e certamente tinha um olhar malicioso, quando ela ia dar um salto pra trás viu algo que a surpreendeu ainda mais, um sharingan se abriu na testa dele e imediatamente lançou um genjutsu paralisante nela.
– “Não consigo me mexer!” – pensou Chiyo com o corpo completamente rígido – “mas quem é esse cara? Como ele tem um sharingan!?”
– Aposto que você está se fazendo um monte de perguntas, mas eu gostaria que você respondesse as minhas – disse ele ativando um outro genjutsu.
O segundo genjutsu apagou a força de vontade dela deixando-a completamente submissa, quando os olhos dela ficaram apáticos o homem libertou seu corpo da paralisia.
– Quantos você são e o que vieram fazer aqui? – perguntou ele.
– Somos um time de 4 membros, viemos selar o bakeneko – respondeu ela com uma voz baixa e sem vontade.
– Isso seria um problema para nós – disse ele – como vocês pretendiam fazer isso?
Chiyo explicou de forma simples o plano de sua equipe, falou sobre Tamaki e o fuuinjutsu que ela carregava, quando soube disso ele sorriu satisfeito, um membro do clã Tamao viria muito a calhar agora.
– Muito bem, me leve até a sua amiga – disse ele – mas eu estou vendo algo de muito interessante em você.
O sharingan na testa dele se transformou num mangekyou sharingan e liberou uma energia que entrou nos olhos de Chiyo, assim que o chakra dela pulsou seus olhos se tornaram vermelhos brilhantes iguais ao vermelho do sharingan.
Continua.
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